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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Fantasias Sexuais

 

 

 

Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos
libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados. Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer. É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável. As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica. No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo
que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 
“Tenho 43 anos e sempre tive uma vida sexual activa e feliz. No entanto, ultimamente quando faço amor noto que fico menos lubrificada, o que me causa dores e mal-estar. Não entendo por que aconteceu esta mudança, mas está a provocar-me um grande desconforto e constrangimento.”
 
Mariana, Queluz
 
Cara Leitora,
Esta dificuldade poderá ser causada por uma infecção vaginal que provoca dores durante a penetração e a redução da lubrificação. Por outro lado, existem alguns medicamentos que têm como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Uma outra hipótese a ter em consideração é o facto de estar num período pré-menopausa, onde poderá ocorrer uma alteração dos níveis hormonais que poderão justificar essa tendência, principalmente a níveis irregulares de estrogénio. Porém, de forma a dissipar todas as suas dúvidas a este respeito, aconselho a que consulte o seu ginecologista para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.
 

“O meu namorado tem erecção todas as manhãs!”

 

“O meu namorado acorda com uma erecção todas as manhãs mesmo depois de termos tido relações na noite anterior. Será que isso significa que ele está excitado e quer ter relações?”
Mónica, Vila Real de Santo António
 
Cara leitora,
Muitos homens e mulheres acreditam que só porque o homem tem uma erecção significa que ele está excitado e tem de ter relações, mas a realidade não é bem assim. O homem pode ter uma erecção mesmo sem estar sujeito a qualquer tipo de estímulo sexual e sem o intuito de ter relações. Muitos homens têm erecção matinal devido ao contacto com os cobertores ou devido à pressão na área genital resultante de terem a bexiga cheia. Por isso, o facto do seu namorado acordar todos os dias com uma erecção não significa, obrigatoriamente, que ele queira ter relações mas sim que ele precisa de urinar. No entanto, existem pessoas que preferem ter relações de manhã devido a sentirem-se mais descansadas e com mais energia. Observe o comportamento do seu namorado e veja o que ele faz. Se ele a procurar com mais frequência de manhã significa que prefere ter relações a essa hora, mas por opção pessoal e não porque tem de ter relações só porque acordou com uma erecção!

É normal gostar muito de sexo aos 40 anos?

 

Tenho 40 anos e gosto muito de sexo. Penso mais do que faço. Gostaria de saber se há alguma indicação ou estudo sobre a quantidade de relações por mês num casal pela minha idade. Será normal de três em três meses? Outro dia, quando estava a iniciar, durante os preliminares, quando beijava e tocava, ejaculei em poucos segundos. Terei algum problema? 
Bento Aguiar - Maia

 

Caro leitor,

De uma forma geral casais entre os 20 e 50 anos de idade têm relações sexuais em média entre 1 e 3 vezes por semana, com estudos diferentes indicando valores diferentes. É difícil determinar o que é muito ou pouco sexo entre um casal, pois cada caso é um caso, e cada casal tem a sua frequência ideal, ou seja, o que é considerado normal e satisfatório para si, pode não o ser para outro casal e vice-versa. Dessa forma, se tanto você como a sua esposa estão satisfeitos em ter relações sexuais de 3 em 3 meses, então, não existe nenhum motivo para preocupação. No entanto, uma vez que não tem relações sexuais com bastante frequência vai ter o problema da ejaculação precoce, ou seja a sua sensibilidade vai estar bastante elevada e por isso vai ejacular mais cedo do que deseja. Por isso aconselho que tente ter relações sexuais com um pouco mais de frequência se deseja resolver o problema da ejaculação precoce, ou tente masturbar-se com mais frequência, e dessa forma não vai estar tão excitado quando tiver relações com a sua esposa.

“Será que o meu marido é gay?”

Estou casada há 5 anos e há já 2 anos que eu e o meu marido não temos relações sexuais. Ele não mostra qualquer interesse em mim. Será que ele é gay?

Teresa, Lagos

 Cara Leitora,

De facto algo se passa, mas não deve precipitar-se e assumir que é uma questão de orientação sexual. Muitos factores podem estar por trás da aparente falta de desejo do seu marido. A dificuldade é decifrar a razão sem causar brigas e conflitos no relacionamento. Existem homens que têm falta de desejo sexual devido a depressão ou a medicamentos que estão a tomar, ou devido a terem problemas de ejaculação precoce ou dificuldade em ter uma ereção, e por isso evitam ter relações sexuais com as suas parceiras para evitar o embaraço que sentem. Existem tambem outros homens que têm fetiches, ou amantes, ou mesmo que preferem masturbar-se com a utilização de pornografia em vez de ter relações com as parceiras. Como vê, existem muitos factores em jogo, por isso há que falar com o seu marido e talvez consultar a ajuda de um sexólogo para decifrar este dilema.

“Não sei se pus bem o diafragma!”

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“Casei-me há pouco tempo e pus um diafragma, mas embora tenha treinado colocá-lo no gabinete do médico não tenho a certeza se o coloquei corretamente, e visto que o tenho há apenas uma semana tenho receio que não esteja bem, pois apesar de estar direito atrás do osso púbico, parece enrugar-se e deslizar, e tenho constantemente vontade de urinar. Uma vez que estive sete anos sem ter relações sexuais e recomecei há pouco tempo, tenho receio que esse facto influencie a colocação do diafragma, e que este não esteja a ser eficiente. Pode ajudar-me?”

Catarina, Lisboa

Cara leitora,

As dificuldades que está a experimentar relacionam-se com a sua falta de experiência, e vai ver que a inserção do diafragma se torna mais fácil com a prática. Há vários modelos e tamanhos de diafragma, sendo que a maioria das mulheres se sente mais confortável com um que dê para dobrar até ficar com a forma de arco, colocando-o mais facilmente na vagina, porque se ajusta melhor sem sair antes de estar bem posicionado. Quando está bem colocado, não deve sentir que tem um diafragma. Assim, se continuar a sentir que ele se move de algum modo ou a exercer pressão sobre a bexiga, fazendo-a ter constantemente vontade de ir à casa de banho, é aconselhável que volte a ir ao médico, para que possa escolher outro modelo e aprender a colocá-lo convenientemente. Tenha em consideração, também, que com a excitação e o orgasmo ele pode movimentar-se, sendo de extrema importância o uso de espermicida durante a relação sexual.

“Ele não me estimula o suficiente”

 “Tenho uma relação estável há 3 anos, mas a nível sexual não nos damos tão bem quanto eu gostaria. Tenho muitas dificuldades em atingir o orgasmo com o meu namorado. Acho que ele não me estimula o suficiente, pois sinto mais prazer com a masturbação.” 

Ivone, Setúbal 

Cara Leitora, 

Pelo que o seu discurso transparece, o que existe entre vocês é precisamente falta de comunicação e de diálogo. Se a leitora consegue alcançar o clímax sozinha recorrendo à masturbação, isso quer dizer que consegue atingir o orgasmo se for bem estimulada.Neste sentido, enquanto casal devem ver o processo sexual como uma aprendizagem, onde cada um deve dar a conhecer ao parceiro os seus pontos mais sensíveis e que servem como porta à satisfação. Não se iniba e mostre ao seu namorado os pontos que devem ser devidamente estimulados. Se não mostrar ao seu namorado onde, de facto, reside a sua sensibilidade, provavelmente terá que recorrer muito mais vezes à masturbação para atingir o prazer que deseja.Talvez esse problema possa ser resolvido rapidamente com uma pequena conversa, onde entendam que a sexualidade é algo em que é importante dar e receber e é imprescindível ter o conhecimento do corpo do parceiro. Esta envolvência e cumplicidade são importantes para o bem-estar sexual do casal. 

“Ele magoa-me o peito!” 

“O meu marido quando está verdadeiramente excitado aperta-me o peito, o que me magoa bastante. O que devo fazer? Tenho medo que ele não me entenda se eu me queixar…” 

Susana, Évora 

Cara Leitora, 

Há certos pontos do corpo tanto dos homens como das mulheres que são muito sensíveis. Assim, a forma como se proporciona o toque é bastante importante porque, muitas vezes, dá-se o caso de se magoar o parceiro sem ter a noção disso. Assim sendo, não perca tempo e alerte o seu marido para esse facto. Possivelmente, com os estímulos e o impulso sexual ele nem sequer tem a noção da força que utiliza para apertar os seus seios. Não receie falar, pois quanto mais adiar essa conversa mais dores e desconforto irá sentir porque o seu marido age com naturalidade, sem se aperceber do incómodo que lhe está a causar.Os seios para muitas mulheres funcionam como um óptimo local para proporcionar o estímulo sexual e conduzir à excitação. Porém, há um facto extremamente importante que é saber acarinhar sem magoar. Se por acaso, lhe agrada ser estimulada através do toque nos seios converse com o seu marido para que ele modere a força.Existe sempre um ponto de equilíbrio e adoptando uma postura sincera poderá resolver esta questão.

Como é que se usam as barreiras dentais?

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Sou lésbica e gostava de fazer sexo seguro. Já ouvi falar nas barreiras dentais e já li sobre sugestões como abrir um preservativo ou usar película aderente, porém nunca encontrei nenhuma explicação concreta sobre como usá-las, como colocá-las de forma correta e como superar a falta de contato direto, ou como usar os dedos para fazer a penetração com a barreira, por exemplo. Pode esclarecer-me?

Carolina, Lisboa

 

Cara leitora,

As barreiras dentais, criadas originalmente para ajudar os dentistas durante uma intervenção cirúrgica, são de facto um bom método de praticar sexo seguro entre mulheres. Servem especialmente no sexo oral, criando uma barreira que impede a transmissão de vírus e bactérias. Para a posicionar corretamente, pode usar um lubrificante à base de água (os lubrificantes com base de óleo podem danificar o látex), que aumente a aderência da barreira à vulva ou ao ânus, de forma a que não se desloque e dessa forma impeça o contacto com os fluidos. Pode pedir à pessoa a quem está a fazer sexo oral que a mantenha no sítio com os dedos, o que pode tornar-se uma brincadeira divertida para ambas. Relativamente à penetração, as barreiras dentais destinam-se apenas ao sexo oral. Pode usar em alternativa um preservativo ou pode experimentar criar uma barreira utilizando uma luva de látex. Tenha sempre cuidado, no entanto, para que não haja buracos nem fissuras na parte que vai utilizar, para que a proteção não seja comprometida. Use cada barreira apenas de um lado e somente numa parte do corpo, passá-la do ânus para a vulva pode causar infeções.

“O clítoris dela é muito pequeno!”

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“A minha namorada tem um clítoris que me parece muito pequeno comparativamente com o de namoradas anteriores que tive, e a verdade é que ela não atinge o orgasmo durante a relação sexual. Gostava de saber se há algum tipo de correção que possa ser feita para que ela tenha mais prazer, expondo mais o clítoris.”

Tiago, Queluz

 

Caro leitor,

O tamanho do clítoris é uma variação anatómica que muda de mulher para mulher e não condiciona o prazer ou o número de orgasmos que uma mulher pode ter. O capuz do clítoris protege-o da estimulação excessiva, pelo que removê-lo ou afastá-lo não é uma solução a ter em conta, pois como o clítoris possui uma elevada concentração de nervos é extremamente sensível. Não ter orgasmos durante a penetração também não é algo que seja incomum, pois muitas mulheres precisam de outro tipo de estimulação para os terem. Procurem juntos outras formas de ela ter prazer, como através da estimulação oral, e investindo mais tempo nos preliminares para que ela esteja mais excitada e possa mais facilmente ter um orgasmo.

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