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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 

Tenho 43 anos e sempre tive uma vida sexual ativa e feliz. No entanto, ultimamente quando faço amor noto que fico menos lubrificada, o que me causa dores e mal-estar. Não entendo por que aconteceu esta mudança, mas está a provocar-me um grande desconforto e constrangimento.”

 

Mariana, Queluz

 

Cara Leitora,

Esta dificuldade poderá ser causada por uma infeção vaginal que provoca dores durante a penetração e a redução da lubrificação. Por outro lado, existem alguns medicamentos que têm como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Uma outra hipótese a ter em consideração é o facto de estar num período pré-menopausa, onde poderá ocorrer uma alteração dos níveis hormonais que poderão justificar essa tendência, principalmente a níveis irregulares de estrogénio. Porém, de forma a dissipar todas as suas dúvidas a este respeito, aconselho a que consulte o seu ginecologista para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.

Nunca tive problemas com a erecção, porém ...

Preciso da sua ajuda... Nunca tive problemas com a erecção, porém este sábado saí com a pessoa com quem estou há 3 meses e não consegui fazer sexo. E o que mais me deixou sem resposta é que eu já tive relação com ela. O que devo fazer?

 

Meu caro,

 

Os problemas sexuais podem surgir de repente por factores de uma situação pontual, momentânea, ou por factores pessoais – como refere ter saído, pode ter tido essas dificuldades por ter bebido álcool, estar cansado de trabalhar, ou mesmo ter uma preocupação a atormentá-lo. Tente não entrar num ciclo vicioso, pois quando sente que uma experiência corre mal, pode começar a sentir ansiedade de antecipação e ficar preocupado com isso, o que influencia muito a próxima relação sexual, de modo negativo.

Um homem não tem de querer e desejar relações sexuais a toda a hora: pode estar bem com a sua parceria, mas não lhe apetecer naquele momento e, por isso, o seu cérebro e o seu corpo não responderem aos estímulos de prazer.

Tente abstrair-se de problemas e não pensar nessa única vez em que não correu como gostaria, relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar-se nas carícias, em sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, em descobrir as suas zonas erógenas preferidas…

Se o problema persistir, pense em consultar um médico especialista ou um sexólogo/a, para que não deixe esta pequena dificuldade crescer em bola de neve na sua vida.

 

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O sexo contribui para uma vida mais saudável

Estudos indicam que o sexo contribui para uma vida mais saudável e até actua como 'medicamento' preventivo em certas situações. De que forma e em que aspectos isto pode ser verificado?

 

A sexualidade é uma dimensão muito importante da vida dos humanos, ainda mais hoje em dia, em que a sociedade está muito "sexualizada". Os estímulos sexuais chegam-nos de toda a parte e por qualquer coisa. Nunca se falou e mostrou tanto sexo na história. No entanto, tal não significa mais informação adequada e sempre correcta. Provavelmente há tantos mitos e tabus como antes.  

O que constitui uma vida saudável depende muito de cada pessoa, mas para a maior parte de nós certamente que a sexualidade (e o sexo é apenas uma parte dela!) é uma fatia relevante do bolo. Os afectos entre as pessoas, as relações familiares e íntimas, os contactos físicos e de proximidade são necessidades e factores de boa saúde mental e qualidade de vida no geral, que fazem parte da nossa sexualidade enquanto seres humanos. Pode prevenir-se assim a depressão e a ansiedade, o isolamento social e a solidão, as somatizações que alguns de nós têm (sintomas físicos - como dores de cabeça, de costas ou outros - que reflectem problemas inconscientes de foro psicológico) e mesmo doenças que surgem a longo prazo na vida e que uma satisfação e qualidade de vida podem retardar o seu aparecimento.

Ao nível do sexo propriamente dito, das relações sexuais, o provérbio popular responde bem: "A função faz o órgão" – ter ao longo dos anos uma vida sexual saudável e satisfatória previne o aparecimento de disfunções sexuais como a disfunção eréctil (a impotência como se dizia antes), a falta de desejo ou libido, as dificuldades de excitação e de atingir o orgasmo. Desde que seja sexo seguro, protegido pelo preservativo e seguido medicamente pelo menos uma vez por ano (para avaliar possíveis infecções sexualmente transmissíveis, células pré-cancerígenas, fazer o acompanhamento da contracepção utilizada, etc.) é saudável e muito desejável para o corpo e a mente terem uma vida sexual activa e feliz.

 

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Obrigada a ter relações sexuais

“O meu namorado ultimamente tem-me obrigado a ter relações sexuais mesmo quando não me apetece. O que devo fazer para alterar esta situação?”

 

Caro Leitor,

Tenha uma conversa séria e franca com o seu namorado para que ele perceba que para que tudo dê certo entre vós é extremamente importante que haja respeito, diálogo e compreensão.

Faça com que ele compreenda que nada na vossa vida deve ser feito por pura obrigação, principalmente em situações desta natureza.

Tente mostrar-lhe que numa relação a dois é tão importante receber amor como dar.

É importante que o seu namorado compreenda que o seu desempenho sexual seria muito melhor se ele se preocupasse com a satisfação de ambos e não unicamente com a sua própria satisfação.

 

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Ele é pouco experiente…

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"Tenho 30 anos e namoro com um rapaz 5 anos mais novo do que eu. Há pouco tempo iniciámos a vida sexual, no entanto ele é pouco experiente e não consegue dar-me total satisfação. O que devo fazer nesta situação?"

 Simone - Faro

 

Cara leitora,

Para que possa resolver esta questão sugiro que, numa fase inicial, opte por falar com o seu namorado e, de uma forma delicada, lhe dê a entender que necessitam de conhecer melhor a sexualidade de cada um para que possam proporcionar momentos de prazer e satisfação um ao outro. Experimente sugerir o jogo de descoberta do corpo, no qual cada parceiro estimula o corpo do outro parceiro ao mesmo tempo que este explica como gosta de ser tocado. Desta forma podem conhecer os pontos sensíveis de cada um e esta poderá ser uma excelente maneira de ultrapassar o obstáculo que tem enfrentado. Toda esta aprendizagem é benéfica para ambos e, assim, podem ter mais prazer sexual com o avançar do tempo.