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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

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Profª Drª Helena Barroqueiro

Virgindade: a primeira vez

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade. O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen.

 

Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele.

Tema de hoje: masturbação

 

Boa noite Profª Helena Juergens

Tenho 23 anos e uma dúvida que me preocupa desde há 3 meses. Não sei se é um problema, mas preciso de uma explicação. Nunca tive nenhuma relação sexual, mas há cerca de 4 meses que ando a sair com uma rapariga. Sempre que estamos juntos e sempre que existem toques íntimos (carinhos, encostos, beijos, etc), involuntariamente sinto o pénis a estimular-se (erecção) por breves momentos (10/20seg) e depois volta ao normal… Quase sempre que isto acontece há uma pequena libertação de um líquido (penso que não seja esperma pois é incolor/transparente) através da uretra. Isto é muito embaraçoso para mim pois tenho receio de avançar com a relação para algo mais sério devido a esta situação.

Paulo
 
Caro Paulo,
 
A resposta sexual humana tem várias fases: desejo, excitação, planalto, orgasmo e resolução. Nas situações sexuais podemos passar por algumas ou por todas estas fases: o que descreve são situações em que se sente excitado e, como tal, é muito natural que sinta pequenas erecções e libertação de lubrificante masculino, que não é bem sémen, mas contém já alguns espermatozóides. Não há razão para se sentir preocupado nem com vergonha – a sua namorada e amiga compreenderá que a resposta sexual masculina é diferente da feminina e que na vossa sexualidade há muito a descobrir!
Experimente ter relações sexuais, levem o tempo que for necessário para se sentirem confortáveis e íntimos um com o outro, não se trata só de penetração, mas de dar e de receber prazer e consultem uma consulta de planeamento familiar antes para utilizarem um método contraceptivo adequado a vocês e não terem a preocupação das gravidezes indesejadas a invadir o vosso prazer. Se quiser utilizar preservativo, que vos protege igualmente das infecções sexualmente transmissíveis, tente usá-lo sozinho na masturbação primeiro, para que se habitue a ele e seja mais fácil a sua utilização posterior na relação sexual.

“Tenho pouca lubrificação…”

 

 

“Para mim as relações sexuais são um pouco dolorosas, porque não tenho lubrificação suficiente. O que devo fazer, para estimular a lubrificação?”

Irene, Vila Franca de Xira

Cara leitora,

Cada mulher é um caso diferente na forma como vive e se adapta à vida
sexual. Algumas posições adoptadas pelos casais podem não ser as mais indicadas
para as mulheres, provocando algum desconforto. Também a forma como a
sexualidade é encarada pelo casal pode não ser a melhor para a entrega e
excitação da mulher, o que dificulta o processo de lubrificação. Aconselho que
utilizem a imaginação e a ousadia para incrementar um outro dinamismo à sua
vida sexual. Não menosprezem os preliminares, pois é nesta fase que existe
maior probabilidade de produzir mais lubrificação. Para estimular a excitação
optem por fantasias sexuais e jogos de sedução porque desta forma é mais fácil
obter uma resposta satisfatória dos órgãos sexuais. Também é importante que o
casal saiba muito bem onde se localizam as zonas erógenas do parceiro, para que
a relação sexual seja prazenteira e satisfatória para ambos. Porém, se quer
aproveitar ao máximo os preliminares, utilize um gel lubrificante que pode
adquirir em farmácias e sex-shops. O lubrificante pode ser utilizado no sexo
vaginal (colocando-o na vagina e à volta do pénis), anal e, inclusive, na
masturbação (pondo-o sobre o clítoris).

 

Masturbação, uma prática saudável

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Uma mulher consegue levar-se ao orgasmo em menos de 5 minutos. Para além de melhorar a vida sexual a dois pelo autoconhecimento que proporciona, a masturbação relaxa e ajuda a adormecer, aliviando o stress e desviando a mente das preocupações. Também é benéfica para aliviar as dores de cabeça, porque como descontrai diminui a tensão nervosa e favorece o fluxo sanguíneo.

 

Algumas receitas de prazer:

Expresso – deitada de barriga para cima, consiste em estimular diretamente o clítoris, da forma como reconhecidamente sabe que atinge o orgasmo com maior facilidade. É ideal para quando não consegue adormecer ou precisa de uma descontração rápida.

 

Conquistador – Se já sabe como chegar ao orgasmo em poucos minutos, experimente explorar outras partes do seu corpo, tais como a parte interior das coxas, o estômago, o peito. Acaricie-se e massaje-se com as mãos ou experimente utilizar um vibrador ou outro brinquedo erótico. É um momento para se desejar a si própria, sem pressas nem restrições.

 

Secreto – Contraia os músculos vaginais várias vezes com mais ou menos força, mudando de ritmo e intensidade, até chegar ao orgasmo. É muito excitante porque pode fazê-lo em qualquer sítio, sem que as pessoas à sua volta saibam o que está a fazer. Pode, ainda, utilizar um vibrador discreto, com comando à distância. É muito eficaz para despertar a sua libido e ajudá-la a libertar-se e a dar largas à imaginação, pois a ideia de se excitar em público pode ser extremamente excitante.

 

Aquático – Enquanto toma duche faça com que o jato de água incida diretamente sobre os seus lábios vaginais e o clítoris, brincando com os dedos e a pressão da água (atenção à temperatura da mesma!), o manípulo do chuveiro, a esponja do duche…

 

Despertador – Para começar o dia com mais energia e boa-disposição, masturbe-se logo que acorda… experimente concentrar-se mais na vagina, percorra os lábios vaginais com os dedos e acabe por introduzi-los, massajando o ponto G. Se estiver sozinha será uma forma de começar bem o dia, se estiver acompanhada o seu companheiro certamente apreciará vê-la sentir prazer e não resistirá a querer juntar-se a si…

 

Íntimo – Comece por acariciar a vulva e toque nas zonas mais sensíveis, nomeadamente aquelas que normalmente não toca, como cada uma das partes que compõem o clítoris, a vagina e o períneo. Use um lubrificante à base de água para que os seus dedos deslizem mais facilmente. Sinta as sensações que cada toque lhe provoca, detenha-se mais naquelas que lhe proporcionam maior prazer…

 

Selvagem – Amontoe algumas almofadas e deite-se sobre elas com as pernas abertas. Liberte a sua imaginação e movimente as ancas para cima e para baixo, como se estivesse em cima de um touro de rodeo, fazendo com que a sua zona genital roce com pressão sobre as almofadas. Liberte-se e deixe-se levar pelas sensações enquanto a sua mente dá asas às suas mais loucas fantasias.

 

Completo – Masturbe-se com calma, sem pressas, acariciando o clítoris e os lábios vaginais e, quando se sentir quase a ter um orgasmo, introduza um ou dois dedos na vagina, mantendo o dedo polegar em contacto com o clítoris, continuando a acariciá-lo, enquanto os outros dedos se movimentam dentro da vagina. Pode ainda movimentar as ancas para dar maior ritmo e aumentar a excitação.

 

Com adereços – Experimente acariciar a sua zona genital com outros objetos, nomeadamente penas, uma roupa de seda, uma toalha, etc… Descubra a sensação provocada por diferentes texturas e tipos de toque. Use também brinquedos sexuais como vibradores ou bolas vaginais. Ao usar objetos é fundamental assegurar uma boa higiene para evitar doenças e infeções. Deve utilizar, também, um bom lubrificante, para facilitar o contacto com esta parte tão sensível do seu corpo.

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da paixão todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos.

 

Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro. A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

 

Mais vale prevenir…
A melhor forma de combater a falta de desejo no casal é aprender a evitá-la. Para tal, integre certos princípios na dinâmica da relação e faça deles hábitos saudáveis, para o bem da relação.

“Sexo anal sem dor…”

“Eu e o meu namorado, por várias vezes, já fizemos sexo anal e devo confessar que até gosto da experiência. O único inconveniente é que sinto algumas dores. Como devo contornar esta situação?

 

Alexandra, Lisboa

Cara Leitora,

Existem inúmeras formas de obter uma relação sexual mais prazerosa e menos dolorosa. Deve ter sempre em conta que sexo deve ser sinónimo de prazer e não de dor. 

Para que possa ter uma relação menos dolorosa, deve evitar estar tensa, pois desta forma facilitará a contração da musculatura tornando este ato mais difícil.

A região do ânus por ser rica em terminações nervosas e sensível às carícias torna-se, por excelência, uma zona que permite a excitação e obtenção plena de prazer.

De forma a diminuir as dores durante o sexo anal, deve apostar nos preliminares para que possa ser estimulada até à excitação e usar lubrificantes, pois o ânus não produz uma lubrificação natural tal como a vagina.

 

A primeira vez!

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Iniciar a vida sexual é uma escolha individual. E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade. A primeira relação sexual gera muitas dúvidas: Vai doer? Vai sangrar? É o momento certo? Não existe uma altura certa para estar preparado para iniciar a vida sexual. A primeira vez é sempre diferente de pessoa para pessoa.

 

A iniciação sexual, para a maioria das pessoas, é uma situação de ansiedade, acompanhada de excitação e medo. Ela pode representar o amor, mas pode, também, ser fonte de sentimentos de frustração e de desilusão. Ninguém esquece a primeira relação sexual, porque normalmente imaginamos uma coisa e criamos muitas expetativas de como vai ser esse momento, o que muitas vezes não corresponde à realidade.

 

Ser virgem significa nunca ter tido um contato sexual, para outros, significa nunca ter tido uma relação com penetração; outros ainda, atribuem o rompimento do hímen à perda da virgindade. Não existe portanto uma definição consensual do que é a virgindade.

O significado mais comum atribuído à virgindade tem a ver com a prática sexual, em que existe a penetração do pénis na vagina havendo o rompimento do hímen. Alguns hímenes rompem logo nas primeiras relações sexuais e provocam um sangramento, enquanto outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Mas também se pode dar o caso de uma mulher não ter hímen, ter nascido sem ele

 

Mitos da virgindade

* O tampão não tira a virgindade;

* Quem se masturba não deixa de ser virgem, mesmo que a masturbação seja a dois;

* Se a rapariga/mulher não sangrar na primeira relação sexual não significa que ela não é virgem.   

 

A dor

Por outro lado, a primeira relação sexual não implica necessariamente dor. Os mitos acerca do rompimento do hímen, da penetração, são passados de boca em boca, de geração em geração. É claro que a precipitação, a falta de confiança, o medo e a ansiedade podem fazer com que os músculos da vagina fiquem mais contraídos e que não lubrifique tanto. Nestas circunstâncias, a relação sexual pode ser um pouco desconfortável. Quando um casal se sente preparado para ter uma relação sexual, quando sente que chegou o momento, quando dispõe de tempo, basta deixar crescer o desejo, relaxar e desfrutar da intimidade a dois. As carícias, os gestos ternos, as palavras ditas com carinho, afeto e cuidado podem ajudar a descontrair.   

 

A idade ideal

Não existe uma idade, uma hora ou um espaço indicado ou aconselhado. Para uma pessoa a idade certa pode ser uma, para a(o) outra pode ser diferente. Tudo depende dos sentimentos, do desejo, da segurança, do sentido de responsabilidade, da maturidade física e afetiva.

 

A sexualidade na asolescência

Para os pais que têm filhos numa fase de grandes mudanças, como é a adolescência, há que deixar os tabus para trás e abrir a mente. Em primeiro lugar, tenha em atenção que, embora não se deva considerar a melhor amiga do seu filho ou da sua filha, é em si que eles devem apoiar-se para esclarecer muitas das suas dúvidas, bem como resolver alguns problemas. Se nunca se mostrar disponível para o diálogo, então será nos amigos da mesma idade, que sabem tanto quanto eles sobre o assunto, que estes irão procurar informação sobre sexo, ou outros assuntos, que pouco ou nada se sentem à vontade para partilhar consigo.

 

Como muitos pais não se preparam para o início da vida sexual dos seus filhos adolescentes, estes acabam por se colocar em situações de risco, tais como: gravidez prematura, contacto com doenças sexualmente transmissíveis ou experiências sexuais desagradáveis. E não falamos apenas de países subdesenvolvidos! 

 

Tenha em conta que não é pelo facto de falar com o seu filho sobre sexo que este iniciará a sua vida a este nível levianamente. E para que isso não suceda explique-lhe que o sexo é algo bom e natural, mas tem um momento certo para acontecer, que temos que estar psicologicamente e fisicamente preparados. E se dúvidas houver, os especialistas dizem que meninos e meninas devem receber o mesmo tipo de orientações. Não podem existir preconceitos. O ideal é que seja o pai a dialogar com os filhos e a mãe a esclarecer as filhas.

 

O hímen é uma membrana de pele muito fina que existe um pouco depois da entrada da vagina. As suas características diferem de mulher para mulher em função do seu grau de elasticidade.

“O meu namorado não quer fazer sexo oral…”

 

 

 

“O meu namorado já me fez uma vez sexo oral, o que me deixou completamente excitada, e gostava que ele o repetisse, mas cada vez que lhe peço para o fazer diz-me que não. Porque será que ele tem tanta aversão ao sexo oral?”

Carla, Bragança

 

Cara Leitora,

Os homens são bastante diferentes entre si, tendo preferências sexuais também diferentes. Sexo oral é algo que requer bastante confiança e cumplicidade entre parceiros. O mais indicado a fazer na sua situação é perguntar ao seu namorado o que é que ele não gostou da vez que o fizeram, e tentar evitar que isso volte a acontecer. Não deverá obrigá-lo, mas deve dizer-lhe que poderá parar assim que o desejar.

 

Orgasmo SIM, por favor!

 

 

Em primeiro lugar desejo, depois excitação e por fim orgasmo.

Esta seria linha orientadora ideal para atingir aquilo que todas as mulheres desejam na cama: prazer.

Porém, 27% do sexo feminino português confessa que raramente atinge o clímax, contra 1% dos homens.

O que pode estar por detrás desta grande diferença entre os dois sexos?

A verdade é que sexo não é apenas penetração e, principalmente, para as mulheres é muito
mais do que isso. Ela precisa de estar lubrificada, para se sentir preparada para o coito.

A mulher deixou de fingir, nos dias que correm exige mais do seu parceiro e ele, em princípio, também fará tudo para estar à altura de satisfazê-la.

Infelizmente, a repressora educação que sempre foi passada ao sexo feminino, ainda domina algumas mentes e isso pode, muitas vezes, inibir ambos. O que contribuiu, sem dúvida, para um orgasmo insatisfatório, principalmente da parte das mulheres que necessitam pelo menos de oito minutos para atingi-lo, contra três minutos que os homens podem levar a consegui-lo.

Mas afinal é tudo uma questão de timing?

Pode ser, mas não só! Há que “acertar” ritmos, passar ao parceiro informação, pois os homens gostam de ser instruídos. Utilize alguma linguagem corporal, bem como frases provocantes que permitam ao seu companheiro entender aquilo que precisa. Mas antes disso, e para saber dar
instruções necessita de conhecer o seu corpo.

Para si, também os preliminares são importantes, pois quanto mais longa a excitação, maior o clímax.

Alugue filmes picantes, envie mensagens eróticas ao seu parceiro, durante o dia, faça algo
com ele que vos provoque muita adrenalina. Na cama, evite a rotina, experimentem novas posições, descubram-se e se necessário utilizem brinquedossexuais para se estimularem mutuamente.

Na verdade, a imaginação não tem limites! Entregue-se ao prazer!

Tema de hoje: Erecção e excitação

 

Cada vez que eu e o meu namorado vamos ter relações sexuais, ele chega ao momento e nunca consegue. Antes de colocarmos o preservativo ele está sempre erecto mas quando ponho o preservativo lá se vai a erecção...já é a terceira vez...será que não lhe dou excitação suficiente ou terá algum problema?
Geraldina
 
Cara Geraldina,
 
Não interprete as dificuldades do seu namorado como um defeito seu. A prova de que a Geraldina o excita muito é a de que ele tem erecção antes de tentarem a penetração. A ansiedade de lhe querer agradar e dar prazer, e outros factores que desconheço (medo de falhar, falta de experiência sexual, medo de uma gravidez indesejada, entre outras possibilidades) levam a que sinta ansiedade em vez de prazer, ao tentar a penetração e, como tal, entra num ciclo vicioso e perde a erecção.
Aconselhe-o a colocar o preservativo sozinho, fora das relações sexuais, na masturbação, para que se habitue a ele. Como a colocação requer algum cuidado pode ser isso que o está a inibir no momento da penetração e todos os homens precisam de prática. Não deixem de utilizar um método contraceptivo, pois a ansiedade não é amiga da excitação e do prazer, pelo que essa preocupação deve estar para trás das costas.
Tente acompanhá-lo a sair desse ciclo vicioso voltando à estimulação, não o deixando sozinho nem a parar de fazer amor por não terem conseguido a penetração, voltar a tentar sem o fazer sentir-se pressionado. Seja criativa no modo de lhe mostrar que a erecção não é o mais importante para o prazer que vocês podem tirar da sexualidade um do outro.