“Gostava que a minha mulher praticasse sexo oral comigo, mas ela raramente o faz porque diz ficar enojada com o sabor. Existe alguma solução para esta situação?”
Guilherme,
Condeixa-a-Nova
Caro leitor,
Existe uma solução bastante simples para resolver esse problema. Se a razão para a sua esposa não praticar sexo oral é apenas porque não gosta do sabor, então experimente utilizar lubrificantes com sabores. Existem vários no mercado que não danificam os preservativos, podendo escolher entre um variado leque de sabores como banana, morango ou chocolate. Escolha aquele que mais lhe agradar, ou pergunte à sua esposa qual deles ela prefere, e surpreenda-a utilizando-o da próxima vez que fizerem amor. Se quiser, pode também sugerir à sua esposa que o utilize em si e verá que a sensação é bastante agradável. Desta forma vai trazer variedade e divertimento à vossa relação, pois os lubrificantes, além de terem um gosto agradável, provocam uma erecção mais rápida no homem e ajudam na penetração. Use a imaginação e faça a sua esposa delirar!
“Tenho 33 anos, vivo junto com a minha companheira há 8 e sempre fui fiel. Mas desde que comecei a frequentar a casa dum amigo e colega da faculdade senti-me muito atraído pela mãe dele e acabámos por nos envolver. Tanto eu como ela nos sentimos mal por
nos termos envolvido um com o outro. O que devo fazer?”
Celso, Matosinhos
Caro leitor,
A situação em que se encontra está a conduzi-lo a uma condição de instabilidade emocional. Sente-se muito confuso dado que se sente culpado pela situação gerada, pois como relata tem um relacionamento sério e equilibrado e não vê nenhuma razão para fazer o que fez. Todavia, o padrão da relação extra-conjugal que mantém distancia-se da forma como o seu relacionamento é conduzido, ou seja, o relacionamento que tem com a sua companheira é algo que faz parte da sua rotina há oito anos e têm um modelo criado por vós, enquanto que a relação que tem em paralelo é algo desregrado e sem qualquer compromisso. A relação que mantém com a sua companheira é baseada em algo sólido tal como a amizade, carinho e companheirismo enquanto que a relação que mantém com a mãe do seu amigo é baseada em algo passageiro e superficial que é o desejo e atracção sexual. Cabe a si reflectir e averiguar em qual das relações se sente melhor e quais as suas metas. Deve evitar continuar a viver nesse dilema que tem vivido ultimamente, pois viver relações simultâneas não é justo nem correcto para nenhuma das partes.
“Sou viúva há 6 anos e conheci há pouco tempo um senhor com quem me sinto bem. Mas tenho medo da reacção do meu filho, que tem agora 15 anos. O que devo fazer?”
Maria Clara, Benfica
Cara leitora,
A sua carta demonstra que é uma mãe extremamente preocupada e interessada com o bem-estar do seu filho, mas tenha cuidado para não deixar de viver a sua vida por causa do medo de o magoar. Seis anos parece ser tempo suficiente para estar sem alguém a seu lado e agora que o seu filho
já é um adolescente, já tem idade para compreender o facto de ter arranjado uma pessoa com quem compartilhar a sua vida. Tem é que fazer com que ele perceba que tal facto não vai mudar o amor que sente por ele. É perfeitamente normal que após o falecimento do pai ele esteja mais apegado a si, pois sente-se inseguro e com medo de a perder, mas já é tempo de ele perceber que a leitora tem necessidade de ter um companheiro com quem partilhar a sua intimidade. Até porque, em breve, ou talvez até já esteja a acontecer, ele próprio se vai começar a interessar por raparigas e vai começar a namorar. Por isso, o melhor é ter uma conversa calma com o seu filho e prepará-lo para o facto de que qualquer dia a leitora quererá voltar a partilhar a sua vida. Agora que encontrou alguém com quem pretende iniciar uma relação séria, não lhe diga já de quem se trata, comece por apresentar o seu novo companheiro como um amigo e, a pouco e pouco, o seu filho verá a vossa relação com outros olhos. Não abdique da sua felicidade, mas também não o force a aceitar uma pessoa que ele mal conhece. Dê-lhe tempo para ele se adaptar e verá que tudo vai correr bem.
“A minha namorada já usou vários tipos de contraceptivos orais, mas por vezes ela esquece-se de os tomar. Eu odeio o preservativo, sinto-me desconfortável. Já ouvimos falar dum outro método contraceptivo, o de barreiras vaginais. Será que resulta?”
Nuno, Olivais
Caro leitor,
Este tipo de contraceptivo, Barreiras Vaginais, é um método relativamente recente. Tem a forma de um cilindro fino de poliuretano com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura, sendo que uma das extremidades é aberta e a outra extremidade fechada. A extremidade aberta coloca-se fora dos lábios vaginais prevenindo assim a entrada do esperma. Este método combina contracepção e protecção das doenças sexualmente transmissíveis.
Este método contraceptivo ainda não tem muita procura por parte da população feminina devido ao seu tamanho e por ser mais caro que o preservativo masculino. Alguns utilizadores alegam que o preservativo feminino diminui a sensibilidade de ambos os parceiros. Segundo algumas investigações, a taxa de insucesso deste preservativo é de 5 %. No caso da sua namorada é aconselhável o uso do mesmo, ela não deve recear a sua utilização porque
certamente irá adaptar-se bastante bem. De qualquer forma, se a sua namorada sentir algum tipo de desconforto durante a utilização deste preservativo,
aconselho-os a procurar o médico ginecologista para que ele vos informe sobre outros métodos contraceptivos existentes no mercado.
Tenho dois primos de quem sou muito amigo, e um deles disse-me que uma noite viu o pai dele a abusar da própria filha, irmã dele. Queria muito ajudá-los mas não sei como devo proceder. Será que me poderia ajudar?”
Bruno, Porto de Mós
Caro Leitor,
A situação que me descreve é bastante preocupante, dado que existe a possibilidade de existir incesto. Como tal, é muito difícil para uma jovem lidar com este tipo de investidas sexuais por parte de um adulto, principalmente sendo este o próprio pai. Tal situação deve ser informada imediatamente às entidades competentes, pois é punida por Lei e, como tal, o pai da sua prima deve ser detido. O Incesto significa a prática de relações sexuais com indivíduos da mesma família e com os quais não podemos casar, tal como irmãos, pais, etc. Infelizmente o abuso sexual de menores acontece, na sua maioria, entre membros da mesma família, principalmente entre pais e filhos, e entre irmãos. Estes indivíduos, vítimas de incesto, evidenciam perturbações muito graves a nível psicológico quando adultos. A melhor atitude que poderá tomar em relação à sua prima é informá-la e apoiá-la neste momento tão difícil para ela. Fale com ela e com o seu primo, juntos tentem saber qual a sua relação com a mãe de modo a que possam falar com
ela, se não se sentirem à vontade para tal, pois nem sempre isso acontece, tente que ela se dirija a uma pessoa adulta com a qual haja confiança, tal como um médico, um professor ou um psicólogo. Qualquer um deles poderá agir de forma que esta situação seja rapidamente encaminhada e resolvida nos trâmites legais, para que não haja mais ameaças à saúde tanto física como psicológica da sua prima.
colocação correcta preservativo
infecção sexualmente transmissivel
Outros Consultórios
Dr. Francisco Falcão de Melo, Cirurgia Plástica
Dra. Mariagrazia Marini Luwisch, Psicologia
Dr. Miguel Stanley, Medicina Dentária
Prof. Dra. Isabel Januário Fragoso, Exercício e Saúde