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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

É normal gostar muito de sexo aos 40 anos?

 

Tenho 40 anos e gosto muito de sexo. Penso mais do que faço. Gostaria de saber se há alguma indicação ou estudo sobre a quantidade de relações por mês num casal pela minha idade. Será normal de três em três meses? Outro dia, quando estava a iniciar, durante os preliminares, quando beijava e tocava, ejaculei em poucos segundos. Terei algum problema? 
Bento Aguiar - Maia

 

Caro leitor,

De uma forma geral casais entre os 20 e 50 anos de idade têm relações sexuais em média entre 1 e 3 vezes por semana, com estudos diferentes indicando valores diferentes. É difícil determinar o que é muito ou pouco sexo entre um casal, pois cada caso é um caso, e cada casal tem a sua frequência ideal, ou seja, o que é considerado normal e satisfatório para si, pode não o ser para outro casal e vice-versa. Dessa forma, se tanto você como a sua esposa estão satisfeitos em ter relações sexuais de 3 em 3 meses, então, não existe nenhum motivo para preocupação. No entanto, uma vez que não tem relações sexuais com bastante frequência vai ter o problema da ejaculação precoce, ou seja a sua sensibilidade vai estar bastante elevada e por isso vai ejacular mais cedo do que deseja. Por isso aconselho que tente ter relações sexuais com um pouco mais de frequência se deseja resolver o problema da ejaculação precoce, ou tente masturbar-se com mais frequência, e dessa forma não vai estar tão excitado quando tiver relações com a sua esposa.

“Será que o meu marido é gay?”

Estou casada há 5 anos e há já 2 anos que eu e o meu marido não temos relações sexuais. Ele não mostra qualquer interesse em mim. Será que ele é gay?

Teresa, Lagos

 Cara Leitora,

De facto algo se passa, mas não deve precipitar-se e assumir que é uma questão de orientação sexual. Muitos factores podem estar por trás da aparente falta de desejo do seu marido. A dificuldade é decifrar a razão sem causar brigas e conflitos no relacionamento. Existem homens que têm falta de desejo sexual devido a depressão ou a medicamentos que estão a tomar, ou devido a terem problemas de ejaculação precoce ou dificuldade em ter uma ereção, e por isso evitam ter relações sexuais com as suas parceiras para evitar o embaraço que sentem. Existem tambem outros homens que têm fetiches, ou amantes, ou mesmo que preferem masturbar-se com a utilização de pornografia em vez de ter relações com as parceiras. Como vê, existem muitos factores em jogo, por isso há que falar com o seu marido e talvez consultar a ajuda de um sexólogo para decifrar este dilema.

“Ele magoa-me o peito!” 

“O meu marido quando está verdadeiramente excitado aperta-me o peito, o que me magoa bastante. O que devo fazer? Tenho medo que ele não me entenda se eu me queixar…” 

Susana, Évora 

Cara Leitora, 

Há certos pontos do corpo tanto dos homens como das mulheres que são muito sensíveis. Assim, a forma como se proporciona o toque é bastante importante porque, muitas vezes, dá-se o caso de se magoar o parceiro sem ter a noção disso. Assim sendo, não perca tempo e alerte o seu marido para esse facto. Possivelmente, com os estímulos e o impulso sexual ele nem sequer tem a noção da força que utiliza para apertar os seus seios. Não receie falar, pois quanto mais adiar essa conversa mais dores e desconforto irá sentir porque o seu marido age com naturalidade, sem se aperceber do incómodo que lhe está a causar.Os seios para muitas mulheres funcionam como um óptimo local para proporcionar o estímulo sexual e conduzir à excitação. Porém, há um facto extremamente importante que é saber acarinhar sem magoar. Se por acaso, lhe agrada ser estimulada através do toque nos seios converse com o seu marido para que ele modere a força.Existe sempre um ponto de equilíbrio e adoptando uma postura sincera poderá resolver esta questão.

“ Sinto-me insatisfeita…”

 

“Tenho 45 anos, sou casada há 15, e ultimamente tenho-me sentido insatisfeita sexualmente. Como devo lidar com a situação?”

Carla, Coimbra

 

Cara Leitora,

Uma vez que já está com o seu marido há 15 anos pode fazer com que a vossa relação tenha caído na rotina. Reflicta um pouco para que possa averiguar o que gostaria de alterar no vosso relacionamento, e converse com o seu marido para que juntos possam delinear estratégias que devolvam alguma diversidade à vossa vida sexual. Tenha imaginação e tente descobrir, juntamente com o seu marido, novas formas de sentir prazer e de estimular a vossa imaginação, não deixe que a vossa relação caia na rotina.

 

"Será que ele é sensível de mais?"

5 Tips to Reject a Sensitive Guy

“Eu sei que as mulheres costumam reclamar dos homens por estes não serem emocionalmente insensíveis, mas o meu problema é exactamente o oposto. O meu namorado é sensível demais! O que começou por ser algo atractivo está a tornar-se bastante aborrecido pois ele está sempre a choramingar e eu tenho de lhe fazer as vontades todas! O que devo fazer?”

Liliana, Sacavém

Cara leitora,
Realmente isso pode ser bastante aborrecido. O homem ideal seria aquele que é capaz de expressar as suas emoções e de ouvir a sua parceira fazendo-a sentir-se amada e compreendida, sem nunca deixar de ser o homem da relação! No seu caso, parece que o seu namorado é bastante imaturo preocupando-se apenas com as suas necessidades, sem ter em consideração os seus sentimentos. O seu namorado está a utilizar esse tipo de comportamento como uma forma de a controlar, o que demonstra bastante insegurança e egoísmo da parte dele. Compreendo que no princípio ele a tenha atraído pela sua sensibilidade, pois era algo diferente. Infelizmente, por mais que a leitora tente, não o vai conseguir mudar pois existem problemas mais profundos que o fazem comportar-se dessa forma. Se quiser continuar nessa relação aconselho-a a procurar apoio profissional.

“O meu apetite sexual diminuiu drasticamente”

Young man worried. | Premium Photo

“Estou com o mesmo namorado há dez anos e tenho notado que o meu apetite sexual tem diminuído. As minhas relações sexuais têm sido mais espaçadas. Será que isto é normal?”

 Nuno, Lisboa

Caro Leitor,

Os impulsos sexuais são controlados pela hormona sexual masculina, a testosterona, que é variável de pessoa para pessoa. A frequência com que um casal tem relações sexuais depende de vários fatores, nomeadamente da longevidade da relação, pois quanto mais tempo estiverem juntos é natural que a frequência das relações diminua ao longo desse tempo. A saúde de ambos tem muita influência nas relações sexuais, se existir algum problema de saúde é natural que a frequência seja menor. O nível financeiro do casal, quem tem uma vida profissional muito ativa tem menos tempo para relações sexuais. A idade de ambos é um fator a não esquecer, pois quando envelhecemos há uma diminuição da frequência do ato sexual. Para tentar mudar o que lhe está a acontecer, e que o está a preocupar, o melhor será evitar alguns fatores, tais como o stress, o consumo de bebidas alcoólicas, deixar de fumar, verificar com o seu médico a sua medicação que poderá estar a influenciar o seu desempenho e tente praticar mais exercício físico. Experimente também ter uma conversa com o seu companheiro, de forma a quebrar a monotonia e apimentar a vossa vida sexual.

“Discutimos todos os dias.”

 

“Sinceramente já não sei o que fazer, a minha esposa está sempre sem paciência e arranja sempre motivo para discutirmos. Já não sei o que fazer, mas tenho a certeza de que já não tenho paciência para isto.”

 

Filipe, Torres Novas

 

 

Caro Leitor,

Por vezes, por mais anos que passemos ao lado da pessoa que amamos, parece que os anos nunca serão suficientes para conhecermos o nosso parceiro. Se as relações fossem todas fáceis, as discussões e as incompatibilidades não fariam parte do dia-a-dia dos casais. Neste sentido, é importante que ambos adoptem um comportamento mais compreensivo e tolerante com o objectivo de evitar tantos conflitos que coloquem a relação na corda bamba. Quando a sua esposa se exalta, procure não responder de imediato, pois isso apenas servirá de rastilho para fazer surgir uma cena desagradável. Deixe-a falar tudo até ao fim e só no final faça-a entender o seu ponto de vista. Assim, quando os dois estiverem mais calmos, poderão resolver as vossas divergências, pois as discussões permanentemente não levarão a lado nenhum, senão na dissolução do casamento por saturação de tanta incompreensão. Não embarque nas discussões e tente, posteriormente, com calma chamar a sua esposa à razão.

“Ele perde a erecção sempre que pomos o preservativo!”

 

“Cada vez que eu e o meu namorado vamos ter relações sexuais, ele chega ao  momento e nunca consegue. Antes de colocarmos o preservativo ele está sempre erecto mas quando ponho o preservativo lá se vai a erecção...já é a terceira vez...será que não lhe dou excitação suficiente ou terá algum problema?”


Soraia, Coimbra

 

Cara leitora,

Não interprete as dificuldades do seu namorado como um defeito seu. A prova de que a leitora o excita muito é a de que ele tem erecção antes de tentarem a penetração. A ansiedade de lhe querer agradar e dar prazer, e outros factores que desconheço (medo de falhar, falta de experiência sexual, medo de uma gravidez indesejada, entre outras possibilidades) levam a que sinta ansiedade em vez de prazer, ao tentar a penetração e, como tal, entra num ciclo vicioso e perde a erecção.

Aconselhe-o a colocar o preservativo sozinho, fora das relações sexuais, na masturbação, para que se habitue a ele. Como a colocação requer algum cuidado pode ser isso que o está a inibir no momento da penetração, e todos os homens precisam de prática. Não deixem de utilizar um método contraceptivo, pois a ansiedade não é amiga da excitação e do prazer, pelo que essa preocupação deve estar para trás das costas.

Tente acompanhá-lo a sair desse ciclo vicioso voltando à estimulação, não o deixando sozinho nem a parar de fazer amor por não terem conseguido a penetração, voltar a tentar sem o fazer sentir-se pressionado. Seja criativa no modo de lhe mostrar que a erecção não é o mais importante para o prazer que vocês podem tirar da sexualidade um do outro.

“Acho que o meu marido é estéril…”

Premium Photo | Asian young couple having problem of man worried and  unhappy at bedroom

“Tenho tentado engravidar e não consigo. Acho que o meu marido é estéril. Como posso ter a certeza disso, sem magoar os seus sentimentos?”

 Paula, Abrantes

Cara Leitora,

Os problemas de fertilidade podem ser diagnosticados através de exames físicos, a análise do esperma e tendo em atenção a história clínica. É importante refazer toda a história clínica do seu marido desde a puberdade até à idade atual, de modo a verificar infeções e doenças ocorridas e a medicação tomada. O exame físico deve ter em conta o tamanho e a textura dos testículos com o objetivo de averiguar a sua capacidade de produzir corretamente esperma. Caso este exame não aponte quaisquer problemas, torna-se necessário realizar um teste que determine o número de esperma encontrado na ejaculação. Se se comprovarem problemas, será necessário que um especialista verifique a formação do espermatozoide e a sua capacidade de movimentação. De forma a fazer a avaliação da fertilidade é necessário que o homem ejacule para dentro de um frasco e essa amostra deve ser entregue num laboratório nas duas primeiras horas seguintes. Um outro teste possível de ser realizado é o exame pós-coito que é feito através da recolha de uma amostra de muco uterino logo após a ejaculação do homem. Este último teste tem como intuito verificar se o muco intrauterino tem a consistência necessária para possibilitar a movimentação do esperma. É importante pois, que o seu marido vá ao médico e efetue todos os exames necessários, sem pudor nem preconceito pois é o primeiro passo para realizar o vosso desejo de ter um filho. Converse com ele com calma e procure fazê-lo entender que, apesar de difícil, este tipo de diagnóstico é muito importante para a vossa felicidade futura.

“Ele trabalha demais!”

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“O meu marido é responsável pela gestão de uma empresa, o que faz com que se dedique inteiramente à carreira profissional e nem queira ouvir falar em ter filhos. Ele trabalha demais e eu já não sei como lidar com a situação.”

 

Joana, Espinho

 

Cara leitora,

As exigências da sociedade actual fazem com que muitas pessoas alterem a sua rotina diária favorecendo a vida profissional em detrimento da vida familiar, verificando-se, então, uma mudança nos padrões sociais inicialmente estipulados. Hoje em dia, algumas pessoas escolhem abdicar do desempenho do papel de pais em favor do prestígio e êxito profissional. Porém, apesar de o seu marido pensar assim, parece que a leitora discorda deste tipo de vida, gostaria que o seu marido trabalhasse menos horas e que constituíssem família. Nesse sentido, aconselho-a a ter uma conversa séria e frontal com o seu marido, dizendo que respeita a sua postura, mas que para si também seria muito importante ter uma família para lhe dar o seu amor e carinho. É fundamental que cheguem a um consenso que promova o equilíbrio e a felicidade do casal.