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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Ele sente dores quando me penetra!”

Resultado de imagem para sad couple “Eu e o meu namorado perdemos a virgindade juntos, e estamos ambos muito apaixonados um pelo outro. O problema é que ele não é circuncidado e diz que sente dores muito fortes quando me penetra, causadas pela pele do pénis a ser puxada. Por causa disto ele nunca consegue ter um orgasmo através da penetração. O que podemos fazer?”

 Vanessa, Famalicão

 

Cara leitora,

Antes de mais a situação que descreve precisa de ser vista por um médico, porque mesmo que um homem não seja circuncidado não deve sentir qualquer tipo de dor durante a penetração. As dores indicam que algo não está a funcionar devidamente, e nesse sentido ele precisa de ser imediatamente examinado para que possa ser detetada a origem desse desconforto e essa situação possa ser devidamente tratada. A penetração em si nunca deve causar desconforto nem dor. Esta pode ser resultante de uma inflamação ou de uma infeção, como por exemplo uma balanite, que causa vermelhidão e dor no pénis e no prepúcio, ou uma fimose, que pode aparecer em pénis não circuncidados como resultado de irritações e inflamações, deixando o prepúcio demasiado apertado para ser completamente puxado para trás, ou ainda uma parafimose, na qual o prepúcio não consegue sequer ser puxado para trás da cabeça do pénis, e que difere da fimose na medida em que o prepúcio fica “preso” quando é puxado para trás da cabeça do pénis, sendo considerada uma emergência médica. Por outro lado, também há uma condição médica designada como frenulum breve ou freio curto, em que o prepúcio se retrai apenas parcialmente. Se o freio prepucial for curto ou não tiver a elasticidade necessária não permitirá que a pele do prepúcio se retraia na totalidade, causando dor. Para além destas existem outras possibilidades, pelo que o seu namorado deve ser de imediato visto por um médico para que este decida qual o melhor tratamento ou intervenção a fazer.

“Clamídia e vibradores”

 “Fui ao médico e ele diagnosticou-me Clamídia. Já estou a fazer o tratamento que o médico prescreveu, mas como costumo usar vibradores de vez em quando surgiu-me uma dúvida: devo deitá-los fora? Posso voltar a ter uma infeção por usar vibradores “contaminados”, mesmo tendo-os lavado e desinfetado? Obrigada!”

 Gabriela, Lisboa

 

Cara leitora,

É possível que os seus vibradores, ou outro brinquedo sexual que tenha utilizado, contenham bactérias da Clamídia presentes na sua superfície, mas não precisa de os deitar fora. Tem de os limpar cuidadosamente e não deve usá-los durante pelo menos 48 horas depois de os limpar, mas a bactéria, chamada Chlamydia Trachomatis, não consegue viver muito tempo fora do corpo humano. A Clamídia transmite-se geralmente através do contacto sexual direto e da troca de fluidos sexuais, como fluidos vaginais, sémen ou líquido pré-ejaculatório, que contenham a bactéria. Através do sexo vaginal, anal ou oral, estes fluidos sexuais infetados podem entrar diretamente em contacto com membranas mucosas dentro da vagina, do reto ou da uretra e propagar a bactéria. Por esse motivo a probabilidade de a doença se propagar através de brinquedos sexuais é reduzida, embora exista esse risco, especialmente se a superfície do brinquedo sexual for algo porosa, propiciando a permanência da bactéria nela. Utilizar brinquedos sexuais entre parceiros sem os limpar também favorece o contágio. É essencial limpar bem os brinquedos sexuais antes e depois de cada uso, e também depois de cada uso entre parceiros.