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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

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Profª Drª Helena Barroqueiro

Menopausa

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A menopausa marca o fim da fertilidade da mulher e ocorre, geralmente, entre os 45 e os 55 anos de idade. Durante a fase de preparação para a menopausa – perimenopausa, os níveis de estrogéneo oscilam e a ovulação torna-se inconstante. Nesta fase a mulher pode ter menstruação nalguns meses, seguindo-se de um período de ausência de vários meses. Devido às alterações hormonais que ocorrem durante a menopausa a mulher pode começar a experimentar variadíssimos sintomas, tais como afrontamentos e suores noturnos, ansiedade, irritabilidade, alterações de humor e tendência para a depressão, esquecimento, dificuldade de concentração, dores nas articulações, fadiga, secura da pele, cabelo, olhos e boca. A oscilação dos níveis das hormonas pode provocar também dificuldades físicas e emocionais durante as relações sexuais.

 

Alívio e tratamento

Alguns métodos de autoajuda, bem como os Tratamentos de Substituição Hormonal (TSH), podem ajudar a restabelecer os níveis de estrogéneo e aliviar os sintomas físicos.

O TSH alivia os sintomas da menopausa, previne a atrofia genital e as mudanças ao nível do corpo. Pensa-se que este tratamento pode ajudar a proteger de doenças como o cancro e a osteoporose, mas no entanto há médicos que acreditam que este tipo de tratamento pode acelerar o desenvolvimento de quistos. Os TSH podem ser prescritos em forma de comprimidos, adesivos e implantes. Os cremes de estrogéneos podem ser aplicados na vulva e na vagina. A hormona testosterona pode ser receitada para ajudar a recuperar a libido.

 

 Se a menopausa está a afetar a sua vida sexual, alguns dos métodos que se seguem podem ajudá-la:

 1 – Para ficar bem lubrificada, não ignore os preliminares e, caso seja necessário, use um bom lubrificante.

2- A uretra e a vagina podem ficar menos almofadadas após a menopausa e os movimentos durante o acto sexual podem provocar dor e irritação. Se tem tendência para sofrer infecções urinárias, esvazie a bexiga após o ato sexual.

3 – Pratique exercício, mantendo o seu corpo em forma. Coma alimentos que nutram a pele e o cabelo. Pode usar suplementos alimentares.

4 – A medicina alternativa, a homeopatia, a naturopatia e a medicina chinesa têm à disposição tratamentos para as mulheres na fase da menopausa.

5 – Não perca a auto-estima e cuide da sua imagem.

Fantasias sexuais

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Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados.

 

Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

 

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer. É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável.

 

As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica.

 

No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

 

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

Fantasias Sexuais

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Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados.

 

Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

 

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer.

 

É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável.

 

As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica.

 

No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

 

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

Orgasmo sim, por favor!

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Em primeiro lugar desejo, depois excitação e por fim orgasmo. Esta seria linha orientadora ideal para atingir aquilo que todas as mulheres desejam na cama: prazer.

 

Porém, 27% do sexo feminino português confessa que raramente atinge o clímax, contra 1% dos homens. O que pode estar por detrás desta grande diferença entre os dois sexos? A verdade é que sexo não é apenas penetração e, principalmente, para as mulheres é muito mais do que isso.

 

Ela precisa de estar lubrificada, para se sentir preparada para o coito. A mulher deixou de fingir, nos dias que correm exige mais do seu parceiro e ele, em princípio, também fará tudo para estar à altura de satisfazê-la. Infelizmente, a repressora educação que sempre foi passada ao sexo feminino, ainda domina algumas mentes e isso pode, muitas vezes, inibir ambos.

 

O que contribuiu, sem dúvida, para um orgasmo insatisfatório, principalmente da parte das mulheres que necessitam pelo menos de oito minutos para atingi-lo, contra três minutos que os homens podem levar a consegui-lo. Mas afinal é tudo uma questão de timing?

 

Pode ser, mas não só! Há que “acertar” ritmos, passar ao parceiro informação, pois os homens gostam de ser instruídos. Utilize alguma linguagem corporal, bem como frases provocantes que permitam ao seu companheiro entender aquilo que precisa. Mas antes disso, e para saber dar instruções necessita de conhecer o seu corpo.

 

Para si, também os preliminares são importantes, pois quanto mais longa a excitação, maior o clímax. Alugue filmes picantes, envie mensagens eróticas ao seu parceiro, durante o dia, faça algo com ele que vos provoque muita adrenalina. Na cama, evite a rotina, experimentem novas posições, descubram-se e se necessário utilizem brinquedos sexuais para se estimularem mutuamente.

 

Na verdade, a imaginação não tem limites! Entregue-se ao prazer!

“O que se passa comigo?”

 

Há 2 anos namoro com um rapaz e há 8 meses tivemos relações sexuais pela primeira vez. Correu bem e com muita cautela, fui ao medico antes, receitou-me exames e orientou-me sobre as sensações que possivelmente iria ter... Eu já tomava anticoncepcional desde os meus 14 anos, porque a minha menstruação tem um fluxo muito forte. O meu namorado entretanto fez uma cirurgia e passamos mais de dezoito dias sem ter relações e quando o médico dele o permitiu de novo,  eu não sinto vontade nenhuma, nenhum desejo. Quando tentei forçar senti muitas dores e continuo a sentir e sinto que a minha vagina está com um odor diferente, com muito corrimento.

É normal eu sentir essa falta de interesse por ele? Gosto de beijar, abraçar, mas quando passa para a parte mais quente peço que pare e tenho vontade de chorar. Tenho medo que seja alguma infecção!”

Marta, Leiria

 

  

 

Cara leitora,

 

O seu caso apresenta tantas coisas que deve mesmo falar abertamente com o seu médico para melhor o esclarecer. O facto de fazer contracepção é positivo, para ficar descansada quanto a possíveis gravidezes indesejadas, mas não a protege de contrair infecções sexualmente transmissíveis e isso pode ainda preocupá-la.

 

Não sei como reagiu às suas primeiras relações sexuais, se gostou, se se sentiu confortável, como ficaram depois. Não sei a causa da cirurgia do seu namorado e se pode relacionar-se com a sua falta de desejo. Também não sei se a vossa relação sofreu alguma mudança nesses dias em que não tiveram relações. Qualquer um destes factores pode influenciar o seu desejo sexual e a sua vontade de ter sexo.

 

Reflicta um pouco, sozinha ou acompanhada, sobre o que poderá estar a ter impacto nos seus sentimentos em relação à sexualidade.

 

No que toca a dores, odores e corrimento tem mesmo de fazer um diagnóstico presencial com um médico, pois pode ter desenvolvido apenas algumas bactérias vaginais (a vagina como mucosa tem uma flora vaginal que pode desequilibrar-se e dar tais sintomas), como pode ter sido infectada com uma infecção sexualmente transmissível e estar a reagir negativamente ao sexo por lhe causar dores. 

 

 

Tema de hoje: problemas sexuais femininos

Bettina Rheims

 

 

 

Bom dia,
Em Outubro de 2007 foi-me diagnosticada uma depressão e estou a ser tratada com fármacos e psicoterapia!
Por volta de Janeiro-Fevereiro comecei a notar que a minha líbido começou a diminuir vertiginosamente! Claro que isso nunca foi impedimento para diminuir o meu ritmo sexual com o meu namorado, mas a verdade é que já não obtenho tanto prazer como obtia!
Deve-se ao tratamento com anti-depressivos? E após passar esta fase da depressão tudo isto irá reverter-se?
Cumprimentos
Cara leitora,
Com efeito, a depressão e o tratamento dela têm efeitos nas várias fases da resposta sexual, desde o desejo sexual, à excitação e orgasmo – dependendo de cada pessoa e dos momentos da vida. Seja paciente e continue a medicação e a psicoterapia, falando destas questões com os técnicos que a acompanham. Não se preocupe com as alterações que sente no prazer, tal irá mudar com as suas melhorias globais, mas deve mencionar estes efeitos secundários ao seu médico assistente bem como ao terapeuta. Existem vários medicamentos no mercado com efeitos secundários diferentes, por isso nao tenha receio de conversar com o seu médico a esse respeito. Não se afaste do seu namorado, explique-lhe e peça-lhe também a sua compreensão. Há muitas formas de ter relações sexuais e de viver a intimidade, pelo que podem aproveitar esta fase da sua vida para as explorarem em conjunto e descobrirem novas formas de viverem a vossa sexualidade, que vos dêem prazer a ambos, ao ritmo que preferir e a deixar confortável.
Desejo-lhe boa sorte para o seu tratamento e para a sua relação e esteja confiante que esta fase difícil irá passar e muitas alegria e prazer a esperam no futuro!