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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Depois de ter sido mãe tudo mudou”

 

"Sou casada há cinco anos e sempre tive um bom entendimento sexual com o meu marido. Este ano, tivemos o nosso primeiro filho e como consequência, deixámos de ter tanto tempo para nós. Até a frequência com que temos relações diminuiu, mas eu considero isto normal, ele é que não entende e vive perturbado a julgar que já não me satisfaz como outrora..."

Cátia, Lamego

 

 

Cara Leitora,

O facto de ter um bebé altera sem dúvida a rotina diária de um casal. Tudo passa a ser feito em redor desse pequeno ser que agora faz parte das vossas vidas. É natural a vossa relação ter mudado, mas devem fazer um esforço para estarem mais tempo a sós. É muito importante que continuem a dedicar-se à vossa relação para que esta não caia na monotonia. Mesmo com a nova gestão de tempo que têm que fazer, existem sempre alternativas: podem, por vezes, deixar o bebé em casa de um familiar e saírem só os dois, e mesmo em casa, na altura em que a criança dorme, existe sempre oportunidade para darem largas ao vosso amor e renderem-se à paixão e ao carinho que sentem um pelo outro. Para que o seu marido não se sinta culpado, apostem no diálogo e na acção. Converse com ele e explique-lhe o que sente e demonstre-lhe por palavras, gestos e acções como gosta dele e como ele a satisfaz e completa. E acima de tudo, não desista de o conquistar, apesar de estarem casados há cinco anos, continue a manter a chama do amor acesa. Recorde sempre que o sucesso do seu casamento, depende muito do quanto estiver disposta a fazer para o manter.

Dicas Sexuais

"Muitos casais excitam-se dizendo palavrões um ao outro durante o sexo, tudo depende da confiança e da imaginação. (...) Tem que acreditar que aquilo que está a dizer vai soltar o animal que há dentro do seu parceiro - e que isso funciona."

 

 

(Sexo Ardente, Flic Everett)

Desinteresse sexual masculino


Terminei há 2 semanas um namoro de quase 4 anos com a pessoa que amo, sobretudo devido à minha incapacidade de lhe dar o que ela pretendia: sexo e fazê-la sentir-se desejada. No início da nossa relação tudo corria bem, tínhamos relações sexuais com bastante frequência, o sexo era muito bom, mas isto durou apenas nos primeiros 5/6 meses. A partir daí, à medida que íamos ganhando mais intimidade um com o outro, o
desejo foi desaparecendo, cada vez menos tínhamos relações, até que recentemente chegámos a estar 3 ou 4 meses sem as fazer. Acho-a extremamente bonita e atraente, é uma pessoa que atrai a atenção dos outros homens pela sua beleza e sensualidade. A dificuldade para mim está em olhar para ela e vê-la como mulher que é, minha parceira, e desejá-la ao ponto de iniciar a relação sexual. Porque depois de a iniciarmos, normalmente sinto-me bem e o sexo é bom. Ela é uma pessoa com muita libido, e frequentemente tentava que tivéssemos sexo, mas eu sempre arranjava uma desculpa para que tal não acontecesse. No entanto em datas especiais (dia dos Namorados,aniversários, etc.) sempre conseguimos ter relações. Gostava de a recuperar e de mudar…O que posso fazer?

Bóris


Caro Bóris,

 
Não lhe posso dizer como recuperar a sua namorada – só o Bóris a conhece ao ponto de saber como pode reavivar a vossa relação. Posso dizer-lhe que os problemas de desejo sexual que descreve são cada vez mais frequentes, dado o estilo de vida stressante que muitos de nós tem hoje em dia, e os homens não são excepção. Uma das maneiras de os resolver é encontrar alguém que tenha um desejo semelhante ao nosso – a frequência varia muito de pessoa para pessoa e a complementaridade de um casal varia muito ao longo do tempo.
O desejo sexual, sendo uma das fases da resposta sexual humana, não é apenas espontâneo, como muita gente pensa. Pode surgir igualmente em resposta a estímulos que a pessoa considere excitantes, bonitos, românticos, adequados. O Bóris precisa de encontrar os seus. Pode fazê-lo com a ajuda de um especialista ou pode fazê-lo sozinho e em casal.
Não deixe de tentar, pois a sua tendência para não precisar de ter relações sexuais pode ser “contrariada” pelo hábito e pela aprendizagem de comportamentos sexuais saudáveis e adequados a si, que lhe estimulem uma maior frequência, não só de comportamentos como de pensamentos e de sentimentos.
Recomendo-lhe a ler, ver filmes, procurar coisas de cariz sexual para se manter activo e para se estimular, mesmo que não tenha relação. A masturbação é saudável e deve mantê-la na sua rotina. Procure informação na internet, imagens eróticas de que goste, leia romances (desde Mario Vargas Llosa a João Ubaldo Ribeiro), a banda desenhada de Manara, por exemplo, a revistas; escreva novelas eróticas com situações que considere excitantes... Descubra quais são os estímulos que fazem parte da sua sexualidade e dê largas à sua imaginação.
Se sentir que pode ainda beneficiar de terapia sexual, fique à vontade para nos contactar: nós damos consultas em Lisboa, com marcações através do número de telefone 21 318 25 91.

“Procuro mulheres fora do casamento!”


 

“Sempre tive muitas aventuras e mulheres nunca me faltaram. Tenho uma família muito feliz e o ambiente é saudável. Mas, não sei porquê tenho tendência para a conquista. A minha esposa nunca desconfiou. Devo controlar esta tendência e omiti-la à minha esposa ou conto-lhe a verdade?

Óscar, Ajuda

 


Caro Leitor,

 

Apesar de mulherengo, o leitor preza a sua família, o amor que a sua esposa sente por si e o bem-estar entre todos. A estabilidade e o equilíbrio emocional são valores importantes para si.

Porém, existe um senão que contrapõe a tendência de coesão e de salvaguarda da família, ou seja, a sua vontade incansável de conquistar e de ter outras mulheres na sua vida.

Existe algo que deve ter em conta que é o facto de reconhecer que esse comportamento não é o mais correcto e que tem vindo a desrespeitar o seu matrimónio e a sua família.

O seu comportamento de conquista revela da sua parte alguma imaturidade e vontade de se afirmar perante as outras mulheres e mostrar a sua virilidade.

Quanto à sua dúvida, isto é, se deve ou não contar toda a verdade, cabe-lhe a si essa decisão e deve estar bastante consciente das consequências inerentes a isso. A reacção poderá não ser a melhor aquando da verdade. Pense bem e tenha a maturidade suficiente para saber arcar com as consequências dos actos irreflectidos destes anos todos.

“ A minha esposa só pensa na sua satisfação pessoal”


“ A minha esposa é uma pessoa muito sensível e só pensa nela e na sua satisfação pessoal. No principio parecia-me normal pois as mulheres são por natureza muito sensíveis, mas esta situação está a tornar-se insuportável, pois ela esta sempre a lamentar-se e esquece-se de mim. O que hei-de fazer?”


Caro Leitor:

Realmente isso pode ser bastante aborrecido. A mulher ideal seria aquela que é capaz de expressar as suas emoções e de ouvir o seu parceiro fazendo-o sentir-se amado e compreendido. Mas no seu caso a sua esposa é um pouco egoísta e insegura com ela e com todos aqueles que a rodeiam, principalmente consigo. Mas contudo o leitor poderá tentar mudar a forma de estar na vida da sua esposa, conversando com ela abertamente, quem sabe se não existirão problemas mais profundos que a fazem comportar-se dessa forma, e ela ainda não conseguiu falar directamente consigo acerca desse assunto.

Tristeza depois de carícias

Chamo-me Guilherme e gostaria de tirar uma duvida...Eu a minha namorada somos virgens, mas de vez em quando, fazemos o que pode se chamar de preliminares - tocamos nas partes genitais de cada um e, com isso, temos muito prazer.
Porém, acontece que quando terminamos, a minha namorada se sente deprimida, com sensações de abandono, sentimento de vazio dentro de si, se sentido sozinha. Gostaria de saber porque acontece isso com ela e o que eu poderia fazer para ajudar ela a não se sentir assim.
Caro Guilherme,
Por razões fisiológicas não há uma tristeza associada ao prazer sexual, mas sim excitação, satisfação e alegria com a intimidade. Mas pode haver excepções: Se a sua namorada se sentir insegura quanto à vossa relação e aos comportamentos sexuais que têm (o contacto genital já é sexo e pode haver mesmo contágio de infecções sexualmente transmissíveis, se houver contacto entre os genitais, sem roupa nem protecção); se uma pessoa se sentir culpada de estar a sentir o prazer, pode sentir-se mal consigo mesma logo depois; se tiver tido más experiências pode ter medo que elas se repitam; se sentir insegurança na relação e na intimidade…
Há muitas causas para alguém se sentir triste depois de sentir prazer. Fale com ela, tente perceber as suas razões. Pergunte-lhe se se sente mal por fazer os preliminares que fazem, se tem valores de que está a fazer algo errado ou perigoso para ambos e esclareçam o que querem fazer para dar prazer um ao outro. A sexualidade tem muitas formas de ser vivida e estar bem no casal é um trabalho que precisa de muita intimidade e comunicação – arrisque com ela essa descoberta do que se passa e do que desejam!