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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Tenho um filho da minha ex-companheira”


“Tenho um relacionamento de 5 anos com a minha actual mulher, mas há dois anos tive um pequeno deslize e o que aconteceu foi que engravidei a minha ex-companheira e tivemos um filho. Embora a minha mulher saiba que a amo, há certas alturas em que vejo que ela não se sente bem e segura dos meus sentimentos, uma vez que lhe disse o que tinha acontecido logo após saber a notícia da gravidez. Como posso ajudar a minha mulher?”

 

Vasco F., Queluz

 

Caro Leitor,

 

O que fez num acto inconsciente acabou por ter repercussões bastante sérias e duradouras. O seu deslize de há dois anos com a sua ex-companheira veio fragilizar o seu actual relacionamento e é perfeitamente legítimo que a sua mulher se sinta insegura e incomodada com a situação, pois, afinal de contas, o leitor teve um filho com outra mulher enquanto se encontrava casado com a sua esposa. Se, apesar de tudo o que aconteceu, a sua mulher ainda se encontra do seu lado é porque o ama verdadeiramente e porque o que ambos sentem um pelo outro é tão forte que consegue ultrapassar diversas barreiras, mesmo as mais complicadas e difíceis de superar. Na verdade, qualquer relação só faz sentido se ambos tiverem a mesma predisposição para lutar por ficar juntos, o que parece ser o vosso caso. Acredite que o amor poderá vencer e tente compreender as atitudes da sua esposa, pois não é fácil para uma mulher lidar com uma situação de traição da qual resultou um filho, que apesar de tudo é o mais inocente em toda esta história. Apoie a sua esposa e dê-lhe provas do seu amor para que possam ultrapassar este episódio juntos.

 

“Disse-me que o maior desejo dele era fazer sexo em grupo!”

“Pensava que tinha uma vida sexual bastante satisfatória com o meu namorado, mas há pouco tempo ele confessou que o que mais gostaria de fazer a nível sexual seria ter relações em grupo. Sinceramente não tenho grande vontade de lhe satisfazer o desejo, mas não quero perdê-lo.”

 

Carla, Paços de
Ferreira

Cara leitora,

A prática de sexo em grupo é uma das fantasias mais comuns no mundo masculino. Segundo alguns teóricos, através desta prática o homem consegue mais facilmente provar a sua masculinidade, a sua virilidade e o seu poder. Mas pelo que me dá a entender, a leitora não se encontra muito receptiva
a ceder ao pedido do seu namorado. Porém, isto é algo que deve ser debatido entre o casal, pois apenas devem fazer aquilo que ambos têm vontade de fazer. A sexualidade não deve ser vista como algo obrigatório, antes pelo contrário, deve ser algo vivido através da cumplicidade. Esta prática geralmente não é tão empolgante ou excitante quanto os indivíduos inicialmente imaginam que seja, e pode causar bastantes conflitos a nível do relacionamento do casal, pois os ciúmes e desconfiança após o acto sexual são bastante comuns e podem destruir uma relação a pouco e pouco. Converse de uma forma objectiva com o seu namorado, mostre-lhe que respeita as suas fantasias mas peça-lhe também que respeite a sua vontade. Para que tudo dê certo na vida a dois é necessário respeito, compreensão e tolerância. Não ceda a nada que não deseja fazer, apenas com a
intenção de não perder quem ama. Se ele também gosta de si, então certamente respeitará a sua vontade.

Quero deixar a minha mulher…

“Depois de tantos anos de brigas e crises de ciúmes cheguei à conclusão que quero deixar a minha mulher, mas não sei como dizer-lhe”

 

Francisco, Porto

 

Caro Leitor,

Realmente se tem vivido todos esses anos infeliz já é tempo de tomar uma decisão e procurar a sua felicidade sozinho ou ao lado de outra mulher. É importante que seja sincero com a sua mulher e que lhe diga que quer acabar o vosso relacionamento de forma franca e directa. É provável que ela não venha a reagir muito bem, principalmente se acha que tudo está bem entre vocês. Seja corajoso, pois ninguém merece ser infeliz ficando ao lado de uma pessoa que já não ama. Tente ter o apoio de amigos e familiares no momento em que decidir dizer à sua mulher que a quer deixar pois é provável que ela não reaja bem e que o leitor necessite de um lugar para ficar durante alguns dias até decidir o que fazer. 

 

Apanhei o meu marido com outra!!

“Estou desolada, pois surpreendi o meu marido com outra mulher na nossa cama. Estou muito furiosa, e só me apetece deixá-lo, mas não sei o que fazer, pois amo-o muito.

 

Catarina, Lagoa

Cara Leitora,

Uma coisa é descobrir que o seu marido a está a trair, mas outra é vê-lo com outra pessoa na sua casa e na cama onde os dois dormem todas as noites, por isso é natural que se sinta enfurecida. Uma vez que diz ainda amar o seu marido o melhor é deixar passar algum tempo para depois com alguma frieza poder tomar uma decisão mais coerente e que vá de encontro ao que realmente deseja. Neste sentido, é importante que durante o tempo que estiverem separados a leitora faça uma avaliação do que sente pelo seu marido, pois apenas você poderá avaliar se quer continuar a partilhar a sua vida com ele ou não.

 

Gosto de uma rapariga mais nova…

Tenho 54 anos e acho que me estou a apaixonar por uma rapariga de 32. Acho que os meus sentimentos são correspondidos, mas não sei se será correcto ter um relacionamento com uma rapariga tão nova.

 

Luís, Leiria

Caro leitor,

O coração não escolhe idades, e desde que ambos sejam maiores de idade, sejam solteiros e estejam de acordo com o relacionamento, então não deve haver qualquer problema. O leitor diz que acha que os seus sentimentos são correspondidos, então se assim for, vá em frente pois o vosso amor só aos dois diz respeito. Não deixe que os preconceitos atrapalhem a possibilidade de viver uma paixão avassaladora apenas porque existe uma diferença de idade entre ambos.

 

Acho que tenho Herpes Genital!

Tenho 34 anos e sou solteiro. Na semana passada tive umas feridas no pénis que nunca tinha tido, não sei se se trata de herpes genital, pois tive relações sexuais com um rapaz pela primeira vez e não utilizei preservativo.

 

Nuno, Lisboa

 

Caro leitor,

O Herpes genital é altamente contagioso, especialmente se houver a prática sexual sem a utilização do preservativo. A pessoa que tem herpes genital não deve ter relações sexuais quando tem feridas no pénis ou na vagina, mesmo com preservativo, pois existe sempre o risco de contagiar o parceiro. Por isso, se acha que existe a possibilidade de ter contraído essa infecção, consulte o seu médico para que possa receber tratamento, no entanto tenha em conta que apesar de haver tratamento para os sintomas, não existe cura, por isso há que ser muito cuidadoso de futuro para evitar o contágio de outros parceiros. Peça ao seu médico que lhe receite um comprimido que existe agora no mercado que, quando tomado uma vez por mês, ou quando sente que vai ter uma maior incidência da doença, evita o aparecimento de sintomas o que faz com que a vivência com a infecção seja mais fácil.

Quero demonstrar-lhe que não sou uma “santinha”!...

Eu e o meu namorado estamos numa de nos darmos mais intimamente antes de termos relações sexuais... mas ele acha que eu sou muito tímida, e quer que os preliminares sejam mais sensuais. Por isso gostaria que me desse algumas ideias, do que posso fazer para lhe demonstrar que não sou a “santinha” que ele pensa. 



Marlisa, Gondomar

 

Cara leitora,

Devo felicitá-la pela vossa decisão de quererem conhecer-se melhor antes de terem relações sexuais, pois esse período de  descoberta entre o casal é bastante importante na construção de uma base forte para a vossa relação. Muitas vezes os casais,  ao terem muita pressa em iniciar a sua actividade sexual, acabam por não ter oportunidade para explorar o corpo do parceiro  de forma detalhada. Desta forma, o conselho que lhe posso dar é que não tenha receio de ser você mesma, não tenha receio  de dizer o que gosta e o que não gosta, de sussurrar palavras picantes ao ouvido do seu namorado, de pedir que ele lhe faça  carícias, de sugerir novas práticas e carícias. Experimente fazerem massagens um ao outro, tomarem um banho juntos, vendar os olhos do seu namorado e explorar os vossos sentidos com comidas afrodisíacas, enfim, não tenha receio de ser imaginativa. 

 

Há 10 meses que não tenho o período…

Tenho 35 anos e há 10 meses tive um filho que ainda estou a amamentar. Sei que depois de dar à luz se leva algum tempo até voltar
a ter o período, mas será normal demorar tanto tempo?

 

Sandra, Portimão

 

Cara Leitora,

 

Cada mulher é um caso e por isso cada corpo responde de forma diferente à gravidez e amamentação. Existem mulheres que mesmo apesar de estarem a amamentar têm o período 6 ou 8 semanas depois do parto, enquanto que outras mulheres, mesmo sem amamentar, demoram meses até voltarem a ter o período. Por isso, é difícil determinar o que é normal ou não. De forma geral, quanto mais e durante mais tempo a mulher amamentar, mais tarde vai ter o período, no entanto a percepção de que quando se amamenta não se pode engravidar não e verdade, pois muitas mulheres que estão exclusivamente a amamentar acabam por engravidar. Por isso, se não tem a menstruação há 10 meses, das duas uma, ou a leitora está grávida e não sabe, ou então o seu corpo não começou ainda a ovular, por isso dê tempo ao tempo. Mas tome cuidado, pois se não estiver já grávida, e se tiver relações sexuais sem utilizar uma forma de contracepção, corre o risco de engravidar a qualquer altura uma vez que nunca sabe quando será o seu período fértil.

A minha mulher está deprimida e não tem apetite sexual!

Somos um casal jovem, eu de 28 e a minha esposa de 26 anos, casados há 4 anos. A minha esposa, devido ao acompanhamento da doença do seu pai e ao seu posterior falecimento, ficou deprimida.  Foi mal acompanhada no início da doença e já anda a tomar anti-depressivos há cerca de 2 anos. Devido à medicação não tem apetite sexual, o que a deixa ainda pior, apesar de eu compreender a situação ela sente-se mal com isso. Gostávamos de saber se existe "algo" (medicação, ocupação, etc.) que nos possa ajudar, ou onde
poderemos encontrar ajuda.

 

Francisco, Braga

 

Caro leitor,

Infelizmente, a maioria das medicações para a depressão, apesar de ajudarem com os sintomas da mesma, acabam por diminuir o desejo sexual. No entanto, existem vários tipos de medicação diferentes no mercado, e cada pessoa reage de forma diferente a cada um deles, por isso há que encontrar o medicamento e a dose mais adequados para o caso da sua esposa. Medicamentos como o Prozac ou Zoloft, apesar de serem bastante eficazes no combate aos sintomas da depressão, são também conhecidos por causarem uma maior diminuição do desejo sexual do que um medicamento como o Wellbritin, que é o anti depressivo no mercado com menos efeitos a este nível. Aconselho a que a sua mulher consulte um psiquiatra, e não um médico de família, para que este possa avaliar qual a medicação mais adequada para o seu caso. Sejam claros a respeito da vossa preocupação com os efeitos que esta possa ter a nível sexual e peçam ao médico que receite um medicamento que provoque menos efeitos secundários a este nível. Aconselho também a que a sua esposa pratique exercício físico, apanhe sol, e durma bem, pois estes são factores que contribuem para o aumento do desejo sexual.

"Apaixonei-me pela minha massagista!”

“Há seis meses que estou a ter sessões de massagens com uma massagista de quem gosto muito. Com o tempo fomos ganhando à vontade um com o outro e agora acho que estou apaixonado por ela. Não sei o que fazer.”

Gonçalo, Lisboa

 

Caro Leitor,

 

O tempo e a cumplicidade que se vai estabelecendo entre as pessoas, são muitas vezes factores importantes para que nasça o amor e isso foi precisamente o que aconteceu consigo. Com o tempo passou a conhecer melhor a sua massagista e dentro de si foram despertando outros sentimentos além de uma amizade inocente.

De forma a terminar com essa ansiedade, cabe-lhe a si avaliar a receptividade dessa pessoa, ou seja, confirmar se o sentimento é recíproco ou
não e a partir daí ganhar coragem e falar com ela sobre os seus sentimentos. Lembre-se que se não for corajoso nunca saberá os sentimentos que ela
nutre por si e viverá permanentemente na incerteza.

 

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