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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Massagens Eróticas”

 
“Gostava de saber fazer massagens eróticas para apimentar a nossa vida sexual, mas não sei como proceder…”
Gustavo, Cascais
 

 

Caro Leitor,
 
As massagens eróticas são uma das formas de dar um novo alento às relações sexuais. Está provado cientificamente que o toque é algo bastante terapêutico e, infelizmente, as pessoas nao o utilizam com a frequência desejada. O toque não serve apenas como um tranquilizante, mas também como um estimulante, quando é feito num determinado local e num determinado momento. O corpo possui áreas com especial sensibilidade sexual, que são chamadas as zonas erógenas que, se forem correctamente estimuladas, podem proporcionar momentos inesquecíveis. O local por onde deverá começar a massagem é irrelevante, o que importa é que ambos estejam dispostos a partilhar esse momento, no qual a desinibição e a descoberta do corpo do parceiro é um dos factores mais importantes a ter em conta.

“Só penso nele…”

 

 
 
“Saí de uma relação há algum tempo, mas agora tenho um grande sentimento de culpa e passo o tempo todo a pensar nele. Será que quero voltar para ele?
 
Sofia, Portimão
 
 
Cara leitora,

Este tipo de pensamentos é normal quando se termina um namoro com alguém por quem ainda se nutre carinho. Neste momento importa definir na sua mente se sente algo mais profundo pelo seu ex-namorado ou se apenas sente solidão por não ter com quem partilhar a sua vida. Pondere bem a situação e averigue se de facto ama o seu ex-namorado e se com um pedido de desculpas pode reverter essa situação e voltar a ter a felicidade ao seu lado. Infelizmente existem muitos casos nos quais as pessoas só dão o devido valor às coisas quando as perdem, e pode ser isso que está a suceder consigo.

Tema de hoje: Arriscar depois de bem Conversar

 

 

 

 

A comunicação no casal é essencial para a vivência saudável da sexualidade. Com sinceridade e abertura o casal deve expressar o que sente e o que desejava experimentar, com respeito um pelo outro.

 

A experimentação tem riscos, que vale a pena medir bem e em conjunto - encontrar um compromisso entre as fantasias com que um sonha e os comportamentos com que o outro consegue lidar e ter encontrar prazer é saudável. Muitas vezes pensar, falar sobre uma fantasia, encená-la e representá-la a dois é tão forte como vivenciá-la e dará o prazer que procuram, com um risco moderado para o futuro da relação.

“Ela tem um cheiro esquisito!”

 

“Namoro há 10 meses e gosto da minha namorada. No entanto, apesar de gostar de fazer amor com ela, tenho reparado que tem um cheiro esquisito nas partes íntimas, o que me incomoda bastante, a ponto de por vezes me fazer perder a vontade de termos relações sexuais. Uma vez que é um assunto bastante delicado tenho algum receio de magoá-la, e como tal não sei como lidar com esta questão.”
 
Ricardo, Vila Franca de Xira
 
Caro Leitor,
O odor é uma característica que varia de ser humano para ser humano, pois depende das particularidades de cada um. Porém, os órgãos sexuais possuem glândulas sudoríferas que emanam um cheiro bastante particular, mas por razões várias esse odor pode tornar-se mais acentuado e, consequentemente, desagradável. Desta forma, a higiene pessoal é uma regra básica, principalmente quando as pessoas por si só já têm um odor bastante activo. A higiene diária é importante para evitar o mau cheiro e a acumulação de bactérias e outros corpos que podem causar infecções e irritações ginecológicas. Se a sua namorada tem um odor assim tão forte é possível que ela tenha alguma infecção ginecológica, por isso é aconselhável que ela consulte um médico ginecologista o mais rapidamente possível para evitar que a situação piore. Tente de uma forma discreta fazer com que a sua namorada se aperceba que tem um odor bastante intenso e que deve consultar um médico, além de ter mais cuidado com a sua higiene íntima. 
 

“Ele gosta de me penetrar vestida!”

 

“O meu namorado é muito imaginativo a nível sexual, e lembrou-se de termos relações sexuais vestidos. O problema é que agora ele só me quer penetrar quando estamos vestidos, e embora tenha achado piada da primeira vez, começo a já estar farta de o fazer sempre!”
 
Raquel, Porto
 
 
Cara leitora:
A satisfação mútua de fantasias é geralmente uma coisa positiva. No entanto, por vezes é difícil perceber quando deixa de ser fantasia e começa a ser um fetiche, sem o qual o homem ou a mulher não se conseguem excitar, o que parece ser o caso do seu namorado. Compreendo que a leitora acha esta situação um problema, pois talvez haja outras práticas que lhe agradam mais. Fale com o seu namorado acerca deste assunto, explique-lhe o que a incomoda. Tentem chegar a um meio-termo, talvez fazer amor vestidos apenas algumas vezes em vez de sempre, passando noutras alturas a realizar algumas das suas fantasias. Atinjam um entendimento em que os dois possam desfrutar das maravilhas do sexo.
 

“Não atinjo o orgasmo com a penetração!”

 
“Tenho 30 anos, sou casada e amo o meu marido. Ele é carinhoso e procura que eu tenha prazer nas relações mas quase nunca tenho... Sinto que o meu corpo responde aos estímulos mas dificilmente chego ao orgasmo. Não sinto dores durante a relação, excito-me facilmente e até penso que sou demasiado lubrificada... Com masturbação consigo ter prazer, mas durante a penetração não... Gostava imenso de ter uma ajuda para saber como obter a satisfação total... Parece que algo me bloqueia, será a preocupação de dar prazer ao meu marido ou por pensar que não estou a fazer bem?”
 
Matilde, Setúbal
 
Cara leitora,
muitas mulheres atingem o orgasmo através da estimulação clitorial (sexo oral ou estimulação manual) e não através da penetração. Por isso, não se sinta pressionada a “ter obrigatoriamente” de atingir o orgasmo durante a penetração, porque a sua situação é perfeitamente normal e partilhada por milhões de mulheres. O que algumas mulheres tentam fazer é estimular o clítoris até ao ponto do orgasmo antes da penetração, desta forma quando se dá o coito a mulher não se sente tão pressionada a ter de atingir o orgasmo dessa forma, nem se sente tão frustrada por não ter tido um orgasmo durante a relação sexual. Outras mulheres preferem que a estimulação clitorial seja feita após a penetração e após o parceiro ter atingido o orgasmo. Pode também experimentar comprar um vibrador que seja anatomicamente adequado à estimulação do Ponto G (uma zona no interior da vagina que causa o orgasmo vaginal), dessa forma verá se sozinha consegue atingir o orgasmo através da penetração ou não, se for bem sucedida tente explicar ao seu marido qual o tipo de posições ou estimulação que permitem que isso suceda. Quanto ao caso de ser bastante lubrificada, isso pode diminuir alguma da sensação durante a penetração, por isso experimente fazer uma pausa durante o coito na qual possa limpar alguma dessa lubrificação excessiva que sente.
 
 

“Tive um ataque cardíaco e agora tenho medo de ter relações…”

 
"Tive um ataque cardíaco há seis meses e desde então deixei de ter relações sexuais. A minha mulher foi compreensiva de início, mas ultimamente tem-se queixado desta situação, pois temos 40 anos e a nossa vida sexual sempre foi muito activa e feliz. o problema é que tenho receio que se fizer amor com ela, possa vir a ter outro ataque!"
 
Nuno, Sintra
 
Caro leitor
É muito normal que sinta receio em reiniciar a sua vida sexual após um ataque cardíaco, é assustador imaginar que possa repetir-se a mesma situação. O seu medo não é totalmente infundado, mas estudos recentes realizados nos Estados Unidos demonstraram que o risco de que isso possa acontecer é mínimo. Para pessoas saudáveis a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco durante sexo é de 2 para 1 milhão. Para pessoas que têm problemas cardíacos essa proporção aumenta para 20 em 1 milhão, o que como pode ver é ainda bastante baixo. Fale com o seu médico e veja qual a sua opinião, se ele der luz verde, então é só avançar!

“Porque razão é preciso tomar a pílula todos os dias?”

 

 

“Iniciei a minha vida sexual recentemente, e tenho muito medo que a minha namorada engravide, pois ainda temos só 17 anos. Estou sempre com medo que ela se esqueça de tomar a pílula. No entanto, não entendo porque é as mulheres precisam de tomar a pílula todos os dias, se só podem engravidar durante 3 ou 4 dias no mês! Pode esclarecer-me? Ainda sou muito jovem para ser pai!”
 
Iuri, Almada
 
Caro leitor,
A questão é saber quais são esses dias. É bastante difícil conseguir prever quando esses dias vão acontecer, pois apesar de se dizer que é no meio do ciclo menstrual, o corpo da mulher é imprevisível sendo muito fácil que haja alterações na ovulação. Aspectos tão simples como a alimentação, stress ou mesmo a intensidade de um orgasmo podem alterar o ciclo ovulatório, daí a necessidade de a sua namorada tomar a pílula todos os dias para que uma gravidez indesejada não aconteça. Usar protecção sempre que se é sexualmente activo é como usar o cinto de segurança: pode parecer desnecessário, mas pode salvar a sua vida!
 

Disfunções sexuais

 

 

 

Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode
ser afectado por diversas disfunções sexuais , que podem causar dor ou algum
sofrimento psicológico. Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o
seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem
é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores,
simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser
perfeitamente tratado. Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual
hipoactivo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para
resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta
sexual ou do seu ginecologista.

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoactivo (falta de prazer no
acto sexual):
Não
existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no acto sexual): Existem sentimentos
de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e
medo.

Transtorno de excitação (Frigidez): Existe uma capacidade
quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do acto sexual.
A mulher  tem também falta de excitação.

Anorgasmia (Inibição do orgasmo): Mesmo após um
estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a
mulher sente durante um acto sexual, desde que não existam outros factores como
nódulos ou infecções.

Vaginismo: Quando existe uma contracção
permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição
médica:
Quando
existem outras doenças, como por exemplo a Diabetes que fazem com que o desejo
sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe
diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas,
como por exemplo, anti-depressivos.

“Gostaria que o meu companheiro se depilasse"

 

Gostava que o meu companheiro mudasse de
visual sexual, ou seja, tal como ele gosta que eu me depile por inteiro na zona
pélvica, também eu gostava que ele se depilasse na zona púbica. Como deverei
proceder?

Elsa, Palheiros

 

Cara Leitora,

Como
deverá compreender tal comportamento deverá ter como base uma conversa aberta
sobre este assunto. O facto de o seu companheiro gostar que se depile por
inteiro na zona púbica por, provavelmente, lhe provocar novas sensações de
prazer ou por lhe provocar um maior desejo pelo acto sexual, não quer dizer que
ele aceite a sua ideia de ele se depilar. No entanto, a zona púbica é uma zona
muito sensível e delicada pelo que se deverá ter em consideração a melhor forma
para a depilação, que julgo no homem ser feito com lâmina ou máquina de barbear
pois não suportariam ser depilados com cera. Deverão ter atenção ao momento
adequado, que será melhor depois do duche, quando a pele está mais húmida e
suave. Um dos aspectos a ter em atenção é a forma como a depilação é feita, ou
seja, efectuar a limpeza de pequenas áreas de cada vez e sempre no sentido do
crescimento do pêlo, pois podem incorrer no risco de se cortarem e,
principalmente, se passarem mais que uma vez na mesma zona, porque a epiderme
neste local não está habituada a este tipo de agressões. Depois de tal acto,
deverá hidratar muito bem a pele, com creme hidratante e de preferência
hipoalergénico, para que não haja irritações que podem causar mau estar.

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