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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Estou a ficar farto do domínio dela!”

 

“Eu e a minha namorada damo-nos bem a nível sexual e sinto bastante prazer quando estou com ela. Ultimamente, porém, ela procura assumir o controlo total da situação e quando estou prestes a atingir o orgasmo pede-me para interromper a penetração e aperta-me o pénis com força. Das primeiras vezes fiquei surpreendido e gostei, mas agora já estou farto que seja sempre ela a comandar!”
Marco
Caro Leitor,
Parece que a intenção da sua namorada é desenvolver jogos eróticos, retardando o seu orgasmo de modo a prolongar o acto sexual. Pelo que descreve, parece que ela está a utilizar a técnica do Squeeze, utilizada por casais no qual o homem tem ejaculação precoce. Será esse o seu caso? Converse com a sua namorada, pois se é esse o caso, a sua namorada está a tentar dizer-lhe que necessita de mais tempo de erecção para atingir o orgasmo e por isso está a pedir que o leitor faça essa pausa antes de ejacular para o ajudar a manter a erecção mais tempo. No entanto, se se sente desconfortável com esta atitude da sua namorada, não tenha receio de esclarecer esta situação. A intimidade deve ser vivida livremente e sem pressões. Não consinta nada com que não concorda apenas para satisfazer as necessidades da sua companheira. Através da comunicação e respeito faça valer as suas vontades no acto sexual.

“Tive relações sexuais quando estava embriagada!”

Há uma semana atrás apanhei uma bebedeira muito grande, e apesar de não me lembrar bem do sucedido, acho que tive relações sexuais pela primeira vez nessa noite. Estou envergonhada e não sei o que fazer.
Paula, Évora
Cara leitora,
O álcool faz com que as pessoas percam as inibições e por vezes acabem por fazer coisas que não fariam se não tivessem bebido. Uma vez que a leitora não se lembra dos acontecimentos dessa noite, o mais seguro será perguntar a alguém que tenha estado consigo se se lembra do que se passou. Se a leitora tem um namorado, explique-lhe que estava embriagada e que não se lembra do que aconteceu na noite anterior e pergunte-lhe se tiveram relações sexuais pela primeira vez. Uma vez que a leitora não se lembra se teve relações sexuais ou não, o mais provável é que se tiver tido não tenha utilizado qualquer tipo de protecção, por isso consulte o seu médico para que este lhe faça um exame de saúde para verificar se a leitora esta grávida e se contraiu alguma infecção sexualmente transmissível.

“Já não sei se a amo!”

 

 “Não sou casado, mas vivo com a minha actual companheira há dez anos. Acho já não a amo da mesma maneira, mas já me habituei à sua companhia. Estou indeciso na atitude que devo tomar…”
 Rui, Albufeira
 
 
Caro Leitor,
Antes de tomar qualquer atitude irreflectida e da qual se possa arrepender mais tarde é importante que adopte uma atitude madura e responsável. Se considerar necessário isole-se um pouco para que possa ter um outro olhar sobre tudo o que está a acontecer na sua vida afectiva. Seja objectivo e analise o que realmente está a acontecer consigo. É importante definir os sentimentos que ainda nutre pela sua companheira de modo a determinar se ainda está com ela por amor ou se por uma questão de hábito. Advirto-o para o facto de não negligenciar a sua forma de estar com a sua companheira, pois apesar de tudo ela poderá ser uma amiga para o resto da vida. Aja de forma prudente, pois esta poderá ser apenas uma fase de esmorecimento pela qual estão a passar. Assim sendo, adopte uma atitude mais honesta e responsável, se considerar necessário, procure a ajuda de um especialista que o possa apoiar psicologicamente.
 

“A circuncisão feminina faz mal?”

 

“Eu sou circuncidado e gostava que me esclarecesse acerca da circuncisão feminina. Não entendo porque a fazem nem que implicações pode ter na saúde da mulher. Existe alguma vantagem para a mulher em ser circuncidada?”
Sérgio - Felgueiras
Caro Leitor,
A circuncisão nas mulheres é praticada por questões culturais ou religiosas, mas não tem qualquer razão médica para ser praticada. Esta é uma prática cruel que tem por objectivo privar as mulheres de prazer sexual, pois implica a remoção do clítoris e do capuz clitoriano, o que além de ter graves consequências a nível sexual pode também causar hemorragias graves e infecções, podendo mesmo provocar a morte da mulher circuncidada. Estas práticas tiveram início em África e na Arábia e foram efectuadas com o principal objectivo de reduzir o desejo sexual das mulheres, fazendo com que elas não tivessem a pretensão de procurar outros homens que não fossem os respectivos maridos, e que não se masturbassem, por ser algo considerado impuro. Apesar de ser uma prática considerada por muitos como bárbara, infelizmente é ainda efectuada em inúmeros países, apesar de, em muitos deles, já existir informação sobre os riscos que as mulheres correm.

“Quando faço amor penso no meu ex.”

 “Sei que não é o mais correcto, mas quando estou com o meu actual namorado dou por mim a pensar no meu ex-namorado com algum sentimento de nostalgia. O que devo fazer para contrariar esta situação? Já me sinto mal com tudo isto…”
Paulo, Braga
 
 
Caro Leitor,
Procure não se sentir culpado, pois nem sempre é fácil controlar os nossos sentimentos. Contudo, o leitor deve fazer uma análise profunda de modo a verificar a razão pela qual não consegue tirar o seu ex-namorado do seu pensamento. Porém, se verificar que não se consegue concentrar totalmente na relação que mantêm actualmente, aí a questão já se torna mais complexa e, nesse caso, deve ponderar os seus verdadeiros sentimentos em relação ao seu actual namorado. Desta forma, deve fazer uma avaliação clara e consciente sobre a sua vida afectiva e sobre tudo aquilo que deseja daqui para frente para que seja feliz e, também, para que não faça o seu namorado sofrer com as suas atitudes. Pondere bem sobre o verdadeiro significado da sua relação actual para que saiba as decisões que deve tomar.

“Não consigo ser fiel!”

 

 

 

“Sempre fui uma pessoa muito independente e nunca tive compromissos sérios. Consegui conquistar as mulheres que me chamavam a atenção e já tive várias relações simultaneamente. No entanto, agora conheci uma rapariga por quem me apaixonei. Gosto imenso dela e namoramos há 3 meses, mas sinto medo de a trair, pois penso que não consigo ser fiel, é algo que faz parte da minha maneira natural de ser!”
 
Pedro, Sacavém
 
Caro Leitor,
A dificuldade que sente em assumir um compromisso exclusivo com alguém tem a ver com o facto de sentir que isso o faz perder a sua independência e liberdade. Para além disso, viver uma relação séria implica que haja maior intimidade e empenho, e o leitor parece ter alguma relutância em que isso aconteça. Reflicta um pouco, pois a sua tendência para a poligamia é provavelmente um mecanismo de defesa para evitar que o leitor se entregue emocionalmente a uma só mulher e se venha posteriormente a magoar. O seu comportamento poligâmico serve também para o proteger de rejeições e relações fracassadas. Desta forma as várias relações que tem em simultâneo servem para mascarar o insucesso de algumas relações pois é mais fácil ter outra pessoa para apaziguar a situação do que se confrontar com o fracasso. Uma vez que está presentemente numa relação monógama e assim a quer manter, aconselho-o a procurar a ajuda de um especialista que o ajude a ultrapassar a sua dificuldade de se entregar física e emocionalmente uma só pessoa.

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