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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

A primeira vez!

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: Vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade.

O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen. Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele

 

Mitos da virgindade

* O tampão não tira a virgindade;

* Quem se masturba não deixa de ser virgem, mesmo que a masturbação seja a dois;

* Se a rapariga/mulher não sangrar na primeira relação sexual não significa que ela não é virgem.   

 

A dor

Por outro lado, a primeira relação sexual não implica necessariamente dor. Os mitos acerca do rompimento do hímen, da penetração, são passados de boca em boca, de geração em geração. É claro que a precipitação, a falta de confiança, o medo e a ansiedade podem fazer com que os músculos da vagina fiquem mais contraídos e que não lubrifique tanto. Nestas circunstâncias, a relação sexual pode ser um pouco desconfortável. Quando um casal se sente preparado para ter uma relação sexual, quando sente que chegou o momento, quando dispõe de tempo, basta deixar crescer o desejo, relaxar e desfrutar da intimidade a dois. As carícias, os gestos ternos, as palavras ditas com carinho, afeto e cuidado podem ajudar a descontrair.   

 

A idade ideal

Não existe uma idade, uma hora ou um espaço indicado ou aconselhado. Para uma pessoa a idade certa pode ser uma, para a(o) outra pode ser diferente. Tudo depende dos sentimentos, do desejo, da segurança, do sentido de responsabilidade, da maturidade física e afetiva.

 

A sexualidade na asolescência

Para os pais que têm filhos numa fase de grandes mudanças, como é a adolescência, há que deixar os tabus para trás e abrir a mente. Em primeiro lugar, tenha em atenção que, embora não se deva considerar a melhor amiga do seu filho ou da sua filha, é em si que eles devem apoiar-se para esclarecer muitas das suas dúvidas, bem como resolver alguns problemas. Se nunca se mostrar disponível para o diálogo, então será nos amigos da mesma idade, que sabem tanto quanto eles sobre o assunto, que estes irão procurar informação sobre sexo, ou outros assuntos, que pouco ou nada se sentem à vontade para partilhar consigo.

 

Como muitos pais não se preparam para o início da vida sexual dos seus filhos adolescentes, estes acabam por se colocar em situações de risco, tais como: gravidez prematura, contacto com doenças sexualmente transmissíveis ou experiências sexuais desagradáveis. E não falamos apenas de países subdesenvolvidos! 

 

Tenha em conta que não é pelo facto de falar com o seu filho sobre sexo que este iniciará a sua vida a este nível levianamente. E para que isso não suceda explique-lhe que o sexo é algo bom e natural, mas tem um momento certo para acontecer, que temos que estar psicologicamente e fisicamente preparados. E se dúvidas houver, os especialistas dizem que meninos e meninas devem receber o mesmo tipo de orientações. Não podem existir preconceitos. O ideal é que seja o pai a dialogar com os filhos e a mãe a esclarecer as filhas.

 

O hímen é uma membrana de pele muito fina que existe um pouco depois da entrada da vagina. As suas características diferem de mulher para mulher em função do seu grau de elasticidade.

“Levo muito tempo a atingir o orgasmo…”

“Tenho 25 anos e sempre levei mais de 20 minutos para conseguir atingir o orgasmo, o que parece aborrecer o meu namorado, será que está algo errado comigo? É comum as outras mulheres levarem assim tanto tempo para conseguirem chegar ao clímax?”

 

Maria, Braga

 

Cara leitora,

O que se passa consigo não é nada de anormal, pois na verdade a maioria das mulheres leva vinte minutos, e até mais, para atingir o orgasmo. Os orgasmos quase imediatos só acontecem, em grande parte dos casos, nos filmes. Por uma questão fisiológica, as mulheres necessitam naturalmente de mais tempo de estimulação e de concentração do que os homens para atingir o orgasmo, sendo talvez por isso que o seu namorado não compreende o que se passa consigo. Converse com ele, pois se a ama desejará certamente que você também tenha prazer, e como tal não devem apressar as coisas. No que diz respeito às mulheres e ao orgasmo feminino, embora cada caso seja um caso muitas vezes quaisquer distrações exteriores, como a televisão ligada, por exemplo, ou fatores emocionais tais como uma preocupação, aborrecimento, e até mesmo o cansaço, afetam a capacidade de se concentrar no seu próprio prazer, bem como o desejo sexual. Por isso, converse com o seu namorado com honestidade, para que ele possa compreender aquilo que a faz sentir confortável e para que juntosdescubram a melhor forma de sentirem prazer e desfrutarem da vossa vida sexual ao máximo.

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da paixão todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos.

 

Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro. A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

 

Mais vale prevenir…
A melhor forma de combater a falta de desejo no casal é aprender a evitá-la. Para tal, integre certos princípios na dinâmica da relação e faça deles hábitos saudáveis, para o bem da relação.

“Está obcecado por novas posições!”

“O meu namorado começou a querer ser mais arrojado sexualmente e sugeriu que experimentássemos novas posições, mas na verdade a maioria é super desconfortável. Não me apetece continuar a experimentá-las, mas ele está obcecado.”

Luísa, Amadora

 

Cara Leitora,

A verdade é que é bastante salutar ambicionar dar um outro estímulo à vida sexual. Todavia, é importante que os membros do casal conheçam os limites de cada um e, por outro lado, ter a consciência que há certas coisas que não passam apenas de pequenas brincadeiras esporádicas e que não podem ser vistas como um ritual diário. É importante perceber o que é praticável e o que poderá ferir o parceiro, tanto fisicamente como no nível psicológico. Nem sempre as posições que vêm referenciadas nos livros eróticos podem ser utilizadas diariamente para fomentar a vida sexual, precisamente pelo desconforto que a maioria causa e a flexibilidade que é necessária para levar algumas a cabo. Se não se sente bem com este tipo de situação, não se iniba e fale com o seu namorado para que ele compreenda o seu desconforto e para que juntos possam fazer novas descobertas que sejam positivas para ambos. 

Como atingir o orgasmo mais depressa?

De há alguns anos para cá tenho notado que levo cada vez mais tempo a atingir o orgasmo, havendo mesmo situações em ele não acontece. Acho isso estranho, pois nunca tive essa dificuldade antes. Será que vou perder a capacidade de ter orgasmos?”

Paulo, Vilamoura

Caro leitor,

essa situação acontece com mais frequência do que imagina. É normal que com o avançar da idade o homem comece a levar mais tempo a atingir o orgasmo, o que por vezes melhora a vida sexual do casal pois dá mais tempo à mulher para atingir o clímax. Essa situação é especialmente vantajosa para homens que sofram de ejaculação precoce, mas não tanto para homens que já naturalmente demorem algum tempo até atingir o orgasmo. Nesses casos o acréscimo de tempo natural da idade pode tornar-se um problema, o que parece ser o seu caso, fazendo com que em certas ocasiões o orgasmo chegue mesmo a não acontecer. Uma possível solução é aplicar um gel acelerador no pénis antes de iniciada a relação. Este gel vai aumentar o fluxo sanguíneo na área genital fazendo com que o homem fique mais sensível à estimulação, e atinja o orgasmo mais depressa. Em alguns casos a incapacidade em atingir o orgasmo, tanto no homem como na mulher, pode ser um efeito secundário de algum medicamento. Se achar que este pode ser o seu caso, consulte o seu médico e explore a possibilidade de ajustar a dose ou mudar de medicação.

 

"Será impossível penetrar-me?"

 

“Eu e o meu namorado iniciámos recentemente a nossa vida sexual. O pior é que a minha vagina se contrai tanto que não conseguimos consumar o acto. Será impossível o meu namorado penetrar-me? É normal isto acontecer?”

 

Ana, Alcobaça

 

Cara Leitora,

Se ainda é virgem esta situação pode ser causada pela resistência do hímen, e nesse caso será necessária ajuda do médico ginecologista. Por outro lado, aquilo que está a sentir pode estar ligado a um problema de disfunção sexual, chamada vaginismo. Esta disfunção sexual feminina pode afectar tanto as mulheres virgens como as mulheres com alguma experiência sexual. Existem várias causas para este problema, quer sejam físicas quer psicológicas. Geralmente, o que se verifica são espasmos musculares involuntários da vagina que tornam a penetração dolorosa e, por consequência, a dor aumenta a ansiedade e pode levar a uma situação muito penosa, em termos emocionais para a mulher, impedindo por completo a penetração. Este problema pode surgir devido a uma grande variedade de razões. No entanto, a situação que descreve pode estar ainda relacionada com outro tipo de disfunção sexual chamado Dispareunia, que consiste na existência de um excessivo número de nervos sensitivos na entrada da vagina fazendo com que sinta muito mais dor na entrada da vagina do que as outras mulheres. A única forma de resolver esse problema é através de cirurgia. Também pode dar-se o caso de ter uma irritação das paredes da vagina devido a alergia a determinados produtos como sabonetes e tampões. Deve consultar um ginecologista especializado, pois esta condição deve ser tratada através de medicação ou intervenção cirúrgica. Evidentemente que todo este processo pode levar algum tempo, pelo que a compreensão e o apoio do seu namorado serão de extrema importância para a resolução deste problema.

 

Não conseguir penetração

 

 

Tenho 31 anos, e nunca tive uma vida sexual muito activa. Mas a ultima relação sexual que tive foi com uma pessoa que amava muito, mas não consegui satisfazer o meu ex companheiro, não consegui ser penetrada, tenho bastantes dores, mas acho que é um problema psicológico meu porque não relaxo. Mas isso está-me a prejudicar bastante. É que agora estava  a começar um relacionamento e parece que tenho trauma de ter relações, envolvo-me bastante e tenho desejo de continuar mas de repente (parece que se passa algo) e paro e o meu companheiro não entende porque faço isso. Acho que é um problema que não consigo resolver.

Gostava que me ajudassem a suportar este problema e perguntar se devo procurar ajuda clínica ou psicológica.
Patrícia

 

Cara Patrícia,

 

 

O seu caso pode ser de uma perturbação sexual feminina, mas tal diagnóstico só pode ser feito numa consulta presencial e com avaliação fisiológica médica e sexológica. Existem duas perturbações sexuais femininas da dor: o vaginismo e a dispareunia. Estes problemas acontecem a muitas mulheres e não deve deixar de tentar viver a sua sexualidade por isto lhe acontecer, nem sentir-se culpada. Deve procurar ajuda especializada para esclarecer se as suas dificuldades são psicológicas ou fisiológicas e reflectir sobre um tratamento adequado.

Por enquanto podem explorar outras formas de ter relações sexuais, não só através da penetração… Explorem as massagens, as carícias, a masturbação mútua (pode começar sozinha para descobrir como gosta de ser tocada e o que lhe dá mais prazer), o sexo oral, os brinquedos eróticos… Usem a vossa imaginação para reinventarem a vossa sexualidade sem limites!

 

 

 

 

 

 

 

“Eu não me masturbo… mas ela sim!”

“Tenho 24 anos e devo ser o único homem à face da Terra que nunca se masturbou, algo que para mim não representa qualquer problema, mas que incomoda a minha namorada. Ela não compreende nem acha normal, pois masturba-se pelo menos duas vezes por dia e muitas vezes insiste que eu veja. Ela acha que o meu comportamento não é normal porque diz que todos os homens se masturbam. É verdade?”

 

Tiago, Braga

 

 

Caro leitor,

Há sempre inúmeros mitos no que à sexualidade diz respeito. Um deles é o mito que diz que todos os homens se masturbam, e que as mulheres não o fazem. De forma simples e direta, deixe-me dizer-lhe que tanto o leitor como a sua namorada são ambos absolutamente normais. A decisão de proporcionar prazer a si próprio através da estimulação direta cabe-lhe a si, e embora muitos homens e mulheres o façam – ou digam que o façam – não há de ser a única pessoa à face da Terra que não o faz. O facto de a sua namorada querer que você a veja enquanto ela se masturba também não é estranho, pois alguns casais gostam de o fazer como forma de aumentarem a intimidade a dois. Deve questionar-se, isso sim, se esta questão da masturbação não denota outros problemas entre os dois, falta de comunicação no casal ou posturas diferentes no que ao sexo diz respeito. Aquilo que realmente importa neste caso é que tenham a capacidade de ter um diálogo honesto e frontal acerca da satisfação que ambos retiram da vossa vida sexual, para que esta possa ser melhor. Quem sabe não experimenta praticar a masturbação mútua com a sua namorada e até gosta? O respeito mútuo e a aceitação são alicerces fundamentais para qualquer relação. 

Ela para a meio da relação sexual a chorar

 


 

 

Tenho 23 anos e namoro com uma rapariga há quase 4 anos. Sentimos muito amor um pelo outro, porém, há alguns meses observei que minha namorada está muito inconstante na vida sexual.

Eu preocupo-me em excitá-la ao máximo, fazendo carinhos e conversando sobre as suas fantasias. Costumamos ter sexo em casa dela, o problema é que muitas vezes ela pára no meio da relação, dizendo que não está relaxada ou simplesmente pára e chora nos meus braços. Conversamos muitas vezes sobre isso, ela dá uma desculpa diferente, ora dizendo que não estava com vontade (mas eu percebia que ela estava excitada), ora dizendo que se sente mal por fazer sexo comigo na casa dela. Já tentamos ir a outros lugares, como um hotel bonito, mas além de ser muito caro, já houve vezes em que ela também parou.
Já não sei o que fazer! Faço tudo para excitá-la, converso, pergunto, mas mesmo assim isto acontece com frequência.
Já houve vezes em que eu a satisfazia 13 vezes em menos de 2 dias. Percebi que fazemos menos sexo hoje, o meu desejo continua o mesmo, mas o dela diminuiu. Que conselhos me dá?

 

Pedro Miguel, Matosinhos

 

 

Caro leitor,
A sua namorada parece estar a sofrer dificuldades sexuais, mas pela sua descrição não saberei bem quais. Por vezes as mulheres sentem-se culpadas ou envergonhadas de ter uma vida sexual activa, pelos preconceitos de que “uma senhora” não gosta de sexo, não o faz antes do casamento…ou outras ideias feitas e preconceituosas, principalmente em relação à mulher. As exigências sociais sobre a mulher são muito duras com elas e mais brandas com o homem (embora também sejam uma forma de pressão sobre eles) e, por vezes, influenciam a felicidade individual que não se consegue libertar e viver à vontade o prazer.
Tem de falar com ela honestamente e sem pressões, sobre o que a preocupa, como ela gostava que fosse a vossa vida sexual, o que poderá ter mudado para ela… Sem pressões nem preconceitos, pelo vosso amor. Pode tentar ter relações noutro local, onde se sintam à vontade, íntimo e privado e criar um ambiente especial. Tente explorar com ela o prazer sem a pressão da penetração: diga-lhe em sussurro que vão fazer amor sem penetração e veja como ela reage (pode ser que ela goste mais da excitação do que da penetração, o que é muito frequente em muitas mulheres); faça-lhe massagens e carícias sem fim; dê-lhe um banho perfumado; leia-lhe histórias eróticas como se fossem vós as personagens principais…use a sua imaginação para lhe oferecer pedaços de prazer inesquecíveis!
Se as suas tentativas não funcionarem, deve precisar de bastante tempo para sentir alterações, pense em ir com ela a uma consulta de planeamento familiar ou de sexologia para falarem com um especialista sobre a questão e tentarem encontrar soluções em casal. Boa sorte.

 

 

Orgasmo difícil


Tenho uma vida sexual activa há mais de 5 anos, adoro fazer sexo, mas nunca gozei. Sinto um grande prazer quando sou tocada e quando estou fazendo sexo, mas sei que demoro para atingir o orgasmo tanto que nunca cheguei, porquê? Gostaria muito de saber o que eu posso fazer para chegar ao orgasmo? O problema deve estar comigo, tambem gostaria de saber que problema é esse.

Ana Maria

 

Cara Ana Maria,

 

Há muitas mulheres com dificuldades em atingir o orgasmo, principalmente na penetração vaginal. No entanto, pode tentar estimular-se no clítoris (pode ser a Ana ou o seu parceiro ou parceira a fazê-lo antes, durante ou depois da penetração), com sexo oral, com a masturbação utilizando os dedos ou um vibrador…

Há muitas alternativas que deve explorar para descobrir o que a excita mais, demorando-se o tempo que for necessário, sem pressas nem pressões! Não se preocupe em atingir o orgasmo e disfrute o prazer que diz ter no sexo – o orgasmo feminino tem de ser aprendido, leva o seu tempo, pode precisar de intimidade, confiança, amor…Deixe-se levar pelo prazer e pela curiosidade para saber qual é o seu rastilho!