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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“A pornografia aumenta a violência sexual?”

 

“Encontrei algumas revistas pornográficas no quarto do meu filho de 18 anos e fiquei preocupada, pois para além de não saber como agir com ele, uma amiga disse-me que essas revistas têm imagens violentas que fazem com que haja mais violência sexual entre jovens! Isto é verdade?”
 
Conceição, Vila Nova de Gaia
 
Cara leitora
Um estudo sobre pornografia realizado pela Comissão Meese nos Estados Unidos a pedido do presidente Ronald Reagan, concluiu que, ao contrário do que se pensava, menos de 1% das imagens contidas nas revistas pornográficas mais vendidas no mundo contêm imagens violentas. Dessa forma a Comissão Meese não encontrou dados que demonstrassem uma correlação entre pornografia e violência sexual. Por isso, não tem de se preocupar tanto com o assunto. O seu filho está numa fase de descoberta sexual, o que é perfeitamente normal na idade dele, e nem você nem ninguém vai impedir que isso aconteça. Portanto o melhor a fazer é orientá-lo e não criticá-lo!
 

“Quero fazer amor com dois homens”

“Tenho namorado, no entanto, de há uns tempos para cá, não consigo deixar de pensar em fazer amor com dois homens ao mesmo tempo. Sei que o meu namorado nunca iria concordar, mas não consigo deixar de pensar nesta minha fantasia…”

Sara, Moscavide

 

Cara Leitora,

Fantasiar sobre os mais variados cenários sexuais é perfeitamente normal, sendo a sua fantasia comum nas mulheres. O único problema é quando as fantasias começam a interferir na relação do casal, o que parece ser o seu caso, visto que não consegue deixar de pensar em fazer amor com dois homens ao mesmo tempo. As fantasias podem ser bastante divertidas, mas lembre-se que nem sempre devem ser passadas à prática pois podem ter repercussões bastante sérias não valendo a pena os problemas que podem vir a causar. Segundo nos disse, o seu namorado não iria concordar com essa prática, por isso, se gosta realmente dele, não tenha nenhuma atitude que possa prejudicar a vossa relação. Lembre-se que a realidade pode ser bastante diferente da fantasia!

“Ela é fria na cama…”

 

“Desde há uns tempos para cá a minha esposa tem andado muito estranha, fala muito pouco e na cama está bastante apática. Já tentei falar com ela, mas não consigo compreendê-la. Será que ela já não me ama?”
 Fábio, Lisboa
 
 
Caro Leitor,
É difícil responder literalmente à sua questão, pois esta é uma situação bastante delicada, que deve ser resolvida no seio conjugal.
Possivelmente, a sua esposa está a atravessar um momento menos positivo da sua vida e pensa que não deve incomodá-lo com essa situação.
Com certeza a sua esposa está preocupada com alguma situação, ou stressada com algo que se tenha passado. Porém, não vale a pena especular sobre possíveis hipóteses.
Porque não cria um ambiente romântico e com uma palavra de conforto? Deixe a sua esposa à vontade para abordar o assunto. Mostre-lhe que realmente está preocupado com ela e apenas deseja o melhor. Diga-lhe que para além de marido, pretende ser o melhor amigo dela e que devem estar sempre juntos para enfrentar qualquer que seja a adversidade.
 

“Não quer fazer amor comigo…”

“Há mais ou menos três meses que a minha esposa se recusa a fazer amor comigo. A situação está a ficar saturante e acho que o meu casamento está por um fio.”

 

Rui, Alenquer

Caro Leitor,

Nem sempre as coisas correm da forma como mais desejamos, ainda mais numa vida partilhada a dois. É neste tipo de caso que o diálogo é extremamente fundamental para que os problemas não se arrastem por um tempo indeterminável ou que se agravem mais.

O comportamento que a sua esposa adotou é de alguma reserva e é importante que o motivo dessa apatia sexual seja averiguado. Procure perceber se a sua esposa está a atravessar um período difícil ou se existe algum mal-entendido entre vós que está a inibi-la sexualmente.

É fundamental que se lembrem que uma relação deve-se basear em atitudes de compreensão, diálogo, respeito e tolerância. Comportem-se com humildade e conversem sobre o estado em que se encontra o vosso casamento. Se se amam verdadeiramente não deixem que problemas como estes dominem a vossa vida.

“O meu namorado não quer fazer sexo oral…”

 

 

 

“O meu namorado já me fez uma vez sexo oral, o que me deixou completamente excitada, e gostava que ele o repetisse, mas cada vez que lhe peço para o fazer diz-me que não. Porque será que ele tem tanta aversão ao sexo oral?”

Carla, Bragança

 

Cara Leitora,

Os homens são bastante diferentes entre si, tendo preferências sexuais também diferentes. Sexo oral é algo que requer bastante confiança e cumplicidade entre parceiros. O mais indicado a fazer na sua situação é perguntar ao seu namorado o que é que ele não gostou da vez que o fizeram, e tentar evitar que isso volte a acontecer. Não deverá obrigá-lo, mas deve dizer-lhe que poderá parar assim que o desejar.

 

“Devo fazer terapia sexual?”

“Tenho 46 anos, sou
casado há 17, mas de há uns três anos para cá eu e a minha esposa deixámos de
nos dar bem a nível sexual. Embora tivéssemos recorrido ao apoio de um
Psicólogo, continuámos com o mesmo problema. Será que consultar um especialista
em sexualidade poderá ajudar?”

Tiago, Seixal

 

Caro leitor,

Sem dúvida que sim, um sexólogo credenciado tem a
formação e o treino necessários para saber lidar com qualquer tipo de problema
do foro sexual. Se tem tido dificuldades a nível sexual com a sua esposa,
definitivamente aconselho-o a procurar um especialista. Além disso, é bastante
importante que ambos sejam sinceros durante a terapia tanto um com o outro como
com o vosso terapeuta, e que ambos participem activamente na terapia indo às
sessões, fazendo os exercícios recomendados em casa e demonstrando empenho e
vontade de melhorar, pois apenas com o empenho de ambos verão resultados.

“O meu marido é infiel!”

“Desde sempre que o meu marido teve amantes, e eu acabo sempre por descobrir, o que causa muitas brigas. Porém, não consigo deixá-lo porque o amo muito. Como posso lidar com esta situação?”

 

Rosa, Faro

 

Cara Leitora,

o mais provável é que o seu marido não mude, pois a leitora já descobriu várias vezes que o seu marido tem amantes e nunca o deixou, e dessa forma ele continua a ter o mesmo comportamento, pois sabe que a leitora nunca o vai deixar. Por isso, cabe a si determinar o que é mais importante para si, se é mais feliz continuando casada, mas tendo para tal de fingir que não sabe o que se está a passar, ou ficar sozinha e possivelmente encontrar alguém que a ame de verdade e que a respeite. Pense bem, pois apenas a senhora pode decidir o que fazer numa situação destas.

 

“Não sei ser fiel!”

“Sempre tive muitas mulheres e muitos relacionamentos, por vezes até em simultâneo. Agora acho que encontrei a mulher dos meus sonhos, mas não sei se conseguirei manter-me fiel a ela.”

 

Rui, Seixal

 

Caro Leitor,

o seu problema não está na dificuldade em conquistar as mulheres mas sim em manter-se fiel a apenas uma. Para si é muito complicado manter um compromisso e estar vinculado a uma pessoa, pois isso fá-lo sentir-se como se perdesse a sua independência e liberdade. Uma relação monógama requer uma maior intimidade e empenho, além de compromisso da sua parte para com a sua parceira, coisa que o leitor tem dificuldade em fazer. Porém, neste momento a situação com que se depara é outra. A sua relação está a solidificar-se e por esta razão sente-se ameaçado, pois não consegue limitar-se apenas a uma parceira. Reflicta um pouco, pois a sua tendência para a poligamia é provavelmente um mecanismo de defesa de modo a evitar a entrega emocional plena a uma só mulher e a um posterior desgosto. O seu comportamento poligâmico serve também para o proteger de rejeições e relações fracassadas. Assim, as várias relações que tem em simultâneo servem apenas para mascarar o insucesso de algumas relações, pois é mais fácil ter outra pessoa para apaziguar a situação do que se confrontar com o fracasso. Uma vez que está presentemente numa relação monógama e assim a quer manter, aconselho-o a procurar a ajuda de um especialista que o ajude a ultrapassar a sua dificuldade de se entregar física e emocionalmente a uma só pessoa.

“Não me apetece fazer sexo!”

“Sempre me dei bem com a minha esposa a nível sexual, mas desde que ela teve o nosso filho, há uns meses, já não tenho vontade de fazer amor com ela…”

António, Monte da Caparica

 

Caro leitor,

por melhor que seja a vida sexual de um casal, o nascimento de uma criança é sempre um período de desorganização a nível sexual. Alterações hormonais, depressão pós-parto ou cansaço são muitas vezes associados a diminuição de desejo, mas estas não são as únicas razões. Deixar de ter relações depois de ter um filho é bastante comum para vários casais. É perfeitamente seguro ter relações após o nascimento do bebé, desde que a mulher
se sinta fisicamente preparada para tal. Aconselho-o a tentar criar novos cenários e fantasias, passe uns dias fora com a sua esposa…isto irá ajudá-lo a
aumentar a libido.

“A vagina da minha namorada é pequena”

 

“Iniciei há pouco tempo a ter relações com a minha namorada e normalmente a penetração é dolorosa. Será que a vagina da minha namorada é muito pequena? O que deverei fazer? ”

Pedro, Aveiro

 

 

Caro Leitor:

Quando se inicia a actividade sexual é normal que isso aconteça. A sua namorada está nervosa o que pode provocar tensão dos músculos da vagina, e falta de lubrificação adequada. Aconselho-o a dedicar mais tempo e atenção aos preliminares e só tentar a penetração quando a sua namorada lhe disser que está preparada para isso. Experimente também utilizar um lubrificante para facilitar a penetração o que além de ser divertido fará com que a sua namorada se sinta menos tensa. Não pressione a sua namorada e adopte a posição na qual ela se sente mais confortável.