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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Quais são as DST?”

 

Iniciei a minha vida sexual há pouco tempo, e apesar de utilizar preservativo estou preocupado. Gostava de saber exactamente quais são as Doenças Sexualmente Transmissíveis mais comuns, para além da SIDA.
Mário, Montemor-o-Novo
 
 
Caro Leitor,
Efectivamente a SIDA é a doença que mais é divulgada, no momento, como antes tinha sido a Sífilis. Quando diagnosticada e tratada em tempo útil, pode evitar-se o contágio de qualquer DST a outras pessoas, e consequentes problemas de saúde. Os sintomas de qualquer DST são, em alguns casos, difíceis de detectar, assim deverá ser efectuado sempre o rastreio ao nível da saúde sexual, mesmo se não evidenciar qualquer sintoma. Se por acaso pensar que foi infectado, o melhor será dirigir-se ao médico, pois não deverá deixar uma infecção destas por tratar, correndo o risco de originar mais problemas e complicações. As DST que se verificam com maior frequência são: o HIV, que conduz à SIDA; as Verrugas Genitais, pequenos e duros inchaços que aparecem junto aos órgãos genitais; o Herpes Genital, semelhante ao cieiro habitual da boca e dos lábios; a Gonorreia que, tanto em homens como em mulheres, poderá ser evidenciada por sensação de ardor ao urinar, só se trata com penicilina; a Sífilis a qual deverá ser detectada logo na fase inicial, pois poderá afectar a saúde de todo o organismo podendo mesmo levar à morte; a Clamídia ou Uretite não específica, na qual os sintomas são semelhantes aos da Gonorreia; a Tricomoníase que é causada por um parasita e que provoca infecções do tracto urinário; a Pediculose Púbica que é causada por piolhos, os quais provocam uma comichão intensa na zona púbica; a Vaginite que, geralmente, é causada por uma bactéria devido à falta de higiene adequada da mulher. Como tal, deverá estar atento a quaisquer sinais fora do normal, tanto em si como no seu parceiro, de modo a que sejam tratados na fase inicial. Claro está que a melhor técnica a adoptar será o sexo seguro, isto é, cada vez que tiver relações sexuais, o melhor caminho para a prevenção será o uso regular do preservativo.

Experimente o Kamasutra!

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Em movimento

Sente-se numa cadeira (se tiver rodinhas é melhor ainda), e ele encaixa-se em si. Com os pés apoiados numa mesa, é você quem orienta os movimentos no caminho para as sensações.

 

Chão de estrelas
De costas para ele, curve o corpo para a frente, até apoiar as mãos no chão (se flexibilidade não for o seu forte, pode dobrar os joelhos). Faça-o encaixar por trás, abraçando-a pela cintura. Se o seu parceiro for muito impetuoso, pode usar uma almofada para apoiar as mãos.

 

Continue a praticar

Agora que experimentou estas duas posições práticas do Kamasutra, eleve o corpo e o espírito a outros domínios, continue a experimentar e quem sabe a reinventar o Kamasutra e consiga obter orgasmos cósmicos. A relação vai sair mais fortalecida depois desta aventura do Kamasutra.

 

Para que consiga tirar o máximo de prazer desta forma de fazer amor, não se esqueça de alguns truques que fazem a temperatura subir ainda mais:

- Enquanto está a fazer amor com o seu par pense nas suas fantasias mais loucas e selvagens, sem medos nem tabus. Deixar que o seu cérebro viaje para terrenos que nunca ousou pisar aumenta a sua excitação.

- Esqueça tudo o resto! Deixe o seu trabalho, os seus filhos ou o que se passa na rua ou na televisão para depois. Neste momento, só existem vocês os dois.

- Relaxe bastante! Se estiver tensa ou cansada peça ao seu companheiro que lhe faça primeiro uma massagem e desfrute de cada sensação, concentrando-se nas reações do seu corpo a cada toque.

- Encha o peito de ar! Ao inspirar com profundidade enquanto contrai a zona pélvica aumenta o fluxo sanguíneo nesta área, potenciando o orgasmo.

“Tenho medo do sexo anal…”

“Tenho quase 23 anos de casamento e nunca tive relações anais, pois tenho medo. O meu marido gostaria de praticar, mas tenho receio que seja doloroso. O ânus não ficará, ao fim de algumas relações, demasiado largo, podendo trazer problemas irreversíveis?

Luísa, Loures

Cara leitora,

Passados tantos anos de casamento é normal que o seu marido queira inovar a nível sexual através da prática de sexo anal, e é também normal que a leitora se sinta nervosa a respeito desta prática. O sexo anal não causa dor se for feito de forma correta, a pessoa deve estar descontraída, e deve ser dada atenção aos preliminares. Se decidir experimentar sexo anal deve praticá-lo apenas quando sentir que está preparada e deve utilizar um gel lubrificante, o seu marido deve começar por introduzir apenas o dedo no seu ânus e nunca o pénis, e apenas após a leitora se sentir confortável com essa prática pode avançar para a penetração gradual do pénis. A penetração deve ser feita devagar e sempre com a utilização de gel lubrificante. Quanto à sua dúvida se a prática de sexo anal pode danificar os músculos do ânus, se essa prática for regrada e praticada corretamente, não haverá quaisquer problemas. As únicas situações nas quais pode haver lesão dos músculos, é se o recetor não estiver descontraído e houver uma penetração brusca, o que geralmente acontece em casos de sexo não consentido ou se foram introduzidos no ânus objetos extremamente grandes.

Virgindade: a primeira vez

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade. O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen.

 

Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele.

Tema de hoje: masturbação

 

Boa noite Profª Helena Juergens

Tenho 23 anos e uma dúvida que me preocupa desde há 3 meses. Não sei se é um problema, mas preciso de uma explicação. Nunca tive nenhuma relação sexual, mas há cerca de 4 meses que ando a sair com uma rapariga. Sempre que estamos juntos e sempre que existem toques íntimos (carinhos, encostos, beijos, etc), involuntariamente sinto o pénis a estimular-se (erecção) por breves momentos (10/20seg) e depois volta ao normal… Quase sempre que isto acontece há uma pequena libertação de um líquido (penso que não seja esperma pois é incolor/transparente) através da uretra. Isto é muito embaraçoso para mim pois tenho receio de avançar com a relação para algo mais sério devido a esta situação.

Paulo
 
Caro Paulo,
 
A resposta sexual humana tem várias fases: desejo, excitação, planalto, orgasmo e resolução. Nas situações sexuais podemos passar por algumas ou por todas estas fases: o que descreve são situações em que se sente excitado e, como tal, é muito natural que sinta pequenas erecções e libertação de lubrificante masculino, que não é bem sémen, mas contém já alguns espermatozóides. Não há razão para se sentir preocupado nem com vergonha – a sua namorada e amiga compreenderá que a resposta sexual masculina é diferente da feminina e que na vossa sexualidade há muito a descobrir!
Experimente ter relações sexuais, levem o tempo que for necessário para se sentirem confortáveis e íntimos um com o outro, não se trata só de penetração, mas de dar e de receber prazer e consultem uma consulta de planeamento familiar antes para utilizarem um método contraceptivo adequado a vocês e não terem a preocupação das gravidezes indesejadas a invadir o vosso prazer. Se quiser utilizar preservativo, que vos protege igualmente das infecções sexualmente transmissíveis, tente usá-lo sozinho na masturbação primeiro, para que se habitue a ele e seja mais fácil a sua utilização posterior na relação sexual.

“Tenho pouca lubrificação…”

 

 

“Para mim as relações sexuais são um pouco dolorosas, porque não tenho lubrificação suficiente. O que devo fazer, para estimular a lubrificação?”

Irene, Vila Franca de Xira

Cara leitora,

Cada mulher é um caso diferente na forma como vive e se adapta à vida
sexual. Algumas posições adoptadas pelos casais podem não ser as mais indicadas
para as mulheres, provocando algum desconforto. Também a forma como a
sexualidade é encarada pelo casal pode não ser a melhor para a entrega e
excitação da mulher, o que dificulta o processo de lubrificação. Aconselho que
utilizem a imaginação e a ousadia para incrementar um outro dinamismo à sua
vida sexual. Não menosprezem os preliminares, pois é nesta fase que existe
maior probabilidade de produzir mais lubrificação. Para estimular a excitação
optem por fantasias sexuais e jogos de sedução porque desta forma é mais fácil
obter uma resposta satisfatória dos órgãos sexuais. Também é importante que o
casal saiba muito bem onde se localizam as zonas erógenas do parceiro, para que
a relação sexual seja prazenteira e satisfatória para ambos. Porém, se quer
aproveitar ao máximo os preliminares, utilize um gel lubrificante que pode
adquirir em farmácias e sex-shops. O lubrificante pode ser utilizado no sexo
vaginal (colocando-o na vagina e à volta do pénis), anal e, inclusive, na
masturbação (pondo-o sobre o clítoris).

 

Tema de hoje: dores vaginais

 

Há algum tempo atrás magoei-me ao introduzir o tampão na vagina. Com o aplicador fiz um pequeno arranhão. Entretanto fui ao médico,  e fiz um tratamento com uma pomada que ele me receitou, mas nunca ficou bem cicatrizado. Estive cerca de 15 dias sem ter relações sexuais, a ver se cicatrizava de uma vez... E na primeira vez que tive relações após este período tudo correu bem, mas de seguida tive relações novamente, e tive dores... O meu marido esteve a ver e disse que tinha uma pequena fissura nas paredes da vagina. Como é que eu faço para curar isto de uma vez? Evitar ter relações é muito penoso para nós...

 

Cara Leitora,

A vagina é uma área bastante sensível e quando existe alguma fissura esta costuma levar semanas a sarar. Para sarar, as feridas necessitam de um ambiente seco e de ar e, como pode imaginar, a vagina não permite nenhum desses factores, pois está constantemente coberta e tem lubrificação. Desta forma aconselho que contacte o mesmo médico, ou um medico diferente e que seja novamente examinada. Depois vai ter de ter paciência e esperar algumas semanas até poder ter relações sexuais, pois apenas dessa forma irá sarar completamente. Experimentem praticar sexo oral em vez de vaginal, e dessa forma não será tão difícil esperar até que esteja completamente curada.

 

“A minha namorada finge os orgasmos!”

“Há algum tempo que tenho tido a sensação que a minha namorada finge atingir do orgasmo. O gemer dela e as feições da sua cara não me parecem verdadeiros. Como hei de abordar este tema com ela sem que ela fique chateada comigo?”

 

Carlos, Gondomar

 

Cara Leitora,

É importante que aborde o assunto com a sua mulher, pois se de facto ela está a ter dificuldade em atingir o orgasmo ela deve estar a sentir-se bastante preocupada. Faça sugestões... diga que por vezes você não tem a certeza se está a fazer algo da forma que ela mais gosta e que gostaria que ela lhe mostrasse como lhe pode dar mais prazer. Mostre-lhe a sua genuína preocupação pelo assunto, assegurando-a de que é importante para si que ela se sinta satisfeita sexualmente e que está aberto a sugestões para que isso aconteça. Acredite que esta conversa será um alívio para ela pois finalmente terá a oportunidade de lhe dizer aquilo que a preocupa e que a está a impedir de atingir o êxtase.

 

“Ultimamente a minha erecção anda muito fraca!”

 

"Tenho 43 anos e ultimamente tenho tido dificuldade em ter uma erecção completa o que faz com que por vezes não consiga ter relações sexuais. Já pensei em tomar Viagra mas moro numa vila bastante pequena e tenho medo que os meus amigos e familiares descubram. Há alguma outra forma de resolver o problema?"

Emílio, Cinfães

 

Caro leitor

No que diz respeito à sexualidade existem mil formas diferentes de resolver problemas, apenas há que descobrir a mais adequada para cada pessoa. Compreendo que morar numa vila em que todas as pessoas se conhecem faz com que não tenha muita privacidade. Uma opção será tomar outro tipo de estimulantes sexuais os quais possa encomendar pelo correio. Dessa forma resolve o seu problema sem que ninguém fique a saber, pois as empresas costumam ser bastante discretas. Existem vários produtos naturais para homens e mulheres que não têm efeitos secundários e que ajudam o desempenho sexual. Alguns, são tomados todos os dias, enquanto que outros são tomados algumas horas antes de ter relações. Procure ajuda, pois uma vida sexual satisfatória é parte integrante da qualidade de vida de qualquer indivíduo.

Dores nos testículos

 

Até há uns meses atrás tudo corria bem com o meu funcionamento sexual, certo dia aleijei-me no testículo esquerdo e na altura senti uma grande dor. Passou durante algumas horas mas depois voltou a doer.

 Estas dores são muito fortes e apareciam frequentemente durante o dia.

 

Alguns dias depois quando estava a masturbar-me reparei que a erecção não era muito forte, não fiquei muito preocupado, o pior foi quando cheguei ao orgasmo e ejaculei reparei que a quantidade de esperma era bastante reduzida e ainda fiquei mais preocupado. Cerca de 2 dias depois, queria-me masturbar, não conseguia de nenhuma maneira obter uma erecção.

Pensei recorrer a um médico mas resolvi esperar. Passou-se cerca de uma semana e já conseguia dificilmente obter uma erecção mas quando ejaculava não saia nada.
Passados quase 4 meses voltou quase tudo ao normal. Consigo obter uma erecção apesar de parecer que não conseguir ter uma erecção completa ou não tão forte como era, e quando ejaculo sinto uma sensação esquisita que não existia antes e que não sei bem explicar.
Com isto não sei se se passará algo de errado e se deveria consultar um médico. Não sei se o urologista é o indicado.


Martinho, Porto

 

Caro leitor,

Penso que deve consultar um médico, seja urologista diretamente, seja um recomendado pelo seu médico de família. Só ele lhe poderá fazer um diagnóstico diferencial e determinar se o seu problema é fisiológico ou psicológico.

Da minha parte, penso que a dor que sentiu pode ter desenvolvido em si um medo exagerado de sofrer consequências ao nível sexual e, como tal, entrou num ciclo vicioso de observação atenta do seu pénis e da resposta sexual que ele fazia, a um ponto que a sua atenção deixou de estar focada no prazer sexual, mas sim na performance, no seu desempenho.

Este ciclo faz com que o próprio corpo não responda da melhor maneira, pois sente-se avaliado, observado e daí que sinta ereções menos fortes e sensações esquisitas na ejaculação.

Esclareça com o médico se ficou com sequelas no testículo ou no aparelho reprodutor e tente não ser observador de si próprio.

Entregue-se às suas fantasias sexuais e deixe-se levar pelo prazer da masturbação, sem se desviar para pormenores técnicos da sua resposta sexual – verá que a sua resposta sexual vai melhorar.