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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Devo fazer terapia sexual?”

“Tenho tido problemas do foro sexual com a minha esposa, e já fomos a uma psicóloga, mas as coisas não melhoraram. Será que consultar um especialista em sexualidade poderá ajudar?”

Benjamim, Quinta do Conde

 

Caro leitor

A questão que me coloca é a mesma que perguntar se deve consultar um dentista quando tem um problema de dentes? Claro que sim...um sexólogo tem a formação necessária para lidar com qualquer tipo de problema do foro sexual. Se tem tido dificuldades a nível sexual com a sua esposa, definitivamente aconselho-o a procurar um especialista. Além disso, é bastante importante que a sua esposa participe activamente indo às sessões consigo, pois apenas com o empenho de ambos irão ver resultados.

Posso transmitir Hepatite C?

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"Há uns anos atrás contraí Hepatite C através de uma transfusão de sangue e tenho algum receio de poder propaga-la ao meu namorado através do ato sexual. Que tipo de precauções podemos tomar? Também se pode transmitir através do sexo oral?"

Ana - Covilhã 

 

Cara leitora,

O vírus da Hepatite C transmite-se sobretudo através do contacto com o sangue infetado de uma pessoa ou de produtos que tenham estado em contacto com ele, nomeadamente através da transfusão de sangue ou do transplante de órgãos ou da partilha de seringas não corretamente esterilizadas, ou também através de cortes e feridas. De entre os vírus da hepatite, a Hepatite C é aquela que tem menor risco de contágio, principalmente no contexto de um relacionamento monogâmico de longa duração, sendo pouco provável que se possa transmitir via sexo oral. Usar preservativo ajuda a diminuir o risco de transmissão do vírus.

Qual a diferença entre um orgasmo vaginal e um orgasmo clitoriano?

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"Sou um homem apaixonado pelas mulheres e procuro dar sempre o máximo de prazer às minhas companheiras. Ouvi dizer que as mulheres podem ter orgasmos vaginais e clitorianos, e gostava de saber qual é a diferença entre eles!"

Paulo - Coimbra

 

Caro leitor,

Essa sua preocupação em procurar compreender o corpo das suas companheiras para lhes proporcionar o máximo de prazer é bastante positiva e contribui para que qualquer relação seja melhor. Os orgasmos clitorianos distinguem-se dos vaginais em primeiro lugar pelo tipo de estimulação física que a eles conduz, e naturalmente também à parte do corpo que envolvem. O orgasmo vaginal surge pela estimulação da vagina através da penetração, quer seja feita com o pénis, com a mão ou com um brinquedo sexual, e acontece quando não há qualquer estimulação do clítoris. Contudo, a vagina contém poucas terminações nervosas, e como tal não produz um orgasmo sozinha. Assim, em vez de pensar no clítoris e na vagina como partes separadas, veja-os como parte de uma teia de músculos e terminações nervosas. De facto, o clítoris estende-se e rodeia a vagina, a uretra e o ânus. Em vez de pensar nos orgasmos como vaginais ou clitorianos faz mais sentido pensar nas sensações que o acompanham. Afinal de contas, um orgasmo é sempre um orgasmo!

Onde e como devo tocar-lhe?

 

 

Iniciei a minha vida sexual há pouco tempo e quando estou a fazer amor com o meu namorado fico nervosa porque não sei onde nem como devo tocar-lhe para o deixar mais excitado, pois sou inexperiente… pode ajudar-me? Onde é que os homens gostam de ser acariciados, e de que maneira?”

 

Teresa, Espinho

Cara leitora,

A descoberta da sexualidade e a exploração do corpo da pessoa amada é uma experiência maravilhosa e cada momento é inesquecível. Acima de tudo, e para além de qualquer regra sugerida por outros, dedique-se a conhecer o corpo do seu namorado em particular, estando atenta a todos os seus movimentos e à reação que cada gesto suscita nele. A pele possui um elevadíssimo potencial erógeno, sendo capaz de provocar desejo e excitação. Experimente acariciar com a ponta dos dedos, com os lábios, com a língua, com os seus seios e com qualquer outra parte do seu corpo as mais variadas partes do corpo dele. Pergunte-lhe se gosta, se prefere de outra forma. Não seja demasiado insistente, mas esteja sempre atenta ao feedback dele, à sua respiração, aos estremecimentos do seu corpo. Experimente acaricia-lo com o seu cabelo, se tem cabelo comprido, e varie o tipo de toques, alternando entre roçar ligeiramente e agarrar com firmeza, por exemplo. 

Como atingir o orgasmo mais depressa?

De há alguns anos para cá tenho notado que levo cada vez mais tempo a atingir o orgasmo, havendo mesmo situações em ele não acontece. Acho isso estranho, pois nunca tive essa dificuldade antes. Será que vou perder a capacidade de ter orgasmos?”

Paulo, Vilamoura

Caro leitor,

essa situação acontece com mais frequência do que imagina. É normal que com o avançar da idade o homem comece a levar mais tempo a atingir o orgasmo, o que por vezes melhora a vida sexual do casal pois dá mais tempo à mulher para atingir o clímax. Essa situação é especialmente vantajosa para homens que sofram de ejaculação precoce, mas não tanto para homens que já naturalmente demorem algum tempo até atingir o orgasmo. Nesses casos o acréscimo de tempo natural da idade pode tornar-se um problema, o que parece ser o seu caso, fazendo com que em certas ocasiões o orgasmo chegue mesmo a não acontecer. Uma possível solução é aplicar um gel acelerador no pénis antes de iniciada a relação. Este gel vai aumentar o fluxo sanguíneo na área genital fazendo com que o homem fique mais sensível à estimulação, e atinja o orgasmo mais depressa. Em alguns casos a incapacidade em atingir o orgasmo, tanto no homem como na mulher, pode ser um efeito secundário de algum medicamento. Se achar que este pode ser o seu caso, consulte o seu médico e explore a possibilidade de ajustar a dose ou mudar de medicação.

 

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 

"Não sei porquê, mas há uns tempos tenho tido dificuldade em ficar lubrificada. Será que esta mudança se deve ao facto de eu estar perto da menopausa?”
Susana, Ericeira
 
Cara Leitora,
Realmente o facto de estar a entrar na menopausa pode causar alterações dos níveis hormonais, nomeadamente níveis irregulares de estrogénio. Esta redução de estrogénio causa diminuição da lubrificação durante o acto sexual, o que pode resultar em dores durante a penetração. A redução de lubrificação pode também ser o sintoma de uma infecção vaginal. Existem alguns medicamentos que provocam como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Para poder esclarecer todas as suas dúvidas a este respeito aconselho que consulte o seu ginecologista, para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.
 

Tema de hoje: Ejaculação Precoce

 

 
 
 
 
 
 
Tenho 30 anos e sempre me confrontei com um problema de ejaculação precoce. Na grande maioria das vezes não consigo aguentar 2 minutos sem ejacular. Será um problema psicológico ou de hiper-sensibilidade?
 
Francisco
 
Caro Francisco,
 
Os problemas sexuais só podem ser diagnosticados por uma equipa de sexólogos e médicos, para que se avaliem os factores presentes em cada caso. Pense em recorrer a uma consulta presencial - as nossas podem ser marcadas em 21 318 25 91 e são em lisboa.
A ejaculação precoce é uma perturbação que se caracteriza pela ejaculação com uma estimulação sexual mínima, que surge antes, durante ou pouco depois da penetração e antes que a pessoa o deseje.
Há factores a ter em conta que afectam a fase da excitação, como por exemplo, a idade, a novidade ou a situação do parceiro/a sexual e a actividade sexual recente.
A (in)satisfação percepcionada pelo próprio é importante nesta avaliação, mas seja realista na sua apreciação do tempo de ejaculação: uma relação sexual de penetração não dura tanto como se diz. Um estudo recente (da equipa de Eric Corty da Universidade de Penn State, que saiu no Journal of Sexual Medicine) refere que uma relação sexual ideal dura entre 3 e 13 minutos. Claro que se se sente insatisfeito com o tempo que dura a sua ejaculação, tem razões para procurar ajuda.
Experimente um produto retardante em pomada, que pode ser comprado numa sex-shop, para colocar na glande e fazê-lo perder um pouco a sensibilidade peniana (este produto deve ser utilizado em pequenas quantidades e o homem deve colocar um preservativo após a sua aplicação). Pode também colocar um preservativo e tentar a masturbação com ele, antes de o colocar na relação sexual (pode inibi-lo e assim tem tempo de treinar sozinho até se sentir à vontade).
 
Se estas sugestões não funcionarem, tente a técnica dos terapeutas sexuais – o “squeeze” – que consiste em parar a estimulação sexual e apertar a base ou freio do pénis com três dedos (polegar, indicador e dedo médio) antes da ejaculação e por 3 a 4 segundos, o que parará a ejaculação e causara uma redução da erecção. Continue a estimulação e excitação mútua para voltar a recuperar a erecção. Esta técnica deve ser repetida 3 vezes ate permitir a ejaculação. E normal que nas primeiras vezes não seja bem sucedido em conseguir parar a estimulação antes de ejacular, mas deve continuar a tentar. Demora em média 3 semanas, fazendo o exercício 3 ou 4 vezes por dia até que se notem os resultados. Esta técnica pode parecer difícil de executar, pelo que a ajuda de um técnico especializado em sexologia pode ser útil. Não deve ter medo de recuperar a erecção, como refere, pois esse medo em antecipação é que o deve estar a impedir de a recuperar.
É ter tranquilidade e não ser observador da sua relação, mas estar presente a sentir todo o prazer possível. Pode ainda masturbar-se até atingir o orgasmo e a ejaculação umas horas antes da relação sexual (ou na própria relação sexual), para que na próxima penetração o tempo desta seja mais duradouro.
Tente abstrair-se de problemas, relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar nas carícias, sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, descobrir as suas zonas erógenas preferidas…
Apesar destas sugestões úteis, penso que deveria consultar um especialista, que lhe esclareça esta questão e lhe dê um apoio presencial, pois pode prevenir que este problema continue e o faça sentir-se cada vez pior consigo próprio e nas suas relações sexuais. Não tenha vergonha, a ejaculação precoce ou prematura é muito frequente em homens de muitas idades e tem tratamento.

-“Álcool: afrodisíaco ou perigo para a saúde?”

 

 

Tenho uma dúvida que é, em parte, causada por informações dúbias que aparecem na imprensa. Se nalguns jornais e revistas aparece que o álcool é um perigo para a saúde, noutros aparece que é
um óptimo afrodisíaco. Afinal em que ficamos? Poderá esclarecer-me esta dúvida?

 

Francisco – Évora

 

 

 

Caro Leitor,

 

De facto, existem os chamados falsos conceitos relativos ao álcool como por
exemplo, que quando consumido pela manhã dá energia, que alimenta durante o
dia, que é um afrodisíaco, etc. Este produto quando consumido diariamente e em
grandes quantidades pode causar problemas de saúde muito graves. Quando
consumido em determinadas quantidades, pode ter um efeito desinibidor, aumentar
desejo sexual, mas com um efeito de redução do desempenho sexual. Pode também
ser a causa de impotência nos homens e da frigidez nas mulheres. No entanto, o
álcool pode ser considerado afrodisíaco se consumido em quantidade pequenas e
esporadicamente. Ajuda a libertar as inibições, fazendo com que todos os
receios e ansiedades sejam suprimidos e com que a pessoa seja mais receptiva.
Podemos dizer que este produto funciona de duas maneiras contraditórias, se por
um lado tem um efeito desinibidor, pois o seu efeito reduz os centro inibidores
do cérebro, permitindo que certos desejos reprimidos sejam libertados, por
outro pode ter o efeito oposto, ou seja, pode fazer com que a pessoa adormeça,
ficando sem reflexos e não tire partido da situação de que estava a tentar
usufruir. O melhor será optar por outro tipo de afrodisíaco, para não cair na
cama e não se divertir.

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 
“Tenho 43 anos e sempre tive uma vida sexual activa e feliz. No entanto, ultimamente quando faço amor noto que fico menos lubrificada, o que me causa dores e mal-estar. Não entendo por que aconteceu esta mudança, mas está a provocar-me um grande desconforto e constrangimento.”
 
Mariana, Queluz
 
Cara Leitora,
Esta dificuldade poderá ser causada por uma infecção vaginal que provoca dores durante a penetração e a redução da lubrificação. Por outro lado, existem alguns medicamentos que têm como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Uma outra hipótese a ter em consideração é o facto de estar num período pré-menopausa, onde poderá ocorrer uma alteração dos níveis hormonais que poderão justificar essa tendência, principalmente a níveis irregulares de estrogénio. Porém, de forma a dissipar todas as suas dúvidas a este respeito, aconselho a que consulte o seu ginecologista para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.
 

“Não sei porque razão não consigo atingir o clímax!”

“Há já algum tempo que eu não atinjo o orgasmo quando faço amor com o meu marido. Por esta razão ele afastou-se de mim, e já não me procura. Não o quero perder! Por favor ajude-me…”

 

Teresa, Espinho

Cara Leitora,

A situação em que se encontra e que tem vivido juntamente com o seu marido é bastante desagradável e tem deixado algumas marcas menos positivas na vossa vida conjugal. A primeira coisa que a aconselho a fazer é ter uma conversa directa e franca com o seu marido sobre o distanciamento que tem havido e as consequências que se têm repercutido na vossa vida sexual. Sejam o mais objectivos possível para que consigam abordar este assunto com a seriedade necessária de modo a não trocarem acusações. Neste momento é extremamente importante compreenderem o que se passa na vossa relação e procurarem ser honestos um com o outro para que possam delinear estratégias que tornem a vossa relação menos rotineira e apimentem, de novo, o vosso casamento para que possam encontrar o ambiente ideal que proporcione o prazer e o entendimento que tanto anseia.

Tentem desenvolver juntos jogos que favoreçam o reacender da vossa relação e para que o seu marido consiga compreender melhor os pontos do corpo que favorecem a sua excitação e, consequentemente, a obtenção do clímax. 

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