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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Sexo na gravidez

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Depois da gravidez, a mulher está com a atenção mais voltada para o bebé e o sexo acaba por ficar de lado. As novas responsabilidades, a adaptação à rotina, um bebé que precisa da mãe para tudo, as condicionantes, físicas, psicológicas e as hormonas que diminuem a libido, tudo contribui para que a vida sexual do casal sofra.

 

O sonho
Os pais sabem que a sua vida vai mudar após a chegada do seu novo filho, mas muitos deles esperam que a vida seja "cheia de alegria" e "cheia de emoção", com o bebé a deliciá-los com as suas gracinhas.


A realidade
Após a chegada de uma criança e sem saberem os parceiros entram num período de alto risco da sua vida amorosa, em termos de conflito de relacionamento e insatisfação. Uma vez que a realidade da paternidade não era como tinham esperado ou idealizado, os pais podem sentir-se oprimidos e dececionados.

 

A relação muda o seu foco para o bebé, e não para o casal, e parceiros que já foram antes amantes, melhores amigos e confidentes, já não têm tempo para si. Muitos parceiros relatam mudanças negativas na sua relação sexual depois de terem um bebé. A frequência da relação sexual diminui em quase todos os casais nos primeiros meses de paternidade, após ter diminuído para metade durante o final da gravidez (Cowan&Cowan, 2000).

 

No entanto, alguns casais dizem que, apesar da frequência do sexo ter diminuído, o sexo é muito bom quando o voltam a praticar.

 

O que provoca estas mudanças?

Discrepâncias no desejo, mudanças na identidade e papéis, diferentes pontos de vista sobre a sexualidade e a paternidade, mudanças físicas durante a gravidez, complicações no parto, stresse, privação de sono, conflitos no relacionamento. Tudo pode desempenhar um papel importante na vida amorosa do casal.

 

Para além das mudanças internas, os papéis dos parceiros também mudam em muitos aspetos uma vez que os parceiros se tornam pais. A divisão do trabalho em cuidar do bebé, as tarefas domésticas, a preparação de refeições, e trabalhar fora de casa. Todas estas alterações afetam os sentimentos do casal sobre si mesmo, sobre os seus parceiros e sobre a sua relação global (Cowan&Cowan, 1992).


Ambos os parceiros têm que fazer grandes ajustes nas suas vidas de um momento para o outro, em que os dois são forçados a isso, e acabam por ter menos oportunidades para estarem juntos. Os parceiros muitas vezes descobrem que têm valores diferentes, necessidades e expectativas de como as coisas deveriam ser, depois da chegada do bebé. A divisão de tarefas é a questão mais propensa a causar conflitos durante os primeiros dois anos após a chegada de um bebé.

 

O que pode ser feito?
É Importante educar os casais sobre as mudanças que ocorrem durante a gravidez e após o parto e como elas podem afetar a sexualidade dos casais. É importante esclarecer que, embora após 6 semanas, possa ser "seguro" ter relações sexuais, as mulheres podem não estar "prontas" para iniciar a atividade sexual. Por isso é essencial:
. Ajudar os casais a mudarem algumas rotinas sexuais com defeito.
. Discutir os impactos da nova parentalidade/parto poderá ter em ambos os parceiros e na sua relação.
. Encorajar os casais a planear "tempos sozinhos" (providenciar amas, etc.).
. Encorajar os casais a planear "o tempo de sono" para reduzir a privação de sono comum nos primeiros tempos.
. Ajudar os casais a expandir a sua perceção da sexualidade e a promover atividades que aumentam a intimidade sem pressão para o coito.
. Ajudá-los a incluir abraços, beijos, masturbação mútua, etc. como alternativas ao coito.
. Importante fazer referências para ajudar a tratar condições físicas que podem tornar o sexo doloroso (obstetrícia e ginecologia, fisioterapia, etc. ...)
. Tratamento da depressão em homens e mulheres com medicação que tem efeitos colaterais baixos.
. Tratar problemas de relacionamento no casal.

Auge sexual aos 30?

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"Tenho 34 anos e tenho notado que o meu desejo sexual aumentou nos últimos anos. Será que é por ter chegado aos 30?"

Simone - Alenquer

 

Cara leitora,

No estudo realizado por Albert Kinsey nos anos 70 nos Estados Unidos, as mulheres têm mais orgasmos depois de chegar aos trinta anos do que em qualquer outra idade. Este fenómeno pode dever-se a vários fatores, tais como uma maior descontracção com a sua própria sexualidade e mais conhecimento acerca do seu corpo e do que lhe dá prazer. Geralmente as mulheres depois de chegar aos 30 anos de idade têm mais experiência sexual, sabem melhor como dar prazer ao seu corpo e como comunicar ao parceiro aquilo que gostariam que ele fizesse. Desta forma, os orgasmos tornam-se mais previsíveis e frequentes, causando maior interesse sexual por parte da mulher, e maior prazer sexual resulta em maior desejo sexual.

Não entendo porque devo tomar a pílula todos os dias

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"Iniciei a minha vida sexual recentemente, e o meu namorado está sempre a perguntar-me se eu tomei a pílula. Não entendo porque é que tenho de tomar a pílula todos os dias se as mulheres só podem engravidar durante 3 ou 4 dias do mês?"

Susana - Cartaxo

 

Cara leitora,

A questão é saber quais são esses dias. É bastante difícil conseguir prever quando esses dias vão acontecer, apesar de se dizer que é no meio do ciclo menstrual, o corpo da mulher é imprevisível sendo muito fácil que haja alterações na ovulação. Aspetos tão simples como a alimentação, stress ou mesmo a intensidade de um orgasmo podem alterar o ciclo ovulatório, daí a necessidade de tomar a pílula todos os dias para que uma gravidez indesejada não aconteça. Pois usar proteção sempre que se é sexualmente ativo é como usar o cinto de segurança que pode parecer desnecessário, mas um dia pode salvar a sua vida!

 

Brincadeiras de adultos: prazer mudo e cego

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Os adeptos de sexo mais arrojado utilizam alguns acessórios capazes de ferir a sensibilidade dos mais suscetíveis. Contudo, se entendermos o mundo do BDSM como um universo onde não há limites para a imaginação e onde o objetivo é explorar novas potencialidades eróticas, atingindo sensações inigualáveis, e se compreendermos que todas estas práticas decorrem dentro do princípio máximo do "SSC – São, Seguro e Consensual", podemos soltar-nos e permitir-nos brincar com objetos um pouco mais… ousados.

 

Ball Gag

A Ball Gag é uma mordaça, composto por uma bola, de plástico ou metal, que pode ter furos para aumentar a passagem do ar e permitir maior salivação, ou de metal, em cenários mais extremos, que é colocada na boca daquele que está a submeter-se. Essa bola ata-se à cabeça com tiras de couro, possuindo muitas vezes argolas de metal. Pela sua aparência mais pesada inspira medo, obrigando aquele que a usa a sentir a boca cheia, emitindo sons com maior dificuldade e sentindo-se restringido. Não precisa de ir tão longe, mas nas suas brincadeiras com o seu par pode amordaçá-lo com um lenço de seda e provocá-lo para que ele fale, "castigando-o" porque ele obviamente não vai conseguir, ou então deixá-lo a rebentar de prazer através da masturbação ou do sexo oral, sem que ele possa exprimir-se.

 

Vendas

A venda é um dos acessórios mais básicos e eficientes. Ao privar do sentido da visão, aquele que geralmente estamos mais habituados a que nos oriente no espaço, cria uma sensação de maior vulnerabilidade perante aquele que está a submeter, pois não podemos antever os seus gestos nem adivinhar o que nos vai fazer ou em que parte do corpo nos vais tocar… qualquer brincadeira de casal tem muito a ganhar com o uso deste acessório, que o torna muito mais intenso. Ou não se lembra de quando era criança e brincava à "cabra-cega"?

 

Coleiras e trelas

Sim, estes são dos acessórios mais extremos, na medida em que implicam uma necessária subjugação do submisso, com um aspeto de humilhação incluído. Muitos submissos usam uma coleira que os identifica como tal, sendo que há pessoas que gostam de "brincadeiras" em que o dominador(a) coloca uma trela no(a) submisso(a), obrigando-o a passear de gatas ao seu lado ou a comportar-se como um cão. Pela humilhação que provoca não será do agrado de qualquer pessoa, mas aqueles que apreciam esta prática sentem um alívio da pressão quotidiana ao poderem "agir" como um animal, livres da tensão humana. Os que dominam, por seu lado, rejubilam ao ter alguém a rastejar literalmente por eles.

Nunca tive nem quero ter namorado! Serei normal?

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"Tenho 26 anos e, ao contrário de todas as amigas, nunca tive um namorado. Na verdade, embora também nunca tenha tido uma relação sexual com ninguém, também não sinto qualquer vontade! Tenho um bocado de vergonha de falar sobre isto, pois não sei serei normal!"

 Mónica - Porto

 

Cara leitora,

A sexualidade é uma dimensão importante da nossa vida, mas nem todos nós precisamos de ter uma relação para nos sentirmos realizados. A questão principal é mesmo se se sente feliz tal como está. A intimidade é uma experiência que nos enriquece muito, que nos traz grande felicidade e nos faz evoluir como pessoas; mas pode também ser vivida em relações de amizade, familiares ou outras – não tem obrigatoriamente de passar por namorar ou viver uma relação sexual. É verdade que quanto menos exercitamos a nossa vida sexual, menos temos vontade de ter relações sexuais. Analise se não quer mesmo entrar numa relação íntima ou se as evita por medo de se dar a conhecer, por receio que não gostem de si, por medo de arriscar descobrir esta nova dimensão da sua vida. Não entre numa relação por pressão social ou porque os outros o fazem, mas tente conhecer-se a si mesma, ao seu corpo e ao prazer que pode tirar dele (na masturbação, por exemplo) e arrisque encontrar a melhor maneira de viver a sua vida e a sua sexualidade.

Vídeos pornográficos para mulheres?

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Tenho 37 anos e sou casada. O meu marido quer que eu veja filmes pornográficos com ele, mas eu não gosto dos filmes que ele escolhe. Existem alguns filmes feitos para mulheres?

Maria - Gondomar

 

Cara leitora,

Realmente a maioria dos filmes pornográficos são feitos a pensar no homem e não na mulher, e por isso acabam por não ter muito enredo ou romance. Existem no entanto alguns filmes realizados tendo a mulher em mente, ou seja, filmes que apesar de terem sexo explícito têm em conta aquilo que as mulheres gostam de ver. Estes filmes têm por objetivo excitar as mulheres sexualmente através de cenários e enredos românticos com imagens sensuais, em vez de apenas cenas de puro sexo. A leitora pode experimentar alugar ou comprar alguns filmes feitos por Betty Dodson, Veronica Hart, Nina Hartley, ou Candida Royalle.

Guia de Beijos

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A ideia de que os beijos são perfeitos é muitas vezes apenas um mito do cinema. À medida que duas pessoas se vão descobrindo e conhecendo os corpos uma da outra os beijos aprimoram-se, tornando-se muito mais intensos e cúmplices. Se um primeiro beijo não correr como imaginava, não desespere! Avance com empenho e paciência à descoberta da boca do seu par, pois a cumplicidade fará com que a harmonia seja cada vez maior.

 

Para saber quando avançar para o beijo, aproxime-se dele à medida que a conversa evolui. Sustenha o seu olhar durante períodos cada vez mais prolongados e, quando estiverem a sós ou numa situação em que ambos estão absolutamente confortáveis, vá aproximando gradualmente o seu rosto do dele. Toque-lhe ao de leve no braço, na mão, na perna ou mesmo no pescoço. Quando a conversa se encaminhar para um teor mais íntimo, baixe o tom de voz à medida que se aproxima. Incline o rosto suavemente enquanto os seus lábios se aproximam dos dele e prenda o seu olhar, entreabrindo suavemente os lábios, num momento de silêncio mais prolongado. Se ele não avançar para a beijar, tome a iniciativa!

 

Muitos homens acham extremamente excitante uma mulher que é capaz de tomar a iniciativa do primeiro beijo. Comece por encostar suavemente os seus lábios contra os dele, entreabrindo-os suavemente, à medida que vai "provando" os lábios dele com os seus, encostando a parte interior dos seus lábios, muito mais húmida, aos dele, e explorando o interior da boca dele com os lábios. Avance, cuidadosamente, com a ponta da língua, podendo percorrer os lábios com um toque suave, entrando depois suavemente no interior da boca, "brincando" com a ponta da língua dele e puxando-a, com muito cuidado e suavidade, para dentro da sua boca.

Só quero fazer amor com ela

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Há alguns dias atrás conheci uma rapariga lindíssima pela qual me sinto bastante atraído. Saímos algumas vezes. Mas acontece que tenho namorada, e amo-a muito, mas mesmo assim sinto uma enorme vontade de fazer amor com essa rapariga. Não tenciono deixar a minha namorada, por isso como hei-de fazê-lo sem a magoar?

Luís - Belas

 

Caro leitor,

Todos nós sentimos desejos de fazer seja o que for, mas não podemos deixar que eles comandem a nossa vida. Antes de mais pense muito bem naquilo que quer fazer, pois pode estar a deitar uma relação duradoura para um precipício só por causa de uma excitação louca e inconsciente. Se ama realmente a sua namorada, aconselho-o a tomar um "banho frio" para refrescar as ideias. Mas em última instância a decisão é sua. Se optar por ir em frente com essa vontade, não se esqueça de ser sincero com a rapariga, exponha-lhe as suas intenções sem rodeios. E lembre-se que os desejos que está a sentir também a sua namorada pode ter, decidindo entregar-se a outro homem só porque sente uma excitação incontrolável. Será que você iria gostar disso?

Educação sexual

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Durante muitos anos falar de sexo em casa com a família ou na escola era tabu. Aliás, quem ousasse puxar esse tipo de assunto poderia ser imediatamente acusado de depravado.

 

Hoje em dia, para além das mentes estarem mais abertas, é essencial que também a escola sirva como meio de educação sexual. Dessa forma, pode evitar-se muitos problemas, tais como as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) ou gravidezes indesejadas na adolescência.

 

Por isso, se os seus filhos chegarem a casa com muitas perguntas sobre sexo, referindo que têm dúvidas sobre aquilo que lhes ensinaram na escola, não aja como uma mulher do século XIX.

 

Ajude a complementar a educação que eles recebem a este nível nos seus estabelecimentos de ensino e esteja seja pronta para responder às suas perguntas, mesmo que de início se sinta um pouco mais envergonhada. Isso só fará dos seus filhos seres humanos mais esclarecidos, capazes de se orientarem sexualmente, sem se perderem pelo caminho.

O meu namorado tem horror ao tema casamento

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"Namoro à 7 anos, e gosto bastante do meu namorado, mas ele evita sempre falar em casamento, o que me deixa bastante incomodada e confusa pois já estou a entrar numa fase da minha vida em que construir família se está a tornar a minha maior prioridade, o que devo fazer?"

Carla - Montijo

 

Cara leitora,

Compreendo a sua frustração, mas acredite que isso não acontece só consigo, muitas mulheres se queixam do mesmo. O homem por natureza é um caçador, precisa saber que ainda pode caçar, mesmo que opte por não o fazer devido a estar numa relação, por isso o casamento é tão assustador para alguns homens. Para eles, casar significa deixar de caçar, ou seja, tomam consciência que nunca mais vão dormir com outra mulher, e não se sentem preparados para isso. Parece ser esse o caso do seu namorado, é obvio que ele não tem qualquer intenção de se casar tão cedo, pois se tivesse ele próprio puxaria o assunto. Avalie a relação e faça o que for melhor para si, caso procura alguém com quem partilhar a sua vida e iniciar uma família, parece-me que não está com a pessoa certa. Tenha uma conversa franca com ele e veja o que ele tem a dizer sobre o assunto!

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