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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Não me consigo satisfazer”

“Divorciei-me há uns meses e desde aí nunca mais tive relações sexuais com ninguém, por isso, a única forma de me satisfazer sexualmente é através da masturbação, mas agora já nem isso me apetece…”

Sérgio, Odivelas

Caro Leitor,

Não fique preocupado com o facto de não ter relações sexuais e de não ter vontade de se masturbar, faça-o apenas se se sentir estimulado para tal. Não se sinta diferente, pois tudo decorre dentro da normalidade. Muitas pessoas pensam que a ausência de relações sexuais é algo prejudicial à saúde, o que é bastante errado. Não entre em pânico e tente levar a sua vida de uma forma normal. É claro que como se sente emocionalmente abalado devido ao divórcio, o seu apetite sexual está mais reduzido. Neste sentido, dê tempo ao tempo e quando tiver a sua vida afetiva reestruturada verá que com certeza irá recuperar o interesse sexual.   

“Perderei a virgindade através da masturbação?”

 

“Masturbo-me frequentemente e sinto muito prazer ao fazê-lo mas sinto alguma vergonha porque não sei se assim me posso considerar ainda virgem. Será que ainda sou virgem?”

 

Marina, Évora

Cara Leitora,

 

Não se preocupe, se nunca houve penetração pode considerar-se ainda virgem. Só após a penetração durante o acto sexual é que se perde a virgindade. A masturbação é um acto perfeitamente normal, não se deve envergonhar ou ter qualquer tipo de preconceito por praticá-lo. A masturbação é uma maneira saudável e natural de conhecer o seu próprio corpo e a partir daí descobrir os seus pontos mais sensíveis, que a iram ajudar a atingir o ponto máximo de prazer.

A prova de que este acto é único e que dá muito prazer é pelo grau de excitação que se consegue alcançar, chegando ao ponto de conseguir lubrificar a vagina apenas estimulando-se a si própria. Portanto, consciencialize-se de que a masturbação é um acto normalíssimo do qual não se deve envergonhar.

 

“Como prevenir o cancro da próstata?”

 

Rodin

 

 

“Tenho 55 anos e o meu pai faleceu há alguns anos devido a um cancro na próstata, por isso gostaria de saber como se pode diagnosticar esta doença, e como posso evitá-la. ”
Luís, Braga
 
 
 
 
Caro leitor,
Para prevenir esta doença, é importante que, a partir dos quarenta e cinco anos, todos os homens consultem um médico e façam o exame do toque rectal, ou seja, um exame no qual o medico examina através do tacto o tamanho da próstata. Caso o médico encontre algo de anormal, é essencial que se faça uma ecografia transrectal com biopsia prostática. Através das partículas retiradas para a biopsia é possível a realização de um exame de análise de patologia, de modo a avaliar o estado do tumor, pois é necessário averiguar se o tumor está apenas restringido à próstata ou se alastrou para outros órgãos periféricos, tais como a bexiga, vesículas seminais ou recto. Os sintomas mais frequentes neste tipo de doença são a extrema dificuldade em urinar, pouca pressão ao urinar, sensação de não esvaziar a bexiga por completo após urinar e, em alguns casos, sangue na urina. Tal como em muitas doenças, a melhor forma de a evitar é a através da prevenção. Quanto mais cedo o cancro for diagnosticado melhores as probabilidades de cura.

Seja sexualmente saudável

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Nada é mais sexy que uma mulher saudável, e não tem que ser muito forte ou musculada para parecer saudável e sexy. Fazendo exercício uns minutos por dia e uns minutos adicionais antes de um encontro, os seus músculos parecerão bem definidos e vai parecer escultural.

 

Espreguiçar-se vai relaxá-la e fazê-la sentir mais confiante. Certifique-se de que mantém sempre a sua postura correta, pois se estiver direita vai parecer mais alta e magra. O seu estômago também  parecerá liso e o seu peito maior.

 

Deve fazer exercícios de relaxamento todos os dias, de forma a evitar que a dor e a tensão se instalem. Deitada na sua cama com uma almofada debaixo dos seus joelhos vá descontraindo cada parte do seu corpo, uma de cada vez. Faça isto depois do trabalho e antes de começar qualquer outra atividade. Isto vai rejuvenescê-la e dar-lhe mais energia. Massaje o seu pescoço e os seus ombros com um creme hidratante e suavemente vá rodando a sua cabeça circularmente, primeiro numa direção e depois noutra.

 

Use estas simples sugestões sempre que precisar. Imagine somente o bem estar e a vitalidade que vai transpirar quando cumprimentar o seu par. Não fique obcecada com as suas curvas. Você pode sentir-se imperfeita – mas ele não acha. Ele pensa que é maravilhosa! Se for simples e confiante, toda a gente a vai achar bonita

O segredo para uma relação estável e duradoura

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Uma relação amorosa pode dar origem a bastante felicidade, mas também a muita mágoa e sofrimento, quando não corre tão bem quanto desejado. A maioria das pessoas passa horas a preocupar-se com as suas relações amorosas, pois estas são uma parte integrante das suas vidas.

 

O ser humano é curioso e procura compreender como os seus relacionamentos começam, como se desenvolvem e como, por vezes, terminam num labirinto de ódio e dor.

 

Segundo investigadores norte-americanos, o ser humano necessita de estabelecer relacionamentos íntimos duradouros para funcionar normalmente. Existe uma necessidade humana de ser aceite e amado pelos outros, que é satisfeita através de relacionamentos íntimos duradouros. Uma vez que essa necessidade seja satisfeita, a busca de intimidade cessa, mas se isto não for conseguido podem surgir vários problemas emocionais.

 

Devido a esta necessidade humana de ser aceite e amado o fim de um relacionamento pode ser muito doloroso, fazendo com que os indivíduos lutem durante muito tempo para manter relações que há muito deviam ter terminado.

 

Investigações norte-americanas sugerem que pessoas divorciadas, que perderam o parceiro, ou que estão sozinhas há muito tempo, têm a pressão arterial mais elevada, menor longevidade de vida e o sistema imunitário mais fraco do que as pessoas que têm relacionamentos estáveis, duradouros e felizes.

 

A qualidade dos relacionamentos amorosos, além de influenciar o bem estar físico de um indivíduo, influencia também a sua saúde mental. Pessoas que têm casamentos felizes têm menos depressões, menos problemas de alcoolismo, menos desordens alimentares e doenças mentais, do que aquelas que vivem relacionamento infelizes, em que as suas necessidades básicas de aceitação e carinho não estão a ser satisfeitas.

 

Podemos portanto dizer que o bem estar físico e emocional de grande maioria das pessoas está diretamente relacionado com a sua satisfação em relação aos seus relacionamentos íntimos. Fatores como a água, comida e abrigo são obviamente essenciais para a sobrevivência humana, no entanto, a necessidade de ser aceite e de criar intimidade é também fundamental para uma vida longa e feliz.

 

Não existe nenhuma fórmula mágica que possa garantir durabilidade e felicidade numa relação, mas existem vários factores que podem contribuir para o seu sucesso:

 

* Partilha

Um desses fatores é a partilha de sentimento, sonhos e receios, ou seja, para o sucesso de uma relação os parceiros devem sentir-se seguros e confortáveis um em relação ao outro, de forma a poderem partilhar os aspectos mais privados das suas vidas.

 

* Ligação forte

Outro aspeto bastante importante é o desenvolvimento de uma ligação saudável e forte entre os parceiros, pois o comportamento de um parceiro vai inevitavelmente afectar o comportamento do outro, por isso o respeito e a comunicação são fundamentais na vida de um casal.

 

* Dependência saudável

Nas relações amorosas, principalmente nas mais longas, existe também uma dependência entre parceiros que pode ser emocional, física e mesmo financeira. Na maioria das vezes, esta dependência pode controlar as decisões de cada parceiro durante a relação, ou mesmo depois desta ter terminado. A dependência entre um casal é saudável até certo ponto, mas por vezes pode tornar-se perigosa e doentia, se um dos parceiros for controlador e o outro for submisso e emocionalmente fraco, fazendo com que a relação se torne abusiva. Desta forma, para que uma relação seja saudável, duradoura e feliz é fundamental que a dependência entre parceiros exista com peso e medida, de forma saudável e produtiva, e não doentia e destrutiva.

 

* Planos a dois

À medida que uma relação evolui e as pessoas se vão sentindo mais seguras e emocionalmente envolvidas, passam a considerar-se um casal em vez de duas pessoas totalmente independentes. Desta forma, passam a ver o mundo em termos do "nós" fazendo planos a dois e não na base do "eu", na qual cada indivíduo se preocupa apenas com o seu próprio futuro e bem-estar. Esta mudança na forma de ver o futuro é um sinal de que o relacionamento está a progredir e que tem hipóteses de se tornar duradouro.

 

* Confiança

Outro factor fundamental num relacionamento é a confiança, pois uma vez que esta seja danificada vai fazer com que os parceiros se afastem e comecem a pensar novamente em termos do "eu" e não do "nós".

 

* Compromisso

O compromisso, tal como a confiança, é outro factor essencial para que uma relação se desenvolva de forma positiva. A grande maioria das relações estáveis e duradouras requerem compromisso e investimento por parte dos dois intervenientes. Este compromisso e investimento fazem com que ambos juntem forças para garantir o futuro do relacionamento. Caso isto não suceda, pessoas que já foram bastante próximas distanciam-se cada vez mais, levando, eventualmente, ao fim do relacionamento. Em conclusão, nenhum destes fatores, por si só, é responsável pelo sucesso de uma relação amorosa, mas quanto maior forem a harmonia e entendimento entre o casal a nível dos fatores mencionados previamente, maiores serão as hipóteses de que a relação seja estável e duradoura.

Suspeito que ele tem outra

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"De há uns tempos para cá o meu marido chega tarde a casa e diz que tem ficado a trabalhar. No entanto, se ligo para o trabalho dele, dizem-me que não está. Quando chega a casa vem sempre cansado e já não quer fazer amor. Será que ele me anda a trair?"

Cátia - Samora Correia

 

Cara leitora,

Procure manter a calma, e acima de tudo não tome decisões precipitadas. Apesar de os sinais serem bastante suspeitos a melhor maneira de descobrir o que se passa é conversar diretamente com ele e procurar esclarecer a situação. Se não se sente esclarecida, faça-lhe uma visita ao escritório de surpresa, assim saberá se ele diz a verdade ou não, depois confronte-o com o facto de ligar para o trabalho e de aparecer no trabalho dele e de ele lá não estar. Procure resolver tudo da melhor forma, com bom senso.

“Sinto dores quando faço amor…”

Pablo Picasso

 

“Não sei o que se passa, pois sempre tive uma vida sexual satisfatória, mas de um momento para o outro comecei a ter imensas dores durante o acto sexual. Tenho medo de dizer ao meu marido, não quero que pense que está a fazer alguma coisa errada!”
 
Rosa
 
Cara Leitora,
Tendo em conta que começou a sentir esse desconforto repentinamente, talvez se trate de uma infecção vaginal. Consulte um médico ginecologista, pois neste caso só ele poderá ajudá-la a detectar o que se passa consigo, e aconselhar um tratamento. Por vezes as infecções originam a falta de lubrificação, o que provoca desconforto sexual e, consequentemente, dores muitas vezes insuportáveis.
Em relação à sua preocupação no que diz respeito ao seu marido, converse com ele, pedindo para que ele seja compreensivo, pois, para o bem de ambos, enquanto não souber a causa dessas dores o melhor será suspender a actividade sexual.
 
 

“Sou insaciável…”

 

“Tenho 30 anos e estou casada há seis meses com o homem que amo. Iniciei a minha vida sexual muito jovem e sempre gostei de sexo. A verdade é que não consigo deixar passar um dia sem fazer amor com o meu marido… será que isso pode fazer mal à saúde?”
 
Alexandra
 
Cara leitora,
Desde que ambos sejam saudáveis, e façam consultas médicas de rotina frequentemente para se certificarem de que está tudo bem, em princípio não tem com que se preocupar. Não existe nenhuma regra que determine qual a frequência com que um casal deve ter relações sexuais, e geralmente os casais mais jovens fazem amor com muita frequência. Desde que estejam de acordo no que diz respeito ao número de vezes que têm relações sexuais por semana, não existe nenhum problema em fazê-lo todos os dias!

“O preservativo protege contra o herpes genital?”

 

 
“Tenho uma dúvida que me tem deixado inquieta. O meu namorado teve herpes genital há dois meses. Evitámos durante esse período ter relações sexuais. Todavia, houve uma vez em que não resistimos e fizemos amor, mas utilizámos o preservativo. É possível transmitir o vírus mesmo usando o preservativo?
Carla, Sesimbra
 
 
 
Cara leitora,
 
O herpes genital é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns e é causada por um vírus. Embora a probabilidade de a sua transmissão usando o preservativo ser reduzida, o contágio do parceiro não está fora de questão, porque durante o contacto sexual (vaginal, anal ou oral) as áreas que se encontram desprotegidas estarão em contacto directo com a pele de ambos. Todavia, para que seja possível a transmissão é necessário que o vírus esteja activo. Os sintomas mais salientes são bolhas, ardor, comichão e dor. É importante ter em conta que este vírus pode voltar a reaparecer no corpo do seu portador, uma vez que o herpes não tem uma cura definitiva. Assim, é essencial ter bastante cuidado na coordenação da vida sexual e seguir escrupulosamente as indicações médicas de forma a salvaguardar o bem-estar de quem é portador do vírus e a integridade física do parceiro. Como curiosidade, informo-a que as mulheres são mais susceptíveis a este tipo de doenças.

“Nunca tenho orgasmos quando fazemos amor!”

“Eu e o meu namorado temos uma vida sexual muito activa e gostamos muito um do outro, mas acontece que não consigo ter orgasmos quando ele me penetra, por mais que ele se esforce. Consegue provocar-me orgasmos facilmente quando me faz sexo oral, mas não tenho prazer nenhum através do coito, o que nos deixa a ambos bastante frustrados.”

 

Laura, Santarém

 

Cara leitora,

A situação que descreve é mais frequente do que possa pensar, pois muitas mulheres têm dificuldade em ter um orgasmo através da penetração. As paredes vaginais possuem relativamente poucas terminações nervosas, e apenas a parte mais baixa possui as suficientes para ser estimulada pelo pénis, dedos, ou outro tipo de penetração. Por essa razão, é mais difícil ter um orgasmo quando o pénis está completamente introduzido na vagina, pois a parte que recebe maiores estímulos é a que tem menor sensibilidade aos mesmos. O facto de conseguir ter orgasmos pelo sexo oral indica pistas preciosas para que consiga tê-los também durante o coito. Procure compreender, durante o sexo oral, aquilo que lhe provoca o orgasmo, que tipo de estimulação é mais eficaz e de que forma consegue chegar “lá” com maior eficácia. Procure com a ajuda do seu namorado integrar essas carícias que a levam ao orgasmo pelo sexo oral e pela masturbação e usá-las com a masturbação.  Uma vez que o prazer da mulher vem sobretudo com a estimulação do clítoris, o seu namorado pode estimulá-lo com os dedos ao mesmo tempo que a penetra, aumentando dessa forma as hipóteses de sucesso.