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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Sou gay e estou farto de engates

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"Tenho 38 anos e sou gay. Gostaria de encontrar um companheiro de vida, mas tenho dificuldade em encontrar um namorado que queira ter um relacionamento sério, pois todos se ficam pelo envolvimento sexual, e eu já sinto necessidade de estabilizar. Gostava de saber o que posso fazer para conseguir ter uma relação mais estável, e não meros engates de uma noite ou duas! Começo a pensar que há algo errado comigo!"

 Simão - Porto

 

Caro leitor,

Se quer encontrar um companheiro de vida, não perca a esperança. Comece por pensar no tipo de homens com que tem saído nos últimos anos. Será que você se sente atraído por um certo tipo de homem que não quer compromisso? Será que o leitor apenas frequenta bares nos quais as pessoas só estão interessadas em encontros furtivos? Avalie as técnicas e lugares onde tem encontrado pretendentes, e talvez se procurar conhecer homens num contexto diferente, o resultado também seja diferente. Procure também ser sempre honesto e dizer logo que o que você procura é namoro, assim que conhece alguém novo, pois dessa forma vai apenas atrair poessoas que estão interessadas no mesmo que você.

“Não consegui fazer amor com ela!”


 

Sinto-me bastante preocupado com uma coisa que me aconteceu recentemente. Tenho 26 anos e nunca tive problemas com a erecção, porém há duas semanas saí com uma pessoa com quem namoro e não consegui fazer sexo. E o que mais me deixou perplexo é que eu já tive relações com ela. Porque é que isto sucedeu?”

 

Rui, Coimbra

 

Caro leitor,

Não se preocupe com o sucedido, pois o seu problema parece ter surgido por factores de uma situação pontual, ou momentânea – como refere ter saído, pode ter tido essas dificuldades por ter bebido álcool, estar cansado devido ao trabalho, ou mesmo por ter alguma preocupação a atormentá-lo.

Tente não entrar num ciclo vicioso, pois quando sente que uma experiência corre mal, pode começar a sentir ansiedade de antecipação e ficar preocupado com isso, o que influencia muito a próxima relação sexual, de modo negativo.

Um homem não tem de querer e desejar relações sexuais a toda a hora: pode estar bem com a sua parceira, mas não lhe apetecer naquele momento e, por isso, o seu cérebro e o seu corpo não responderem aos estímulos de prazer.

Tente abstrair-se de problemas e não pensar nessa única vez em que as coisas não correram como gostaria, tente relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar-se nas carícias, sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, descobrir as suas zonas erógenas preferidas…

Se o problema persistir, pense em consultar um médico especialista ou um sexólogo/a, para que não deixe esta pequena dificuldade crescer em bola de neve na sua vida.

 

“Envolvi-me com a mãe do meu amigo”

“Tenho 33 anos, vivo junto com a minha companheira há 8 e sempre fui fiel. Mas desde que comecei a frequentar a casa dum amigo e colega da faculdade senti-me muito atraído pela mãe dele e acabámos por nos envolver. Tanto eu como ela nos sentimos mal por
nos termos envolvido um com o outro. O que devo fazer?”

 

Celso, Matosinhos

Caro leitor,

A situação em que se encontra está a conduzi-lo a uma condição de instabilidade emocional. Sente-se muito confuso dado que se sente culpado pela situação gerada, pois como relata tem um relacionamento sério e equilibrado e não vê nenhuma razão para fazer o que fez. Todavia, o padrão da relação extra-conjugal que mantém distancia-se da forma como o seu relacionamento é conduzido, ou seja, o relacionamento que tem com a sua companheira é algo que faz parte da sua rotina há oito anos e têm um modelo criado por vós, enquanto que a relação que tem em paralelo é algo desregrado e sem qualquer compromisso. A relação que mantém com a sua companheira é baseada em algo sólido tal como a amizade, carinho e companheirismo enquanto que a relação que mantém com a mãe do seu amigo é baseada em algo passageiro e superficial que é o desejo e atracção sexual. Cabe a si reflectir e averiguar em qual das relações se sente melhor e quais as suas metas. Deve evitar continuar a viver nesse dilema que tem vivido ultimamente, pois viver relações simultâneas não é justo nem correcto para nenhuma das partes.

“Devo trocá-la pela carreira profissional?”

 

 

“Sou dentista em início de carreira e tenho uma namorada há um ano, mas tem-me sido difícil conciliar uma carreira de sucesso com uma relação séria. Será que devo acabar com a minha namorada por isso?

Francisco, Porto

 

Caro Leitor,

Hoje em dia este tipo de episódios é cada vez mais frequente, e tem-se verificado que muitas pessoas preferem salvaguardar a vida profissional em detrimento da sua vontade de ter uma vida afectiva consolidada e até mesmo construir uma família. Certamente que a carreira é importante para si, mas lembre-se que o dinheiro e o sucesso profissional não são tudo na vida, pois de que vale ter muito dinheiro mas não ter ninguém com quem o partilhar? Pense bem antes de terminar a relação, pois se gosta realmente da sua namorada pode vir a arrepender-se mais tarde e corre o risco de ela não o perdoar. 

 

“O que posso fazer?”

 

 

“Tenho problemas relacionados com a sexualidade e não sei o que posso fazer para os resolver…”

Susana, Ericeira

Cara Leitora,

Muitas pessoas estão ainda um pouco apreensivas a respeito do recurso a técnicos de sexologia para ajudar a superar os problemas conjugais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), tratar da saúde sexual é um direito que assiste a qualquer cidadão. Acredite que a intervenção de um técnico especializado pode ajudar a ultrapassar situações decorrentes de disfunções sexuais que, por vezes, prejudicam a convivência do casal. O papel principal de um terapeuta reside em conseguir detectar o problema e encontrar soluções que ajudem a superá-lo. Estas terapias demonstram uma maior eficácia se forem feitas pelo casal. Assim sendo, não tema recorrer à ajuda de um terapeuta sexual, pois a sua ajuda poderá ser determinante.

Tema de Hoje: Relacionamentos

 

Será possível alguém ser viciado numa relação, que não é saudável?

Vou tentar explicar me melhor: eu namoro há 2 anos com o homem com que me vejo casada e tenho um caso com um homem 8 anos mais velho, há cerca de 5 anos. Às vezes tenho a sensação que este meu caso é doentio, é um "relacionamento" muito pouco saudável em quase tudo, existe muita agressão verbal de parte a parte, milhentas vezes termos dito um ao outro desaparece da minha vida, nunca mais te quero voltar a ver, etc... E no máximo passado 2 semanas já estamos envolvidos novamente, sem nunca se pedir desculpas pelo que foi dito anteriormente...
E muitas das vezes quando saio de ao pé dele, venho com quase 100% de certezas de que foi a ultima vez, porque cada vez é pior, porque eu saio de lá frustrada, que isto só me faz mal, porque estou farta de tudo (dele, da situação).... mas até agora este fim ainda não apareceu. 

Anabela

 

Cara Anabela,

 

O seu caso é bastante complexo e requer alguma reflexão da sua parte e muita coragem e força. A dependência que existe é sua e dele, do homem com quem tem uma relação escondida e cabe-lhe a si procurar no seu intimo o que ele lhe oferece que a sua relação de compromisso não faz: perigo de ser descoberta? Nervosismo de estar às escondidas? Sexo que lhe agrada mais? Sensação de liberdade por não haver compromisso? Paixão em vez de amor? Intensidade em vez de tranquilidade amorosa?

Se ambos voltam a encontrar-se e se mantêm esta relação há 5 anos cada um terá as suas necessidades emocionais a que este modelo de relação responde.

Repare como escreve “até agora o fim ainda não apareceu”, sem se identificar a si mesma como autónoma e independente para o fazer aparecer, por vontade própria, esse fim, na sua vida pessoal e de mulher. Se ele tiver de acontecer, terá de ser a Anabela a decidi-lo… Ou estará à espera que ele o faça por si?!

A decisão é sua (ou dele) de continuar ou de acabar com esta relação, todas as relações têm os seus pós e contras.

Por pouco romântico que tal pareça, pode escrever numa folha o que ganha e o que perde com as suas duas relações e assim terá uma pequena ajuda na sua reflexão sobre as partes da balança que estão envolvidas na sua vida emocional.

Quando tomar a sua decisão, seja ela qual for terá de partir para a acção e resistir ao que for contrário a ela. São precisas forças e determinação, mas elas estão em si, visto que conseguiu lidar até agora com a complexidade de ter duas relações, de aguentar frustrações, agressões verbais… saiba que quando uma pessoa se vincula a alguém que nos trata mal pode haver uma identificação com o agressor (mesmo que se trate apenas de agressão verbal), acreditar no que ele nos diz, assumir o papel de vítima que ele nos impõe e, ao longo do tempo, ir ficando com a auto-estima em baixo e deixar de se sentir forte sem o agressor a tratar da vítima. Pelas suas palavras não sei se tal terá acontecido entre vós, mas não desvalorize a força das agressões verbais – são igualmente agressões, magoam e deixam feridas difíceis de sarar.

Leia mais sobre violência conjugal para perceber melhor o que tento mostrar-lhe.

Se achar que pode beneficiar de ajuda profissional, nós damos consultas presenciais em Lisboa, no Saldanha, marcadas no número de telefone 213 182 591.

“Quero apresentar a minha namorada à minha família!”


 

“Tenho 29 anos e estou numa relação há 5 meses. Adoro a minha namorada e gostaria de a apresentar à minha família mas não sei se é ainda muito cedo, e se ela se sente preparada para isso!”

 

Ricardo, Faro

 

Caro leitor

No início de uma relação existem sempre muitas dúvidas sobre o que se deve e o que não se deve fazer. Nem sempre a mulher está ansiosa por conhecer a família do namorado, pois sabe que está a ser avaliada pelos familiares do seu amado e isso pode gerar desconforto. Aconselho-o a reflectir sobre esta questão e a abordá-la com a sua namorada. Se acha que é uma relação sem futuro que pode acabar a qualquer momento então não o deve fazer. Depois de o leitor ter a certeza do que quer fazer, tem de averiguar se a sua namorada se sente preparada para dar esse passo. Caso contrário, corre o risco de a pressionar a assumir um compromisso para o qual ela não se sente preparada, o que pode ser desastroso para a relação. Aborde o assunto de uma forma casual, dizendo-lhe que gostaria que ela conhecesse os seus pais e perguntando-lhe se ela está preparada para isso. Veja como ela reage e que resposta lhe dá, se achar que ela foge ao assunto, inventando uma desculpa “esfarrapada”, fica ciente que é ainda cedo demais para a apresentar à família!

Será que ela gosta de mim?

“Tenho 18 anos, sou bastante tímido e nunca tive uma namorada. Ultimamente uma rapariga do meu bairro, de quem gosto tem vindo à minha casa com alguma frequência para visitar a minha irmã. Ela olha bastante para mim e no outro dia perguntou à minha irmã se eu tinha namorada. Será que ela gosta de mim?”

 

Álvaro, Trofa

 

 

Caro leitor

Realmente ela parece demonstrar interesse em si, se não, não perguntaria à sua irmã se você tem namorada. Diz também que ela estabelece contacto visual consigo cada vez que está na sua casa o que é uma forma de atrair a sua atenção convidando-o a que se aproxime dela. Tente conversar mais com ela, peça-lhe ajuda para algum projecto, ou sugira actividades que possam fazer juntos. Dessa forma ficará a saber se ela tem interesse em passar mais tempo consigo ou não!! Depois dê-lhe a entender que gosta dela. Tenha confiança e verá que tudo vai correr bem.

 

Ele sufoca-me!

“Namoro há três meses e as coisas estavam a ir bem até que o meu namorado começou a fazer planos exagerados a respeito do nosso futuro juntos. Eu gosto dele e não o quero magoar, mas tenho-me sentido sufocada pois não estou apaixonada por ele. O que devo fazer.”

 

Teresa, Malveira

 

Cara leitora:

O que está a sentir é normal, a leitora sente-se pressionada a dar passos na relação para os quais não está preparada. É natural que a leitora queira levar as coisas mais de vagar, afinal só namoram à três meses!!! O melhor a fazer é conversar com o seu namorado e explicar-lhe o que está a sentir, pois não é justo que ele continue iludido fazendo planos a dois quando você não pretende fazer parte deles. Seja honesta, eu sei que custa estar na sua situação, mas pense como se sentiria se estivesse no lugar dele e passado anos de namoro viesse a descobrir que ele não tinha qualquer intenção em fazer vida consigo?

 

Relacionamento

 

Eu perdi a minha virgindade há pouco tempo e eu e o meu namorado queríamos experimentar eu ficar por cima. Só que eu estou em dúvida se o vou conseguir fazer bem. Queria pedir umas dicas. Obrigado.

 

Cara leitora,

 

Não se preocupe, pois naturalmente você vai descobrir o que lhe dá mais prazer tanto a si como ao seu parceiro. A posição superior permite que a Telma controle a velocidade e profundidade da penetração. Esta posição permite também a estimulação clitorial manual ou através da fricção contra o corpo do seu namorado, o que, como vai verificar, pode dar maior prazer à mulher. Por isso, não se preocupe e descontraia, experimente diferentes movimentos e naturalmente irá descobrir qual a melhor técnica para si.