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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Posso mudar de pílula?”

 

 

Estou a tomar a pílula yasmim, já há três anos, mas quero mudar. Qual a pílula que aconselha? “

 

Sofia, Alvor

 

Cara Leitora,

 

Qualquer alteração de pílula deve ser discutida com o seu médico. As pílulas de hoje em dia são seguras e alteram o ciclo menstrual com hormonas femininas sintetizadas, não permitindo a ovulação nem a implantação. Não sei o que a leva a desejar uma nova pílula, mas pode não se justificar, se não tiver uma leve perda de sangue entre as menstruações, se não tiver dores de cabeça, aumento de peso, varizes ou diminuição do desejo sexual pode não haver razão para alterar. Consulte o seu médico ou dirija-se a uma consulta de planeamento familiar para esclarecer melhor a sua vontade de mudar de pílula. Pode ainda considerar outros métodos de contracepção hormonal, como o adesivo, o anel vaginal ou o implante que, por serem absorvidos de modo diferente e mais directo, utilizam menores quantidades hormonais. 

“Engordo com a pílula!”

Tenho 18 anos e há dois que tomo a pílula e desde aí que não paro de engordar. Já mudei várias vezes de pílula e o efeito foi sempre o mesmo. Deverei deixar de tomar a pílula de uma vez por todas?”

 Tânia, Alverca

Cara Leitora,

Sendo um composto hormonal, efetivamente, a pílula pode provocar alterações de peso e isso é o que se passa consigo. Porém, no que diz respeito à toma da pílula cada mulher é um caso e cada pílula funciona de maneira diferente. Inerentemente à pílula podem ocorrer outros efeitos secundários como: borbulhas, cólicas ou dores de cabeça. Tendo em conta, que já experimentou várias pílulas e o resultado foi sempre o mesmo, ou seja, engordou, com certeza que já está na hora de mudar de método contracetivo. Lembre-se de que esta mudança deve ser feita de uma forma conscienciosa e ajustada a si, não se esqueça que deve ser acompanhada por um ginecologista. Tendo em conta que não se dá bem com a pílula, talvez a solução mais acertada para si é o uso de preservativo e de espermicida, pois assim, não só evita as doenças sexualmente transmissíveis como reduz o risco de gravidez, por exemplo, se o preservativo se romper. Atualmente, existem algumas marcas de preservativos que já trazem incorporados os espermicidas.

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 

Tenho 43 anos e sempre tive uma vida sexual ativa e feliz. No entanto, ultimamente quando faço amor noto que fico menos lubrificada, o que me causa dores e mal-estar. Não entendo por que aconteceu esta mudança, mas está a provocar-me um grande desconforto e constrangimento.”

 

Mariana, Queluz

 

Cara Leitora,

Esta dificuldade poderá ser causada por uma infeção vaginal que provoca dores durante a penetração e a redução da lubrificação. Por outro lado, existem alguns medicamentos que têm como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Uma outra hipótese a ter em consideração é o facto de estar num período pré-menopausa, onde poderá ocorrer uma alteração dos níveis hormonais que poderão justificar essa tendência, principalmente a níveis irregulares de estrogénio. Porém, de forma a dissipar todas as suas dúvidas a este respeito, aconselho a que consulte o seu ginecologista para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da paixão todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos.

 

Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro. A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

 

Mais vale prevenir…
A melhor forma de combater a falta de desejo no casal é aprender a evitá-la. Para tal, integre certos princípios na dinâmica da relação e faça deles hábitos saudáveis, para o bem da relação.

"Tamanho do pénis"

O tamanho da mão do homem é igual ao
tamanho do seu pénis?

 

Gostaria de saber se é possível saber o tamanho do pénis de um homem através do tamanho da sua mão.

 

Cara Gina,

Realmente a sabedoria popular diz que o tamanho da mão do homem está directamente relacionada com o tamanho do seu pénis, mas lamento informá-la de que essa crença não tem fundamento. A única forma de saber o tamanho do pénis
de um homem é vê-lo despido, por isso nem o tamanho da mão, o tamanho do pé, o tamanho do nariz ou a altura são indicadores das dimensões do pénis de um homem.

Clítoris inchado

 

 

Tenho 17 anos e cada vez que eu e o meu namorado curtimos ele toca-me no clítoris, mas eu nunca atinjo o orgasmo, o problema é que passados alguns dias este ainda está inchado e dói-me. O que será que devo fazer?

 

Margarida, Alcácer do Sal

 

Cara leitora,

Quando as mulheres estão sexualmente excitadas dá-se um aumento da circulação sanguínea na zona genital, e algumas mulheres atingem o orgasmo e outras não. No seu caso, a leitora fica excitada mas acaba por não atingir o orgasmo, o que se deve à sua pouca idade e inexperiência sexual. Por isso não se preocupe pois uma vez que conheça melhor o seu corpo, vai ver que se tornará mais fácil sentir prazer sexual. Quanto ao inchaço do seu clítoris este deve ser devido a um excesso de estimulação por parte do seu namorado, por isso fale com ele para que a estimule de forma mais gentil e durante menos tempo. Experimente também utilizar um gel lubrificante durante a masturbação mutua, ou experimente guiar a mão do seu namorado, para que ele saiba onde e de que forma a deve tocar sem causar desconforto.

“Não consigo ter prazer…”

“Sempre gostei de praticar sexo, mas nunca consegui atingir o orgasmo, apesar de já ter tido vários parceiros. Será que o problema é meu? As minhas amigas já me disseram que poderei ser frígida...”

Sara, Carcavelos

 

Cara leitora:

A anorgasmia, ou ausência de orgasmo, é infelizmente bastante frequente nas mulheres. Essa situação deve-se, normalmente, a factores do foro  psicológico, como uma educação severa, crenças religiosas, ou ansiedade durante a relação sexual. Se essa for a questão…lembre-se que não há nada de mal no sexo. É algo que faz parte da vida de todos os seres, é tão natural como respirar. Comece por conhecer o seu próprio corpo, através da masturbação, para que depois possa ensinar ao seu companheiro quais as partes do corpo que são mais sensíveis. Se achar necessário, aconselho-a a marcar algumas sessões com um terapeuta sexual.

“Tenho mais prazer quando me masturbo!”

“Gosto muito do meu namorado e ele excita-me imenso, mas na hora H não funcionamos bem. Apesar de sentir prazer não consigo chegar ao orgasmo quando estou com ele, e a verdade é que tenho mais prazer quando me masturbo. O que posso fazer? Gosto dele mas queria ter uma relação sexual mais satisfatória!”

 

Ana Teresa, Mafra

 

Cara Leitora,

 

existe entre vocês uma certa falta de comunicação e de diálogo. Se consegue alcançar o clímax sozinha recorrendo à masturbação, isso quer dizer que consegue atingir o orgasmo se for bem estimulada. Neste ssaxualidade, o parceiro os seus pontos mais sensíveis e que servem como porta à satisfação. Não se iniba e mostre ao seu namorado os pontos que devem ser devidamente estimulados. Se não mostrar ao seu namorado onde, de facto, reside a sua sensibilidade, provavelmente terá que recorrer muito mais vezes à masturbação para atingir o prazer que deseja. Talvez esse problema possa ser resolvido rapidamente com uma pequena conversa, onde entendam que a sexualidade é algo em que é importante dar e receber e é imprescindível ter o conhecimento do corpo do parceiro. Esta envolvência e cumplicidade são importantes para o bem-estar sexual do casal.

Estimulação anal para homens!


 

Estou casada há dois anos e gostaria de inovar a nossa vida sexual através de estimulação anal ao meu marido. Será que isso é muito atrevido, será que ele vai gostar?

 

Nicole, Madeira

 

Cara Leitora,

O que é considerado muito atrevido para alguns, é o pão-nosso de cada dia para outros. Existem muitos casais que praticam esse tipo de estimulação e existem de facto muitos homens que, independentemente da sua orientação sexual, deliram com essa prática, chegando mesmo a atingir o orgasmo sem necessitar de mais nenhum tipo de estimulação. Por isso não se preocupe com rótulos e seja inovadora na cama com o seu marido. A estimulação anal em homens deve ser feita sempre com a utilização de um lubrificante e de forma gradual e cuidadosa. Experimente e verá que o seu marido vai gostar.

 

Não lhe apetece fazer sexo!

 

 

Amo muito a minha esposa e sempre nos demos muito bem a nível sexual, mas desde que ela teve o nosso filho, há 6 meses, já não tem vontade de fazer amor comigo…”

Luis, Lisboa

 

Caro leitor,

O nascimento de uma criança é sempre um período de adaptacao tanto a nível do relacionamento como a nivel sexual. Deixar de ter relações depois de ter um filho é bastante comum para vários casais. Alterações hormonais, depressão pós-parto ou cansaço são muitas vezes associados a diminuição de desejo, mas estas não são as únicas razões. É perfeitamente seguro ter relações após o nascimento do bebé, desde que a mulher se sinta psicologicamente e fisicamente preparada para tal. Aconselho-o a tentar aliviar algum do trabalho da sua esposa com o bebe, arranjem uma ama, ou alguem de familia que tome conta do bebe para que voces possam passar tempo juntos, criem novos cenários e fantasias, passe uns dias fora sozinhos, e isto irá ajudar o vosso relacionamento.