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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Não gosto de sexo! Serei um homem normal?...”

“Estou casado há 3 anos e nunca gostei de ter relações sexuais, mas ultimamente tem-se tornado insuportável. Não sinto prazer nem dou prazer à minha esposa. Não gostar de sexo será uma doença? Ajude-me !!!

Carlos, Baixa da Banheira

 

Caro Leitor

 

Não se culpabilize nem pense que “tem de gostar de sexo” e que como isso não acontece consigo deve ter alguma “doença”. De forma alguma! Cada homem é um caso, e de facto alguns homens dizem ter dificuldades a nível sexual. O leitor pode ter o que se chama de “desejo sexual inibido ou reduzido” o que causa desinteresse por sexo, desconforto e ansiedade cada vez que está perante uma possível situação sexual. Como o leitor
diz ter-se sentido dessa forma durante grande parte de sua vida, podemos dizer que tem uma condição de desejo sexual reduzido crónica. Se desejar aumentar o desejo sexual fazendo com que sexo seja mais agradável para si e para a sua esposa, procure a ajuda de um especialista. No seu caso pode-se dar apenas o caso do leitor não ser compatível sexualmente com a sua esposa, fazendo com que não sinta prazer em fazer amor, mas apenas com ela, pois o leitor necessita, para sentir prazer, de outro tipo de práticas sexuais que não está a praticar com a sua esposa. 

 

“Sou Lésbica e quero ser mãe.”

 “Tenho 17 anos e estou paraplégica. Já tive namorados no passado, mas ultimamente tenho mantido uma relação com uma rapariga da minha idade. Será que sou Lésbica por ter esta relação? E será que algum dia poderei ser mãe uma vez que sou paraplégica?”

Joaquina, Braga

 

 

 

Cara leitora 

 

Imagino que se encontre bastante baralhada no que diz respeito à sua orientação sexual e à capacidade de poder vir a ser mãe. A leitora é ainda bastante jovem e está a passar pela adolescência, que é uma fase dominada por dúvidas e incertezas. Quanto à sua orientação sexual uma experiência não faz de si homossexual, até porque também diz sentir atracção por rapazes e deseja ter filhos. Parece-me que a leitora está a descobrir a sua sexualidade e a fazer experiências com ambos os sexos que a ajudarão a definir a sua identidade sexual. Quanto à sua dúvida, se poderá vir a ser mãe, tendo em conta a sua deficiência, não se preocupe, pois existem várias formas de manter uma vida sexual activa e ter filhos mesmo sendo paraplégica.

“ Não me entendo com a minha filha mais velha!”

"Sou divorciado e tenho duas filhas a viver comigo, mas a mais velha tem dado comigo em doido… Ela tem 17 anos e está no liceu, ultimamente quando sai com os amigos não volta para casa ou então volta embriagada. Tenho medo que ela ande com más companhias e que isso interfira com a escola."

Mário, Costa da Caparica

 

Caro leitor,

Nunca ninguém disse que educar filhos era tarefa fácil, principalmente adolescentes. Essa é uma fase de descoberta e de mudanças na vida de qualquer jovem, sendo normal que ela se sinta desorientada e acabe por fazer coisas que não deve. Esta é uma fase em que os jovens precisam de bastante supervisão por parte da família, pois sem orientação é muito provável que se deixem influenciar por más companhias. Converse com a sua filha explicando-lhe os perigos associados aos comportamentos que ela tem tido ultimamente. Faça perguntas sobre os amigos com quem ela costuma andar e sobre os lugares que frequentam. Não tenha medo de se intrometer na vida da sua filha, pois por mais que resmungue e amue, ela vai acabar por ouvi-lo.  

“O meu marido excita-se com os meus Pés”

 

“O meu marido e eu estamos casados há 5 anos, mas só na semana passada ele confessou que gosta de pés!!! Ele diz que os acha bastante excitantes e quer que eu ande pela casa descalça. Eu acho um pouco estranho e não sei se é algo normal entre homens."

Ermelinda, Viseu

 

Cara leitora

O seu marido tem um fetiche por pés, ou seja, ele sente-se excitado quando vê ou toca pés femininos. Existem milhares de pessoas com os mais variados tipos de fetiches, dos mais simples aos mais arrojados. Há quem se sinta excitado com certas peças de vestuário, com partes do corpo, ou mesmo com determinados objectos. O único senão com este tipo de prática sexual é quando o indivíduo não consegue sentir-se estimulado sexualmente sem a presença do seu alvo de interesse. Quando isto acontece o fetichismo passa a ser uma dependência e a controlar a actividade sexual do casal, o que não é saudável. O fetiche do seu marido é totalmente inofensivo, por isso não se preocupe e divirtam-se.

“O meu namorado olha para outros”

“Sou gay e comecei uma relação com um rapaz de quem gosto bastante, mas tenho notado que ele olha muito para outros homens. Ando triste porque sinto ciúmes, o que hei-de fazer? …”

Hilário, Vila Franca de Xira

 

 

Caro leitor:

Compreendo que essa situação o faça sentir-se triste, pois pode questionar-se do porquê desse tipo de atitude e se ele realmente gosta de si. Aconselho-o a ter uma conversa franca com o seu namorado, diga-lhe que se sente inseguro e com ciúmes quando ele olha para outros homens. Diga-lhe que o ama muito e que o comportamento dele o faz sentir-se triste. Seja sincero, e tente perceber a causa desse comportamento. Apenas através do diálogo a vossa relação poderá crescer e atingir um ponto de equilíbrio com o qual ambos se sintam confortáveis.

“Os espermicidas protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis??”

 

“Tenho um amigo que me disse que os espermicidas ajudam a prevenir o contágio de Infecções Sexualmente Transmissíveis. É verdade?”

 

Carlos, Monte Gordo

 

Caro Leitor,

 

Os espermicidas são contraceptivos cuja função é impedir que os espermatozóides cheguem aos ovários e fecundem o óvulo, ou seja, têm como
principal objectivo a prevenção contra uma gravidez indesejada. No entanto, tem-se verificado que para além dessa função os espermicidas ajudam a eliminar alguns micróbios relacionados com algumas infecções sexualmente transmissíveis, entre as quais a clemidia e a gonorreia. É neste sentido que muitos especialistas defendem o uso de espermicida como forma de prevenção das IST para os casais que não podem utilizar o preservativo por razões alérgicas.


Todavia, esta teoria não é suportada por todos os especialistas, pois a dose de espermicida que neutraliza os espermatozóides não é a mesma para eliminar os micróbios das IST.

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