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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Disfunções sexuais

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Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode ser afetado por diversas disfunções sexuais, que podem causar dor ou algum sofrimento psicológico.

Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores, simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser perfeitamente tratado.

Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual hipoativo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta sexual ou do seu ginecologista.

 

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoativo (falta de prazer no ato sexual): Não existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no ato sexual): Existem sentimentos de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e medo.

Transtorno de excitação (frigidez): Existe uma capacidade quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do ato sexual. A mulher tem também falta de excitação.

Anorgasmia (inibição do orgasmo): Mesmo após um estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a mulher sente durante um ato sexual, desde que não existam outros fatores como nódulos ou infeções.

Vaginismo: Quando existe uma contração permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição médica: Quando existem outras doenças, como por exemplo a diabetes que fazem com que o desejo sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas, como por exemplo, antidepressivos.

Sexo na Terceira Idade

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Apesar da informação ser, muitas vezes, escassa a verdade é que o desejo sexual, a ereção, a lubrificação ou a ejaculação não terminam à medida que a idade vai avançando.

 

Tanto o homem como a mulher podem ser potencialmente ativos a nível sexual até ao fim da vida. É normal, no entanto, que necessitem de mais estímulos, pois há certamente algumas mudanças fisiológicas que merecem também algumas mudanças a nível de ação. Muitas vezes, é até mesmo o pessimismo ou a ansiedade (de não ser capaz) que geram o fracasso sexual.

 

Existe ainda um preconceito em relação às pessoas mais velhas que deve e tem que ser ultrapassado. E há ainda que ter em conta que se a quantidade de vezes com que pratica sexo diminui com a idade, não significa que o desejo sexual desapareceu.

 

A qualidade deve, nesta altura, passar a ser muito mais importante do que a quantidade, esta sim tão importante para os mais jovens. O homem é potente sexualmente e consegue ter uma ereção até estar vivo, e consegue igualmente ejacular até aproximadamente aos 100 anos.

 

Existe ainda a ideia errada de que a mulher, depois de deixar de menstruar, deixa também de ter desejo sexual. Uma ideia formada na sociedade e que está completamente errada.

 

A menopausa não interfere em nada com o desejo sexual ou com a capacidade da mulher de continuar a ser atraente e sensual. Existem sim, nesta fase, algumas alterações na mulher que se prendem com a redução da lubrificação e da mucosa vaginal, mas que podem ser colmatadas também com o aumento de preliminares antes da penetração, capazes de estimulá-la mais facilmente.

 

Tal como o homem, a mulher pode ser sexualmente activa até ao final da vida. Quando entra na terceira idade, tanto ele como ela só necessitam aprender a explorar melhor o todo o seu potencial sexual!

Será que ela é frígida?

 

“Tenho notado que a minha esposa inventa cada vez mais desculpas para não fazermos amor. A verdade é que somos casados há já seis anos e nunca tivemos uma vida sexual muito activa, por isso gostaria de saber se ela sofre de frigidez.
César, Coimbra
 
Caro Leitor,
É normal que o desejo sexual da mulher diminua devido a diversas condicionantes físicas e psicológicas, por exemplo o nascimento de filhos, o stress causado pelo trabalho ou a entrada na menopausa. A frigidez é uma disfunção sexual que afecta as mulheres, fazendo com não sintam prazer durante o acto sexual e, consequentemente, não consigam atingir o orgasmo. Em termos práticos, tanto as mulheres que sofrem de frigidez como as que sofrem de falta de desejo sexual raramente procuram o parceiro, e quando este as procura a tendência é para rejeitá-lo. Esta situação causa constrangimentos e tensão no ambiente familiar, pois o facto de a esposa não estar muito receptiva a participar do acto sexual muitas vezes pode gerar incompreensão por parte do marido. Aconselho a que fale abertamente com a sua esposa, pois através do diálogo e da compreensão esta situação pode ser ultrapassada.

Tema de hoje: menopausa

Estou casado há 20 anos e desde há algum tempo que não tenho relações sexuais com a minha mulher, apesar de a amar muito e ela a mim. A minha mulher tem sintomas depressivos (em acompanhamento médico) e apresenta sinais de entrada na menopausa (tem 44 anos), recusa assumir, perante os próprios médicos, a sua não apetência para uma vida sexual, é extremamente clássica e muito ortodoxa no que diz respeito a uma vida sexual.
Eu amo a minha mulher, eu respeito-a como pessoa, tento tudo para que a vida em casal seja o mais linear e feliz possível e, apenas queria que o nosso relacionamento fosse mais completo e feliz para ambos, tanto mais que ambos caminhamos para um momento da vida em que cada vez mais estaremos apenas os dois, dependentes apenas um do outro.
 
Francisco
 
Caro Francisco,
 
Actualmente, como a sua esposa está deprimida e em tratamento devo dizer-lhe que a diminuição do desejo é devida à doença e aos tratamentos anti-depressivos Enquanto essa situação persistir a sexualidade da sua mulher dificilmente mudará, mas devem falar com o médico que a acompanha para tentarem uma outra medicação.
A menopausa pode ter efeitos igualmente na sexualidade da sua mulher, pois algumas mulheres sentem-se diminuídas pela perda da capacidade reprodutiva e mesmo fisicamente a lubrificação vaginal é mais difícil e pode levar a algumas dores. Compre lubrificantes para experimentar nas relações sexuais com ela, para resdolver este problema, se ela o tiver.
Quando refere estar disposto a tudo para a seduzir e melhorar a vossa vida sexual tem de ter em conta a abertura da sua mulher à descoberta da sua sexualidade. Posso recomendar-lhe banhos de imersão, leituras eróticas (desde Mário Vargas Llosa à banda desenhada de Manara), filmes eróticos (Nove Semanas e Meia, filmes pornográficos com histórias do vosso agrado), viagens a destinos paradisíacos, descobertas de produtos eróticos de sexshops… Mas tem de haver uma certa abertura a tais planos e só o Francisco pode saber se a sua mulher a terá.
O acompanhamento sexológico seria igualmente desejável, por isso contacte-nos pelo telefone 21 318 25 91.

“Sou insaciável…”

 

“Tenho 30 anos e estou casada há seis meses com o homem que amo. Iniciei a minha vida sexual muito jovem e sempre gostei de sexo. A verdade é que não consigo deixar passar um dia sem fazer amor com o meu marido… será que isso pode fazer mal à saúde?”
 
Alexandra
 
Cara leitora,
Desde que ambos sejam saudáveis, e façam consultas médicas de rotina frequentemente para se certificarem de que está tudo bem, em princípio não tem com que se preocupar. Não existe nenhuma regra que determine qual a frequência com que um casal deve ter relações sexuais, e geralmente os casais mais jovens fazem amor com muita frequência. Desde que estejam de acordo no que diz respeito ao número de vezes que têm relações sexuais por semana, não existe nenhum problema em fazê-lo todos os dias!

Dores e falta de vontade

Há 2 anos namoro com um rapaz e há 8 meses tivemos relações sexuais pela primeira vez. Correu bem e com muita cautela, fui ao medico antes, receitou-me exames e orientou-me sobre as sensações que possivelmente iria ter...
Eu já tomava anticoncepcional desde os meus 14 anos, porque a minha menstruação tem um fluxo muito forte. O meu namorado entretanto fez uma cirurgia e passamos mais de dezoito dias sem ter relações e quando o médico dele o permitiu de novo,  eu não sinto vontade nenhuma, nenhum desejo. Quando tentei forçar senti muitas dores e continuo a sentir e sinto que a minha vagina está com um odor diferente, com muito corrimento.
É normal eu sentir essa falta de interesse por ele? Gosto de ficar juntinhos, beijar abraçar, mas quando passa para a parte mais quente peço que pare e tenho vontade de chorar. Tenho medo que seja alguma infecção.
Luísa
 
Cara Luísa,
O seu caso apresenta tantas coisas que deve mesmo falar abertamente com o seu médico para melhor o esclarecer.
O facto de fazer contracepção é positivo, para ficar descansada quanto a possíveis gravidezes indesejadas, mas não a protege de contrair infecções sexualmente transmissíveis e isso pode ainda preocupá-la.
Não sei como reagiu às suas primeiras relações sexuais, se gostou, se se sentiu confortável, como ficaram depois. Não sei a causa da cirurgia do seu namorado e se pode relacionar-se com a sua falta de desejo. Também não sei se a vossa relação sofreu alguma mudança nesses dias em que não tiveram relações. Qualquer um destes factores pode influenciar o seu desejo sexual e a sua vontade de ter sexo.
Reflicta um pouco, sozinha ou acompanhada, sobre o que poderá estar a ter impacto nos seus sentimentos em relação à sexualidade.
No que toca a dores, odores e corrimento tem mesmo de fazer um diagnóstico presencial com um médico, pois pode ter desenvolvido apenas algumas bactérias vaginais (a vagina como mucosa tem uma flora vaginal que pode desequilibrar-se e dar tais sintomas), como pode ter sido infectada com uma infecção sexualmente transmissível e estar a reagir negativamente ao sexo por lhe causar dores.

Leia mais sobre desejo sexual feminino aqui: http://consultoriosexologia.blogs.sapo.pt/tag/desejo+sexual+feminino

“Amo um mas desejo o outro…”

“Sei que isto não parece bem, até pode ser suscetível de vários julgamentos, mas a verdade é que amo o meu namorado só que não consigo alcançar o prazer com ele. Porém, envolvi-me com um colega que é casado e que sei que não é a pessoa certa para mim, mas sexualmente parece que fomos feitos um para o outro. Estarei a ser leviana?

 

Diana, Lisboa

 

Cara Leitora,

Em primeiro lugar é importante que não tenha uma imagem tão negativa de si que a leve a fazer autodesignações destrutivas. Neste momento, a leitora está a viver um verdadeiro dilema, ou seja, está dividida entre o afeto e o companheirismo de uma pessoa e a aventura e o ritmo sexual que outra lhe proporciona. Para que possa tomar uma decisão da qual não se arrependa mais tarde, aconselho a que faça uma reflexão séria e ponderada. Talvez essa dúvida, seja fruto de alguma imaturidade e inconsciência que concerteza irá adquirir com a idade e com a experiência de vida. Pense com consciência aquilo que realmente deseja para o seu futuro. Veja se prefere uma vida estável e com verdadeiros momentos de ternura ou se prefere apenas uma vida sexual bastante ativa, mas sem consistência. O ideal seria encontrar uma pessoa que amasse de verdade e que tivessem um bom entendimento sexual. Pense bem, pois talvez nenhum dos dois será a pessoal ideal para si. Dê tempo ao tempo.

 

“Continuo a sentir desejo sexual!”

“Tenho 64 anos e continuo com vontade de fazer amor com o meu marido. Pensava que com o avançar da idade esse desejo fosse diminuindo, mas tal não tem acontecido. Será normal?”

 

Maria do Céu, Castro Daire

 

Cara Leitora,

Infelizmente, a crença de que as mulheres mais velhas não têm vontade nem capacidade para manter uma sexualidade activa ainda se mantém nos dias de hoje. Esta noção não passa de um mito social que ficou instalado na cabeça das pessoas, e muitas têm-no como uma realidade, condicionando a própria vida sexual e afectiva. O certo é que, com o passar dos anos, surgem algumas condicionantes que limitam a performance sexual, contudo isso não significa que as pessoas não estejam aptas a ter uma vida sexual activa. Dentro das suas limitações podem definir estratégias que permitam a continuidade da actividade sexual. A verdade é que, com a idade e as suas próprias limitações, isto é, a menopausa e a consequente diminuição do nível de estrogénio, a sexualidade feminina começa a ser vivida de uma outra forma, o que não significa que a mulher tenha que dar como encerrada a sua vida sexual. Muito pelo contrário, se ainda manifesta vontade sexual não há mal nenhum em satisfazer os seus desejos. É perfeitamente saudável e natural, pois o fim da vida reprodutiva não significa o fim do prazer sexual. Neste sentido, encare este seu desejo de prolongar a sua vida sexual como algo normal e viva a sua sexualidade com a maior naturalidade, eliminando da sua cabeça qualquer sentimento de culpa.

 

“Não consigo sentir desejo!”

 

“Tenho 25 anos e nunca senti desejo sexual. Namoro há 4 anos com um rapaz que amo, mas desde que começámos a ter relações sexuais que a nossa relação se tornou um tormento. Sinto repulsa, horror e vontade de fugir. Eu sei que tenho um problema, mais diria um bloqueio. Já recorri a uma psicóloga sexóloga, porque na infância sofri de abusos sexuais, mas não ajudou muito, e tenho medo de recorrer a medicamentos porque receio que anulem o efeito da pílula. Preciso da sua ajuda porque estou a perder o meu namorado, ele não compreende o que eu sinto e eu não consigo mudar… o que hei-de fazer”

 

 

Sónia, Bragança

 

Cara leitora,

Há muitas questões a resolver nas dificuldades que demonstra na sua sexualidade. Em primeiro lugar, o trauma de ter sido abusada não é fácil de ultrapassar e tem consequências sérias. Quem inicia a sua vida sexual à força e cedo demais não pode esperar apreciar o sexo em si mesmo sem ajuda especializada e algum esforço. Por isso, aconselho-a a retomar as consultas com a psicóloga sexóloga e a seguir as suas recomendações. Infelizmente, ultrapassar uma situação dolorosa requer ainda muita dor, mas tem o benefício de a fazer sentir-se melhor consigo e na sua sexualidade futura. Não desista, valerá a pena. Dado o que conta, compreende-se como é difícil sentir prazer nas suas relações sexuais…e quem sente pouco prazer não sente o desejo a aumentar. Repare como isto aconteceu desde que começaram a fazer amor, pois antes a vossa relação não estava associada a sexo. Saiba que o desejo feminino é difícil de tratar com medicamentos…terá de ser com a sua imaginação e criatividade. Não se “obrigue” à penetração vaginal,
explore outras opções menos invasivas para si, que lhe aumentem o prazer sem a pressionar: pode ser desde massagens eróticas, a banhos de imersão em conjunto, a conversas sobre fantasias sem se tocarem… Invente à vontade a sua forma de se excitar e gostar de sexo! Por fim, aconselho que tente voltar à terapia, pois pode ser uma grande ajuda. Compreendo que custe e que os seus efeitos positivos levem tempo a sentir-se, mas é um passo
que a pode ajudar em muito nestas questões.

“Não tenho vontade de me satisfazer”

“Não tive qualquer tipo de relação sexual depois de me divorciar do meu ex-marido, há um ano, e nem sequer tenho vontade de me satisfazer sexualmente. Será que há algo de errado comigo?”

Paula, Coimbra

Cara Leitora,

O facto de não ter relações sexuais e de não lhe apetecer satisfazer-se através da masturbação não é motivo para se preocupar. Deve fazê-lo apenas se e quando se sentir estimulada para tal. Não se deve sentir diferente ou menos “normal”, pois tudo decorre dentro da normalidade. Há muitas pessoas que julgam que não ter uma vida sexual activa é um motivo para preocupações, e que é prejudicial à saúde, mas tais pensamentos estão completamente errados. Não entre em pânico e tente levar a sua vida de uma forma normal. É claro que, como se sente emocionalmente abalada devido ao divórcio, o seu apetite sexual está mais reduzido. Neste sentido, dê tempo ao tempo e quando tiver a sua vida amorosa reestruturada verá que, com toda a certeza,
irá recuperar o interesse sexual.