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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Tenho sonhos húmidos!”

“Tenho 18 anos e por vezes acordo molhado, depois de ter sonhos eróticos. Serei tarado?”

Ângelo, Miraflores

 

Caro Leitor,

 Não fique preocupado, pois o que se passa consigo é absolutamente normal na sua idade e está relacionado com o desenvolvimento hormonal. É comum no universo masculino a ocorrência de orgasmos durante o sono, podendo estar ou não directamente relacionada com perspectivações sexuais, pois as ejaculações nocturnas podem surgir de forma involuntária.

Os sonhos molhados dão-se quando as glândulas sexuais começam a produzir esperma e este se acumula nos testículos. Tal com os outros sonhos não é possível controlá-los e a sua frequência varia de indivíduo para indivíduo, sendo bastantes comuns durante a adolescência. Neste sentido, tranquilize-se e viva a sua sexualidade com naturalidade, pois estes sonhos fazem parte do seu crescimento.

Disfunções sexuais

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Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode ser afetado por diversas disfunções sexuais, que podem causar dor ou algum sofrimento psicológico.

Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores, simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser perfeitamente tratado.

Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual hipoativo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta sexual ou do seu ginecologista.

 

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoativo (falta de prazer no ato sexual): Não existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no ato sexual): Existem sentimentos de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e medo.

Transtorno de excitação (frigidez): Existe uma capacidade quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do ato sexual. A mulher tem também falta de excitação.

Anorgasmia (inibição do orgasmo): Mesmo após um estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a mulher sente durante um ato sexual, desde que não existam outros fatores como nódulos ou infeções.

Vaginismo: Quando existe uma contração permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição médica: Quando existem outras doenças, como por exemplo a diabetes que fazem com que o desejo sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas, como por exemplo, antidepressivos.

Fantasias sexuais

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Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados.

 

Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

 

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer. É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável.

 

As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica.

 

No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

 

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

“Como se coloca um preservativo correctamente?”


“Sou virgem, e gostava de ter sexo pela primeira vez. Se usar o preservativo estou protegida? Como devo colocar o preservativo para evitar engravidar?“

 

Liliana, Madeira

Cara leitora,

O preservativo tem a vantagem de a proteger de uma gravidez mas também de infecções sexualmente transmissíveis. Este deve ser colocado da seguinte forma:

1) Verifique antes do encontro o estado da embalagem, a data de validade e se tem certificado de qualidade de Comunidade Europeia, que garante que está em boas condições;

2) Quando o homem tiver uma erecção satisfatória e antes de qualquer contacto genital, abra a embalagem exterior do preservativo, sem utilizar os dentes, tesouras, unhas ou algo afiado (pode empurrar o preservativo para um dos lados da embalagem);

3) Com três dedos (polegar, indicador e médio) agarrem a ponta/recipiente do preservativo, para haver espaço para onde o esperma sair – pode ser feito pelo homem ou pela mulher;

4) Coloque o preservativo no pénis, enquanto este está erecto;

4) Logo depois de ejacular, retire o preservativo a partir da base do pénis, sem permitir que saia algum sémen para a zona genital vaginal, dê um nó, embrulhe em papel e deite num caixote do lixo. 

Dicas Sexuais

 "Rode a língua à volta da cabeça e de seguida chupe rapidamente a haste para cima e para baixo. Brinque com a saliência na parte de dentro do lingam, e varie a duração e a força das lambidelas para um prazer máximo."

 

(Segredos do Sexo, Michelle Pauli)

 

 

“A minha namorada não tem orgasmos…”

 

 

 

“Tenho uma vida sexual muito activa, no entanto a minha namorada queixa-se que nunca conseguiu atingir o orgasmo. O que posso fazer? Ouvi dizer que existe um sítio na vagina que se chama ponto G e que se eu lá tocar, ela tem orgasmos. Onde fica o ponto G?...”

 

Jorge, Coimbra

 

 

 

Caro leitor:

O ponto G é uma pequena aglomeração de terminações nervosas e glândulas, situado no nas paredes da vagina. Sendo uma zona particularmente sensível, pode fazer qualquer mulher atingir um grau de excitação muito alto e intenso. A localização exacta não é conhecida, afirmando alguns especialistas que ele só é perceptível quando estimulado. A melhor maneira de o descobrir é colocar por baixo do traseiro da sua companheira uma almofada, estando ela deitada de barriga para baixo sob a cama, ou deixando a sua parceira ficar por cima. Para que a sua namorada atinja o orgasmo, converse com ela sobre o que lhe dá mais prazer e faça o que ela pedir. Descontraiam, e surgirá naturalmente.

 

“Tenho prazer mas não ejaculo!”

“Olá, tenho 22 anos e comecei a namorar com uma colega da Faculdade. Só agora iniciei a minha vida sexual. No entanto, embora sinta que estou apaixonado pela minha namorada tenho um problema que me está a deixar um pouco confuso: apesar de obter prazer não atinjo o orgasmo! Fico constrangido e envergonhado, tenho acabado por evitar a intimidade com a minha namorada para que ela não se aperceba. O que hei-de fazer?”

 

Fábio, Leiria

 

Caro Leitor,

 

Sentir prazer sem atingir o orgasmo é naturalmente possível e acontece com frequência, no entanto, é importante perceber se se trata de uma situação passageira, decorrente de algum nervosismo e/ou ansiedade associado a esta etapa de vida e ao facto de ser ainda muito pouco experiente, ou se pelo contrário estamos na presença de uma disfunção, a ejaculação retardada. Nesta disfunção o homem, apesar de conseguir manter uma erecção, tem extrema dificuldade em ejacular, pelo menos quando o pénis está no interior da vagina. De modo a proceder a um diagnóstico adequado e uma avaliação correcta da situação, é importante recorrer a um especialista numa consulta presencial, até para desfazer qualquer dúvida que paire na sua cabeça. A partir do momento em que perceber o que se passa consigo será muito mais fácil resolver e superar esta situação. Entretanto, é aconselhável abordar desde já este assunto com a sua namorada dado o constrangimento que esta situação provoca para ambas as partes. Evitar o assunto apenas contribui para o vosso afastamento, algo que o leitor não quer.

“Ejaculo antes dela ter um orgasmo!”

“Apesar de amar a minha esposa e de termos uma vida sexual ativa e feliz, nos últimos tempos tem sucedido algo que me está a inquietar muito. Ejaculo muito cedo, antes dela chegar ao orgasmo, o que tem prejudicado as nossas relações sexuais. Como posso prolongar a minha excitação para lhe dar tempo de ela ter um orgasmo?”

 

Paulo, Guimarães

 

Caro Leitor,

 

É muito positivo que se aperceba dessa situação e procure resolvê-la, pois é mais frequente do que se pensa e muitos homens nem se dão conta dela ou não têm a coragem de tentar resolvê-la. Assim, em primeiro lugar é importante perceber o que mudou na sua vida, o que o torna agora incapaz de exercer um controlo eficaz sobre o tempo de obtenção do orgasmo e assim impedir a vivência a dois dos momentos de prazer. Este aspeto é fundamental para o diagnóstico adequado dado que esta situação poderá ser apenas decorrente de um período, mais ou menos difícil, que está a viver e que condiciona o seu desempenho sexual. Se assim o for, a solução passa pela procura da causa da ansiedade, que o impede de dar o seu melhor durante o ato sexual. Mas se tal assim não for, seria aconselhável consultar um especialista para lhe transmitir alguma confiança e ajudá-lo nesta tarefa. No entanto, lembre-se que se trata de uma situação muito frequente entre casais, para a qual já existe tratamento, tais como a técnica Squeeze na qual o leitor deve fazer uma pausa quando sentir que está prestes a ejacular e deve apertar a base do pénis com o dedo polegar e indicador durante 5 segundos antes de recomeçar a relação sexual.

“Preciso de ajuda para ter orgasmos!”

“Tenho 22 anos e apesar de já ter iniciado a minha vida sexual, tenho dificuldades em conseguir atingir o orgasmo, pelo que gostava que me ajudasse nesse sentido. O que posso fazer para ter orgasmos mais facilmente enquanto estou a fazer amor com o meu namorado?”

 

Cátia, Caneças

 

Cara leitora,

O orgasmo é o ponto em que toda a tensão que o corpo vai acumulando é subitamente libertada sob a forma de uma série de contrações musculares involuntárias e que proporcionam prazer, e que se podem sentir na vagina, no útero e no reto. Pressionar e massajar o clítoris conduz a essa tensão e a inúmeras sensações de estremecimento e de preenchimento pélvico. Há muitas mulheres que têm dificuldade em alcançar o orgasmo, quer seja sozinhas quer com um parceiro. A vergonha em tocar o próprio corpo, a falta de conhecimento do mesmo e medos desconhecidos são apenas alguns dos fatores que dificultam esta libertação física, cuja componente psicológica é também muito importante. Os orgasmos podem ter intensidades diferentes, conforme a mulher, o momento, o tipo de estimulação, o parceiro, etc. Para conseguir ter um orgasmo mais facilmente, evite concentrar-se mais nos pensamentos do que nas sensações, pois é fácil distrair-se com ideias que a afastam do seu propósito, como por pensar se está a agir corretamente, pensar no que o parceiro pode estar a pensar ou se está impaciente, aborrecendo-se consigo mesma e desistindo dos estímulos que está a receber. Não deve também alimentar o receio de não conseguir ter um orgasmo ou de pedir mais do seu parceiro, pois dessa forma estará a criar uma pressão mental que tornará mais difícil a libertação. Os sentimentos de culpa a respeito do sexo, ou pensar que se devia concentrar mais no seu parceiro, são também prejudiciais, bem como querer acelerar o processo. Dê mais tempo a si própria e deixe-se apenas guiar pelas sensações e pelo seu próprio prazer, deixando-se ir, e verá como se tornará mais fácil. 

“A SIDA é uma infecção sexualmente transmissível. Que outras infecções desse tipo existem?”

Tenho algumas dúvidas sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis, isto porque a que mais é divulgada é a SIDA. Quantas existem e quais são as que se manifestam com maior frequência?

 

Anabela, Barreiro

 

 

Cara leitora,

Efectivamente a SIDA é considerada a mais dominante de todas as IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) no momento, como antes tinha sido a Sífilis. Qualquer IST, quando diagnosticada e tratada em tempo útil, pode evitar o contágio a outras pessoas / parceiros, e consequentes problemas de saúde. Os sintomas das IST são, em alguns casos, difíceis de detectar e por esta razão deverá ser efectuado sempre o rastreio ao nível da saúde sexual, mesmo se não evidenciar qualquer sintoma. Se achar, por qualquer razão, que foi infectada, o melhor será dirigir-se ao médico, pois não deverá deixar uma infecção destas por tratar, correndo o risco de originar mais problemas e complicações. As IST que se verificam com maior frequência são: o HIV, que conduz à SIDA; as Verrugas Genitais, pequenos e duros inchaços que aparecem junto aos órgãos genitais; o Herpes Genital, semelhante ao cieiro habitual da boca e dos lábios; a Gonorreia que, tanto em homens como em mulheres, poderá ser evidenciada por sensação de ardor ao urinar, sendo unicamente tratada com penicilina; a Sífilis, a qual deverá ser detectada logo na fase inicial, pois poderá afectar a saúde de todo o organismo podendo até mesmo levar à morte; a Clamídia ou Uretite não específica, em que os sintomas são semelhantes aos da Gonorreia; a Tricomoníase, causada por um parasita e que provoca infecções do tracto urinário; a Pediculose Púbica que é causada por piolhos, os quais provocam uma comichão intensa na zona púbica; a Vaginite que, geralmente, é causada por uma bactéria devido à falta de higiene adequada da mulher. Como tal, deverá estar atenta a quaisquer sinais fora do normal, tanto em si como no seu parceiro, de modo a que sejam tratados na fase inicial. Claro está que a melhor técnica a adoptar será o sexo seguro, isto é, cada vez que tiver relações sexuais, o melhor caminho para a prevenção será o uso regular do preservativo.