Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Acho que tenho Herpes Genital!

Tenho 34 anos e sou solteiro. Na semana passada tive umas feridas no pénis que nunca tinha tido, não sei se se trata de herpes genital, pois tive relações sexuais com um rapaz pela primeira vez e não utilizei preservativo.

 

Nuno, Lisboa

 

Caro leitor,

O Herpes genital é altamente contagioso, especialmente se houver a prática sexual sem a utilização do preservativo. A pessoa que tem herpes genital não deve ter relações sexuais quando tem feridas no pénis ou na vagina, mesmo com preservativo, pois existe sempre o risco de contagiar o parceiro. Por isso, se acha que existe a possibilidade de ter contraído essa infecção, consulte o seu médico para que possa receber tratamento, no entanto tenha em conta que apesar de haver tratamento para os sintomas, não existe cura, por isso há que ser muito cuidadoso de futuro para evitar o contágio de outros parceiros. Peça ao seu médico que lhe receite um comprimido que existe agora no mercado que, quando tomado uma vez por mês, ou quando sente que vai ter uma maior incidência da doença, evita o aparecimento de sintomas o que faz com que a vivência com a infecção seja mais fácil.

“Sexo seguro entre mulheres”

“Tenho 21 aos e sou bissexual. Gostaria de saber se a prática de sexo entre mulheres é mais segura do que entre homens, ou homens e mulheres?”

Joana, Porto

Cara leitora,

Realmente a percentagem de mulheres que tem relações sexuais exclusivamente com outras mulheres que contraíram o vírus da SIDA é mais reduzida do que qualquer outro grupo. No entanto, as lésbicas podem contrair infecções sexualmente transmitidas da mesma forma que homens homossexuais ou indivíduos heterossexuais, devido à troca de fluidos e da utilização de vibradores e outros brinquedos sexuais. Por isso, a prática de sexo seguro é recomendada até entre mulheres pois só dessa forma uma pessoa se pode proteger.

 

“ A SIDA é uma doença sexualmente transmissível. Que outras doenças desse tipo existem?”

Tenho algumas dúvidas sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis, isto porque a que mais é divulgada é a SIDA. Quantas existem e quais são as que se manifestam com maior frequência?

 

Anabela, Barreiro

 

 

Cara leitora,

 

Efectivamente a SIDA é considerada a mais dominante de todas as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) no momento, como antes tinha
sido a Sífilis. Qualquer DST, quando diagnosticada e tratada em tempo útil, pode evitar o contágio a outras pessoas / parceiros, e consequentes problemasde saúde. Os sintomas das DST são, em alguns casos, difíceis de detectar e por esta razão deverá ser efectuado sempre o rastreio ao nível da saúde sexual, mesmo se não evidenciar qualquer sintoma. Se achar, por qualquer razão, que foi infectada, o melhor será dirigir-se ao médico, pois não deverá deixar uma infecção destas por tratar, correndo o risco de originar mais problemas e complicações. As DST que se verificam com maior frequência são: o HIV, que conduz à SIDA; as Verrugas Genitais, pequenos e duros inchaços que aparecem junto aos órgãos genitais; o Herpes Genital, semelhante ao cieiro habitual da boca e dos lábios; a Gonorreia que, tanto em homens como em mulheres, poderá ser evidenciada por sensação de ardor ao urinar, sendo unicamente tratada com penicilina; a Sífilis, a qual deverá ser detectada logo na fase inicial, pois poderá afectar a saúde de todo o organismo podendo até mesmo levar à morte; a Clamídia ou Uretite não específica, em que os sintomas são semelhantes aos da Gonorreia; a Tricomoníase, causada por um parasita e que provoca infecções do tracto urinário; a Pediculose Púbica que é causada por piolhos, os quais provocam uma comichão intensa na zona púbica; a Vaginite que, geralmente, é causada por uma bactéria devido à falta de higiene adequada da mulher. Como tal, deverá estar atenta a quaisquer sinais fora do normal, tanto em si como no seu parceiro, de modo a que sejam tratados na fase inicial. Claro está que a melhor técnica a adoptar será o sexo seguro, isto é, cada vez que tiver relações sexuais, o melhor caminho para a prevenção será o uso regular do preservativo.

“Ardor vaginal”

“Tenho 18 anos e iniciei a minha vida sexual recentemente. No entanto, nas últimas vezes em que tenho tido relações com o meu namorado sinto um ardor enorme na zona vaginal, e a pele fica com o aspecto de como  se estivesse "assada", este ardor chega a durar dias após a relação. Quase não consigo urinar. Penso que seja devido à fricção durante o acto. Porque razão isto acontece? O que posso fazer?”

 

Marta,
Coimbra

 

Cara leitora,

Pela sua descrição pode ter desenvolvido algum microorganismo da sua flora vaginal ou ter contraído uma infecção sexualmente transmissível. Utilize produtos ou sabões neutros, pouco agressivos para a flora vaginal. É desejável que consulte um médico de clínica geral ou um ginecologista, que a possam observar e diagnosticar. O seu órgão genital tem uma “flora” composta de microorganismos que protegem a sua saúde genital. No entanto, por vezes, estes microorganismos podem aumentar em número e levar a certos corrimentos, cheiros ou desconfortos, pelo que uma consulta ginecológica é essencial para que um médico lhe faça uma observação, mesmo que apenas externa. É importante que esteja bem lubrificada quando inicia a penetração: demorem-se nas carícias e não parta para ela sem se sentir preparada e bem lubrificada; podem juntar lubrificante adicional, comprado em sexshops, farmácias ou alguns supermercados, para a ajudar, pois nem todas as mulheres têm facilidade na lubrificação vaginal, apesar de se sentirem excitadas.

“Quais as doenças que me podem ser transmitidas se não usar protecção?”

“Tenho 15 anos e pretendo iniciar a minha vida sexual. No entanto, tenho algumas duvidas que gostava que me fossem esclarecidas. Se eu não usar preservativo nas minhas relações sexuais quais são as doenças sexualmente transmitidas que posso vir a contrair?”

 

Gonçalo, Santarém

 

Caro Leitor,

Para que consiga evitar contrair e contagiar outras pessoas, o mais seguro será o diagnóstico precoce das Infecções Sexualmente Transmitidas. Para tal, é necessário que consulte um médico assim que sentir algo fora do habitual no seu organismo. Se, por algum acaso, pensar que foi infectado, o melhor será dirigir-se ao seu médico o mais rapidamente possível, pois não deverá deixar uma infecção destas por tratar, correndo o risco de vir
a ter complicações mais sérias. As IST que se verificam com maior frequência são: o HIV, que conduz à SIDA; o Herpes Genital, semelhante ao cieiro habitual da boca e dos lábios; a Gonorreia, que tanto em homens como em mulheres poderá ser evidenciada por uma sensação de ardor ao urinar e que só se trata com penicilina; as Verrugas Genitais, inchaços pequenos e duros que aparecem junto aos órgãos genitais e que podem causar cancro no colo do útero; a Sífilis, a qual deverá ser detectada logo na fase inicial pois poderá afectar a saúde de todo o organismo, podendo mesmo levar à morte; a Clamídia, cujos sintomas são semelhantes aos da Gonorreia; a Tricomoníase, que é causada por um parasita e que provoca infecções do tracto urinário; a Pediculose Púbica, que é causada por piolhos, entre outras. Desta forma, deverá estar atento a quaisquer sinais fora do normal, tanto em si como na sua parceira, de modo a que sejam tratados na fase inicial. Claro está que a melhor técnica a adoptar será o sexo seguro, isto é, cada vez que tiver relações sexuais o melhor caminho para a prevenção será o uso regular do preservativo.

“É possível usar de mais o pénis?”

“Gostaria de saber se é possível causar feridas no pénis devido ao excesso de uso, eu tenho mantido uma vida sexual bastante activa ultimamente e no outro dia surgiram-me feridas no pénis. “

Carlos, Sintra

Caro leitor,

 

O pénis é constituído por uma pele bastante sensível, e tal como qualquer outra parte do corpo, o pénis pode também ficar ferido se houver fricção a mais durante o coito, sexo oral ou masturbação. Para evitar situações desse género, convém dar um pouco de repouso ao seu pénis, ou utilizar um gel
lubrificante para reduzir a fricção. No entanto, uma vez que tem feridas no pénis, convém consultar um médico para averiguar se não se trata de uma
Infecção Sexualmente Transmissível.

 

“O meu parceiro tem sangue no esperma!”

“Há cerca de duas semanas reparei que o esperma do meu companheiro tinha alguns resíduos de sangue. Pedi-lhe que fosse ao médico para saber o que se passa mas até agora ele tem adiado a consulta. É grave?”

Marcelino, Conde Redondo

Caro leitor,

Deve insistir com o seu companheiro para que ele procure um médico o mais rapidamente possível, pois a presença de sangue no esperma pode ser sinónimo de Hemospermia ou Hematospermia. É importante que o seu companheiro compreenda a seriedade da situação e que se decida a consultar um médico. Se, por um lado, a presença de sangue no esperma pode ser algo irrelevante, tratando-se apenas de uma pequena inflamação na próstata,
por outro lado poderá ser algo que inspire mais cuidado e vigilância. A presença de sangue no esperma pode ter origem infecciosa, na próstata ou nas
vesículas seminais. Para além da alteração da coloração do esperma, a dificuldade em urinar e o ardor na uretra são alguns dos sintomas mais comuns
entre os doentes com Hemospermia. Neste sentido, aconselhe o seu parceiro a procurar o seu médico assistente a fim de realizar exames de urina e uma ecografia transrectal. Esta tem como objectivo avaliar a anatomia das vesículas seminais, da próstata e da uretra prostática e verificar a existência de quistos ou cálculos nessas áreas. Enquanto não apurarem as causas da presença de sangue no esperma é aconselhável que interrompam a actividade sexual e que o seu parceiro evite exercícios e situações que possam magoar a próstata.

“Será que mesmo com o uso do preservativo se transmite o herpes genital?”

“Tive herpes genital há algum tempo e comecei um novo relacionamento agora, e não queria que o meu companheiro contraísse herpes. Será que é suficiente o uso do preservativo?”

Alexandra, Vila Nova de Mil Fontes

Cara leitora,

O herpes genital é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais conhecidas e é causada por um vírus. Embora a probabilidade da sua transmissão com o uso do preservativo seja mais reduzida do que na ausência do preservativo, o contágio do parceiro não está fora de questão. Isto deve-se ao facto de que durante o contacto sexual, seja este vaginal, anal ou oral, as áreas que se encontram desprotegidas estarão em contacto directo com a pele de ambos. Contudo, para que seja possível a transmissão do vírus do herpes é necessário que o vírus esteja activo. Os sintomas mais evidentes são o surgimento de bolhas, ardor, comichão e dor. É importante ressaltar que este vírus pode reaparecer no corpo do seu portador, uma vez que o herpes não tem uma cura definitiva. Assim, é essencial ter bastante cuidado na coordenação da vida sexual e seguir escrupulosamente as indicações do seu médico ginecologista de forma a salvaguardar o bem-estar de quem é portador do vírus e a integridade física do parceiro.

“Contraí Gonorreia!”

 

“Embora tenha praticado sexo seguro com os vários parceiros que tenho tido ao longo da minha vida sexual, contraí gonorreia. Como é que é possível?”

André, Paredes

 

Caro leitor,

A única forma de ter contraído a gonorreia que, como sabe, é uma infecção transmitida sexualmente, foi através do contacto sexual com um indivíduo infectado. Se é seu hábito utilizar um preservativo ou uma barreira dental conforme o parceiro com quem esteja durante o acto sexual, de facto as probabilidades de contágio são menores, mas como deve saber, tanto o preservativo como a barreira dental não são cem por cento eficazes, tanto na
protecção contra a gravidez como na protecção de infecções sexualmente transmitidas, por isso deve ter havido alguma altura na qual estes não foram
utilizados de todo ou não foram utilizados de forma adequada e por esta razão houve o contágio e, posteriormente, a infecção.

 

“Não quero que ele me contagie com o herpes.”

“Eu e o meu namorado adoramos fazer sexo mas neste momento ele tem herpes e eu não o quero apanhar. Ele disse-me que se fizermos sexo oral, o contágio não acontece. É verdade?”

Ana, Palmela

Cara Leitora,

Tem toda a razão em sentir-se preocupada com este assunto, uma vez que o herpes é uma doença sexualmente transmissível. Como tal, é necessário ter cuidados redobrados. O herpes é uma doença que dura toda a vida, pois fica incubado e quando existe uma fraqueza imunológica ela reaparece. Apesar do vírus do herpes poder ser transmitido a qualquer altura, este é mais contagioso aquando da existência de lesões na zona genital. Nessa altura não recomendo de forma alguma que tenha relações sexuais com o seu namorado nem mesmo com a utilização do preservativo. Quando não existe qualquer tipo de lesões, o herpes pode mesmo assim ser transmitido, mas as probabilidades são menores. Por isso, é importante que o seu namorado entenda a sua preocupação. Caso o seu namorado não fique satisfeito com a sua justificação, convide-o a procurar a ajuda de um médico para que possam aprender a forma mais segura de ter relações. Não se esqueçam da importância extrema do preservativo, pois este é indispensável para uma boa saúde, dado que ajuda a prevenir as DST (doenças sexualmente transmissíveis).