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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

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Chocolate: o rei dos afrodisíacos

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O chocolate é considerado como o rei da comida em todo o mundo. Quimicamente, e culináriamente, o chocolate é um dos alimentos mais mágicos e tem sido considerado por muitos como a "comida dos deuses", já foi usado como dinheiro, valorizado na medicina e, acima de tudo, considerado como um poderoso afrodisíaco. Poucos alimentos além do chocolate são tão misteriosos e têm um efeito químico tão poderoso para o cérebro e corpo. Não só porque os químicos neuroativos do chocolate produzem uma sensação de bem estar, mas também porque a perfeita combinação do doce e da gordura encontradas no chocolate (um bombom de chocolate tem 50% de açúcar e 50% de gordura) estimulam os pontos de prazer e a produção de endorfinas no cérebro. Os hidratos de carbono encontrados num bombom de chocolate também aumentam os níveis de seratonina no cérebro, um químico que eleva e estabiliza o estado de humor.

 

Soufflé de chocolate com molho de framboesas

Molho de framboesa

Prepare este molho um dia antes de se comer a sobremesa.

- 1 Xícara de framboesas frescas

- ½ Xícara de açúcar

- 1 Colher de sopa de sumo de limão

- 1 Colher de sopa de cognac

- 1 Colher de sopa de fécula de batata

Misture as framboesas com açúcar e leve ao lume até começar a ferver. Passe as framboesas por um passador para remover as sementes. Ponha mais açúcar se precisar. Bata a fécula de batata com o sumo de limão e o cognac. Ponha a ferver o creme de framboesa e misture com o preparado de fécula e deixe cozinhar até ficar espesso. Deixe arrefecer e use-o em qualquer sobremesa, fruta ou qualquer parte do corpo. Mantém-se no frigorífico por duas semanas.


Soufflé de Chocolate

- 150 gr. de chocolate de culinária

- 3 Gemas de ovos

- 3 Claras

- 1 Colher de sopa de margarina

- 1 Colher de sopa de farinha de trigo

- 2,5 dl de leite

- 4 Colheres de sopa de açúcar

- Açúcar em pó para polvilhar no fim

- Framboesas

Misture um pouco do leite com a farinha. Ferva o resto do leite com o açúcar. Derreta o chocolate em banho-maria, junte o leite morno e o leite com a farinha. Mexa tudo muito bem. Ponha em lume brando a preparação do chocolate e da farinha até engrossar e ferver. Retire do lume e ponha por cima a margarina em pedaços.

Num outro recipiente, bata as claras em castelo, de modo a que fiquem bem firmes. Junte as gemas ao creme de chocolate, misture bem e vá juntando as claras em castelo, misturando tudo muito bem, sem usar a batedeira.

Unte bem com margarina a forma de soufflé. Deite então na forma e ponha a cozer durante aproximadamente 30 minutos. No fim deite o molho de framboesa e polvilhe com o açúcar em pó.

Uma noite ardente

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Planeie a sua noite de sedução começando pelo menos duas horas antes da chegada do seu parceiro. Prepare um menu delicioso, selecione a sua música favorita, ponha a mesa, e relaxe. Apague as luzes e acenda muitas velas. Crie uma iluminação exótica, adornando as lâmpadas com tecidos. A lareira acesa aquece as emoções no inverno, assim como uma brisa balançando as cortinas numa noite quente de verão encanta o ambiente. Prepare uma mesa elegante com um arranjo floral para criar um ambiente romântico.

 

Mas não se limite! Um sofá com almofadas macias e uma mesa baixa com um buffet de entradas afrodisíacas pode ser confortavelmente sensual. Ou, melhor ainda, salte da mesa de jantar para o quarto de dormir, preparando uma mesa revestida com pétalas de rosa na sua cama, de forma a poder explorar os prazeres da comida. Renda-se à magia dos aromas usando velas aromáticas de baunilha (relaxante), ou canela (hilariante) ou abóbora (estimulante). O cheiro da culinária também excita.

 

Alho cozinhado, pimenta, cebola, especiarias… um quarto com aromas evoca excitação sensual. O que beber com o seu menu sedutor? Pode preparar cocktails e bebidas exóticas, mas não exagere no álcool pois o álcool provoca desejo, mas prejudica o desempenho sexual.

Não tenho lubrificação suficiente para ter relações sexuais

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"Sou casada há 5 anos e a melhor coisa que tenho na vida é a relação que tenho com o meu marido. Ultimamente tenho tido problemas sérios no trabalho e acho que se estão a transbordar também para casa. Chego cansada, não me apetece conversar com ele e quando tentamos fazer amor não tenho lubrificação suficiente. O que se passa comigo? Não quero perder a melhor coisa que tenho e começo a ficar assustada".

Sara - Amadora

 

Cara leitora,

Como descreve que tem problemas sérios no trabalho é natural que estes se reflitam no seu estado de humor em casa igualmente e na sua maneira de viver as relações sexuais. Se forem passageiros, tente ter paciência e dar tempo ao tempo para que passem. Se previr que se manterão por muito tempo, então deve encontrar modos saudáveis para si de lidar com eles, de os aceitar e de conseguir abstrair-se deles (pelo menos em casa e noutros contextos), ou mesmo de considerar a procura e mudança de trabalho.

A lubrificação vaginal é um sinal de excitação, mas pode sofrer influências do modo como se sente, pelo que pode experimentar utilizar lubrificantes líquidos, em pomadas, comprados em sex-shops, farmácias ou mesmo supermercados. Não a ter ou perdê-la não significa que não esteja a gozar a relação sexual e deve comunicar com o parceiro se desejar uma fase mais longa de preliminares.

Comuniquem sobre as coisas que a preocupam, mas dedique-lhes um tempo limitado (por exemplo, meia hora diária depois de chegar do trabalho e não mais do que isso), para que consiga aproveitar o tempo e recuperar as suas forças no seu tempo livre.

Boa sorte!

Sexo na gravidez

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Depois da gravidez, a mulher está com a atenção mais voltada para o bebé e o sexo acaba por ficar de lado. As novas responsabilidades, a adaptação à rotina, um bebé que precisa da mãe para tudo, as condicionantes, físicas, psicológicas e as hormonas que diminuem a libido, tudo contribui para que a vida sexual do casal sofra.

 

O sonho
Os pais sabem que a sua vida vai mudar após a chegada do seu novo filho, mas muitos deles esperam que a vida seja "cheia de alegria" e "cheia de emoção", com o bebé a deliciá-los com as suas gracinhas.


A realidade
Após a chegada de uma criança e sem saberem os parceiros entram num período de alto risco da sua vida amorosa, em termos de conflito de relacionamento e insatisfação. Uma vez que a realidade da paternidade não era como tinham esperado ou idealizado, os pais podem sentir-se oprimidos e dececionados.

 

A relação muda o seu foco para o bebé, e não para o casal, e parceiros que já foram antes amantes, melhores amigos e confidentes, já não têm tempo para si. Muitos parceiros relatam mudanças negativas na sua relação sexual depois de terem um bebé. A frequência da relação sexual diminui em quase todos os casais nos primeiros meses de paternidade, após ter diminuído para metade durante o final da gravidez (Cowan&Cowan, 2000).

 

No entanto, alguns casais dizem que, apesar da frequência do sexo ter diminuído, o sexo é muito bom quando o voltam a praticar.

 

O que provoca estas mudanças?

Discrepâncias no desejo, mudanças na identidade e papéis, diferentes pontos de vista sobre a sexualidade e a paternidade, mudanças físicas durante a gravidez, complicações no parto, stresse, privação de sono, conflitos no relacionamento. Tudo pode desempenhar um papel importante na vida amorosa do casal.

 

Para além das mudanças internas, os papéis dos parceiros também mudam em muitos aspetos uma vez que os parceiros se tornam pais. A divisão do trabalho em cuidar do bebé, as tarefas domésticas, a preparação de refeições, e trabalhar fora de casa. Todas estas alterações afetam os sentimentos do casal sobre si mesmo, sobre os seus parceiros e sobre a sua relação global (Cowan&Cowan, 1992).


Ambos os parceiros têm que fazer grandes ajustes nas suas vidas de um momento para o outro, em que os dois são forçados a isso, e acabam por ter menos oportunidades para estarem juntos. Os parceiros muitas vezes descobrem que têm valores diferentes, necessidades e expectativas de como as coisas deveriam ser, depois da chegada do bebé. A divisão de tarefas é a questão mais propensa a causar conflitos durante os primeiros dois anos após a chegada de um bebé.

 

O que pode ser feito?
É Importante educar os casais sobre as mudanças que ocorrem durante a gravidez e após o parto e como elas podem afetar a sexualidade dos casais. É importante esclarecer que, embora após 6 semanas, possa ser "seguro" ter relações sexuais, as mulheres podem não estar "prontas" para iniciar a atividade sexual. Por isso é essencial:
. Ajudar os casais a mudarem algumas rotinas sexuais com defeito.
. Discutir os impactos da nova parentalidade/parto poderá ter em ambos os parceiros e na sua relação.
. Encorajar os casais a planear "tempos sozinhos" (providenciar amas, etc.).
. Encorajar os casais a planear "o tempo de sono" para reduzir a privação de sono comum nos primeiros tempos.
. Ajudar os casais a expandir a sua perceção da sexualidade e a promover atividades que aumentam a intimidade sem pressão para o coito.
. Ajudá-los a incluir abraços, beijos, masturbação mútua, etc. como alternativas ao coito.
. Importante fazer referências para ajudar a tratar condições físicas que podem tornar o sexo doloroso (obstetrícia e ginecologia, fisioterapia, etc. ...)
. Tratamento da depressão em homens e mulheres com medicação que tem efeitos colaterais baixos.
. Tratar problemas de relacionamento no casal.

Auge sexual aos 30?

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"Tenho 34 anos e tenho notado que o meu desejo sexual aumentou nos últimos anos. Será que é por ter chegado aos 30?"

Simone - Alenquer

 

Cara leitora,

No estudo realizado por Albert Kinsey nos anos 70 nos Estados Unidos, as mulheres têm mais orgasmos depois de chegar aos trinta anos do que em qualquer outra idade. Este fenómeno pode dever-se a vários fatores, tais como uma maior descontracção com a sua própria sexualidade e mais conhecimento acerca do seu corpo e do que lhe dá prazer. Geralmente as mulheres depois de chegar aos 30 anos de idade têm mais experiência sexual, sabem melhor como dar prazer ao seu corpo e como comunicar ao parceiro aquilo que gostariam que ele fizesse. Desta forma, os orgasmos tornam-se mais previsíveis e frequentes, causando maior interesse sexual por parte da mulher, e maior prazer sexual resulta em maior desejo sexual.

Carícias e malícias: doces torturas

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Um objeto tão inofensivo quanto uma pluma pode tornar-se, se usado por uma mão maliciosa e certeira, num torturante objeto de forte carga erótica. Saiba como dar um uso diferente a objetos que usa no seu dia a dia, como a gravata, o lenço de seda e uma pluma ou pena.

 

Na obra 'As Cinquenta Sombras de Grey', Christian Grey usa a sua gravata para prender os pulsos de Anastasia, deixando-a a arder de desejo e ansiedade em relação ao que ele lhe vai fazer a seguir.

 

De facto, quando um homem chega a casa e cumprimenta a sua parceira com um demorado beijo na boca, se ao mesmo tempo desapertar a gravata que teve vestida durante todo o dia e, com um gesto firme, a usar para imobilizar os pulsos da parceira, facilmente despertará nela arrepios de prazer.

 

O facto de combinar um acessório de vestuário que esteve à vista de todos com um ato tão secreto e privado entre o casal pode ser poderosamente estimulante. Não tem, de todo, de ser o homem a prender a mulher. Ela própria pode sub-repticiamente tirar-lhe a gravata e usá-la para atar os pulsos dele atrás das suas costas, por exemplo. Pode, também, usar um lenço de seda que ela própria tenha posto durante o dia para lhe prender as mãos ou, em alternativa, para vendá-lo. O toque da seda ou do cetim evoca cenários luxuriosos, sensuais e estimulantes, deslizando suavemente sobre a pele.

 

Estando ele vendado e/ou amarrado, experimente utilizar um divertido objeto que lhe provocará sensações inesquecíveis: a pluma. Embora possa adquirir plumas específicas para este efeito na sex-shop, pode também usar uma pena suave que tenha em casa. Use-a deslizando pelo corpo, tocando-o muito subtilmente. Alterne entre os ombros, desça e suba as costas se ele estiver voltado, os braços, o peito, a barriga, a parte exterior e interior das coxas, as pernas, o pescoço… até chegar à região genital. Faça algumas cócegas mas não abuse demasiado, pois o objetivo do jogo é provocar excitação. Use a pluma como se fosse um pincel, dando pinceladas longas e arrastadas por certas partes do corpo, depois alternando com toques rápidos com a ponta da pluma. Desenhe círculos, oitos, linhas verticais e horizontais. Escreva, desenhando a letra a letra com movimentos da pluma uma palavra no corpo dele, e obrigue-o a adivinhar qual é. A pluma é um excelente acessório para usar nos preliminares. Quando a excitação estiver ao rubro, pode passar a outras brincadeiras, como o sexo oral, a masturbação ou o coito.

Virgindade: a primeira vez

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade. O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen.

 

Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele.

Não entendo porque devo tomar a pílula todos os dias

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"Iniciei a minha vida sexual recentemente, e o meu namorado está sempre a perguntar-me se eu tomei a pílula. Não entendo porque é que tenho de tomar a pílula todos os dias se as mulheres só podem engravidar durante 3 ou 4 dias do mês?"

Susana - Cartaxo

 

Cara leitora,

A questão é saber quais são esses dias. É bastante difícil conseguir prever quando esses dias vão acontecer, apesar de se dizer que é no meio do ciclo menstrual, o corpo da mulher é imprevisível sendo muito fácil que haja alterações na ovulação. Aspetos tão simples como a alimentação, stress ou mesmo a intensidade de um orgasmo podem alterar o ciclo ovulatório, daí a necessidade de tomar a pílula todos os dias para que uma gravidez indesejada não aconteça. Pois usar proteção sempre que se é sexualmente ativo é como usar o cinto de segurança que pode parecer desnecessário, mas um dia pode salvar a sua vida!

 

Sexo em grupo: quando três não é demais

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Embora uma relação seja, em termos convencionais, vivida entre duas pessoas, muitos casais optam pela introdução de outras pessoas na sua vida sexual como forma de escapar à rotina e de fortalecer os laços de um relacionamento. Desde as ménages a trois, aos swings, ao poliamor e às orgias, conheça formas de relacionamento alternativas que podem salvar um relacionamento.

 

Por contraditório que possa parecer, por vezes a introdução de uma ou mais pessoas num relacionamento faz com que duas pessoas que se amam se mantenham juntas e ainda mais unidas. De acordo com a personalidade individual de cada um, há pessoas para quem a monogamia é castradora ou limitadora, tendo dificuldade em serem fiéis, ou precisando de estímulos novos para quebrar a rotina, arrefecendo quando estes deixam de existir. Assim, o envolvimento sexual com outra pessoa acaba por fazer com que valorize mais a cumplicidade única que tem com o companheiro, trazendo de volta a união do casal. Para evitar uma traição, e também para criar uma nova dinâmica de envolvimento sexual, muitos casais acordam aceitar outras pessoas na relação.

 

Ménage a trois ou sexo a três
Os chamados "ménage a trois" acontecem quando três pessoas estão envolvidas no ato sexual e tanto podem ser realizados por um casal que "convida" uma terceira pessoa a juntar-se, como por três pessoas que não têm qualquer relacionamento amoroso umas com as outras, desfrutando apenas do prazer do sexo a três.

 

Mas o que torna esta prática tão excitante? O facto de criar uma nova dinâmica, em que as três pessoas se proporcionam prazer umas às outras, ou duas de cada vez proporcionam prazer a uma terceira, ou uma pessoa dá prazer a duas ao mesmo tempo, abre as portas para um novo território de luxúria e prazer, amplificando as fantasias. Fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo é uma das fantasias masculinas mais comuns, mas também há homens que gostam de ter relações em simultâneo com um homem e uma mulher, permitindo-se nesse jogo experiências homossexuais que não definem no entanto a sua orientação sexual, pois não exprimem uma preferência, mas sim uma aventura partilhada.

 

Por outro lado, ver o companheiro ou a companheira a ter relações com outra pessoa, a ser desejado e até de certa forma "disputado" por outra pessoa, pode ser extremamente erótico. Também há mulheres que fantasiam com o facto de serem penetradas por dois homens em simultâneo ou de terem relações sexuais com um homem e com outra mulher, obtendo assim os prazeres diferenciados que são proporcionados por um tipo de envolvimento e por outro. Nestas situações é muito importante definir os limites, para que não haja espaço para o ciúme, e estar disposto a partilhar o parceiro com outra pessoa, mesmo que seja por breves horas, a um nível sexual, sem envolvimento afetivo.

 

Swing ou troca de casais
Para alguns casais a experiência de fazer sexo a três não é por si só satisfatória ou atrativa, optando por uma outra dinâmica de grupo, na qual os dois membros do casal têm relações sexuais com outras pessoas, também elas membros de um outro casal. Podem estar os quatro juntos num mesmo espaço, ou não, mas neste caso é essencial que as quatro pessoas envolvidas sejam parte de um casal, havendo assim uma troca.

 

As pessoas que se dedicam a este tipo de pratica chamam-se "swingers", existindo bares e sites de encontros onde podem conhecer outros casais disponíveis para o fazer. Existe um conhecimento prévio, onde uma vez mais as fronteiras são definidas e as regras são acordadas. Também neste caso não deve haver um envolvimento emocional, embora esse risco exista sempre, e deve haver a disponibilidade psíquica e emocional para "partilhar" o corpo do parceiro com outra pessoa, sendo que neste caso também pode haver outro tipo de dinâmicas: para além de a mulher de cada casal ficar com o homem do outro casal, também podem ficar os dois homens a ver as mulheres envolverem-se uma com a outra, ou vice-versa, ou interagirem os quatro em simultâneo.

 

O poliamor
Para algumas pessoas a monogamia é impraticável, defendendo que é possível amar várias pessoas em simultâneo, ou ter relacionamentos sexuais com mais do que uma pessoa, retirando grande prazer dessa variedade. Porque temos maior afinidade em alguns aspetos com uma pessoa, gostamos mais de outro tipo de atividades com outra, e criamos uma dinâmica diferente com outra, as pessoas que praticam o poliamor vivem relações abertas, em que todos são livres para ter relações com outras pessoas e sabem que em nenhuma delas existe exclusividade. Como em todas estas dinâmicas, é essencial que haja respeito pelos limites previamente definidos, sabendo todos aquilo com que podem contar. As pessoas interessadas no poliamor podem conhecer outras que também o praticam através de sites na internet.

 

As orgias
Os cenários luxuriosos em que várias pessoas reunidas numa mesma sala ou espaço têm livremente relações sexuais.

Brincadeiras de adultos: prazer mudo e cego

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Os adeptos de sexo mais arrojado utilizam alguns acessórios capazes de ferir a sensibilidade dos mais suscetíveis. Contudo, se entendermos o mundo do BDSM como um universo onde não há limites para a imaginação e onde o objetivo é explorar novas potencialidades eróticas, atingindo sensações inigualáveis, e se compreendermos que todas estas práticas decorrem dentro do princípio máximo do "SSC – São, Seguro e Consensual", podemos soltar-nos e permitir-nos brincar com objetos um pouco mais… ousados.

 

Ball Gag

A Ball Gag é uma mordaça, composto por uma bola, de plástico ou metal, que pode ter furos para aumentar a passagem do ar e permitir maior salivação, ou de metal, em cenários mais extremos, que é colocada na boca daquele que está a submeter-se. Essa bola ata-se à cabeça com tiras de couro, possuindo muitas vezes argolas de metal. Pela sua aparência mais pesada inspira medo, obrigando aquele que a usa a sentir a boca cheia, emitindo sons com maior dificuldade e sentindo-se restringido. Não precisa de ir tão longe, mas nas suas brincadeiras com o seu par pode amordaçá-lo com um lenço de seda e provocá-lo para que ele fale, "castigando-o" porque ele obviamente não vai conseguir, ou então deixá-lo a rebentar de prazer através da masturbação ou do sexo oral, sem que ele possa exprimir-se.

 

Vendas

A venda é um dos acessórios mais básicos e eficientes. Ao privar do sentido da visão, aquele que geralmente estamos mais habituados a que nos oriente no espaço, cria uma sensação de maior vulnerabilidade perante aquele que está a submeter, pois não podemos antever os seus gestos nem adivinhar o que nos vai fazer ou em que parte do corpo nos vais tocar… qualquer brincadeira de casal tem muito a ganhar com o uso deste acessório, que o torna muito mais intenso. Ou não se lembra de quando era criança e brincava à "cabra-cega"?

 

Coleiras e trelas

Sim, estes são dos acessórios mais extremos, na medida em que implicam uma necessária subjugação do submisso, com um aspeto de humilhação incluído. Muitos submissos usam uma coleira que os identifica como tal, sendo que há pessoas que gostam de "brincadeiras" em que o dominador(a) coloca uma trela no(a) submisso(a), obrigando-o a passear de gatas ao seu lado ou a comportar-se como um cão. Pela humilhação que provoca não será do agrado de qualquer pessoa, mas aqueles que apreciam esta prática sentem um alívio da pressão quotidiana ao poderem "agir" como um animal, livres da tensão humana. Os que dominam, por seu lado, rejubilam ao ter alguém a rastejar literalmente por eles.

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