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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“O que é que os homens vêem numas mulheres e noutras não?”

“Tenho 36 anos e ainda sou solteira. Já tive várias relações mas até agora nenhuma chegou a ponto de ele me pedir em  casamento. No entanto, quase todas as mulheres que conheço da minha idade já estão casadas. Não consigo perceber o que é que os homens vêem
numa mulher para a pedirem em casamento…”

Lurdes, Beja

 

Cara leitora,

segundo um estudo realizado nos Estados Unidos sobre os factores que pesam na decisão de casamento, chegou-se à conclusão que os homens casam mais frequentemente com mulheres que nos primeiros encontros não falam de casamento, filhos ou compromissos sérios e que mostram estar mais interessadas em conhecer o homem e divertir-se do que propriamente em arranjar marido. Por isso, quando iniciar um novo namoro tente levar as coisas com calma e não fale de compromissos sérios muito cedo na relação, senão vai acabar por assustar o seu pretendente. Por outro lado, aconselho-a a dar alguma “luta” ao seu próximo namorado. Os homens gostam de sentir que dominam a situação e que estão a “conquistar” a mulher (mesmo que seja exactamente o contrario…). Boa sorte!

“O que é a apatia sexual?”

“Gostava de saber o que é apatia sexual, pois tenho receio de sofrer desse problema uma vez que raramente tenho desejo ou vontade de fazer amor com o meu marido. Como posso identificar os sintomas ou manifestações? O que posso fazer para evitar que isto suceda?”

 

Alice, Coimbra

Cara leitora,

A  apatia sexual pode assumir várias formas diferentes, e ocorre quando a pessoa não se sente próxima ou íntima do seu par. Esta disfunção é mais comum do que pode pensar, sendo também designada de aversão sexual, desejo sexual inibido ou hipo activo. Há pessoas que sofrem desta disfunção que nunca tiveram qualquer desejo sexual, enquanto que há outras que tiveram desejo sexual no passado, mas que o perderam. Há pessoas que não sentem desejo pelo parceiro, enquanto outras não sentem desejo sexual de todo. Por vezes aquilo que as pessoas consideram ser apatia sexual traduz-se por diferentes libidos entre os dois parceiros.  O interesse e a expressão sexual é muito variável de pessoa para pessoa. Embora seja considerada uma disfunção e incomode algumas pessoas, há outras que convivem perfeitamente bem com o seu baixo desejo sexual. Sofrer de insónias, depressão
e stress pode contribuir para a apatia sexual, assim como certos medicamentos e doenças, as mudanças hormonais ou até mesmo ter tido uma educação severa e repressiva. Se desconfia que sofre de apatia sexual, em primeiro lugar é preciso saber se isso sempre lhe aconteceu ou se o passou a sentir com o seu marido, pois pode ser uma questão de diferenças entre as vossas libidos. Procure perceber o que fez com que fosse perdendo o apetite a este nível, e saiba que existem exercícios que a ajudam a recuperar o desejo. A comunicação sincera com o parceiro é sempre o ponto de partida essencial, mas pode ser necessário pedir a ajuda de um terapeuta. Reserve tempo exclusivamente para a intimidade, aprenda a dominar o stress e a ansiedade. A variedade também é uma boa forma de recuperar o interesse pois muitas vezes a rotina e a previsibilidade desgastam a relação. Mudar de posição ou fazer amor em locais diferentes pode ser um truque simples para melhorar a vida sexual. Acima de tudo, estar decidida a pedir ajuda para resolver este problema e a comunicação
com o seu par são os factores essenciais para o ultrapassar.

“A vagina da minha namorada é pequena…”

“Comecei há pouco tempo a ter relações com a minha namorada e, normalmente, a penetração é dolorosa. Será que a vagina da minha namorada é muito pequena? O que deverei fazer? ”

Pedro, Aveiro

Caro Leitor,

Quando se inicia a atividade sexual é normal que isso aconteça. A sua namorada está nervosa o que pode provocar tensão dos músculos da vagina e falta de lubrificação adequada. Aconselho-o a dedicar mais tempo e atenção aos preliminares e só tentar a penetração quando a sua namorada lhe disser que está preparada para isso. Experimente também utilizar um lubrificante para facilitar a penetração o que, além de ser divertido, fará com que a sua namorada se sinta menos tensa. Não pressione a sua namorada e adote uma posição na qual ela se sinta mais confortável.

 

“Tenho mamilos invertidos”

“Tenho 20 anos e nunca tive uma relação sexual com um rapaz, já tive um namorado mas terminei antes de nos envolvermos mais intimamente porque tive medo de lhe mostrar o meu corpo. Tenho muita vergonha que me vejam nua porque os bicos dos meus mamilos estão virados para dentro, sinto-me feia e acho que nenhum homem me vai achar atraente. Há alguma coisa que possa fazer para mudar os meus mamilos?”

 

Sandra, Lisboa

 

 

Cara leitora,

Embora não seja muito vulgar há pessoas que têm os mamilos virados para dentro. Quer seja por isso ou por outra característica física qualquer, é essencial que aprenda a amar o seu corpo e a compreender que cada pessoa é única e inigualável. Em princípio não há problemas de saúde associados ao facto de ter mamilos invertidos, o que por si só é uma razão para não se sentir mal com eles. Poderá, eventualmente, enfrentar dificuldades na amamentação caso engravide. Uma pessoa pode ter mamilos invertidos durante toda a vida ou apenas numa fase. Há pessoas, também, que têm um mamilo virado para fora enquanto o outro aponta para dentro. Para perceber qual é o seu caso experimente segurar o peito pelo limite da auréola do mamilo, prendendo-o entre o indicador e o polegar, e aperte suavemente mas com firmeza. Se o bico do mamilo se retrai ou desaparece, é realmente invertido. A estimulação dos mamilos e as temperaturas baixas podem ajudar a que um mamilo invertido se vire para fora, mas a única forma de resolver definitivamente esta situação é através da cirurgia plástica. Pode optar por fazê-la ou não, mas acima de tudo aprenda a aceitar-se como é. Se houver confiança e carinho com um parceiro com que se envolver sexualmente ele também não terá qualquer problema em aceitá-la e amá-la como é.