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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

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Profª Drª Helena Barroqueiro

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da paixão todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos.

 

Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro. A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

 

Mais vale prevenir…
A melhor forma de combater a falta de desejo no casal é aprender a evitá-la. Para tal, integre certos princípios na dinâmica da relação e faça deles hábitos saudáveis, para o bem da relação.

“Não consigo ter prazer…”

“Sempre gostei de praticar sexo, mas nunca consegui atingir o orgasmo, apesar de já ter tido vários parceiros. Será que o problema é meu? As minhas amigas já me disseram que poderei ser frígida...”

Sara, Carcavelos

 

Cara leitora:

A anorgasmia, ou ausência de orgasmo, é infelizmente bastante frequente nas mulheres. Essa situação deve-se, normalmente, a factores do foro  psicológico, como uma educação severa, crenças religiosas, ou ansiedade durante a relação sexual. Se essa for a questão…lembre-se que não há nada de mal no sexo. É algo que faz parte da vida de todos os seres, é tão natural como respirar. Comece por conhecer o seu próprio corpo, através da masturbação, para que depois possa ensinar ao seu companheiro quais as partes do corpo que são mais sensíveis. Se achar necessário, aconselho-a a marcar algumas sessões com um terapeuta sexual.

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da  todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos. 


Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro.

 

A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

Sexualidade feminina

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Orgasmo feminino

Algumas mulheres só conseguem atingir o orgasmo com a prática da masturbação. Estudos norte-americanos indicam que apenas 29% das mulheres atingem o clímax durante a relação sexual, mas 82% o atingem com a prática da masturbação.

 

Falta de desejo sexual

O desejo sexual hipoativo pode ser causado por vários fatores tais como o stress, cansaço, estados depressivos ou de ansiedade. Os medicamentos tomados para a depressão e estados de ansiedade podem também ser responsáveis pela redução do desejo sexual feminino. Há casos em que os baixos níveis de testosterona podem causar falta de desejo sexual nas mulheres. A terapia sexual para casais ajuda homens e mulheres a encontrar formas de obter prazer. O viagra é apenas recomendado para os homens com dificuldade erétil, e não produz qualquer efeito nas mulheres. O viacreme é uma substância que as mulheres podem usar para estimular os órgãos genitais, no entanto esta não garante a obtenção do orgasmo.

 

Anorgasmia

Esta carateriza-se pela dificuldade ou incapacidade para atingir o orgasmo, e é bastante comum entre as mulheres, mesmo em casos nos quais a mulher sente desejo sexual e não tem dificuldade em sentir-se fisicamente excitada. Esta situação pode causar bastante frustração tanto na mulher como no parceiro. É recomendável alterar a medicação caso a mulher esteja a tomar qualquer tipo de medicamentos, e recorrer à prática de masturbação por parte da mulher de forma a que esta se sinta mais em sintonia com o seu corpo.

 

Vaginismo

Condição na qual a vagina entra em espasmo muscular durante a penetração do pénis, tornando o ato sexual doloroso. Para atenuar esta situação pode usar-se medicação para tranquilizar a mulher durante o ato sexual de forma a ajudar a reduzir a tensão muscular. Existe também uma Técnica de Terapia Sexual, na qual a mulher é encorajada a introduzir, suavemente, "cilindros de treino" de tamanhos diferentes na vagina de forma gradual. Ao habituar-se à presença destes objetos, a mulher começa a aliviar a tensão que sentia anteriormente.

 

Dispareunia

Esta verifica-se quando a mulher sente dores bastante fortes durante a penetração, fazendo com que a relação sexual seja dolorosa e descomfortável. Muitas mulheres acabam por evitar ter relações devido à ansiedade antecipada da dor que vão sentir durante o coito. Existem investigadores norte-americanos que defendem a existência de um gene responsável pela manifestação deste problema em mulheres, mas é necessário que haja ainda mais investigação feita a este respeito. O tratamento deste problema pode passar por medicação ou por cirurgia.

 

Secura vaginal

A menopausa marca o fim da fertilidade da mulher e ocorre, geralmente, entre os 45 e os 55 anos de idade. Durante a fase de preparação para a menopausa – perimenopausa, os níveis de estrogéneo oscilam e a ovulação torna-se inconstante. Nesta fase a mulher pode ter menstruação nalguns meses, seguindo-se de um período de ausência de vários meses. Os baixos níveis de estrogéneo na fase da menopausa e pós-menopausa podem fazer com que os lábios vaginais e a vulva sofram um enrugamento e secura e, mesmo que a mulher esteja excitada, não se dê uma lubrificação adequada. Neste caso, a mulher deve usar um gel lubrificante antes da relação sexual. Alguns médicos recomendam o Tratamento de Substituição Hormonal através de um creme de estrogéneo, comprimidos, ou adesivos que podem ajudar a aliviar os efeitos da menopausa.

Disfunções sexuais

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Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode ser afetado por diversas disfunções sexuais, que podem causar dor ou algum sofrimento psicológico.

Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores, simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser perfeitamente tratado.

Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual hipoativo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta sexual ou do seu ginecologista.

 

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoativo (falta de prazer no ato sexual): Não existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no ato sexual): Existem sentimentos de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e medo.

Transtorno de excitação (frigidez): Existe uma capacidade quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do ato sexual. A mulher tem também falta de excitação.

Anorgasmia (inibição do orgasmo): Mesmo após um estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a mulher sente durante um ato sexual, desde que não existam outros fatores como nódulos ou infeções.

Vaginismo: Quando existe uma contração permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição médica: Quando existem outras doenças, como por exemplo a diabetes que fazem com que o desejo sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas, como por exemplo, antidepressivos.