Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Posso voltar à minha vida sexual?

download-beautiful-young-woman-wallpaper-wallpoper

 

"Após um aborto espontâneo de seis semanas, quanto tempo se deve esperar para iniciar novamente a vida sexual, ou seja, começar a ter relações sexuais?"

Marta - Mem Martins

 

Cara leitora,

O tempo que deve esperar até recomeçar a ter relações sexuais vai depender de como se sente, ou seja, se tiver quaisquer tipo de dores ou corrimento sanguíneo resultante do aborto espontâneo, nesse caso, não deve recomeçar a ter relações sexuais. No entanto, se se sentir bem fisicamente e o seu médico ginecologista lhe disser que está tudo bem consigo a nível físico, aí então pode recomeçar a sua vida sexual uma ou duas semanas após o sucedido sem problemas.

Ela é casada!

casamento.jpg

 


"Namorei sete meses com a mulher que julgava ser a minha alma-gémea, até que um dia descobri que ela era casada. Já tentei esquecê-la, mas não consigo, assim como não a consigo deixar. Acho que me apaixonei por ela. O que posso fazer para a esquecer?"
Jorge - Almoçageme

 

Caro leitor,

Sem qualquer intenção envolveu-se com uma pessoa casada e pelo que conta dá a entender que reprova esta situação. Porém, agora vê-se sem muitas alternativas, pois sente-se incomodado com a situação gerada, mas também não a consegue esquecer pelo facto de a amar bastante. Apesar de estar a viver uma situação constrangedora, sente-se realizado com a relação de ambos, ou seja, sente que está a viver a sua história de amor devido aos bons momentos que passam juntos. Por outro lado, encontra-se a viver um pesadelo pois está apaixonado por uma mulher casada com quem não pode casar ou constituir família. Porém, cabe-lhe a si refletir no que deseja para a sua vida daqui a frente, visto que a pessoa que ama não pretende deixar o marido. Pense na sua felicidade e veja se vale a pena estar a investir numa relação em que vai estar sempre em segundo plano.

Sexo Baunilha ou com sabor extra forte?

o-sex-facebook.jpg

 

A designação "Sexo Baunilha", refere-se à relação sexual convencional, por oposição ao sexo praticado em relações de BDSM. A expressão deriva do inglês "vanilla sex", por analogia com o sabor de gelados: aqueles que têm medo de arriscar podem pedir baunilha, pois será sempre aquele sabor familiar, sem surpresas nem riscos. Há, contudo, muitas pessoas para quem "extra forte" nunca é picante demais.

 

Qualquer relação sexual beneficia do "amor" e dos gestos e momentos de puro carinho e troca de carícias com meiguice e cuidado. No entanto, a vida sexual de dois adultos pode, de vez em quando, precisar de alguns elementos mais picantes e de arrebatamentos de paixão para não cair na rotina, que leva à monotonia e, por consequência, ao arrefecimento e à apatia. Nem todas as pessoas gostam de gestos impetuosos ou de soltar a fera que há em si quando têm relações sexuais, e as relações BDSM (com e sem sexo) não são para toda a gente. É importante, antes de mais, ter bem claro que nunca deve ir além daquilo que realmente deseja fazer.

 

O prazer de magoar

O sadismo é uma das atividades do BDSM, e define o prazer em infligir dor no outro, retirando deleite e satisfação do facto de estar a fazer sofrer. Para descanso dos mais suscetíveis, saiba que assim como existem sádicos, há também masoquistas, pessoas que sentem real prazer na dor que lhes é causada. Enquanto que no domínio o dominador procura ter controlo sobre o submisso, no sadismo é na dor que assenta o foco de prazer. Esta dor não é, contudo, cruel: é uma dor apaixonada, na medida em que o que a provoca deseja que ela seja sentida com paixão, e o que a sofre deseja que ela seja infligida com paixão. A excitação é aqui retirada do facto de estar submetido à vontade do outro, no caso dos masoquistas, e de humilhar, fazer sofrer, no caso dos sádicos. O facto de dominar os sentidos do outro excita o que pratica o sadismo, que se sente estimulado pelo seu próprio poder. Este é um jogo de contornos extremos, em que pode haver limites negociáveis e outros indiscutíveis, por serem mais pesados.

 

Uma questão de confiança

Tenha sempre presente que a confiança é a pedra basilar que sustém este tipo de relação. Os praticantes de BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo) regem-se por três princípios básicos: ser são, ser seguro e ser consensual. Como tal, existem códigos de conduta que são respeitados. Numa relação de sado-masoquismo, por exemplo, aquele que exerce o domínio apresenta ao que se submete a ele um contrato, onde todos os limites são definidos, assim como o tempo durante o qual o submisso está sob o domínio do seu dominador. A palavra de segurança, que tem de ser acordada entre os dois, é no caso do sado-masoquismo ainda mais importante, pois é ela que define até onde o sádico pode ir. Esta palavra deve ter um significado distanciado do ato praticado, como por exemplo "tangerina" ou "amarelo", pois neste contexto dizer "pára!" ou "não!" pode ser um incentivo a prosseguir…

Massagem Erótica

shiatsu.jpg

 

O tato é uma forma de comunicação simples e eloquente – terapêutica, confortante e essencial. As massagens eróticas são íntimas e relaxantes e são capazes de despertar novas sensações nos casais. Esta prática sensual é uma forma de transmitir a paixão através do tato, estimulando zonas erógenas que dão prazer e estimulam os sentidos para o ato sexual.

 

A massagem pode ser usada por diversas razões: para reduzir o stress, para reduzir as dores ou libertar a tensão, para melhorar a circulação, etc. Tudo isto pode afectar positivamente a sua vida sexual. Muitos casais gostam de praticar a massagem erótica como um aquecimento para o ato sexual em si, outros gostam de a praticar no fim de um encontro sexual. Qualquer que seja a sua preferência, pode beneficiar da massagem erótica para apreciar o toque suave das mãos do seu parceiro e elevar o prazer.

 

A Massagem erótica não tem regras

Prepare o ambiente com a temperatura adequada, velas aromáticas, música calma e relaxante e, para quem gostar, incenso. Desligue os telemóveis e verifique que não será interrompida. A melhor massagem erótica é aquela que é idealizada pelo casal, por isso a massagem erótica não tem regras.

 

Esta prática serve também como um ingrediente a mais para sair da rotina sexual. Os movimentos devem ser livres e feitos em conjunto com uma estimulação mais íntima, nas regiões de maior sensibilidade de cada um. O importante mesmo neste caso em que a massagem é feita pelo casal é soltar a imaginação, utilizar o toque dos cabelos, dos seios, experimentar as várias texturas do corpo e de tecidos como a seda.

 

Exemplo de uma massagem erótica para fazer ao seu companheiro:

1- Com o seu companheiro deitado, aplique óleo de amêndoas doces ou outro óleo mais afrodisiaco no corpo dele e espalhe.

2- Com o seu companheiro deitado de barriga para baixo, faça movimentos circulares rápidos mas de intensidade média por toda a extensão do corpo, incluindo pernas, braços, costas e nádegas.

3 – De seguida, pressione a região do cóccix com os polegares, deslizando do centro da cervical para fora. Suba com o mesmo movimento até às omoplatas, contornando-as.

4 – Faça o mesmo movimento partindo da nuca para a região da clavícula.

5 –Utilize a ponta dos dedos, para além de outras partes do corpo para toques leves. Beijos e abraços também facilitam o relaxamento.

6 – Com ele deitado de frente, comece por massajar o rosto e a cabeça. Pressione o polegar a partir do centro da testa, deslizando no contorno das sobrancelhas até à base do maxilar, unindo as mãos novamente no queixo. Repita o movimento, partindo do orifício lacrimal.

7 – Estimule a região do peito e do abdómen com movimentos circulares. Mantenha a mesma movimentação na região das pernas, principalmente na parte interna das coxas e no músculo da panturrilha.

8 – Nos pés, faça movimentos de sobe e desce com os dedos da mão entrelaçados aos dedos do pé do parceiro e utilizando a palma da mão para massajar também a sola do pé.

9 – Repita todos os movimentos aleatoriamente. Estes movimentos também podem ser aplicados na massagem erótica na mulher.

Jogo de Máscaras: o Role Play

antifaz-de-bandido-para-adulto-foto-737353.jpg

 

A rotina é, talvez, o inimigo número um dos casais. À medida que os anos passam a novidade pode perder-se, pois cada um sabe de forma quase mecanizada aquilo de que o outro gosta e, se não houver um esforço mútuo para manter a chama do romance bem acesa, esta pode esmorecer e até apagar-se.

 

Ainda se lembra dos primeiros tempos de namoro, em que tudo era excitante e provocava "borboletas no estômago"? Uma boa forma de retomar esse fulgor inicial consiste em aderir ao "role play", uma espécie de jogo de máscaras em que cada um passa a ser, por algumas horas, uma personagem nova, pronta a seduzir o parceiro.

 

Todos nós, no mais secreto do nosso ser, alimentamos secretas fantasias sexuais. Quem nunca desejou ter uma sessão de sexo tórrido com aquele galã dos filmes, ser arrebatada por um desconhecido, conhecer um príncipe encantado dos tempos modernos ou, pelo contrário, redescobrir os caminhos do prazer ao lado de um verdadeiro vilão?

 

Quando parece que a vida de casal já não tem nada para descobrir, experimente surpreender o seu par com uma brincadeira ousada e provocante. O "role play", que em inglês significa "representar papéis", é uma brincadeira saudável que consiste em encarnar personagens para criar cenários sexualmente excitantes, revitalizando uma relação em que já nada havia de novo. Por outro lado, o facto de proporcionar um novo “segredo” partilhado pelo casal aumenta a cumplicidade e reforça os laços de união entre os dois.

 

Regras básicas:

- Não exagere, para não cair no ridículo. Pode escolher uma indumentária a rigor, mas lembre-se que o essencial é despertar desejo, não fazer com que ele se desmanche a rir ao olhar para si – embora umas boas gargalhadas sejam algo muito positivo para dinamizar a relação a dois!

 

- Encarne a personagem com seriedade, do princípio ao fim. Por mais que tenha vontade de rir ou que se sinta inibida, arrume a vergonha atrás do sofá e pense: "Não sou eu, é a personagem!" Se, contudo, em algum ponto não se sentir à vontade, descontraia, esqueça a personagem e siga simplesmente aquilo que tem vontade de fazer.

 

- Aproveite para fazer aquilo que sempre desejou, mas que nunca teve coragem de fazer. Sob esta "capa" poderá dar azo às suas fantasias mais ousadas e atrevidas, sem qualquer pudor ou tabu.

O meu marido masturba-se com muita regularidade

o-MASTURBATION-facebook.jpg

 

"Sou casada há quase 15 anos e há pouco tempo descobri que o meu marido se masturba com muita regularidade. Temos uma vida sexual ativa e, mesmo assim, o meu companheiro sente a necessidade de se masturbar. Será que eu não chego para o satisfazer?"

Teresa Paixão - Lagoa

 

Cara leitora,

Grande maioria dos homens pratica a masturbação com alguma frequência, mesmo quando tem parceira. Por isso, o facto do seu marido se masturbar, não significa que não esteja satisfeito com a vossa vida sexual, mas provavelmente acontece pela simples razão de que ele sempre se masturbou desde a adolescência. A masturbação é algo que faz parte da sexualidade masculina e feminina, independentemente da pessoa ter um parceiro ou não. A maioria dos homens pratica a masturbação durante toda a sua vida, mas quando estão numa relação, fazem-no menos frequentemente. Não deixe que esta descoberta seja uma fonte de desacordo entre ambos, aproveite a oportunidade para conversar com ele sobre o assunto. Fale-lhe sobre os seus receios e, mais importante, as suas necessidades, o que vai ser bastante benéfico para a vossa relação.

Brincadeiras de adultos: dar a mão à palmatória

o-SEX-TOYS-facebook.jpg

 

Quando se fala de disciplina, castigos e punições, remetemo-nos facilmente para o ambiente escolar e para o tempo em que éramos castigados pela severa professora quando nos portávamos mal. Levar esse ambiente para a vida sexual pode ser excitante, impondo na relação uma nova dinâmica em que um cria expetativa e tensão no outro. O BDSM utiliza alguns acessórios com o objetivo de castigar. Alguns dos mais ligeiros, que pode adquirir numa sex-shop e introduzir na sua vida de casal, são a palmatória e a palmatória.

 

Palmatória

A palmatória é um objeto com forma espatulada e com uma pega, usada para dar "palmadas" em alguém, como forma de castigo, na palma das mãos, nas nádegas, ou em qualquer outra parte do corpo. Por apresentar uma superfície lisa e relativamente grande é bastante dolorosa, quando usada com força. As palmatórias à venda em lojas de artigos sexuais são, geralmente, feitas de couro, podem ser ligeiramente almofadadas. Algumas têm a forma de um coração, pois o seu objetivo é "acariciar com maior vigor", sem magoar verdadeiramente. Outras, essas sim dolorosas, podem ter pequenas tachas ou relevos, marcando o corpo, mas só são usadas em práticas mais violentas.

 

Chibata

A chibata consiste numa vara de comprimento médio, semelhante à que se utiliza na equitação. Serve para dar vergastadas, provocando uma dor aguda por ser muito fina. Nas brincadeiras a dois deve ser usada mais pelo impacto visual que provoca, por exemplo em conjunto com um par de botas de cano alto, do que propriamente para infligir dor, pois poderá ser muito dolorosa.

 

Estes materiais devem sempre ser manuseados com extrema precaução para não colocar a saúde em risco. É fundamental definirem bem os limites e estipularem a palavra ou o gesto de segurança que faz com que o que inflige dor páre de imediato.

O meu tio abusa da filha...

maxresdefault.jpg

 

"Tenho dois primos de quem sou muito amigo, e um deles disse-me que uma noite viu o pai dele a abusar da própria filha, irmã dele. Queria muito ajudá-los mas não sei como devo proceder. Será que me poderia ajudar?"

Bruno - Santo Tirso

 

Caro leitor,

A situação que me descreve é bastante preocupante, dado que se trata de uma violação, sendo também incesto. Como tal, é muito difícil para uma jovem lidar com este tipo de investidas sexuais por parte de um adulto, principalmente sendo este o próprio pai. Tal situação deve ser informada imediatamente às entidades competentes, pois é punida por lei e, como tal, o pai da sua prima deve ser detido. O incesto significa a prática de relações sexuais com indivíduos da mesma família e com os quais não podemos casar, tal como irmãos, pais, etc. Infelizmente o abuso sexual de menores acontece, na sua maioria, entre membros da mesma família, principalmente entre pais e filhos, e entre irmãos. Estes indivíduos, vítimas de incesto, evidenciam perturbações muito graves a nível psicológico quando adultos. A melhor atitude que poderá tomar em relação à sua prima é informá-la e apoiá-la neste momento tão difícil para ela, incentivando-a a que não pode consentir que isto aconteça, e que deve apresentar queixa, mesmo tratando-se do pai. Fale com ela e com o seu primo, juntos tentem saber qual a sua relação com a mãe de modo a que possam falar com ela, se não se sentirem à vontade para tal, pois nem sempre isto acontece, tente que ela se dirija a uma pessoa adulta com a qual haja confiança, tal como um médico, um professor ou um psicólogo. Qualquer um deles poderá agir de forma que esta situação pare e não haja mais ameaças à saúde tanto física como psicológica da sua prima.

(In)submissão

focus2-xlarge.jpg

 

Quem não deseja ser a companheira perfeita, a amante inesquecível, a sedutora a que o companheiro não resiste? No mais íntimo de cada ser humano há a necessidade de ser desejado, apreciado, de despertar atração e luxúria. Por vezes caímos na ideia errada de que, se fizermos tudo o que o outro deseja, seremos amados. Ser submissa não é o mesmo que ser uma boa amante, bem pelo contrário! Contudo, há quem se encontre a si próprio no prazer de se submeter a outrem, num jogo de domínio e submissão.

 

As exigências do dia a dia fazem com que muitas vezes nos esqueçamos que, para além de mães, filhas, funcionárias, chefes, somos, acima de tudo, mulheres. É comum à nossa identidade a sensibilidade, a sutil delicadeza, a capacidade de entrega e devoção, a força para derrubar todos os obstáculos, a resistência e resiliência e, também, a capacidade inata de seduzir e derreter o coração mais empedernido. O poder de sedução faz parte da mais profunda natureza feminina.

 

Algumas mulheres, contudo, negligenciam essa aptidão por duvidarem dela, sendo incapazes de se verem a si próprias como sedutoras ou atraentes. Para ser uma boa amante, comece por se ver a si própria como tal. Esqueça os tabus que lhe incutiram, perca os receios de ser "desavergonhada" ou de adotar comportamentos pouco próprios para uma boa esposa.

 

Entre quatro paredes, tudo é permitido entre duas pessoas que se amam e se respeitam. Fazer todas as vontades e ceder a qualquer capricho de outrem não garante a conquista do seu coração: bem pelo contrário, os homens (e as mulheres) amam pessoas com personalidade forte, que se apreciam a si próprias.

 

Quando estamos no território do BDSM, contudo, as regras alteram-se. Se existem pessoas que sentem prazer em dominar, outras há que encontram a sua maior satisfação em serem dominadas, submetidas a outrem. Os submissos devotam uma total lealdade ao seu dominador ou dominadora, servindo-o/a em tudo o que lhes é pedido, dentro dos limites que foram previamente definidos pelo contrato assinado entre ambos, que faz parte do protocolo das relações BDSM.

 

Para além dos jogos íntimos, sexuais ou não, o dominador pode determinar como é que o submisso se deve vestir (muitos submissos usam uma coleira com uma argola de metal, que os identifica como sendo aqueles que se submetem) ou aquilo que deve comer, e estas regras lembram ao submisso que o seu papel é obedecer e agir da forma como o dominador entende que ele deve fazer. O prazer que estas práticas podem proporcionar radica nos meandros secretos do nosso cérebro.

 

Por exemplo, uma pessoa a quem no dia a dia é exigido que dite as regras e as ordens que outros têm de cumprir pode achar extremamente libertador o facto de, por sua vez, se encontrar à mercê das ordens de outrem. Pessoas inseguras que precisam de constante aprovação dos outros podem retirar um enorme prazer do facto de se empenharem para cumprirem as ordens que lhes são dadas, sendo depois elogiadas, incentivadas, apreciadas e recompensadas por isso. Existem pessoas, também, que simplesmente se divertem a explorar outros aspetos da sua sexualidade e do seu erotismo, descobrindo mais sobre si próprias neste complexo jogo de "o Dom manda".

Tive uma educação muito rígida em relação ao sexo

Estefania-Kuester-HD-Post-in-Pixel-of-1920x1440-Yo

 

"Acho que a minha educação nunca me permitiu ultrapassar certos medos e complexos em relação ao sexo. Como tal, gostava de poder perceber o porquê das diferenças de atitudes e comportamentos que regeram e que ainda regem a educação sexual."

Marta - Seixal

 

Cara leitora,

Em relação à educação sexual da mulher, existe o mito de que a mulher terá de ser passiva promovendo, desta forma, a culpabilização dos desejos e dos prazeres sexuais da mulher em relação ao homem. A mulher deve mostrar, única e simplesmente, os sentimentos desde que estes nunca sejam transmitidos através das suas reacções corporais. Não se consegue perceber como é que se consegue, numa relação sexual, demonstrar sentimentos sem ter associadas as reações corporais. Ainda hoje, o conceito de prazer não é associado aos conceitos básicos de autoestima e de auto-conceito, que fazem com que haja uma realização da mulher que a possa equiparar com o homem. É necessário à mulher sentir-se amada, desejada e que lhe demonstrem tais factos, mas o que acontece é que devido às frustrações, aos medos e às dicotomias relativas à vivência da sexualidade que lhes foram incutidas durante o seu desenvolvimento, ao não demonstrarem nada, não recebem nada. Todo este tipo de educação vai produzir aquilo a que chamamos Transtornos do Desejo, sendo um dos tipos de Disfunções Sexuais, em que as causas psicológicas e fisiológicas estão interligadas. A repressão dos desejos, o stress, as manipulações e as punições aliadas às alterações hormonais que podem daqui advir, fazem com que a mulher desenvolva, não só grandes desequilíbrios afetivo-emocionais como crises depressivas e frustrações que a vão acompanhar para o resto da sua vida.                                                                                                                                                                    

Pág. 1/3