Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

"O que é a Hipnose sexual?"

"Descobri em pesquisas feitas na Internet que existe uma prática chamada hipnose sexual, e que muitas pessoas a têm como uma espécie de fetiche. Pode explicar-me de que se trata? Como é que eu e o meu marido a podemos experimentar?"

 

Eduarda, Beja

Cara leitora,

A hipnose erótica utiliza as práticas da hipnose para fins sensuais ou sexuais. Ao contrário da hipnoterapia, que usa a hipnose num contexto terapêutico, para ajudar o paciente, a hipnose erótica visa estimular o prazer, sendo recreativa e não terapêutica. A hipnoterapia ou hipnose clínica pode, contudo, ser utilizada para tratar disfunções sexuais, por exemplo, com ótimos resultados. Esta técnica induz o paciente a uma espécie de estado de transe, relaxado, mais descontraído, mas no qual o livre arbítrio se mantém. Quando é levada a cabo por um terapeuta especializado é muito eficaz no tratamento, ajudando a eliminar hábitos nocivos e a vencer receios, entre outras coisas. A hipnose erótica, que nunca deve ser feita por alguém que não seja especializado e exige confiança total na pessoa com quem é feita, ajuda a libertar-se de inibições, sedo por isso apreciada por algumas pessoas. Através dela, a pessoa torna-se mais desinibida, aumenta a sua sensualidade e capacidade de sentir excitação, correspondendo ainda à fantasia de estar "submetido" à vontade do outro, num contexto de jogo de casal. Um terapeuta sexual pode acompanhar o vosso caso específico e avaliar se pode ou não fazê-lo com o seu marido. Em sites e fóruns de grupos associados a fetiches poderá, também, conhecer outros casais que pratiquem a hipnose erótica e que possam orientá-los. Lembre-se sempre que nunca nada deve ser feito contra a sua vontade.

Leve o seu homem à loucura

fazer amor.jpg

 

Sugestões íntimas

- Pegue na mão dele e conduza-a ao sítio certo, mostrando-lhe como gosta de ser tocada.

- Quando ele lhe estiver a fazer sexo oral, mova os seus quadris ao mesmo ritmo ou acaricie outras partes do seu corpo, isso incentiva-o a continuar.

- Quando ele estiver por cima de si abrace-o e, mesmo depois do orgasmo, deixem-se ficar abraçados.

 

Manutenção constante

Tal como as flores precisam de cuidados para não murcharem, para que o desejo não se apague é necessário que o estimule constantemente. Não precisa de o provocar todos os dias, mas assegure-se que não deixa a paixão morrer entre vós. Aproveite as oportunidades quotidianas para lhe relembrar o quanto ele mexe consigo. As surpresas inesperadas surtem os melhores resultados.

 

A não esquecer

- Acorde-o com carícias na nuca, passando os dedos pelo seu cabelo.

- Despeça-se sempre dele antes de saírem de casa, com um beijo demorado que o faça lembrar-se de si durante todo o dia.

- Surpreenda-o no banho, fazendo-lhe companhia.

- Acaricie-o de forma carinhosa e em situações triviais do dia a dia, como enquanto ele está a conduzir, quando estão no cinema ou na fila do supermercado. Passe os dedos pelo braço dele, pelo peito ou pela orelha, mostrando o quanto gosta dele.

- Quando saem com outras pessoas troque olhares com ele enquanto estão afastados, reforçando a cumplicidade entre vós. Envie-lhe uma mensagem “malandra” para o telemóvel, convidando-o a encontrar-se consigo às escondidas na casa-de-banho ou nas traseiras do bar.

- Faça amor com ele antes de irem dormir, com preliminares carinhosos que vão gradualmente aumentando de intensidade. Comece como uma gatinha carinhosa e termine como uma leoa selvagem.

- Vejam filmes eróticos juntos de vez em quando.

- Faça amor com ele com sapatos de salto agulha e use os saltos para o acariciar.

Orgasmo SIM, por favor!

 

 

Em primeiro lugar desejo, depois excitação e por fim orgasmo.

Esta seria linha orientadora ideal para atingir aquilo que todas as mulheres desejam na cama: prazer.

Porém, 27% do sexo feminino português confessa que raramente atinge o clímax, contra 1% dos homens.

O que pode estar por detrás desta grande diferença entre os dois sexos?

A verdade é que sexo não é apenas penetração e, principalmente, para as mulheres é muito
mais do que isso. Ela precisa de estar lubrificada, para se sentir preparada para o coito.

A mulher deixou de fingir, nos dias que correm exige mais do seu parceiro e ele, em princípio, também fará tudo para estar à altura de satisfazê-la.

Infelizmente, a repressora educação que sempre foi passada ao sexo feminino, ainda domina algumas mentes e isso pode, muitas vezes, inibir ambos. O que contribuiu, sem dúvida, para um orgasmo insatisfatório, principalmente da parte das mulheres que necessitam pelo menos de oito minutos para atingi-lo, contra três minutos que os homens podem levar a consegui-lo.

Mas afinal é tudo uma questão de timing?

Pode ser, mas não só! Há que “acertar” ritmos, passar ao parceiro informação, pois os homens gostam de ser instruídos. Utilize alguma linguagem corporal, bem como frases provocantes que permitam ao seu companheiro entender aquilo que precisa. Mas antes disso, e para saber dar
instruções necessita de conhecer o seu corpo.

Para si, também os preliminares são importantes, pois quanto mais longa a excitação, maior o clímax.

Alugue filmes picantes, envie mensagens eróticas ao seu parceiro, durante o dia, faça algo
com ele que vos provoque muita adrenalina. Na cama, evite a rotina, experimentem novas posições, descubram-se e se necessário utilizem brinquedossexuais para se estimularem mutuamente.

Na verdade, a imaginação não tem limites! Entregue-se ao prazer!

“Os nervos aumentam as dores?”

 

Pablo Picasso

 

 

 “Tenho 21 anos e iniciei há um mês a minha vida sexual, infelizmente até agora só senti dores durante a penetração, e mesmo quando eu e o meu namorado tentamos aumentar os preliminares não sinto qualquer tipo de prazer, tudo é uma impressão incomodativa e desconfortável. Será que estou a confundir o que sinto, não estarei descontraída o suficiente para me abstrair de tudo à minha volta? A minha médica, amigas e a própria mãe dizem-me que só preciso de me acalmar e que isto é mais nervos que outra coisa. Como ultrapassar este problema?”

 

Rita, Cascais

 

Cara leitora,

Parece que o seu problema se relaciona realmente com os nervos que sente durante o acto sexual, que fazem com que não consiga sentir prazer. Embora já tenha consultado uma médica aconselho que o faça novamente se as dores continuarem, pois pode dar-se o caso de ter alguma infecção que pode causar desconforto durante a penetração. Se verificar que não é esse o caso, experimente utilizar um gel lubrificante durante o acto sexual, pois este faz com que sinta maior prazer durante a penetração. Tente também pedir ao seu namorado que a penetre aos poucos e de forma gentil, ou seja, sem colocar o pénis todo na vagina de uma vez e, à medida que ele for introduzindo o pénis, procure controlar a profundidade e velocidade da penetração, ao mesmo tempo que contrai e relaxa os músculos da vagina durante este exercício. Desta forma vai sentir maior controlo durante a penetração e vai acabar por descontrair e por sua vez sentir mais prazer. Aconselho também que explore o seu corpo através da masturbação, para que possa descobrir como gosta de ser tocada e o que lhe dá prazer, pois o primeiro passo para sentir prazer com um parceiro é ser capaz de o fazer sozinha. Boa Sorte!!!

A minha mulher está deprimida e não tem apetite sexual!

Somos um casal jovem, eu de 28 e a minha esposa de 26 anos, casados há 4 anos. A minha esposa, devido ao acompanhamento da doença do seu pai e ao seu posterior falecimento, ficou deprimida.  Foi mal acompanhada no início da doença e já anda a tomar anti-depressivos há cerca de 2 anos. Devido à medicação não tem apetite sexual, o que a deixa ainda pior, apesar de eu compreender a situação ela sente-se mal com isso. Gostávamos de saber se existe "algo" (medicação, ocupação, etc.) que nos possa ajudar, ou onde
poderemos encontrar ajuda.

 

Francisco, Braga

 

Caro leitor,

Infelizmente, a maioria das medicações para a depressão, apesar de ajudarem com os sintomas da mesma, acabam por diminuir o desejo sexual. No entanto, existem vários tipos de medicação diferentes no mercado, e cada pessoa reage de forma diferente a cada um deles, por isso há que encontrar o medicamento e a dose mais adequados para o caso da sua esposa. Medicamentos como o Prozac ou Zoloft, apesar de serem bastante eficazes no combate aos sintomas da depressão, são também conhecidos por causarem uma maior diminuição do desejo sexual do que um medicamento como o Wellbritin, que é o anti depressivo no mercado com menos efeitos a este nível. Aconselho a que a sua mulher consulte um psiquiatra, e não um médico de família, para que este possa avaliar qual a medicação mais adequada para o seu caso. Sejam claros a respeito da vossa preocupação com os efeitos que esta possa ter a nível sexual e peçam ao médico que receite um medicamento que provoque menos efeitos secundários a este nível. Aconselho também a que a sua esposa pratique exercício físico, apanhe sol, e durma bem, pois estes são factores que contribuem para o aumento do desejo sexual.

“Estou a entrar na menopausa…”

 

 

“Estou a entrar na menopausa e já tenho ouvido falar de terapia de substituição hormonal. Gostava de saber mais a respeito dessa terapia uma vez que não estou muito esclarecida sobre o assunto.”

 

M.ª Carmo, Sintra

 


Cara Leitora,

A menopausa designa a fase de desenvolvimento do corpo da mulher em queos ovários deixam de produzir as hormonas Progesterona e Estrogénio. A terapia de substituição consiste exactamente na substituição das hormonas que os ovários deixaram de produzir. Cada pessoa é diferente, e nesse sentido a quantidade de hormonas deve variar de pessoa para pessoa, devido à forma como actuam no organismo. Desta forma, uma determinada dosagem é benéfica a uma determinada mulher mas poderá ser prejudicial a outra. É importante dirigir-se ao seu médico para que, em conjunto, possam experimentar os diferentes tipos e dosagens de estrogéneos, a fim de conseguirem chegar àquela que melhor se adequa ao seu organismo. Tenha em conta que algumas mulheres não podem fazer a terapêutica de substituição devido a problemas de saúde, por isso consulte um médico que a possa elucidar a respeito dos riscos associados a esta forma de terapia.

 

Tema de hoje: relacionamento

Tenho 22 anos e tive a minha primeira relação sexual há pouco tempo, mas não sangrei. Eu queria fazer amor com o meu namorado e gostei bastante, ele foi muto querido, mas estou preocupada se ele agora me achará mentirosa por isto. Como sei se já perdi a minha virgindade?
 
Paula Cristina
 
Cara Paula Cristina,
 
A virgindade pode ser interpretada de maneiras diferentes: pela cultura e momento histórico, pela medicina e biologia e psicologicamente. Pode sentir a sua perda de virgindade como o momento de ter relações sexuais pela primeira vez – e nem precisar de ter relações com penetração para deixar de se sentir virgem.
Como pode sentir que o importante é o sangramento pelo rompimento fisiológico do hímen, uma membrana fina e elástica que cobre parcialmente a entrada da vagina e que, na maioria dos casos, permite a saída da menstruação ou a entrada de tampões. Na prática de alguns desportos ou actividades pode dar-se o rompimento ou a diminuição da superfície do hímen, pelo que não o rasgar e sangrar nas relações sexuais não é garantia de virgindade.
 
Não se preocupe tanto com esta questão, mas sim com o prazer que pode sentir na intimidade da relação com para seu parceiro ou parceira. Se se sentem seguros e protegidos dos riscos da gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (de que podem falar os dois e com um médico ginecologista ou de família) e escolheram iniciar a vossa vida sexual, como me aprece pelas suas palavras, aproveitem as sensações de prazer e entreguem-se à descoberta da intimidade e do que mais gostam de fazer e de receber.

Dicas Sexuais

 "O acto amoroso é uma dança de opostos - de energia feminina e masculina, de Yin e Yang - partilhada por amantes. O objectivo final  - uma dança de beleza e harmonia - acontece quando ambos os parceiros estão em sintonia com o equilíbrio dinâmico do jogo sexual, e partilham e fazem circular energias conscientemente durante o acto amoroso."

 

(Segredos do Sexo, Michelle Pauli)

 

Não consigo calcular a data da menstruação!

  

“O período veio-me há pouco tempo e ainda não consigo prever a data da próxima menstruação. O corpo transmite-nos sinais de que a menstruação vai chegar?”

 

Luciana, Braga

 

Cara Leitora,

Quando o ciclo menstrual é regular é fácil reconhecer os sinais que indicam em que altura virá a próxima menstruação. Cada pessoa é um caso, por isso os sinais podem variar de pessoa para pessoa, contudo existem alguns sinais comuns aos quais pode estar atenta, como por exemplo o aumento de peso devido ao facto de o nosso corpo acumular uma maior retenção de água. Alterações de apetite e de humor são outros sinais caracterizadores que a menstruação se está a aproximar. Estes factores, aliados a uma modificação da pele e do coro cabeludo, podem ajudar a saber quando o dia se aproxima. Todavia, a melhor maneira de poder controlar o dia em que lhe vem a menstruação é anotar num bloco de notas a que dia de cada mês ele vem. Deste modo será muito mais fácil ter uma ideia do dia, porque se for regular, o período virá aproximadamente no mesmo dia que no mês anterior. 

“Ele perde a erecção sempre que pomos o preservativo!”

 

“Cada vez que eu e o meu namorado vamos ter relações sexuais, ele chega ao  momento e nunca consegue. Antes de colocarmos o preservativo ele está sempre erecto mas quando ponho o preservativo lá se vai a erecção...já é a terceira vez...será que não lhe dou excitação suficiente ou terá algum problema?”


Soraia, Coimbra

 

Cara leitora,

Não interprete as dificuldades do seu namorado como um defeito seu. A prova de que a leitora o excita muito é a de que ele tem erecção antes de tentarem a penetração. A ansiedade de lhe querer agradar e dar prazer, e outros factores que desconheço (medo de falhar, falta de experiência sexual, medo de uma gravidez indesejada, entre outras possibilidades) levam a que sinta ansiedade em vez de prazer, ao tentar a penetração e, como tal, entra num ciclo vicioso e perde a erecção.

Aconselhe-o a colocar o preservativo sozinho, fora das relações sexuais, na masturbação, para que se habitue a ele. Como a colocação requer algum cuidado pode ser isso que o está a inibir no momento da penetração, e todos os homens precisam de prática. Não deixem de utilizar um método contraceptivo, pois a ansiedade não é amiga da excitação e do prazer, pelo que essa preocupação deve estar para trás das costas.

Tente acompanhá-lo a sair desse ciclo vicioso voltando à estimulação, não o deixando sozinho nem a parar de fazer amor por não terem conseguido a penetração, voltar a tentar sem o fazer sentir-se pressionado. Seja criativa no modo de lhe mostrar que a erecção não é o mais importante para o prazer que vocês podem tirar da sexualidade um do outro.