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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 

"Não sei porquê, mas há uns tempos tenho tido dificuldade em ficar lubrificada. Será que esta mudança se deve ao facto de eu estar perto da menopausa?”
Susana, Ericeira
 
Cara Leitora,
Realmente o facto de estar a entrar na menopausa pode causar alterações dos níveis hormonais, nomeadamente níveis irregulares de estrogénio. Esta redução de estrogénio causa diminuição da lubrificação durante o acto sexual, o que pode resultar em dores durante a penetração. A redução de lubrificação pode também ser o sintoma de uma infecção vaginal. Existem alguns medicamentos que provocam como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Para poder esclarecer todas as suas dúvidas a este respeito aconselho que consulte o seu ginecologista, para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.
 

Beijos que enlouquecem

Conheça-os-30-Beijos-do-Kama-Sutra.jpg

 


Para que os beijos sejam o mais prazeiroso para o casal, ambos têm de mostrar um ao outro como gostam de ser beijados. Falem disso - a própria conversa já é excitante; beijem-se da maneira que gostam ser beijados; durante um beijo, pare e diga "Agora mostra-me como é o meu beijo"; se cada beijo já for muito bom diga-lhe, mostre que gostou.

 

Algumas técnicas podem ser úteis para si e para o alvo dos seus beijos
- Lábios apertados e fechados não se associam a paixão, se não lhe apetece dar um beijo, não dê, mas quando o fizer faça-o com emoção.
- Quando a boca entra em contato com a pele, deve sentir o lado de dentro dos lábios e não apenas o lado de fora. Veja a diferença na sua mão.
- Comece por introduzir a língua aos poucos e aumente a participação dela de beijo para beijo. Certifique-se que não está a pôr e a tirar a língua de fora tão depressa que pareça um pica-pau a picar a madeira – o que não é nada excitante.
- Beijar, morder ou lamber pode ser ótimo, mas é importante que seja feito devagar, a explorar cada centímetro do corpo como se fosse um tesouro.
- Faça de conta que acabou de lavar os dentes e passe a sua língua pelas gengivas e dentes como se estivesse a verificar se estão limpos e macios. Repare na reação do seu parceiro/parceira para perceber se este/a gosta.
- À medida que as coisas aquecem e forem passando à fase seguinte dos preliminares e da relação, a boca pode vaguear pelo corpo, mas lembre-se de voltar aos beijos nos lábios – uma grande sensualidade está mesmo aí.
- Vá devagar: gestos lentos e pensados, mesmo que um de vós queira apressar-se, levam a muita excitação. Não apresse nem deixe que apressem a vossa relação sexual.
 
Onde são os beijos mais excitantes?
Embora a excitação possa variar muito de pessoa para pessoa e observar bem seja essencial…Os locais mais excitantes são:
* Lóbulos das orelhas

* Umbigo (meter a língua ou chupar)

* Mamilos

* Dedos das mãos e dos pés

* A parte de trás dos joelhos

* A base do pescoço

* Debaixo do braço

* A curva das costas

* Qualquer área que ande coberta de roupas ou que lhe dêem um significado especial!

“É erótico falar durante o sexo?”

 

“Iniciei a minha vida sexual há pouco tempo e ainda estou a descobrir novas experiências. Gostava de agradar ao meu namorado, será que é excitante falar, gemer ou gritar durante o sexo? Até agora tenho evitado fazê-lo por timidez, mas como nos filmes e na televisão é frequente as mulheres manifestarem-se gostava de saber se me tornarei mais erótica ao emitir sons ruidosos.”

 

Cátia, Matosinhos

Cara leitora,

Numa relação sexual aberta e saudável tudo pode ser erótico, desde que agrade a ambos os parceiros e que se sintam confortáveis e sexy ao fazê-lo. Assim, a melhor forma de saber se é erótico para o seu par ouvi-la falar, gemer ou gritar durante o acto sexual consiste em colocar-lhe essa questão, mesmo que subtilmente. Quando estiverem a ver juntos uma cena de sexo na televisão ou no cinema, experimente perguntar-lhe o que é que ele acha desse tipo de comportamento. Pode, também, experimentar gemer ou falar um pouco enquanto fazem amor, e procurar perceber, pela reacção do seu par, se isso o excita mais ou se, pelo contrário, o “arrefece”. Tenha em atenção, também, aquilo que diz ao seu par durante o acto sexual. Enquanto
alguns casais preferem elogios lânguidos, sussurrados com voz suave, tais como “os teus olhos são tão profundos” ou “Fazes-me sentir tão bem”, outros são capazes de descrever cenários afrodisíacos ao parceiro e outros, ainda, preferem abordagens directas, imperativas, tais como “quero-te!”. É importante, pois, conhecer aquilo que ambos gostam, o que vos excita, pois a linguagem verbal durante o sexo, tal como qualquer outra, deve aproximar-vos, e não o contrário.

“É erótico falar durante o sexo?”

 

“Iniciei a minha vida sexual há pouco tempo e ainda estou a descobrir novas experiências. Gostava de agradar ao meu namorado, será que é excitante falar, gemer ou gritar durante o sexo? Até agora tenho evitado fazê-lo por timidez, mas como nos filmes e na televisão é frequente as mulheres manifestarem-se gostava de saber se me tornarei mais erótica ao emitir sons ruidosos.”

 

Cátia, Matosinhos

Cara leitora,

Numa relação sexual aberta e saudável tudo pode ser erótico, desde que agrade a ambos os parceiros e que se sintam confortáveis e sexy ao fazê-lo. Assim, a melhor forma de saber se é erótico para o seu par ouvi-la falar, gemer ou gritar durante o acto sexual consiste em colocar-lhe essa questão, mesmo que subtilmente. Quando estiverem a ver juntos uma cena de sexo na televisão ou no cinema, experimente perguntar-lhe o que é que ele acha desse tipo de comportamento. Pode, também, experimentar gemer ou falar um pouco enquanto fazem amor, e procurar perceber, pela reacção do seu par, se isso o excita mais ou se, pelo contrário, o “arrefece”. Tenha em atenção, também, aquilo que diz ao seu par durante o acto sexual. Enquanto
alguns casais preferem elogios lânguidos, sussurrados com voz suave, tais como “os teus olhos são tão profundos” ou “Fazes-me sentir tão bem”, outros são capazes de descrever cenários afrodisíacos ao parceiro e outros, ainda, preferem abordagens directas, imperativas, tais como “quero-te!”. É importante, pois, conhecer aquilo que ambos gostam, o que vos excita, pois a linguagem verbal durante o sexo, tal como qualquer outra, deve aproximar-vos, e não o contrário.

“Sexo anal sem dor…”

“Eu e o meu namorado, por várias vezes, já fizemos sexo anal e devo confessar que até gosto da experiência. O único inconveniente é que sinto algumas dores. Como devo contornar esta situação?

 

Alexandra, Lisboa

Cara Leitora,

Existem inúmeras formas de obter uma relação sexual mais prazerosa e menos dolorosa. Deve ter sempre em conta que sexo deve ser sinónimo de prazer e não de dor. 

Para que possa ter uma relação menos dolorosa, deve evitar estar tensa, pois desta forma facilitará a contração da musculatura tornando este ato mais difícil.

A região do ânus por ser rica em terminações nervosas e sensível às carícias torna-se, por excelência, uma zona que permite a excitação e obtenção plena de prazer.

De forma a diminuir as dores durante o sexo anal, deve apostar nos preliminares para que possa ser estimulada até à excitação e usar lubrificantes, pois o ânus não produz uma lubrificação natural tal como a vagina.

 

Não conseguir penetração

 

 

Tenho 31 anos, e nunca tive uma vida sexual muito activa. Mas a ultima relação sexual que tive foi com uma pessoa que amava muito, mas não consegui satisfazer o meu ex companheiro, não consegui ser penetrada, tenho bastantes dores, mas acho que é um problema psicológico meu porque não relaxo. Mas isso está-me a prejudicar bastante. É que agora estava  a começar um relacionamento e parece que tenho trauma de ter relações, envolvo-me bastante e tenho desejo de continuar mas de repente (parece que se passa algo) e paro e o meu companheiro não entende porque faço isso. Acho que é um problema que não consigo resolver.

Gostava que me ajudassem a suportar este problema e perguntar se devo procurar ajuda clínica ou psicológica.
Patrícia

 

Cara Patrícia,

 

 

O seu caso pode ser de uma perturbação sexual feminina, mas tal diagnóstico só pode ser feito numa consulta presencial e com avaliação fisiológica médica e sexológica. Existem duas perturbações sexuais femininas da dor: o vaginismo e a dispareunia. Estes problemas acontecem a muitas mulheres e não deve deixar de tentar viver a sua sexualidade por isto lhe acontecer, nem sentir-se culpada. Deve procurar ajuda especializada para esclarecer se as suas dificuldades são psicológicas ou fisiológicas e reflectir sobre um tratamento adequado.

Por enquanto podem explorar outras formas de ter relações sexuais, não só através da penetração… Explorem as massagens, as carícias, a masturbação mútua (pode começar sozinha para descobrir como gosta de ser tocada e o que lhe dá mais prazer), o sexo oral, os brinquedos eróticos… Usem a vossa imaginação para reinventarem a vossa sexualidade sem limites!

 

 

 

 

 

 

 

Desejos Sexuais

 

Tenho um noivo de 54 anos e eu 28 ele diz que me ama muito e eu também, mas só temos  relações sexuais de 15 em 15 ou uma única vez ao mês. Quando fazemos amor ele fica louco, muito excitado e leva-me à loucura, ele adora o meu corpo e faz loucuras comigo, mas  tenho medo de casar e continuar a ter todo esse tempo para voltar a acontecer outra relação sexual. 
Será que é porque trabalhamos juntos? Ou porque é um homem muito preocupado com os negócios? Ou será que não é muito chegado ao sexo? Estou cheia de dúvidas…
 
Rute
 
Cara Rute,
 
O desejo sexual é uma parte da resposta sexual humana que tem um funcionamento bastante complexo. Pelo que descreve o seu parceiro não tem problemas de excitação nem de orgasmo (outras fases da resposta sexual), mas não tem o mesmo desejo que a Rute, ou seja, não lhe apetece tão frequentemente.
Todos os factores que refere podem influenciar o desejo: a idade mais avançada que a sua, as preocupações do trabalho, o facto de passarem o dia juntos…Apenas ele lhe poderá dizer se sempre foi assim.
Nestes casos costuma-se aconselhar os casais e encontrarem o meio termo da frequência ideal de ter relações sexuais – assim os dois podem ficar mais satisfeitos – sem que se force nenhum membro do casal. Pode tentar falar desta questão com o seu parceiro. Não há um número certo de quantas vezes se deve fazer amor por mês – cada casal deve encontrar o seu número ideal e que pode variar muito no tempo.
 
Por outro lado pode usar a sua imaginação e estimular o seu parceiro para que lhe apeteça mais vezes: prepare-lhe um banho de imersão, faça lhe uma massagem por todo o corpo, experimente brinquedos eróticos, pode mesmo fazer uma brincadeira erótica com ele durante o dia (em que trabalham juntos, pelo que percebi) para lhe criar suspense para a noite… O limite é a sua imaginação!
Em relação à decisão de casar ou não cabe-lhe a si a decisão, ninguém lhe poderá aconselhar qual o melhor caminho a seguir a não ser a Rute. Não se esqueça que a sexualidade é uma parte da relação, mas não o todo e a importância das relações sexuais depende de cada relacionamento.

“É possível saber quando ela deixou de ser virgem?”

 

 

 

Gostaria de saber se há alguma possibilidade de saber quando foi a primeira relação sexual de uma pessoa, ou seja, em que altura da sua vida…”

 

Tiago, Guarda

 

Caro leitor,

A melhor maneira e a única que conheço de saber tal coisa é perguntar à pessoa quando teve a sua primeira vez. Se está preocupado com a virgindade da sua parceira, lembre-se que não é obrigatório socialmente que todas as pessoas esperem pelo casamento para iniciarem a sua vida sexual. Trata-se antes de uma escolha pessoal e privada. As mulheres foram muito penalizadas com as exigências de virgindade, com observações quase públicas do seu hímen, mas hoje em dia a igualdade permite que cada pessoa defina o seu caminho e como o quer viver e sabemos que cientificamente a membrana do hímen intacta não significa virgindade assegurada, pois mesmo ela pode romper ao longo da vida com outras actividades.

“Tenho dificuldade em ter orgasmos…”

“Tenho 35 anos e sempre tive dificuldade em conseguir atingir o orgasmo, algo que sempre prejudicou a minha vida sexual porque me deixa tímida e incomodada. Nunca consegui ter aquele prazer de que as minhas amigas falam nem como se vê nos filmes e na televisão. Serei a única?”

 

Paula, Alverca

 

Cara leitora,

Muitas mulheres sentem dificuldade em atingir o orgasmo, quer seja com um parceiro ou sozinhas enquanto se masturbam. A vergonha em tocar o seu corpo ou alguns medos desconhecidos são apenas duas das muitas causas possíveis para este problema que afeta mais mulheres do que pensa, ao contrário do que os filmes e meios de comunicação costumam mostrar. Para tentar encontrar a razão para o seu problema, pense acerca da sua vida sexual. Costuma estar mais concentrada nos seus pensamentos do que nas suas sensações? O facto de se distrair a pensar noutras coisas, a preocupação constante em ter um orgasmo, pensar no que o parceiro estará ou não a pensar são fatores que contribuem para que se afaste do clímax. A preocupação em ter um orgasmo cria pressão que faz com que seja mais difícil atingi-lo. Por outro lado, se tiver receio de pedir ao seu par que a estimule de determinada maneira isso irá inibi-la, ao mesmo tempo que estar preocupada em ter um orgasmo para não desapontar o seu par também é algo que a poderá impedir. A relação entre o casal é, também, fundamental. O corpo da mulher precisa de maior tempo de preliminares do que o homem, pelo que avançar rapidamente pode fazer com que o seu corpo não esteja suficientemente relaxado, tornando o orgasmo mais difícil de alcançar.

 

“Gostava de ser algemada!”

“Já há muitos anos
que tenho um fetiche que gostaria de o experimentar com o meu namorado. Queria
que ele me algemasse à cama durante a relação sexual. Como hei-de fazer para
lhe dizer? Namoramos há 3 meses e não quero que ache que sou uma tarada
sexual!”

 

Sara, Almada

 

Cara Leitora,

Realmente este assunto é bastante delicado e um pouco
difícil de ser abordado, mas a melhor forma de conseguir realizar a sua
fantasia será conversar com o seu namorado sobre esta questão. Considera-se
este tipo de jogos como fazendo parte do chamado Sadismo, no qual a pessoa que
controla tem prazer através do sofrimento do outro, embora o Sadismo faça parte
integrante das relações humanas mais elementares e seja vivido consoante os
preconceitos de cada indivíduo. Nos jogos Sadomasoquistas, de acordo mútuo, a
cada sádico corresponde uma vítima, o masoquista, e é necessário existir por
parte de ambos um acordo. É necessário que tenham atenção aos instrumentos
utilizados, para que os actos não provoquem dor. Como tal, em vez de utilizar
as algemas que poderão provocar ferimentos, usem gravatas ou lenços em que os
nós sejam fáceis de desapertar, se por qualquer razão for necessário. Deve
responder de forma calma e serena a todas as dúvidas que ele lhe colocar, e se
por qualquer motivo ele não aceitar, seja compreensiva e tente entender as suas
razões. Terão ambos que acordar para que, assim que um de vós se sinta
desconfortável, o jogo termine, de modo a que não provoque qualquer tipo de
dor.