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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“O preservativo protege contra o herpes genital?”

 

 
“Tenho uma dúvida que me tem deixado inquieta. O meu namorado teve herpes genital há dois meses. Evitámos durante esse período ter relações sexuais. Todavia, houve uma vez em que não resistimos e fizemos amor, mas utilizámos o preservativo. É possível transmitir o vírus mesmo usando o preservativo?
Carla, Sesimbra
 
 
 
Cara leitora,
 
O herpes genital é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns e é causada por um vírus. Embora a probabilidade de a sua transmissão usando o preservativo ser reduzida, o contágio do parceiro não está fora de questão, porque durante o contacto sexual (vaginal, anal ou oral) as áreas que se encontram desprotegidas estarão em contacto directo com a pele de ambos. Todavia, para que seja possível a transmissão é necessário que o vírus esteja activo. Os sintomas mais salientes são bolhas, ardor, comichão e dor. É importante ter em conta que este vírus pode voltar a reaparecer no corpo do seu portador, uma vez que o herpes não tem uma cura definitiva. Assim, é essencial ter bastante cuidado na coordenação da vida sexual e seguir escrupulosamente as indicações médicas de forma a salvaguardar o bem-estar de quem é portador do vírus e a integridade física do parceiro. Como curiosidade, informo-a que as mulheres são mais susceptíveis a este tipo de doenças.

“Nunca tenho orgasmos quando fazemos amor!”

“Eu e o meu namorado temos uma vida sexual muito activa e gostamos muito um do outro, mas acontece que não consigo ter orgasmos quando ele me penetra, por mais que ele se esforce. Consegue provocar-me orgasmos facilmente quando me faz sexo oral, mas não tenho prazer nenhum através do coito, o que nos deixa a ambos bastante frustrados.”

 

Laura, Santarém

 

Cara leitora,

A situação que descreve é mais frequente do que possa pensar, pois muitas mulheres têm dificuldade em ter um orgasmo através da penetração. As paredes vaginais possuem relativamente poucas terminações nervosas, e apenas a parte mais baixa possui as suficientes para ser estimulada pelo pénis, dedos, ou outro tipo de penetração. Por essa razão, é mais difícil ter um orgasmo quando o pénis está completamente introduzido na vagina, pois a parte que recebe maiores estímulos é a que tem menor sensibilidade aos mesmos. O facto de conseguir ter orgasmos pelo sexo oral indica pistas preciosas para que consiga tê-los também durante o coito. Procure compreender, durante o sexo oral, aquilo que lhe provoca o orgasmo, que tipo de estimulação é mais eficaz e de que forma consegue chegar “lá” com maior eficácia. Procure com a ajuda do seu namorado integrar essas carícias que a levam ao orgasmo pelo sexo oral e pela masturbação e usá-las com a masturbação.  Uma vez que o prazer da mulher vem sobretudo com a estimulação do clítoris, o seu namorado pode estimulá-lo com os dedos ao mesmo tempo que a penetra, aumentando dessa forma as hipóteses de sucesso.

“Quer que assuma personagens”

“O meu marido está sempre a procurar fantasias que estimulem a nossa vida sexual, mas eu já estou farta de fingir que sou outra pessoa. O que devo fazer para não o magoar nem o perder?”

Carla, Guimarães

 

Cara Leitora,

Com a longevidade da relação é natural que se queira inovar de forma a sair da rotina que se instala na afetividade e na relação em si. É sempre salutar encontrar novas formas de colocar algum ritmo e fulgor na relação. Perceba que ao propor certo tipo de coisas, o seu marido apenas deseja criar cenários que aumentem o grau de excitação. Porém, se a estratégia que estão a adotar neste momento não é a que mais lhe agrada importa, então, ter com uma conversa com o seu marido para que ambos possam ter uma vida sexual satisfatória e não como algo que está institucionalizado pelo casal. Neste sentido, aborde-o com delicadeza para que não o magoe, mas também lembre-o que a sua vontade e os seus sentimentos devem ser respeitados. Procurem encontrar pontos de equilíbrio que tragam prazer a ambos, pois caso contrário isso poderá afetar negativamente a vossa relação.

“Estou grávida e tenho mais desejo”

“Desde que fiquei grávida que tenho mais vontade de ter relações sexuais. A vontade é tanta que me sinta estranha e até com vergonha… O que se passa comigo?”

 

Sara, Estremoz

Cara Leitora,

 

É comum no universo feminino algumas mulheres apresentarem um maior interesse pela vida sexual durante o segundo trimestre da gravidez. Assim sendo, viva esta nova fase com naturalidade e sem preocupações. Deixe as coisas fluírem e faça, a nível sexual o que desejar, pois a penetração apenas deverá ser cessada caso ocorram hemorragias uterinas, dores vaginais ou abdominais.

Procure estar relaxada e não deixe que o preconceito interfira na forma como deseja viver a sua vida sexual. Manter a sexualidade ativa é bastante saudável e recomenda-se. Transmita esta ideia ao seu marido, pois para muitos homens existe sempre o medo de magoar o bebé, o que não é verdade. Caso considere necessário converse abertamente com o médico que a está a acompanhar.

“Os preliminares são assim tão importantes?”

“Adoro a minha mulher, já temos uma relação estável há 5 anos. No entanto, ela está constantemente a pedir-me para demorar mais tempo nos preliminares e às vezes queixa-se que eu não lhe dou prazer suficiente. A verdade é que nem sempre tenho paciência para preliminares… fazem assim tanta falta?”

Cláudio, Mafra

Caro leitor,

Em primeiro lugar precisa de estabelecer uma maior intimidade com a sua companheira durante a relação. Procure saber aquilo que mais a satisfaz e não tenha preconceitos em satisfazê-la, pois se o fizer é garantido que você também irá tirar maior prazer. Lembre-se que a relação sexual é um prazer a dois. Para a mulher o acto sexual é algo muito íntimo carregado de valor sentimental, por isso muitas mulheres gostam que o seu parceiro demonstre carinho, que as abrace e que as excite antes da penetração. Neste sentido, as mulheres dão muita importância aos preliminares, pois são eles que lhe permitem atingir o grau de excitação necessário para atingirem mais facilmente o orgasmo.

“Posso estar dependente do sexo?”

“Tenho 34 anos e desde sempre gostei muito de obter prazer através do sexo, no entanto, parece que nunca fico satisfeito, quero sempre mais e mais. A minha namorada queixa-se do meu excesso de actividade sexual, e masturbo-me a ver pornografia, mesmo quando não estou com ela. Estou constantemente a pensar em sexo, temo que se esteja a tornar uma dependência, é possível?”

 

Carlos, Braga

 

Caro Leitor,

 

Podemos perceber a dependência do sexo quando a actividade sexual se torna muito frequente e mesmo assim jamais se obtém satisfação, como parece ser o seu caso, em que o desejo sexual toma a maior parte dos pensamentos de uma pessoa e a sua única motivação é o prazer. A dependência sexual é um distúrbio progressivo que pode provocar problemas a nível psicológico, dificuldade nos relacionamentos amorosos, prejuízo nos estudos, na vida profissional e económica, envolvimento noutros vícios. Por sua vez, esta prática sexual em excesso também pode levar a prática de comportamentos sexuais de risco que podem pôr em perigo a sua saúde física e psicológica. Face a toda esta sintomatologia e também às repercussões que esta situação poderá ter na vida é importante consultar um especialista, de modo a percepcionar qual o impacto e influência que esta situação tem na sua vida e de que forma a condiciona, para encontrar formas directas de a resolver.

Sinto muita vontade de fazer amor logo no primeiro encontro

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"Sou um jovem de 21 anos um pouco assanhado, e por isso se calhar tenho mais vontade do que os outros de fazer amor. Mas o problema é que isso acontece logo na primeira vez que saio com uma rapariga. Tenho medo que elas pensem que sou um tarado, que o que quero delas é somente isso! Quando sentir vontade como será que devo proceder para saber se elas não vão ficar assustadas."

Jorge - Maia

 

Caro leitor,

O que sente é algo muito normal na sua idade, pois os seus níveis de testosterona estão no pique, o seu corpo está cheio de vitalidade e está a explorar uma faceta da sua vida bastante agradável. O estranho seria se você se queixasse de falta de vontade..!!!! Mas também tem de aprender a assentar os pés na terra e a controlar um pouco essa sua vontade. Uma possibilidade é masturbar-se mais frequentemente, e principalmente antes de sair com alguma rapariga, dessa forma a sua capacidade de julgamento não estará "nublada" devido a um desejo sexual incontrolável. Para perceber se a rapariga que está consigo também tem vontade de fazer amor consigo, primeiro espere, para ver se a situação se proporciona naturalmente, sem forçar nada. Se esta até se mostrar recetiva não avance antes de lhe perguntar se ela se sente confortável com o que estão a pensar fazer assegurando-a de que parará se ela, assim o desejar, parecerá muito delicado o que deixará a rapariga mais segura das suas intenções.

Ela não aceita as rapidinhas

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"A minha vida sexual é bastante ativa, mas quando peço à minha namorada para darmos uma rapidinha, pois o meio envolvente não nos permite irmos mais longe ela nega-mo. Porque será?"

 

Caro leitor:

Nesta situação a lógica é bastante básica…o ser humano tem tendência a repetir aquilo que lhe dá prazer e a evitar o que lhe causa mal estar ou desconforto. Assim sendo, a sua namorada nega porque provavelmente uma rapidinha não é suficiente para lhe dar prazer, por isso ela não vai estar interessada em fazê-lo. O homem e a mulher são seres completamente diferentes no que diz respeito ao prazer sexual. A mulher necessita de tempo para estar totalmente excitada e lubrificada para que haja uma penetração sem dor e para que possa atingir o orgasmo, enquanto que o homem está pronto para a ocasião sem necessidade de grandes preparativos. Pergunte à sua namorada o que ela sugere que você faça para que ela também sinta prazer na rapidinha, pois não é justo que apenas você se divirta!!!!

É normal gostar muito de sexo aos 40 anos?

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Tenho 40 anos e gosto muito de sexo. Penso mais do que faço. Gostaria de saber se há alguma indicação ou estudo sobre a quantidade de relações por mês num casal pela minha idade. Será normal de três em três meses? Outro dia, quando estava a iniciar, durante os preliminares, quando beijava e tocava, ejaculei em poucos segundos. Terei algum problema? Fiquei de rastos, apesar da compreensão da minha mulher.
Bento Aguiar - Maia

 

Caro leitor,

De uma forma geral casais entre os 20 e 50 anos de idade têm relações sexuais em média entre 1 e 3 vezes por semana, com estudos diferentes indicando valores diferentes. É difícil determinar o que é muito ou pouco sexo entre um casal, pois cada caso é um caso, e cada casal tem a sua frequência ideal, ou seja, o que é considerado normal e satisfatório para si, pode não o ser para outro casal e vice-versa. Dessa forma, se tanto você como a sua esposa estão satisfeitos em ter relações sexuais de 3 em 3 meses, então, não existe nenhum motivo para preocupação. No entanto, uma vez que não tem relações sexuais com bastante frequência vai ter o problema da ejaculação precoce, ou seja a sua sensibilidade vai estar bastante elevada e por isso vai ejacular mais cedo do que deseja. Por isso aconselho que tente ter relações sexuais com um pouco mais de frequência se deseja resolver o problema da ejaculação precoce, ou tente masturbar-se com mais frequência, e dessa forma não vai estar tão excitado quando tiver relações com a sua esposa.

Tive relações sexuais quando estava bêbada

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No meu aniversário apanhei uma bebedeira e acho que tive relações sexuais com um amigo meu nessa noite, mas não me lembro bem do sucedido. Estou envergonhada e não sei como perguntar.

Maria - Tomar

 

Cara leitora,

O álcool faz com que as pessoas acabem por fazer coisas que não fariam se não tivessem bebido, quer por se sentirem mais desinibidas, quer por não terem tanta capacidade para avaliar situações perigosas e acabarem por ser levadas na conversa por pessoas que se querem aproveitar da situação. Uma vez que a leitora não se lembra dos acontecimentos dessa noite, o mais seguro será perguntar a alguém que tenha estado consigo nessa noite se se lembra do que se passou, nomeadamente ao seu amigo, pois se acha que existe a possibilidade de ter tido relações sexuais com ele o melhor será perguntar-lhe, caso contrário vai ter sempre essa dúvida na sua mente. Uma vez que nem se lembra se teve relações sexuais nessa noite, se o fez existe a possibilidade de não ter utilizado proteção, por isso se começar a sentir alguns sintomas estranhos consulte um médico.

 

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