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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Quero apresentar a minha namorada à minha família!”


 

“Tenho 29 anos e estou numa relação há 5 meses. Adoro a minha namorada e gostaria de a apresentar à minha família mas não sei se é ainda muito cedo, e se ela se sente preparada para isso!”

 

Ricardo, Faro

 

Caro leitor

No início de uma relação existem sempre muitas dúvidas sobre o que se deve e o que não se deve fazer. Nem sempre a mulher está ansiosa por conhecer a família do namorado, pois sabe que está a ser avaliada pelos familiares do seu amado e isso pode gerar desconforto. Aconselho-o a reflectir sobre esta questão e a abordá-la com a sua namorada. Se acha que é uma relação sem futuro que pode acabar a qualquer momento então não o deve fazer. Depois de o leitor ter a certeza do que quer fazer, tem de averiguar se a sua namorada se sente preparada para dar esse passo. Caso contrário, corre o risco de a pressionar a assumir um compromisso para o qual ela não se sente preparada, o que pode ser desastroso para a relação. Aborde o assunto de uma forma casual, dizendo-lhe que gostaria que ela conhecesse os seus pais e perguntando-lhe se ela está preparada para isso. Veja como ela reage e que resposta lhe dá, se achar que ela foge ao assunto, inventando uma desculpa “esfarrapada”, fica ciente que é ainda cedo demais para a apresentar à família!

“Tenho medo que o tampão nunca mais saia de dentro de mim!”

 

“Tenho 12 anos e tive o período pela primeira vez a semana passada. As minhas amigas disseram-me para usar tampões em vez de pensos, mas eu tenho medo que o tampão se perca dentro de mim e nunca mais saia!!”

Isabel, Sousel

 

Cara leitora

Esse é um medo comum entre jovens, mas não se preocupe, pois é impossível que isso aconteça. Após introduzido, o tampão não tem outra hipótese se não ir para baixo. A vagina é um canal com cerca de 15 centímetros de comprimento que termina na entrada do útero, e este por sua vez, tem uma entrada muito estreita que não permite a entrada do tampão. Desta forma a vagina funcionando um pouco como um “beco sem saída” do qual apenas os minúsculos espermatozóides conseguem avançar. Como vê, não existe motivo para se preocupar. Muitas raparigas optam por utilizar o tampão em vez de pensos pois sentem-se mais à vontade permitindo que pratiquem desporto ou possam ir à praia sem preocupações. Se decidir por essa opção não se esqueça de utilizar um pensinho diário de forma a protege-la de pequenas fugas de fluido.

“A minha filha de 13 anos veste-se e comporta-se de forma sedutora!”


“Ultimamente  minha filha de 13 anos tem se vestido e comportado de forma sedutora cada vez que o meu namorado está na minha casa. Será que devemos falar com ela sobre isso ou devemos ignorar esse comportamento?”

Teresa, Sacavém


Cara leitora

A sua filha está a entrar numa fase de transformação na qual ela necessita validar a sua sensualidade, e por isso ela pode estar a vestir-se e a comportar-se dessa forma com todas as pessoas, mas a leitora só reparou quando isso acontece em casa. Pode também dar-se o caso dela estar a querer competir consigo pela atenção e afecto do seu namorado e para tal ela está a copiar o seu comportamento quando o seu namorado está na sua casa. Ela pode também estar a expressar a sua frustração por a leitora partilhar o seu tempo com alguém que não ela. Como vê as hipóteses para o comportamento da sua filha são várias e por isso o mais importante não é criticar a forma como ela se veste ou comporta mas sim descobrir a razão desse comportamento. Converse com ela e pergunte como ela se sente em relação a você ter um namorado e passar tempo com ele? Pergunte também como ela acha que as pessoas a vêm quando ela se comporta e veste de forma sedutora?. Explique-lhe que o seu corpo está a alterar-se e ela está a tornar-se uma mulher, e que por isso deve ter cuidado pois as nossas acções mandam mensagens que nem sempre são aquelas que queremos mandar!

“Sinto comichão nos testículos. Tenho algum problema grave?”


 

“De há duas semanas para cá tenho sentido uma comichão muito grande nos testículos. Será que contraí alguma doença grave? E será que posso contagiar a minha namorada?”

António, Braga

 


 

Caro leitor,

De facto algo se está a passar porque desconforto na zona genital é sinal de problemas. Uma vez que sente comichão nos testículos e não no pénis, deve tratar-se de uma irritação causada por um fungo, e isso não se transmite de pessoa para pessoa. Este tipo de irritação é frequente entre homens e deve-se ao excesso de transpiração e calor na zona genital. O homem tem muita pele na zona dos testículos, o calor e a transpiração permitem que os fungos se desenvolvam nessa área com bastante facilidade. Se esse for o caso, o leitor pode continuar a ter relações sexuais com a sua companheira, mas vai sentir desconforto. Aconselho-o a consultar um médico o mais rápido possível e a utilizar uma pomada anti-fúngica para tentar aliviar o problema. Tenha também cuidado depois do banho, assegurando-se de que limpou a secou muito bem os órgãos genitais, de forma a evitar que o fungo volte!

 

“Sinto-me atraído pelo meu professor…”


 

“Tenho 29 anos e estou a terminar o Doutoramento. Sou gay não assumido e sinto que me estou a apaixonar pelo meu professor. Acho que ele sente o mesmo por mim, mas tenho receio de me aproximar e de ser rejeitado. Já sofri tanto…”

 

Alex, Santarém

 


 

Caro Leitor,

As dúvidas que apresenta são compreensíveis pelo facto de já ter sofrido algumas decepções amorosas. Porém, procure antes de mais verificar se o seu amor é realmente correspondido. Se  sentir que pode investir nessa relação, não hesite em conquistar a felicidade. No entanto, para evitar dissabores a nível profissional, aconselho-o a apenas iniciar uma relação romântica com o seu professor depois de terminar o seu Doutoramento, e depois de ele deixar de ser seu professor, pois dessa forma não haverá conflitos de interesses. Não se iniba e pense que, apesar das dificuldades pelas quais já passou tem todo o direito de ser feliz. Aposte mais na sua vida afectiva.

 

 

“Fazer sexo no quarto da minha namorada incomoda-me!”


 

“Tenho 20 anos e um namoro sério. Já namoramos há dois anos, mas tivemos um desentendimento, e passámos três meses afastados. Neste período, ela envolveu-se com outro rapaz mas quando reatámos contou-me e eu perdoei-a. O problema é que eles tinham relações sexuais no quarto dela e desde que eu soube, não sou capaz de fazer nada naquele quarto….”

 

Paulo, Albufeira

 

Caro Leitor,

 

Compreendo que não se sinta à vontade ao ter relações com a sua namorada num local em que ela já partilhou com outra pessoa a sua intimidade. Não consegue descontrair pois está constantemente a imaginar aquilo que ela terá feito com o outro namorado, e sente dúvidas se ele foi de alguma forma “melhor” a nível sexual do que o leitor. Por isso, para o ajudar, sugiro que pelo menos por enquanto encontrem outras alternativas. Variem de lugar, vão para outros sítios onde se sintam à vontade. Isso ajudá-lo-á a voltar a ganhar a confiança.

Em todo o caso, o leitor não estava com a sua namorada na altura em que ela se envolveu com o outro rapaz, por isso não existe mal nenhum em ela ter tido outro relacionamento. Tente pensar no presente e no futuro ao lado dessa pessoa de quem tanto gosta.

 

“Adoro experimentar a lingerie da minha esposa.”


 

“Adoro a minha esposa, mas ela não compreende as minhas fantasias sexuais. Gosto de experimentar coisas novas com ela, e excita-me sobretudo  trocarmos de roupa e vestir a lingerie dela. No entanto,  ela não acha graça e fica chateada comigo se eu insisto… Esta situação está a fazer com que o meu interesse por ela diminua.”

 

Jorge, Covilhã

 


 

Caro Leitor,

 

Pelo que percebi da sua carta, aposta na novidade e faz de tudo para fugir à rotina e à monotonia. É muito importante os casais serem arrojados na intimidade e não terem receio de experimentar novas situações. O leitor não tem que se sentir mal por gostar de vestir a roupa da sua mulher, mas também não pode exigir que a sua esposa partilhe os seus interesses. Converse com ela para que juntos possam encontrar novas formas de passar bons momentos a dois.

Um bom truque é arranjar uma pequena caixa, dentro da qual o leitor e a sua esposa depositam um papel onde escreveram dos desejos que gostariam de concretizar. Depois, uma vez por semana retiram um dos papéis e concretizam a fantasia do parceiro.

Desta forma, passam a saber o que o outro deseja e podem colocá-lo em prática, mas da maneira que se sintam mais confortáveis.

 

“Serei tarado?...”


 

“Tenho 35 anos e ainda não encontrei a pessoa certa. Nunca tive um compromisso sério, mas sempre que vejo uma mulher de mini-saia ou com um decote acentuado fico tão descontrolado que elas percebem e reagem mal porque se sentem incomodadas. Será que esta minha obsessão é normal?”

 

Tiago, Vila Franca de Xira

 


 

 

Caro Leitor,

 

Compreendo que anseia encontrar a pessoa ideal, mas deve primeiro entender que não é desta forma que a irá encontrar. O seu comportamento não é adequado e pode trazer-lhe alguns dissabores no futuro.

Acredito que seja difícil para si controlar os seus impulsos, mas ao deparar-se com uma mulher que o deixe excitado, racionalize e tome uma atitude diferente. Não há problema nenhum em olhar para uma mulher que ache atraente, desde que isso não provoque nenhum constrangimento para si ou para ela. A sua liberdade termina onde começa a do outro, por isso esforce-se ao máximo para não ser inconveniente.

Não considero que seja tarado, mas é importante que comece a controlar mais a sua impulsividade quando está na presença do sexo oposto. Caso considere necessário, procure ajuda junto de um especialista.

 

“Estou apaixonada por duas mulheres…”

“Tenho 40 anos e vivo uma relação estável com outra mulher. Contudo, as nossas famílias não compreendem a nossa maneira de estar na vida e isso começou a originar conflitos entre nós. O desgaste emocional foi enorme, tanto que como estava mais fragilizada comecei a sair com uma amiga e acabámos por nos envolver. Neste momento, estou dividida entre as duas…”

 

Letícia, Lisboa

 

Cara Leitora,

 

Em relação à confusão de sentimentos em que se encontra, aconselho-a a procurar ter um tempo para si. Talvez nesta fase seja melhor a leitora não decidir nada. Reflicta primeiro acerca do que quer para a sua vida e faça uma análise objectiva da situação, pois esse distanciamento ajudá-la-á a esclarecer os seus sentimentos e a saber o que pretende.

Esta questão é muito pessoal e só a leitora pode perceber de quem realmente gosta. O importante é sentir-se bem consigo mesma e manter uma relação feliz, seja com quem for.

 

 

 

“O sexo anal é prejudicial à saúde?”

“O meu marido propôs-me fazermos sexo anal, mas eu tenho receio de poder contrair doenças. Será que é seguro? Terei prazer?”

 

Rebeca, Póvoa de Santa Iria

 


 

Cara Leitora,

 

Entendo o seu receio porque esta prática aumenta a possibilidade de contrair algumas doenças, por isso deve ter certos cuidados. A maneira mais segura de se iniciar nesta prática é recorrendo ao uso do preservativo. Não por uma questão de desconfiança em relação ao parceiro, mas devido ao facto de no ânus existirem muitos microrganismos que podem causar infecções.

Por outro lado, como o ânus não é muito lubrificado, o uso de um lubrificante é fundamental para ajudar a não sentir dor.

Em relação à sua dúvida, se terá prazer, isso não lhe posso garantir, mas se se sentir à vontade em fazê-lo, não vejo motivos para não desfrutar juntamente com o seu marido da satisfação dessa prática.

 

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