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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Os anti-depressivos acabam com o prazer?”

 

“Tenho 38 anos e embora a minha vida sexual sempre tenha sido boa noto algumas alterações ultimamente que me estão a deixar preocupada. Passei por uma depressão há pouco tempo e como ainda estou a tomar anti-depressivos gostava de saber se são eles os responsáveis pela diminuição do prazer que sinto.”
 
Rita, Setúbal
 
Cara Leitora,
 
Alguns anti-depressivos, bem como medicamentos para a redução da ansiedade, têm como efeito secundário a diminuição do interesse sexual e dificuldade em atingir o orgasmo. Medicamentos como o Prozac ou Zoloft são notórios neste âmbito. O anti-depressivo que está no mercado e que tem tido menos efeitos secundários a nível sexual e o Welbutrim. É bem provável que pelo facto de estar a ser medicada com anti-depressivos o seu desempenho sexual tenha sido afectado. Converse com o seu médico a respeito do que tem sentido, e se achar necessário peça que lhe receite outro anti-depressivo que tenha menos efeitos secundários, ou que altere a dose da medicação que está a tomar.
 

Depressão e Desejo sexual

Sou casado há 14 anos e de há um ano para cá a minha mulher desinteressou-se de vez de ter sexo. Ela tem problemas de depressão, toma anti-depressivos (fluoxetina e rivotril), mas pelo menos uma vez por mês sentia vontade de fazer sexo, mas agora não quer deixar nem que lhe toque, já conversei com ela, expliquei que devido aos problemas que ela já passou devia procurar um médico. Será que ela esta com problemas hormonais? E se ela for fazer uma reposição hormonal será que melhora? Ela também disse que hormonas causam cancro (devido familiares terem morrido de cancro). É verdade?
Filipe
Caro Filipe,
O seu email levanta várias questões: se a terapêutica de substituição hormonal causa cancro e porque terá a sua mulher um baixo desejo sexual.
Em primeiro lugar, a depressão e a medicação que a sua mulher toma causam realmente falta de desejo sexual. Pode tentar pedir-lhe que peça ao seu médico que lhe prescreva novos medicamentos, mas terá de ser paciente em relação à progressão da doença e do tratamento desta.
Neste sentido, a causa de tão baixo desejo sexual não é hormonal, mas sim emocional e da terapêutica anti-depressiva. A terapia de substituição hormonal faz-se na menopausa, quando os sintomas desta causam desconforto nas mulheres. Mais uma vez terá de ser o ou os médicos que fazem o seguimento da sua esposa a avaliarem a necessidade de tal, em conjunto com ela. Os riscos de cancro desta terapêutica não são medicamente significativos, por isso ela é recomendada em algumas mulheres. Só um técnico de saúde poderá receitar e avaliar a necessidade ou risco para a saúde e herança genética.
Tente agradar-lhe com coisas que ela gosta… criar ambientes românticos, preparar-lhe um banho de imersão de surpresa, escrever-lhe cartas de amor – o que a sua imaginação conseguir inventar e muito mais! Veja o nosso blog para mais sugestões.

“Anti-depressivos e gravidez”

 

“Sou casada há 5 anos e eu e o meu marido estamos a tentar engravidar. No entanto, estou a tratar-me há 2 anos de uma depressão e desordem de pânico. Neste momento estou a fazer um tratamento com um anti depressivo receitado pelo meu psiquiatra, estou com a menstruação atrasada 12 dias e fiz 3 testes de urina que deram negativos. Estou a pensar aguardar mais 8 dias e fazer a análise ao sangue e só depois consultar a ginecologista. O meu peito está mais inchado e os mamilos muito doridos. Tenho a sensação de barriga inchada e de enfartamento, muita sonolência e uma calma fantástica com um misto de ansiedade.”
Maria, Santarém
Cara leitora,
com os dias de atraso que relata, tanto os testes de urina como os ao sangue deveriam já identificar uma possível gravidez, sendo que os segundos conseguem fazê-lo melhor.
Não deixe de tomar os seus medicamentos anti depressivos e ansiolíticos sem consultar o psiquiatra e planear um desmame, para que deixe progressivamente de precisar deles no seu organismo. Se o fizer bruscamente será demasiado duro para si e poderá não compensar o esforço físico e psicológico, caso esteja grávida. Mesmo ao longo da gravidez, há casos em que é preferível continuar a toma destes medicamentos, pois os custos de deixar de o fazer seriam demasiado altos para o feto e para a mulher. Analise bem com a equipa médica qual será o seu caso e siga os seus conselhos, pois eles conhecem bem o seu caso e podem dar-lhe os melhores conselhos. Boa sorte.

Gravidez e antidepressivo

Estou com a menstruação atrasada 12 dias e fiz 3 estes de urina que deram negativos. Estou a pensar aguardar mais 8 dias e fazer a análise ao sangue e só depois consultar a ginecologista.
Neste momento estou a fazer um tratamento com um antidepressivo receitados pelo meu psiquiatra. Estou a tratar-me há 2,5 anos de uma depressão e desordem de pânico. O objectivo é continuar esta dosagem até ser diagnosticada a gravidez. O meu peito está mais inchado e os mamilos muito doridos. Tenho a sensação de barriga inchada e de enfartamento. Muita sonolência e uma calma fantástica com um misto de ansiedade.
Marta
Cara Marta,
Não sei se planeia engravidar, mas parece-me que sim e que o fez com aconselhamento dos seus médicos (ambos ginecologista e psiquiatra). Com os dias de atraso que relata, tanto os testes de urina como os ao sangue, deveriam já identificar uma possível gravidez, sendo que os segundos conseguem fazê-lo melhor.
Não deixe de tomar os seus medicamentos antidepressivos e ansiolíticos sem consultar o psiquiatra e planear um desmame, para que deixe progressivamente de precisar deles no seu organismo. Se o fizer bruscamente será demasiado duro para si e poderá não compensar o esforço físico e psicológico, caso esteja grávida. Mesmo ao longo da gravidez, há casos em que é preferível continuar a toma destes medicamentos, pois os custos de deixar de o fazer seriam demasiado altos para o feto e para a mulher. Analise bem com a equipa médica qual será o seu caso e siga os seus conselhos, pois eles conhecem bem o seu caso e podem dar-lhe os melhores conselhos. Boa sorte.

“Os anti-depressivos interferem com o orgasmo?”

 
“Tenho estado a tomar anti-depressivos há já algum tempo e tenho notado que o meu desempenho sexual se alterou. Gostava de saber se os anti-depressivos diminuem a frequência dos orgasmos.”
 
Salomé, Porto
 
Cara Leitora,
 
Alguns anti-depressivos, bem como medicamentos para a redução da ansiedade, têm como efeito secundário a diminuição do interesse sexual e dificuldade em atingir o orgasmo. Medicamentos como o Prozac ou Zoloft são notórios neste âmbito. O anti-depressivo que está no Mercado e que tem tido menos efeitos secundários a nível sexual e o Welbutrim. É bem provável que pelo facto de estar a ser medicada com anti-depressivos o seu desempenho sexual tenha sido afectado. Converse com o seu médico a respeito do que tem sentido, e se achar necessário peça que lhe receite outro anti-depressivo que tenha menos efeitos secundários, ou que altere a dose da medicação que está a tomar.

Depressão e sexualidade

Gostaria de saber o que acontece quando um marido tem relações sexuais com a esposa e depois se sente muito mal. Fica deprimido. Ele tem depressão, normalmente, mas diz que esse mal estar, esse peso em sua cabeça, piora quando  tem relações sexuais com a esposa. O que é isto?
Cláudia
 
Cara Cláudia,
 
Como o seu marido tem uma condição clínica – a depressão – sofre sentimentos e emoções negativos em relação a quase, senão mesmo tudo. Como consequência da própria depressão ou do seu tratamento (se ele estiver a ser medicado psiquiatricamente) sente igualmente mal-estar nas relações sexuais. Seja compreensiva e aguarde que a depressão passe. Não o pressione para que sinta o prazer como antes de estar deprimido e compreenda que nesta doença o isolamento das pessoas de quem se gosta e magoá-las, causa ainda mais sofrimento, num ciclo vicioso de que é difícil sair, mas possível. O facto de ele dizer que piora quando têm relações é sinal desta tendência dele se isolar e a magoar, sem querer e prejudicando ainda mais a sua saúde – não dê demasiada importância. Provavelmente ele dirá o mesmo de todas as actividades que faz e que experiencia de modo diferente do que quando não estava deprimido.
Se ele não estiver a ser tratado ajude-o para que seja, com um psiquiatra e psicólogo (o tratamento com ambos em equipa é o mais eficaz no combate à depressão), sendo a leitora uma fonte de esperança de que ele pode vir a sentir alegria e a ver as coisas com mais cor, menos cinzentas e, claro, a sentir prazer com o vosso amor.