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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Discutimos todos os dias.”

 

“Sinceramente já não sei o que fazer, a minha esposa está sempre sem paciência e arranja sempre motivo para discutirmos. Já não sei o que fazer, mas tenho a certeza de que já não tenho paciência para isto.”

 

Filipe, Torres Novas

 

 

Caro Leitor,

Por vezes, por mais anos que passemos ao lado da pessoa que amamos, parece que os anos nunca serão suficientes para conhecermos o nosso parceiro. Se as relações fossem todas fáceis, as discussões e as incompatibilidades não fariam parte do dia-a-dia dos casais. Neste sentido, é importante que ambos adoptem um comportamento mais compreensivo e tolerante com o objectivo de evitar tantos conflitos que coloquem a relação na corda bamba. Quando a sua esposa se exalta, procure não responder de imediato, pois isso apenas servirá de rastilho para fazer surgir uma cena desagradável. Deixe-a falar tudo até ao fim e só no final faça-a entender o seu ponto de vista. Assim, quando os dois estiverem mais calmos, poderão resolver as vossas divergências, pois as discussões permanentemente não levarão a lado nenhum, senão na dissolução do casamento por saturação de tanta incompreensão. Não embarque nas discussões e tente, posteriormente, com calma chamar a sua esposa à razão.

“Não consigo agradar à minha mulher”

 

“Escrevo-lhe porque estou com a minha mulher há 4 anos e começo a não aguentar mais. Ela arranja discussões comigo a toda a hora e não lhe consigo agradar, por muito que me esforce (e eu esforço-me!) Às vezes ela é mesmo agressiva e assusta-me o que eu possa vir a fazer. Sinto-me um falhado, frustrado e incapaz de a fazer feliz. Ultimamente nem na cama consigo… O que se passa comigo?”

 

Miguel, Lisboa

 

Caro leitor,

 

A sua relação precisa de mudar comportamentos e expectativas, para que ambos se sintam melhor. Tem de experimentar caminhos alternativos, pois discutir, ainda por cima agressivamente, não é solução para nenhum de vós e pode mesmo ser perigoso fisicamente. Lembre-se que a violência
conjugal não é só física, pois a psicológica também existe e também magoa, e ambas têm a tendência de aumentar em escalada, quer comecem na mulher ou no homem. As consequências da violência, para quem a sofre, são como descrever a frustração, sentir-se diminuído e outras emoções negativas e que o desvalorizam.

 

É muito natural, neste contexto, que não lhe apeteça nem consiga ter relações sexuais – a sexualidade é um espaço de intimidade positiva e se o resto da vossa relação não o é neste momento, isso reflecte-se também nas relações sexuais.

 

Têm de encontrar um espaço de reflexão e de planeamento do vosso futuro, em conjunto e se a sua mulher estiver disposta a mudar algumas
características da vossa relação e do modo como o trata. Seria aconselhável que procurassem uma ajuda especializada na resolução de conflitos, por exemplo terapia de casal.