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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“A diabetes influencia a sexualidade?”

“Sou uma rapariga de 19 anos e iniciei a minha vida sexual recentemente. Gostaria de saber se a diabetes influencia a vida sexual, pois tenho esta doença e estou preocupada, uma vez que tomo medicação. Será que esta doença pode prejudicar a minha vida sexual e impedir-me de ter prazer?”
 
Cláudia, Peniche
 
 
 
Cara Leitora,
Certos estudos têm demonstrado que algumas mulheres com diabetes têm tendência a ter dificuldades a nível do seu desempenho sexual. Dos problemas diagnosticados destacam-se a diminuição do desejo sexual, a redução da lubrificação vaginal e a dor durante a penetração sexual.
Porém, é importante que fale com o seu médico assistente ou solicite a ajuda dos membros da sua equipa de aconselhamento da diabetes de modo a que possam ser encontradas alternativas para ultrapassar esta questão. Certo tipo de medicação para a diabetes tem como efeito secundário a redução da libido, a qual é responsável pelo desejo sexual, mas cada caso deve ser estudado isoladamente pois a diabetes tem repercussões variáveis de pessoa para pessoa.
Não encare a diabetes como um entrave à sua vida sexual, adopte uma postura mais descontraída e, não se sinta inibida de pedir ajuda ou uma orientação médica.
 

"A impotência tem cura?"

 

"O meu marido anda com problemas na vida dele, o que o tem afectado como homem. Eu acho que o stress o está a tornar impotente, há cura?..."


Cara Leitora:

Vários são os motivos que podem afectar o desempenho sexual do homem, quer sejam factores emocionais, físicos, ou mesmo ambos. Recomendo-lhe que vá a um médico urologista para realizar alguns exames e medir os níveis de testosterona do seu marido. Se estes valores forem normais então terão de procurar outras possíveis causas para o problema. O seu marido está a tomar alguma medicação? tem diabetes? problemas de tensão ou coração? Estas são algumas das causas mais comuns de impotência. Quanto a saber se a impotência tem cura, com o desenvolvimento da medicina, cada vez mais existem soluções de todo o tipo, por isso esteja descansada. Comecem por identificar possíveis causas físicas ou medicas para o problema, se estas forem excluídas então trata-se de algo do foro psicológico, talvez stress, ansiedade, ou mesmo problemas matrimoniais. Dê ao seu companheiro o apoio de que ele necessita e verá que tudo irá correr pelo melhor.

Será que entrei na Andropausa?

“Tenho 58 anos e ultimamente tenho notado diferenças a nível emocional e sexual, e por isso me pergunto se estarei a entrar na andropausa?

 

José, Tavira

 

Caro Leitor,

 

Da mesma forma que a menopausa provoca alterações no corpo e no comportamento das mulheres, a andropausa manifesta-se nos homens provocando oscilações a nível físico e psicológico. Na andropausa, os homens podem observar mudanças a nível do desempenho sexual, bem como algumas alterações físicas e psicológicas. A andropausa define-se pela diminuição do nível de testosterona no homem, resultando no enfraquecimento do desejo sexual, bem como na dificuldade em manter a erecção. Outros sintomas que podem ser resultantes da andropausa são a diminuição do nível de energia física e a depressão. Convém referir que esta não é uma regra básica, pois cada homem é um caso. Porém, se achar necessário aconselho-o a dissipar as suas dúvidas junto de um especialista.

 

"A impotência tem cura?"

"Tenho 43 anos e estou casada há 10. Sempre tivemos uma relação satisfatória a nível sexual, mas ultimamente o meu marido anda com problemas na vida dele, o que tem afectado o seu desempenho na intimidade. Eu acho que o stress o está a tornar impotente, há cura para esta situação? Como posso ajudá-lo?"

Conceição, Matosinhos

Cara Leitora,

São vários os motivos que podem afectar o desempenho sexual do homem, quer sejam factores emocionais, físicos, ou ambos. Recomendo-lhe que aconselhe o seu marido a ir a um médico urologista para realizar alguns exames e medir os níveis de testosterona. Se estes valores forem normais então terão de procurar outras possíveis causas para o problema.
O seu marido está a tomar alguma medicação? Sofre de diabetes, problemas de hipertensão arterial ou coração? Estas são algumas das causas mais comuns de impotência. Quanto a saber se a impotência tem cura, com o desenvolvimento da Medicina, existem cada vez mais soluções de todo o tipo, por isso esteja descansada. Comecem por identificar possíveis causas físicas ou médicas para o problema, se estas forem excluídas então trata-se de algo do foro psicológico, talvez stress, ansiedade, ou mesmo problemas matrimoniais. Dê ao seu companheiro o apoio de que ele necessita e verá que tudo irá correr pelo melhor.

“Será que não consigo satisfazer a minha parceira?”

“Tenho 50 anos e estou com a minha parceira há 20 anos. Algumas vezes, depois de fazermos amor ela diz, em tom de riso, que já não sou como antes. Isso deixa-me bastante preocupada pois acho que já não consigo satisfazê-la e isso angustia-me. ”

  

Vera, Lagos

 

Cara leitora,

O facto de a sua parceira fazer esse tipo de comentário significa que algo mudou na vossa relação e é importante que ambas conversem acerca desse assunto. Apenas a comunicação aberta entre ambas poderá resolver esse problema. Converse com a sua companheira, de forma a tentar descobrir o que ela quer dizer com esse comentário e o que a leitora pode fazer de diferente para resolver a situação. Não se sinta desanimada, pois é natural que o seu corpo e as vossas práticas sexuais se tenham alterado durante os 20 anos que já partilharam. Tente ser imaginativa e quebrar a rotina de forma a surpreender a sua companheira da próxima vez que fizerem amor

 

“A pornografia aumenta a violência sexual?”

 

“Encontrei algumas revistas pornográficas no quarto do meu filho de 18 anos e fiquei preocupada, pois para além de não saber como agir com ele, uma amiga disse-me que essas revistas têm imagens violentas que fazem com que haja mais violência sexual entre jovens! Isto é verdade?”
 
Conceição, Vila Nova de Gaia
 
Cara leitora
Um estudo sobre pornografia realizado pela Comissão Meese nos Estados Unidos a pedido do presidente Ronald Reagan, concluiu que, ao contrário do que se pensava, menos de 1% das imagens contidas nas revistas pornográficas mais vendidas no mundo contêm imagens violentas. Dessa forma a Comissão Meese não encontrou dados que demonstrassem uma correlação entre pornografia e violência sexual. Por isso, não tem de se preocupar tanto com o assunto. O seu filho está numa fase de descoberta sexual, o que é perfeitamente normal na idade dele, e nem você nem ninguém vai impedir que isso aconteça. Portanto o melhor a fazer é orientá-lo e não criticá-lo!
 

“A quimioterapia tira o desejo sexual?”

Infelizmente foi-me recentemente diagnosticado um cancro na próstata e por isso comecei a fazer quimioterapia. Gostaria de saber se existe alguma relação entre este tratamento e a perda de desejo sexual.”

Paulo, Porto

 

Caro Leitor,

Alguns estudos têm demonstrado que este tipo de tratamento a que tem sido submetido, quimioterapia, de facto interfere no desempenho sexual, tanto de homens como de mulheres porque, para além de ter repercussões ao nível físico, também deixa sequelas psicológicas, provocando alterações ao nível da autoestima, do grau de sociabilidade e da imagem corporal. Por outro lado, alguns homens sofrem imenso com os efeitos secundários do tratamento, sentindo-se cansados e maldispostos, o que dificulta a ereção e diminui, naturalmente, a vontade de ter relações sexuais.

Assim sendo, é normal que o seu desejo sexual tenha diminuído, pois esta doença provoca oscilações físicas, psicológicas e emocionais. Nem sempre é fácil deparar-se com este tipo de situação, uma vez que para muitos homens a sua masculinidade e virilidade é provada pelo bom desempenho sexual e quando isso não acontece o nível de frustração é elevada. Aconselhe-o a viver com naturalidade e encare estas dificuldades como situações normais no decorrer no tratamento e das consequências inerentes a ele.

“Perdeu o desejo quando engravidei…”

“Engravidei no ano passado e o meu marido deixou de ter relações sexuais comigo, mas mesmo antes disso já não era o que era, porque ele era uma pessoa que tinha sempre vontade de fazer amor.  Depois de ser mãe já tivemos relações, mas acho que ele deixou de ter desejo por mim, não sente vontade de o fazer, ele diz que me ama e gosta de mim, e não sei como resolver esta situação.”

 

Vânia, Corroios

 

Cara leitora,

 

A gravidez e o nascimento de uma criança podem alterar muito a vida de um casal. Só o seu marido lhe poderá dizer o que sente, mas fale com ele e esclareça as suas preocupações. O desejo sexual alimenta-se de pormenores que por vezes esquecemos na azáfama dos dias: podem estar mais
cansados que antigamente, ele pode não a querer pressionar por ser mãe (apesar de continuar a ser mulher), podem ter ainda a criança no vosso quarto e talinibi-lo… Há muitos factores que podem estar a influenciar a vossa vida sexual, comuniquem um com o outro, sem discussões nem exigências para que perceba quais estão a influenciar a vossa. Uma relação íntima evolui muito ao longo dos anos e tal não é negativo: ao início há mais desejo de proximidade e, depois, há um afastamento saudável que o amor permite por se sentirem seguros para viver as vidas independentemente, embora juntos. Não crie expectativas irrealistas sobre o vosso amor, que limitem as vivências novas que podem ainda experimentar. Boa sorte para a sua conversa e acredite no vosso casamento e na força da vossa família!

 

 

“As drogas afectam o meu desempenho sexual?”

 

“Tenho dezassete anos e alguns amigos meus consomem drogas antes de praticarem o acto sexual, e dizem que as drogas contribuem para melhorar o seu desempenho. É verdade?”
Flávio
Caro leitor,
A maioria das afirmações sobre o possível efeito afrodisíaco das drogas é um mito, e a verdade é que estas provocam dependência e, quando consumidas em doses excessivas, podem mesmo levar à morte. Outro aspecto importante é que as pessoas que consomem drogas têm maiores probabilidades de contrair infecções sexualmente transmissíveis por se colocarem em situações de risco. A Cannabis aumenta a excitação, mas as suas consequências são negativas para as capacidades sexuais; a Cocaína pode levar o consumidor a apresentar ejaculação e orgasmos retardados aliados ao desinteresse sexual; a Nicotina diminui a fertilidade e provoca problemas circulatórios que levam à impotência; o Ecstasy leva a uma excitação elevada, que é provocada pela aceleração do ritmo cardíaco, mas a relação sexual não é sentida com prazer; a Heroína provoca ausência de desejo, problemas de orgasmos, fertilidade e de ejaculação; o Álcool provoca desinibição e relaxamento, mas as consequências de consumos excessivos provocam impotência e problemas de ejaculação. Estas são algumas das drogas mais conhecidas, claro que existem outras que também prejudicam as relações sexuais e a própria saúde dos indivíduos. Lembre-se que o prazer não depende de drogas!