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“Sou um estudante universitário e por vezes tenho a sensação de que sou o único que não tem relações sexuais, ainda por cima continuo a ser virgem. Será que os outros também não fazem sexo, embora apregoem que sim?”
Pedro, Braga
Caro leitor,
Ainda que fosse o único rapaz virgem da sua universidade isso não faria de si um a pessoa com um comportamento “anormal”, ou diferente dos outros. No que à sexualidade diz respeito, fazer aquilo com que se sente bem é a regra principal. Se não está ainda confortável com a ideia de iniciar a sua vida sexual, é porque ainda não chegou o momento de o fazer, e independentemente da experiência que os seus colegas tenham você não tem de os imitar apenas para “não ficar para trás”. A percepção que os alunos universitários têm da vida sexual dos seus colegas nem sempre corresponde à realidade, pois nesta fase da vida a necessidade de afirmação e de impressionar os outros pode fazer com que muitas vezes as pessoas apregoem mais experiência do que efectivamente têm, tanto para causar impacto como para disfarçar e esconder as próprias inseguranças que, acredite, até os seus colegas que se dizem mais experientes também têm. Por outro lado, o meio universitário propicia um tipo de contacto que pode não ir à consumação do acto sexual, um colega seu pode dizer-lhe que passou a noite após uma festa com uma rapariga sem que tenham necessariamente tido relações sexuais. Dentro destas existem também variáveis, por vezes as carícias podem chegar ao sexo oral mas não ir além disso, outras vezes podem ficar-se por alguns beijos mais escaldantes. Assim, “passar a noite com alguém” não implica necessariamente uma vasta experiência sexual, por isso não se deixe impressionar por aquilo que lhe contam, siga o seu percurso académico normal e, quando encontrar uma rapariga com quem sinta vontade de ir mais longe, deixe que aconteça de forma natural.
“Tenho 36 anos e ainda sou solteira. Já tive várias relações mas até agora nenhuma chegou a ponto de ele me pedir em casamento. No entanto, quase todas as mulheres que conheço da minha idade já estão casadas. Não consigo perceber o que é que os homens vêem
numa mulher para a pedirem em casamento…”
Lurdes, Beja
Cara leitora,
segundo um estudo realizado nos Estados Unidos sobre os factores que pesam na decisão de casamento, chegou-se à conclusão que os homens casam mais frequentemente com mulheres que nos primeiros encontros não falam de casamento, filhos ou compromissos sérios e que mostram estar mais interessadas em conhecer o homem e divertir-se do que propriamente em arranjar marido. Por isso, quando iniciar um novo namoro tente levar as coisas com calma e não fale de compromissos sérios muito cedo na relação, senão vai acabar por assustar o seu pretendente. Por outro lado, aconselho-a a dar alguma “luta” ao seu próximo namorado. Os homens gostam de sentir que dominam a situação e que estão a “conquistar” a mulher (mesmo que seja exactamente o contrario…). Boa sorte!
“Já há muitos anos
que tenho um fetiche que gostaria de o experimentar com o meu namorado. Queria
que ele me algemasse à cama durante a relação sexual. Como hei-de fazer para
lhe dizer? Namoramos há 3 meses e não quero que ache que sou uma tarada
sexual!”
Sara, Almada
Cara Leitora,
Realmente este assunto é bastante delicado e um pouco
difícil de ser abordado, mas a melhor forma de conseguir realizar a sua
fantasia será conversar com o seu namorado sobre esta questão. Considera-se
este tipo de jogos como fazendo parte do chamado Sadismo, no qual a pessoa que
controla tem prazer através do sofrimento do outro, embora o Sadismo faça parte
integrante das relações humanas mais elementares e seja vivido consoante os
preconceitos de cada indivíduo. Nos jogos Sadomasoquistas, de acordo mútuo, a
cada sádico corresponde uma vítima, o masoquista, e é necessário existir por
parte de ambos um acordo. É necessário que tenham atenção aos instrumentos
utilizados, para que os actos não provoquem dor. Como tal, em vez de utilizar
as algemas que poderão provocar ferimentos, usem gravatas ou lenços em que os
nós sejam fáceis de desapertar, se por qualquer razão for necessário. Deve
responder de forma calma e serena a todas as dúvidas que ele lhe colocar, e se
por qualquer motivo ele não aceitar, seja compreensiva e tente entender as suas
razões. Terão ambos que acordar para que, assim que um de vós se sinta
desconfortável, o jogo termine, de modo a que não provoque qualquer tipo de
dor.
“Gostava de saber o que é apatia sexual, pois tenho receio de sofrer desse problema uma vez que raramente tenho desejo ou vontade de fazer amor com o meu marido. Como posso identificar os sintomas ou manifestações? O que posso fazer para evitar que isto suceda?”
Alice, Coimbra
Cara leitora,
A apatia sexual pode assumir várias formas diferentes, e ocorre quando a pessoa não se sente próxima ou íntima do seu par. Esta disfunção é mais comum do que pode pensar, sendo também designada de aversão sexual, desejo sexual inibido ou hipo activo. Há pessoas que sofrem desta disfunção que nunca tiveram qualquer desejo sexual, enquanto que há outras que tiveram desejo sexual no passado, mas que o perderam. Há pessoas que não sentem desejo pelo parceiro, enquanto outras não sentem desejo sexual de todo. Por vezes aquilo que as pessoas consideram ser apatia sexual traduz-se por diferentes libidos entre os dois parceiros. O interesse e a expressão sexual é muito variável de pessoa para pessoa. Embora seja considerada uma disfunção e incomode algumas pessoas, há outras que convivem perfeitamente bem com o seu baixo desejo sexual. Sofrer de insónias, depressão
e stress pode contribuir para a apatia sexual, assim como certos medicamentos e doenças, as mudanças hormonais ou até mesmo ter tido uma educação severa e repressiva. Se desconfia que sofre de apatia sexual, em primeiro lugar é preciso saber se isso sempre lhe aconteceu ou se o passou a sentir com o seu marido, pois pode ser uma questão de diferenças entre as vossas libidos. Procure perceber o que fez com que fosse perdendo o apetite a este nível, e saiba que existem exercícios que a ajudam a recuperar o desejo. A comunicação sincera com o parceiro é sempre o ponto de partida essencial, mas pode ser necessário pedir a ajuda de um terapeuta. Reserve tempo exclusivamente para a intimidade, aprenda a dominar o stress e a ansiedade. A variedade também é uma boa forma de recuperar o interesse pois muitas vezes a rotina e a previsibilidade desgastam a relação. Mudar de posição ou fazer amor em locais diferentes pode ser um truque simples para melhorar a vida sexual. Acima de tudo, estar decidida a pedir ajuda para resolver este problema e a comunicação
com o seu par são os factores essenciais para o ultrapassar.
“Tenho 33 anos e fui mãe há 3 meses da minha primeira filha. Apesar de estar tudo bem comigo e com a bebé, deixei de ter qualquer vontade de ter relações sexuais. Embora o meu marido tenha sido muito compreensivo comigo sinto que já está a perder a paciência, mas esquivo-me de cada vez que ele tenta fazer amor comigo. É normal isto suceder? Será por estar a amamentar? O que posso fazer para evitar que suceda? Estou encantada com a minha filha mas não quero perder o meu marido.”
Teresa, Montijo
Cara leitora,
A sua situação não é fora do comum, especialmente para mães que estão a amamentar. Devido a estar a dar de mamar à sua filha, o seu corpo está constantemente a produzir oxitocina, que é uma hormona produzida também durante o acto sexual. Uma vez que o seu organismo já tem uma grande quantidade dessa hormona devido ao facto de estar a amamentar, é natural que o seu corpo não sinta necessidade de ter relações sexuais, e por isso nota em si uma ausência de desejo sexual. Uma vez que a sua filha comece a comer outro tipo de alimentos e deixe de mamar, você notará que o seu desejo vai voltar. Se, nessa altura, tal não acontecer é aconselhável que consulte o seu médico. Entretanto converse com o seu parceiro para que ele esteja a par do que se está a passar consigo, e para que possa perceber que não se trata de o estar a rejeitar ou de já não querer fazer amor com ele, mas sim de uma alteração hormonal.
. Outros Consultórios
. Dra Maria Helena, Astrologia
. Dra. Madalena Muñoz, Nutrição
. Dr. Francisco Falcão de Melo, Cirurgia Plástica
. Dra. Mariagrazia Marini Luwisch, Psicologia
. Dr. Miguel Stanley, Medicina Dentária
. Prof. Dra. Isabel Januário Fragoso, Exercício e Saúde