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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Tema de hoje: Homossexualidade

                                                    

 
Tenho 24 anos e nunca tive uma namorada séria. Já tive relações sexuais com algumas mulheres e gosto bastante, mas depois de ter sonhado com um colega comecei a pensar mais em experimentar ter relações com outros homens. Estou assustado comigo próprio, não quero entrar nesse mundo…mas será por isso que nunca tive relações sérias com mulheres?”
 
Jacinto
 
Caro Jacinto,
 
Como as pessoas não heterossexuais acabam por ser discriminadas socialmente sentem-se mal consigo e com os seus sentimentos, mas a atracção pelo mesmo sexo sempre existiu e faz parte da sexualidade humana. Por isso não precisa de ter medo de ser ou não ser homossexual. Não é uma decisão que possa tomar, mas sim uma descoberta de si mesmo e da sua sexualidade, que não deve apressar nem ignorar. É natural que tenha prazer nas relações sexuais com mulheres, ser ou não ser homossexual ou bissexual (sentir atracções pelo sexo oposto e pelo mesmo sexo) não se mede pelo prazer que possa sentir, pois a orientação sexual é bem mais complexa que isso.
Experimente encontrar e conhecer outras pessoas e ambientes não heterossexuais, quer em bares e discotecas, quer em associações da comunidade, sites de internet – assim poderá conhecer outras pessoas que passaram por períodos de confusão e de descoberta e tal poderá ajudá-lo a sentir-se melhor e a perceber o que está a sentir.

“Massagens Eróticas”

 
“Gostava de saber fazer massagens eróticas para apimentar a nossa vida sexual, mas não sei como proceder…”
Gustavo, Cascais
 

 

Caro Leitor,
 
As massagens eróticas são uma das formas de dar um novo alento às relações sexuais. Está provado cientificamente que o toque é algo bastante terapêutico e, infelizmente, as pessoas nao o utilizam com a frequência desejada. O toque não serve apenas como um tranquilizante, mas também como um estimulante, quando é feito num determinado local e num determinado momento. O corpo possui áreas com especial sensibilidade sexual, que são chamadas as zonas erógenas que, se forem correctamente estimuladas, podem proporcionar momentos inesquecíveis. O local por onde deverá começar a massagem é irrelevante, o que importa é que ambos estejam dispostos a partilhar esse momento, no qual a desinibição e a descoberta do corpo do parceiro é um dos factores mais importantes a ter em conta.

“Só penso nele…”

 

 
 
“Saí de uma relação há algum tempo, mas agora tenho um grande sentimento de culpa e passo o tempo todo a pensar nele. Será que quero voltar para ele?
 
Sofia, Portimão
 
 
Cara leitora,

Este tipo de pensamentos é normal quando se termina um namoro com alguém por quem ainda se nutre carinho. Neste momento importa definir na sua mente se sente algo mais profundo pelo seu ex-namorado ou se apenas sente solidão por não ter com quem partilhar a sua vida. Pondere bem a situação e averigue se de facto ama o seu ex-namorado e se com um pedido de desculpas pode reverter essa situação e voltar a ter a felicidade ao seu lado. Infelizmente existem muitos casos nos quais as pessoas só dão o devido valor às coisas quando as perdem, e pode ser isso que está a suceder consigo.

“Nunca chego ao orgasmo!”

 

 
“Tenho 23 anos e namoro com um rapaz há dois. Mas por mais que o meu namorado se esforce, não consigo atingir o orgasmo. Cada vez mais esta situação me incomoda, começo a achar que não sou normal.”
 
Mariana
 
Cara leitora,
A dificuldade em atingir o orgasmo, chamada anorgasmia, é um problema bastante frequente na sexualidade feminina. Existem várias causas que provocam este problema, entre as quais se encontram as especificidades anatómicas de cada mulher. Segundo alguns sexólogos, se a estimulação do clítoris for inexistente é quase impossível a obtenção de orgasmo. Desta forma, a leitora e o seu namorado devem dar ênfase aos preliminares, desfrutar ao máximo essa fase e não ficar com o pensamento fixo na obtenção do orgasmo. Evite o coito como primeira etapa. Antes de passarem para a penetração sejam ousados, abusem das carícias e mantenha-se tranquila e relaxada. Caso isto não resulte, aconselho-a a procurar a ajuda de um especialista. A pressão exercida pela sua vontade em atingir o clímax, de certo não ajudará a atingir e a conhecer a sensação do tão desejado orgasmo.

“Como posso ser mais sexy?”

 

“Tenho 55 anos e estou na pós-menopausa, mas continuo a ser mulher e a querer ser desejada. Como posso sentir-me mais atraente e manter-me sexualmente activa?
São
 
Cara Leitora,
A menopausa é uma fase na vida da mulher na qual sofre alterações corporais, nomeadamente ao nível hormonal. Apesar da menopausa ter alguns sintomas por vezes desagradáveis, a fase de pós-menopausa pode trazer benefícios para a sua sexualidade. Muitas mulheres sentem-se mais livres para viver a sua sexualidade de forma desinibida, uma vez que não têm de se preocupar com uma gravidez indesejada. É nesta fase que muitas mulheres se libertam de preconceitos e inibições que lhes foram incutidas e passam a apreciar mais os momentos de intimidade com o parceiro. Tente manter-se activa e ter uma alimentação cuidada, de modo a evitar alguns problemas de saúde, e inove na sua relação sexual fazendo surpresas ao seu companheiro.
 

Tema de hoje: Arriscar depois de bem Conversar

 

 

 

 

A comunicação no casal é essencial para a vivência saudável da sexualidade. Com sinceridade e abertura o casal deve expressar o que sente e o que desejava experimentar, com respeito um pelo outro.

 

A experimentação tem riscos, que vale a pena medir bem e em conjunto - encontrar um compromisso entre as fantasias com que um sonha e os comportamentos com que o outro consegue lidar e ter encontrar prazer é saudável. Muitas vezes pensar, falar sobre uma fantasia, encená-la e representá-la a dois é tão forte como vivenciá-la e dará o prazer que procuram, com um risco moderado para o futuro da relação.

“Ela tem um cheiro esquisito!”

 

“Namoro há 10 meses e gosto da minha namorada. No entanto, apesar de gostar de fazer amor com ela, tenho reparado que tem um cheiro esquisito nas partes íntimas, o que me incomoda bastante, a ponto de por vezes me fazer perder a vontade de termos relações sexuais. Uma vez que é um assunto bastante delicado tenho algum receio de magoá-la, e como tal não sei como lidar com esta questão.”
 
Ricardo, Vila Franca de Xira
 
Caro Leitor,
O odor é uma característica que varia de ser humano para ser humano, pois depende das particularidades de cada um. Porém, os órgãos sexuais possuem glândulas sudoríferas que emanam um cheiro bastante particular, mas por razões várias esse odor pode tornar-se mais acentuado e, consequentemente, desagradável. Desta forma, a higiene pessoal é uma regra básica, principalmente quando as pessoas por si só já têm um odor bastante activo. A higiene diária é importante para evitar o mau cheiro e a acumulação de bactérias e outros corpos que podem causar infecções e irritações ginecológicas. Se a sua namorada tem um odor assim tão forte é possível que ela tenha alguma infecção ginecológica, por isso é aconselhável que ela consulte um médico ginecologista o mais rapidamente possível para evitar que a situação piore. Tente de uma forma discreta fazer com que a sua namorada se aperceba que tem um odor bastante intenso e que deve consultar um médico, além de ter mais cuidado com a sua higiene íntima. 
 

“Ele gosta de me penetrar vestida!”

 

“O meu namorado é muito imaginativo a nível sexual, e lembrou-se de termos relações sexuais vestidos. O problema é que agora ele só me quer penetrar quando estamos vestidos, e embora tenha achado piada da primeira vez, começo a já estar farta de o fazer sempre!”
 
Raquel, Porto
 
 
Cara leitora:
A satisfação mútua de fantasias é geralmente uma coisa positiva. No entanto, por vezes é difícil perceber quando deixa de ser fantasia e começa a ser um fetiche, sem o qual o homem ou a mulher não se conseguem excitar, o que parece ser o caso do seu namorado. Compreendo que a leitora acha esta situação um problema, pois talvez haja outras práticas que lhe agradam mais. Fale com o seu namorado acerca deste assunto, explique-lhe o que a incomoda. Tentem chegar a um meio-termo, talvez fazer amor vestidos apenas algumas vezes em vez de sempre, passando noutras alturas a realizar algumas das suas fantasias. Atinjam um entendimento em que os dois possam desfrutar das maravilhas do sexo.
 

“Não atinjo o orgasmo com a penetração!”

 
“Tenho 30 anos, sou casada e amo o meu marido. Ele é carinhoso e procura que eu tenha prazer nas relações mas quase nunca tenho... Sinto que o meu corpo responde aos estímulos mas dificilmente chego ao orgasmo. Não sinto dores durante a relação, excito-me facilmente e até penso que sou demasiado lubrificada... Com masturbação consigo ter prazer, mas durante a penetração não... Gostava imenso de ter uma ajuda para saber como obter a satisfação total... Parece que algo me bloqueia, será a preocupação de dar prazer ao meu marido ou por pensar que não estou a fazer bem?”
 
Matilde, Setúbal
 
Cara leitora,
muitas mulheres atingem o orgasmo através da estimulação clitorial (sexo oral ou estimulação manual) e não através da penetração. Por isso, não se sinta pressionada a “ter obrigatoriamente” de atingir o orgasmo durante a penetração, porque a sua situação é perfeitamente normal e partilhada por milhões de mulheres. O que algumas mulheres tentam fazer é estimular o clítoris até ao ponto do orgasmo antes da penetração, desta forma quando se dá o coito a mulher não se sente tão pressionada a ter de atingir o orgasmo dessa forma, nem se sente tão frustrada por não ter tido um orgasmo durante a relação sexual. Outras mulheres preferem que a estimulação clitorial seja feita após a penetração e após o parceiro ter atingido o orgasmo. Pode também experimentar comprar um vibrador que seja anatomicamente adequado à estimulação do Ponto G (uma zona no interior da vagina que causa o orgasmo vaginal), dessa forma verá se sozinha consegue atingir o orgasmo através da penetração ou não, se for bem sucedida tente explicar ao seu marido qual o tipo de posições ou estimulação que permitem que isso suceda. Quanto ao caso de ser bastante lubrificada, isso pode diminuir alguma da sensação durante a penetração, por isso experimente fazer uma pausa durante o coito na qual possa limpar alguma dessa lubrificação excessiva que sente.
 
 

“Tive um ataque cardíaco e agora tenho medo de ter relações…”

 
"Tive um ataque cardíaco há seis meses e desde então deixei de ter relações sexuais. A minha mulher foi compreensiva de início, mas ultimamente tem-se queixado desta situação, pois temos 40 anos e a nossa vida sexual sempre foi muito activa e feliz. o problema é que tenho receio que se fizer amor com ela, possa vir a ter outro ataque!"
 
Nuno, Sintra
 
Caro leitor
É muito normal que sinta receio em reiniciar a sua vida sexual após um ataque cardíaco, é assustador imaginar que possa repetir-se a mesma situação. O seu medo não é totalmente infundado, mas estudos recentes realizados nos Estados Unidos demonstraram que o risco de que isso possa acontecer é mínimo. Para pessoas saudáveis a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco durante sexo é de 2 para 1 milhão. Para pessoas que têm problemas cardíacos essa proporção aumenta para 20 em 1 milhão, o que como pode ver é ainda bastante baixo. Fale com o seu médico e veja qual a sua opinião, se ele der luz verde, então é só avançar!

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