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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

O bê-a-bá do sexo oral

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1 - Dispa-lhe as cuecas ou boxers com cuidado, puxando suavemente para baixo enquanto lhe vai mordiscando a pele das virilhas e do interior da coxa.

2 – Segure o pénis pela base, com a mão, de forma firme mas sem apertar.

3 – Explore diferentes movimentos, lambendo-o de baixo para cima e no sentido inverso, usando a totalidade da língua ou apenas a ponta.

4 – Páre em diversos pontos e chupe suavemente, mordisque, desenhe círculos com a língua. Deixe que as suas próprias sensações a guiem.

5 – Alterne movimentos lentos com outros mais rápidos e ávidos.

6 – Quando ele já estiver bastante excitado, introduza a cabeça do pénis na boca e acaricie-a com a língua em movimentos vigorosos, subindo e descendo como se estivesse a chupar um Calippo delicioso.

7 – Acompanhe com a mão, agarrando o pénis e subindo e descendo ao ritmo da excitação.

8- Continue a alternar os movimentos, alterne as carícias na cabeça do pénis com outras na base e no freio. Use os lábios e a língua, seja mais cuidadosa quando usar os dentes. Não esteja sempre focada num ponto, é muito mais excitante se deixar o pénis por breves instantes para mordiscar, beijar e lamber as coxas e virilhas, para voltar depois ao "cerne da questão". Não tenha medo de chupar com vigor quando ele está já bastante excitado, mas tenha muito cuidado para não o aleijar com os dentes.

9 – Alguns homens gostam que lhes acaricie os testículos com a mão enquanto lhe faz sexo oral, mas seja cuidadosa pois são órgãos muito sensíveis.

10 – Quando ele estiver quase a ter um orgasmo, olhe-o fixamente nos olhos enquanto a sua boca o mima.

Dores e falta de vontade

Há 2 anos namoro com um rapaz e há 8 meses tivemos relações sexuais pela primeira vez. Correu bem e com muita cautela, fui ao medico antes, receitou-me exames e orientou-me sobre as sensações que possivelmente iria ter...
Eu já tomava anticoncepcional desde os meus 14 anos, porque a minha menstruação tem um fluxo muito forte. O meu namorado entretanto fez uma cirurgia e passamos mais de dezoito dias sem ter relações e quando o médico dele o permitiu de novo,  eu não sinto vontade nenhuma, nenhum desejo. Quando tentei forçar senti muitas dores e continuo a sentir e sinto que a minha vagina está com um odor diferente, com muito corrimento.
É normal eu sentir essa falta de interesse por ele? Gosto de ficar juntinhos, beijar abraçar, mas quando passa para a parte mais quente peço que pare e tenho vontade de chorar. Tenho medo que seja alguma infecção.
Luísa
 
Cara Luísa,
O seu caso apresenta tantas coisas que deve mesmo falar abertamente com o seu médico para melhor o esclarecer.
O facto de fazer contracepção é positivo, para ficar descansada quanto a possíveis gravidezes indesejadas, mas não a protege de contrair infecções sexualmente transmissíveis e isso pode ainda preocupá-la.
Não sei como reagiu às suas primeiras relações sexuais, se gostou, se se sentiu confortável, como ficaram depois. Não sei a causa da cirurgia do seu namorado e se pode relacionar-se com a sua falta de desejo. Também não sei se a vossa relação sofreu alguma mudança nesses dias em que não tiveram relações. Qualquer um destes factores pode influenciar o seu desejo sexual e a sua vontade de ter sexo.
Reflicta um pouco, sozinha ou acompanhada, sobre o que poderá estar a ter impacto nos seus sentimentos em relação à sexualidade.
No que toca a dores, odores e corrimento tem mesmo de fazer um diagnóstico presencial com um médico, pois pode ter desenvolvido apenas algumas bactérias vaginais (a vagina como mucosa tem uma flora vaginal que pode desequilibrar-se e dar tais sintomas), como pode ter sido infectada com uma infecção sexualmente transmissível e estar a reagir negativamente ao sexo por lhe causar dores.

Leia mais sobre desejo sexual feminino aqui: http://consultoriosexologia.blogs.sapo.pt/tag/desejo+sexual+feminino

Auge sexual aos 30?

Tenho 34 anos e tenho notado que o
meu desejo sexual aumentou nos últimos anos. Será que é por ter chegado aos 30?

 

Simone, Alenquer

 

Cara Leitora,

No estudo realizado por Albert Kinsey nos anos 70 nos Estados Unidos as
mulheres têm mais orgasmos depois de chegar aos trinta anos do que em qualquer
outra idade. Este fenómeno pode dever-se a vários factores, tais como uma maior
descontracção com a sua própria sexualidade e mais conhecimento acerca do seu corpo
e do que lhe dá prazer. Geralmente as mulheres depois de chegar aos 30 anos de
idade têm mais experiência sexual, sabem melhor como dar prazer ao seu corpo e
como comunicar ao parceiro aquilo que gostariam que ele fizesse. Desta forma,
os orgasmos tornam-se mais previsíveis e frequentes, causando maior interesse
sexual por parte da mulher, e maior prazer sexual resulta em maior desejo
sexual.

Ejaculação Precoce

Tenho 26 anos e sou extremamente ansioso e nervoso. Tenho constantemente ejaculações precoces o que tem dificultado a minha actividade sexual.

Gostaria então de saber o que é aconselhável no meu caso. Gostaria que me indicasse onde poderei ser tratado, já que não conheço clínicas para o efeito. Sou do norte do país. 

Joaquim

Caro Joaquim,

 
Não se auto-diagnostique sem consultar um especialista – isso é muito duro para si mesmo e pode simplesmente ter dificuldades em manter a erecção tanto tempo como desejaria ou imagina ser necessário para uma relação sexual satisfatória.
 
Seja realista na sua apreciação do tempo de ejaculação: uma relação sexual de penetração não dura tanto como se diz. Um estudo recente (da equipa de Eric Corty da Universidade de Penn State, que saiu no Journal of Sexual Medicine) refere que uma relação sexual ideal dura entre 3 e 13 minutos. Claro que se se sente insatisfeito com o tempo que dura a sua ejaculação, tem razões para procurar ajuda.
Se é uma pessoa ansiosa por natureza, tente abstrair-se de problemas, relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar-se nas carícias, em sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, em descobrir as suas zonas erógenas preferidas…
Experimente um produto retardante em pomada, que pode ser comprado numa sex-shop, para colocar na glande e fazê-lo perder um pouco a sensibilidade peniana. Pode também colocar um preservativo e tentar a masturbação com ele, antes de o colocar na relação sexual (pode inibi-lo e assim tem tempo de treinar sozinho até se sentir à vontade).
Se estas sugestões não funcionarem, tente a técnica dos terapeutas sexuais – o squeeze – que consiste em parar a estimulação sexual e apertar a base ou freio do pénis com três dedos (polegar, indicador e dedo médio) antes da ejaculação e por 3 a 4 segundos, o que parará a ejaculação e causara uma redução da erecção. Continue a estimulação e excitação mútua para voltar a recuperar a erecção. Esta técnica deve ser repetida 3 vezes ate permitir a ejaculação. E normal que nas primeiras vezes não seja bem sucedido em conseguir parar a estimulação antes de ejacular, mas deve continuar a tentar. Demora em média 3 semanas, fazendo o exercício 3 ou 4 vezes por dia até que se notem os resultados. Esta técnica pode parecer difícil de executar, pelo que a ajuda de um técnico especializado em sexologia pode ser útil. Não deve ter medo de recuperar a erecção, como refere, pois esse medo em antecipação é que o deve estar a impedir de a recuperar. É ter tranquilidade e não ser observador da sua relação, mas estar presente a sentir todo o prazer possível. Pode ainda masturbar-se até atingir o orgasmo e a ejaculação umas horas antes da relação sexual (ou na própria relação sexual), para que na próxima penetração o tempo desta seja mais duradouro.
 
Apesar destas sugestões úteis, penso que deveria consultar um especialista, que lhe esclareça esta questão e lhe dê um apoio presencial, pois pode prevenir que este problema continue e o faça sentir-se cada vez pior consigo próprio e nas suas relações sexuais. Não tenha vergonha, a ejaculação precoce ou prematura é muito frequente em homens de muitas idades e tem tratamento. Boa sorte!

“Até quando é que a pílula do dia seguinte é eficaz?”

“Costumo tomar a pílula e usar preservativo, mas já me aconteceu o preservativo romper-se na fase em que não estava a tomar a pílula, por ser a altura do mês antes do período. Tomei a pílula do dia seguinte, mas gostava de saber até quanto tempo depois é que esse método ainda é eficaz. Para além disso, já é a segunda vez que a uso no espaço de dois meses, será que isso não é prejudicial para a minha saúde? Ainda é eficaz?”

 

Ana, Leiria

 

Cara leitora,

Após dois meses a pílula do dia seguinte já não é eficaz, por isso nessa situação fez sentido voltar a tomá-la. Este método é eficaz se for usado até 120 horas depois da relação sexual desprotegida, e embora o seu uso repetido não tenha riscos graves conhecidos, tem efeitos secundários temporários, nomeadamente náuseas, vómitos e alterações na duração e na quantidade de fluxo no seu próximo período. Não deve ser usado como método contracetivo nem foi criado para tal, mas em princípio não terá grandes problemas se for usada duas vezes nesse espaço de tempo. Quando o preservativo se rompe, aumenta a probabilidade de uma gravidez se estiver no período fértil, que acontece entre a 5 a 6 dias antes da ovulação e até ao dia depois da evolução e, naturalmente, se se rompeu antes de o seu parceiro ejacular.

 

 

 

“A asfixia pode ser erótica?”

“Tenho um amigo que gosta de práticas sado-masoquistas e ele já me disse que por vezes quando se masturba pratica a autoasfixia. Tive vergonha de lhe perguntar porque não queria que me achasse ignorante, mas fiquei sem compreender aquilo que ele me disse. A asfixia pode ser erótica?”

 

Vítor, Leiria

 

Caro leitor,

A autoasfixia erótica consiste em inibir a chegada de cérebro ao sangue através de métodos autoinduzidos de sufocamento, praticados em simultâneo com a masturbação. Ao limitar o fornecimento de sangue que chega ao cérebro, este procedimento provoca um défice de oxigénio no cérebro, que os praticantes deste tipo de estimulação acreditam que intensifica as sensações, trazendo uma leveza cerebral que potencia as sensações do orgasmo. O facto de representar um risco grave, pois pode induzir à morte, também funciona como um estímulo para algumas pessoas. O facto de esta prática também poder levar à morte, pois a pessoa perde facilmente o controlo e se o cérebro não recebe oxigénio acaba por asfixiar, faz com que seja muitas vezes secreta, até que se sabe de alguma morte ocasional. Mesmo que não induza à morte, dependendo do tempo em que o cérebro está privado de oxigénio a autoasfixia também pode causar danos cerebrais muito graves.

 

Tenho dificuldades de erecção

 

Sou bastante nervoso e por isso quando estou com uma mulher tenho dificuldade em ter erecção. Já fiz testes médicos e estes indicam que está tudo bem comigo. Já Tomei Viagra mas mesmo assim tenho dificuldades.

 

Jacinto, Costa da Caparica

 

Caro leitor,

 

Uma vez que efectuou testes de saúde e estes indicaram estar tudo bem consigo a nível da Tiróide, Testosterona e Prolactina, então o seu problema pode ser de origem emocional ou circulatório. O fluxo de sangue no pénis é o que causa a erecção, quando este fluxo sanguíneo não é suficiente, o homem tem dificuldade em ter e manter uma erecção. Medicamentos como o Viagra estimulam a circulação, fazendo com que mais sangue chegue à zona genital, permitindo que haja uma erecção, mas este medicamento só funciona quando existe desejo sexual. Se o leitor estiver muito nervoso durante as relações sexuais, ou tiver falta de desejo, o Viagra não vai resultar. Em casos como o seu é aconselhável que o homem tome um comprimido ansiolítico (Lorazepan) duas horas antes de tomar o Viagra. Este comprimido deve ser receitado pelo seu médico e deve ter uma vida activa curta, ou seja, deve ficar no seu sistema apenas algumas horas de forma a permitir que relaxe na altura de ter relações sexuais.

“Devo fazer terapia sexual?”

“Tenho 46 anos, sou casado há 17, mas de há uns três anos para cá eu e a minha esposa deixámos de nos dar bem a nível sexual. Embora tivéssemos recorrido ao apoio de um
Psicólogo, continuámos com o mesmo problema. Será que consultar um especialista
em sexualidade poderá ajudar?”

Tiago, Seixal

 

Caro leitor,

Sem dúvida que sim, um sexólogo credenciado tem a formação e o treino necessário para saber lidar com qualquer tipo de problema do foro sexual. Se tem tido dificuldades a nível sexual com a sua esposa, definitivamente aconselho-o a procurar um especialista. Além disso, é bastante
importante que ambos sejam sinceros durante a terapia tanto um com o outro como
com o vosso terapeuta, e que ambos participem activamente na terapia indo às
sessões, fazendo os exercícios recomendados em casa e demonstrando empenho e
vontade de melhorar, pois apenas com o empenho de ambos verão resultados.

Engravidar depois dos 40

A minha mulher ainda pode engravidar com 40 anos?

 João Cláudio da Cunha Nunes

 

Caro João,

 

A gravidez depois dos 35 anos é considerada de risco, mas tal não significa que não se possa arriscar com cuidados e alguma segurança relativa.

Há hoje muitos exames médicos que se realizam complementarmente aos exames habituais da gravidez que diagnosticam precocemente algumas das possíveis complicações que podem advir da idade tardia da mãe, como a amniocentese, por exemplo, identificando possíveis malformações fetais a tempo de se agir e impedir a gravidez de continuar, de modo seguro e previsto dentro das leis do nosso país.

Se ter um filho é desejo de ambos e o momento da vossa vida vos permite tal, não há razões para esperar mais.

Falem com o vosso médico de família, para fazerem alguns exames prévios e arrisquem, sabendo que podem ter uma gravidez um pouco mais complicada e, como tal, a sua mulher pode precisar bastante da sua ajuda e participação. Não se esqueçam que a maturidade e o amor adulto dos pais na educação de uma criança podem ser grandes vantagens para a futura criança.

Boa Sorte!

 

“Há mais de um ano que não tenho orgasmos…”

“Tenho 48 anos e vivo sozinho. Há mais de um ano que não tenho orgasmos, e nunca tive um sonho molhado. Uma vez que não tenho ejaculações com regularidade tenho infeções da próstata e do trato urinário com alguma frequência. Gostava de saber se é comum isto acontecer, e se o facto de não libertar o sémen não traz problemas maiores de saúde para o meu futuro.”

 

Carlos, Bragança

 

Caro leitor

A excitação nem sempre conduz a um aumento do fluxo ou à necessidade de libertação através da ejaculação. No entanto, uma vez que sofre de infeções regulares deve ser visto por um médico especialista, se é que tal ainda não acontece. Sendo um individuo saudável não é comum passar tanto tempo de abstinência sexual, sendo que chegar à excitação sem culminar num orgasmo pode causar-lhe desconforto e dores, acarretando problemas de saúde tais como as infeções que menciona. Não precisa de ter uma companheira para praticar a masturbação, que permitirá ao seu corpo libertar-se de qualquer tensão acumulada.

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