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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

O bê-a-bá do sexo oral

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1 - Dispa-lhe as cuecas ou boxers com cuidado, puxando suavemente para baixo enquanto lhe vai mordiscando a pele das virilhas e do interior da coxa.

2 – Segure o pénis pela base, com a mão, de forma firme mas sem apertar.

3 – Explore diferentes movimentos, lambendo-o de baixo para cima e no sentido inverso, usando a totalidade da língua ou apenas a ponta.

4 – Páre em diversos pontos e chupe suavemente, mordisque, desenhe círculos com a língua. Deixe que as suas próprias sensações a guiem.

5 – Alterne movimentos lentos com outros mais rápidos e ávidos.

6 – Quando ele já estiver bastante excitado, introduza a cabeça do pénis na boca e acaricie-a com a língua em movimentos vigorosos, subindo e descendo como se estivesse a chupar um Calippo delicioso.

7 – Acompanhe com a mão, agarrando o pénis e subindo e descendo ao ritmo da excitação.

8- Continue a alternar os movimentos, alterne as carícias na cabeça do pénis com outras na base e no freio. Use os lábios e a língua, seja mais cuidadosa quando usar os dentes. Não esteja sempre focada num ponto, é muito mais excitante se deixar o pénis por breves instantes para mordiscar, beijar e lamber as coxas e virilhas, para voltar depois ao "cerne da questão". Não tenha medo de chupar com vigor quando ele está já bastante excitado, mas tenha muito cuidado para não o aleijar com os dentes.

9 – Alguns homens gostam que lhes acaricie os testículos com a mão enquanto lhe faz sexo oral, mas seja cuidadosa pois são órgãos muito sensíveis.

10 – Quando ele estiver quase a ter um orgasmo, olhe-o fixamente nos olhos enquanto a sua boca o mima.

Auge sexual aos 30?

Tenho 34 anos e tenho notado que o
meu desejo sexual aumentou nos últimos anos. Será que é por ter chegado aos 30?

 

Simone, Alenquer

 

Cara Leitora,

No estudo realizado por Albert Kinsey nos anos 70 nos Estados Unidos as
mulheres têm mais orgasmos depois de chegar aos trinta anos do que em qualquer
outra idade. Este fenómeno pode dever-se a vários factores, tais como uma maior
descontracção com a sua própria sexualidade e mais conhecimento acerca do seu corpo
e do que lhe dá prazer. Geralmente as mulheres depois de chegar aos 30 anos de
idade têm mais experiência sexual, sabem melhor como dar prazer ao seu corpo e
como comunicar ao parceiro aquilo que gostariam que ele fizesse. Desta forma,
os orgasmos tornam-se mais previsíveis e frequentes, causando maior interesse
sexual por parte da mulher, e maior prazer sexual resulta em maior desejo
sexual.

Ejaculação Precoce

Tenho 26 anos e sou extremamente ansioso e nervoso. Tenho constantemente ejaculações precoces o que tem dificultado a minha actividade sexual.

Gostaria então de saber o que é aconselhável no meu caso. Gostaria que me indicasse onde poderei ser tratado, já que não conheço clínicas para o efeito. Sou do norte do país. 

Joaquim

Caro Joaquim,

 
Não se auto-diagnostique sem consultar um especialista – isso é muito duro para si mesmo e pode simplesmente ter dificuldades em manter a erecção tanto tempo como desejaria ou imagina ser necessário para uma relação sexual satisfatória.
 
Seja realista na sua apreciação do tempo de ejaculação: uma relação sexual de penetração não dura tanto como se diz. Um estudo recente (da equipa de Eric Corty da Universidade de Penn State, que saiu no Journal of Sexual Medicine) refere que uma relação sexual ideal dura entre 3 e 13 minutos. Claro que se se sente insatisfeito com o tempo que dura a sua ejaculação, tem razões para procurar ajuda.
Se é uma pessoa ansiosa por natureza, tente abstrair-se de problemas, relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar-se nas carícias, em sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, em descobrir as suas zonas erógenas preferidas…
Experimente um produto retardante em pomada, que pode ser comprado numa sex-shop, para colocar na glande e fazê-lo perder um pouco a sensibilidade peniana. Pode também colocar um preservativo e tentar a masturbação com ele, antes de o colocar na relação sexual (pode inibi-lo e assim tem tempo de treinar sozinho até se sentir à vontade).
Se estas sugestões não funcionarem, tente a técnica dos terapeutas sexuais – o squeeze – que consiste em parar a estimulação sexual e apertar a base ou freio do pénis com três dedos (polegar, indicador e dedo médio) antes da ejaculação e por 3 a 4 segundos, o que parará a ejaculação e causara uma redução da erecção. Continue a estimulação e excitação mútua para voltar a recuperar a erecção. Esta técnica deve ser repetida 3 vezes ate permitir a ejaculação. E normal que nas primeiras vezes não seja bem sucedido em conseguir parar a estimulação antes de ejacular, mas deve continuar a tentar. Demora em média 3 semanas, fazendo o exercício 3 ou 4 vezes por dia até que se notem os resultados. Esta técnica pode parecer difícil de executar, pelo que a ajuda de um técnico especializado em sexologia pode ser útil. Não deve ter medo de recuperar a erecção, como refere, pois esse medo em antecipação é que o deve estar a impedir de a recuperar. É ter tranquilidade e não ser observador da sua relação, mas estar presente a sentir todo o prazer possível. Pode ainda masturbar-se até atingir o orgasmo e a ejaculação umas horas antes da relação sexual (ou na própria relação sexual), para que na próxima penetração o tempo desta seja mais duradouro.
 
Apesar destas sugestões úteis, penso que deveria consultar um especialista, que lhe esclareça esta questão e lhe dê um apoio presencial, pois pode prevenir que este problema continue e o faça sentir-se cada vez pior consigo próprio e nas suas relações sexuais. Não tenha vergonha, a ejaculação precoce ou prematura é muito frequente em homens de muitas idades e tem tratamento. Boa sorte!

“A asfixia pode ser erótica?”

“Tenho um amigo que gosta de práticas sado-masoquistas e ele já me disse que por vezes quando se masturba pratica a autoasfixia. Tive vergonha de lhe perguntar porque não queria que me achasse ignorante, mas fiquei sem compreender aquilo que ele me disse. A asfixia pode ser erótica?”

 

Vítor, Leiria

 

Caro leitor,

A autoasfixia erótica consiste em inibir a chegada de cérebro ao sangue através de métodos autoinduzidos de sufocamento, praticados em simultâneo com a masturbação. Ao limitar o fornecimento de sangue que chega ao cérebro, este procedimento provoca um défice de oxigénio no cérebro, que os praticantes deste tipo de estimulação acreditam que intensifica as sensações, trazendo uma leveza cerebral que potencia as sensações do orgasmo. O facto de representar um risco grave, pois pode induzir à morte, também funciona como um estímulo para algumas pessoas. O facto de esta prática também poder levar à morte, pois a pessoa perde facilmente o controlo e se o cérebro não recebe oxigénio acaba por asfixiar, faz com que seja muitas vezes secreta, até que se sabe de alguma morte ocasional. Mesmo que não induza à morte, dependendo do tempo em que o cérebro está privado de oxigénio a autoasfixia também pode causar danos cerebrais muito graves.

 

Tenho dificuldades de erecção

 

Sou bastante nervoso e por isso quando estou com uma mulher tenho dificuldade em ter erecção. Já fiz testes médicos e estes indicam que está tudo bem comigo. Já Tomei Viagra mas mesmo assim tenho dificuldades.

 

Jacinto, Costa da Caparica

 

Caro leitor,

 

Uma vez que efectuou testes de saúde e estes indicaram estar tudo bem consigo a nível da Tiróide, Testosterona e Prolactina, então o seu problema pode ser de origem emocional ou circulatório. O fluxo de sangue no pénis é o que causa a erecção, quando este fluxo sanguíneo não é suficiente, o homem tem dificuldade em ter e manter uma erecção. Medicamentos como o Viagra estimulam a circulação, fazendo com que mais sangue chegue à zona genital, permitindo que haja uma erecção, mas este medicamento só funciona quando existe desejo sexual. Se o leitor estiver muito nervoso durante as relações sexuais, ou tiver falta de desejo, o Viagra não vai resultar. Em casos como o seu é aconselhável que o homem tome um comprimido ansiolítico (Lorazepan) duas horas antes de tomar o Viagra. Este comprimido deve ser receitado pelo seu médico e deve ter uma vida activa curta, ou seja, deve ficar no seu sistema apenas algumas horas de forma a permitir que relaxe na altura de ter relações sexuais.

“Devo fazer terapia sexual?”

“Tenho 46 anos, sou casado há 17, mas de há uns três anos para cá eu e a minha esposa deixámos de nos dar bem a nível sexual. Embora tivéssemos recorrido ao apoio de um
Psicólogo, continuámos com o mesmo problema. Será que consultar um especialista
em sexualidade poderá ajudar?”

Tiago, Seixal

 

Caro leitor,

Sem dúvida que sim, um sexólogo credenciado tem a formação e o treino necessário para saber lidar com qualquer tipo de problema do foro sexual. Se tem tido dificuldades a nível sexual com a sua esposa, definitivamente aconselho-o a procurar um especialista. Além disso, é bastante
importante que ambos sejam sinceros durante a terapia tanto um com o outro como
com o vosso terapeuta, e que ambos participem activamente na terapia indo às
sessões, fazendo os exercícios recomendados em casa e demonstrando empenho e
vontade de melhorar, pois apenas com o empenho de ambos verão resultados.

Engravidar depois dos 40

A minha mulher ainda pode engravidar com 40 anos?

 João Cláudio da Cunha Nunes

 

Caro João,

 

A gravidez depois dos 35 anos é considerada de risco, mas tal não significa que não se possa arriscar com cuidados e alguma segurança relativa.

Há hoje muitos exames médicos que se realizam complementarmente aos exames habituais da gravidez que diagnosticam precocemente algumas das possíveis complicações que podem advir da idade tardia da mãe, como a amniocentese, por exemplo, identificando possíveis malformações fetais a tempo de se agir e impedir a gravidez de continuar, de modo seguro e previsto dentro das leis do nosso país.

Se ter um filho é desejo de ambos e o momento da vossa vida vos permite tal, não há razões para esperar mais.

Falem com o vosso médico de família, para fazerem alguns exames prévios e arrisquem, sabendo que podem ter uma gravidez um pouco mais complicada e, como tal, a sua mulher pode precisar bastante da sua ajuda e participação. Não se esqueçam que a maturidade e o amor adulto dos pais na educação de uma criança podem ser grandes vantagens para a futura criança.

Boa Sorte!

 

Tema de hoje: menopausa

 
“Tenho quarenta anos e devido à minha idade gostaria de saber como identificar se entrei na menopausa ou não?”
 
Filipa, Monte Gordo
 
 
Cara leitora,
A menopausa trata-se da última menstruação e o climatério é a fase em que a mulher passa do período fértil para o infértil, onde existe uma diminuição significativa da produção das hormonas sexuais. Nesta nova etapa da vida da mulher, os ovários deixam de funcionar, quebrando, então, as menstruações. Esta redução a nível hormonal pode provocar algumas alterações físicas e psicológicas, por vezes condicionando a sua vida afectiva e social. Os sintomas mais comuns são sensações de calor que causam um certo desconforto, alterações urogenitais causadas pela falta de estrogénio, diferentes formas de encarar a sexualidade (falta de desejo), variações súbitas de humor (ansiedade, depressão, fadiga, insónia, falta de memória), problemas ósseos e doenças cardiovasculares.

“Os meus orgasmos estão a perder a intensidade”

 

“Tenho 60 anos e sempre tive uma vida sexual activa, que ainda mantenho. Até há pouco tempo atrás costumava ter orgasmos bastante intensos, mas ultimamente não sei o que se passa, pois os meus orgasmos têm sido bem mais fracos. Será devido à minha idade?”
 
Lúcia, Almada
 
Cara leitora
O orgasmo consiste na expectativa em sentir prazer e em libertar tensão sexual, e quanto maior essa expectativa, mais intenso o orgasmo. Por vezes a expectativa em ter um orgasmo diminui devido ao stress, desinteresse ou cansaço. Uma forma de fazer com que tenha um orgasmo mais intenso é aumentar a expectativa do prazer, ou seja, aumentar a expectativa e desejo de atingir o orgasmo. Experimente masturbar-se utilizando um lubrificante, mas pare uns instantes antes de atingir o orgasmo, espere alguns segundos e recomece a masturbar-se parando novamente quando estiver quase a atingir o orgasmo. Repita esta sequência as vezes que forem necessárias até que a tensão sexual e o desejo de ter o orgasmo se tornem tão fortes que já não consiga parar. Continue a praticar esta técnica e verá que em breve terá orgasmos bastante mais fortes dos que os que costumava ter quando era mais nova.  

Disfunções sexuais

 

 

 

Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode ser afectado por diversas disfunções sexuais , que podem causar dor ou algum sofrimento psicológico. Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem
é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores, simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser perfeitamente tratado. Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual hipoactivo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta sexual ou do seu ginecologista.

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoactivo (falta de prazer no acto sexual): Não existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no acto sexual): Existem sentimentos de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e medo.

Transtorno de excitação (Frigidez): Existe uma capacidade quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do acto sexual.
A mulher tem também falta de excitação.

Anorgasmia (Inibição do orgasmo): Mesmo após um estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a mulher sente durante um acto sexual, desde que não existam outros factores como nódulos ou infecções.

Vaginismo: Quando existe uma contracção permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição
médica:
Quando existem outras doenças, como por exemplo a Diabetes que fazem com que o desejo
sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe
diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas,
como por exemplo, anti-depressivos.

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