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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

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Profª Drª Helena Barroqueiro

“Massagens Sensuais”

“O meu namorado tem um desejo, que é o de eu lhe fazer uma massagem erótica, mas eu não a sei fazer. Poderia dar-me algumas indicações sobre como devo proceder?”

 

Ana Sofia, Braga

Cara Leitora,

 

Para que haja harmonia e bem-estar entre o casal, é muito importante estarem ambos receptivos a novas aventuras, e por esta razão a sua atitude é bastante digna e deve ser louvada e seguida pelas mulheres. As fantasias são uma das formas mais estimulantes de dar um novo rumo às relações para que saiam da rotina, e por vezes servem como uma forma de terapia. Assim sendo, as massagens são sempre um bom aliado que pode usar para estimular a sua vida sexual. Está provado cientificamente que o toque é algo terapêutico e, infelizmente, muito poucas pessoas o utilizam com a frequência desejada. O toque não serve apenas como um tranquilizante, serve também para estimular e para excitar quando é feito num determinado local e num determinado momento. O corpo possui áreas com especial sensibilidade sexual, que são chamadas as zonas erógenas e que, se forem correctamente estimuladas, podem proporcionar momentos inesquecíveis.  O local por onde deverá começar a massagem é irrelevante, o que importa é que ambos estejam dispostos a partilhar esse momento, no qual a desinibição e a compreensão pelo gosto de cada parceiro são alguns dos factores
a ter em conta. Crie um ambiente romântico para que o efeito seja ainda mais estimulante.

 

 

Devo aderir ao swing?

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"Sempre fui feliz com a minha companheira, e sempre experimentamos, a nível sexual, tudo o que existia. Agora estou indeciso em aderir ao swing, talvez por desconhecimento ou receio, mas a verdade é que sinto uma forte curiosidade e a minha companheira partilha do mesmo interesse que eu, sendo que já abordámos este assunto por diversas vezes."

Alexandre - Odivelas 

 

Caro leitor,

O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, na qual há uma libertação de tabus e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há efetivamente um envolvimento carnal e nunca sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

“Quero pôr um piercing no pénis!”

 

 

 “Tenho 18 anos e gostaria de pôr um piercing no pénis. Ouvi dizer que isso aumenta o prazer sexual da mulher. Gostaria de saber se é verdade, se o piercing vai interferir na minha capacidade de ter relações?”

 

Iuri, Almada

 

Caro leitor,

Se único objectivo é aumentar o prazer sexual da sua namorada, não o aconselharia a fazê-lo, pois existem muitas outras formas de aumentar o prazer sexual feminino sem que tenha de se mutilar. Colocar um piercing no pénis é um processo bastante delicado e doloroso, que pode resultar numa infecção grave. O pénis é um órgão bastante sensível e o piercing fará com que não possa ter relações sexuais durante vários meses até que a ferida cicatrize por completo. Além disso poderá perder alguma sensibilidade no pénis. O piercing pode perfurar a sua uretra, e um dia que resolva retirá-lo, a urina poderá ser libertada por três orifícios em vez de um. Ter um orifício no seu pénis que leva meses a sarar aumenta em muito o risco de apanhar doenças transmitidas sexualmente como Herpes ou HIV. Um piercing mal colocado pode danificar músculos do pénis, causando problemas durante a erecção. Pense bem antes de tomar uma decisão e avalie se os riscos que vai correr compensam o resultado.

 

“Desejo que a minha namorada me domine!”

 

 

 
 
“Namoro há um ano e sempre quis que a minha namorada me dominasse na cama. Gostaria que ela fosse mais agressiva, mas não sei como pedir-lhe que faça isso, tenho medo que ela me ache depravado.”2011-09-13
 
Miguel, Seixal
 
Caro leitor
Não existe mal algum em gostar de ser dominado quando faz amor com a sua namorada desde que a prática seja inofensiva. Existem milhares de homens e mulheres que partilham da sua preferência, o que pode até ser o caso da sua namorada. Pessoas que optam pela prática sexual sadomasoquista estabelecem regras bem claras para que nenhum dos intervenientes se magoe. Qualquer prática sadomasoquista deve ser consensual, segura, e deve ser terminada assim que um dos intervenientes o deseje. Seja ousado e provoque a sua namorada, leve um lenço de seda para a cama e peça que ela lhe vende os olhos, ou lhe ate as mãos enquanto fazem amor. Fale durante o acto sexual e diga à sua namorada como quer que o toque, isso pode ser bastante excitante para ambos. Dessa forma com certeza que ela vai realizar os seus desejos.
 
 
Tire todas as suas dúvidas em sexologia@sapo.pt

Experimente o Kamasutra!

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Em movimento

Sente-se numa cadeira (se tiver rodinhas é melhor ainda), e ele encaixa-se em si. Com os pés apoiados numa mesa, é você quem orienta os movimentos no caminho para as sensações.

 

Chão de estrelas
De costas para ele, curve o corpo para a frente, até apoiar as mãos no chão (se flexibilidade não for o seu forte, pode dobrar os joelhos). Faça-o encaixar por trás, abraçando-a pela cintura. Se o seu parceiro for muito impetuoso, pode usar uma almofada para apoiar as mãos.

 

Continue a praticar

Agora que experimentou estas duas posições práticas do Kamasutra, eleve o corpo e o espírito a outros domínios, continue a experimentar e quem sabe a reinventar o Kamasutra e consiga obter orgasmos cósmicos. A relação vai sair mais fortalecida depois desta aventura do Kamasutra.

 

Para que consiga tirar o máximo de prazer desta forma de fazer amor, não se esqueça de alguns truques que fazem a temperatura subir ainda mais:

- Enquanto está a fazer amor com o seu par pense nas suas fantasias mais loucas e selvagens, sem medos nem tabus. Deixar que o seu cérebro viaje para terrenos que nunca ousou pisar aumenta a sua excitação.

- Esqueça tudo o resto! Deixe o seu trabalho, os seus filhos ou o que se passa na rua ou na televisão para depois. Neste momento, só existem vocês os dois.

- Relaxe bastante! Se estiver tensa ou cansada peça ao seu companheiro que lhe faça primeiro uma massagem e desfrute de cada sensação, concentrando-se nas reações do seu corpo a cada toque.

- Encha o peito de ar! Ao inspirar com profundidade enquanto contrai a zona pélvica aumenta o fluxo sanguíneo nesta área, potenciando o orgasmo.

“Sexo na banheira de Jacuzzi!”

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“Durante uma festa na casa de uns amigos, tentei ter relações com o meu namorado na banheira de Jacuzzi. No inicio ele estava interessado, mas de repente ele ficou muito nervoso e não quis continuar. Porque será que ele fez isso?”

Neusa, Vila Nova de Gaia

 

Cara leitora

Os motivos para o comportamento do seu namorado podem ser os mais variados. Pode dar-se o caso dele ter ficado nervoso e com medo que alguém os apanhasse uma vez que não estavam na vossa casa mas sim na casa de amigos. Pode também dar-se o caso dele ter ficado tão excitado com a situação e ter ejaculado rápido de mais e ter vergonha de lhe dizer e dai ter optado por não continuar. Outra explicação possível é ele não ter achado muito confortável ter relações dentro de água, pois a água faz com que a mulher fique menos lubrificada o que juntamente com o cloro da água pode tornar a penetração um pouco dolorosa. A melhor forma de saber é conversar com ele sobre o assunto e perguntar!!

 

“Ela quer fazer um ménage à trois!”

 

“(…)Namoro há três anos e sempre tive uma vida sexual bastante activa e divertida. Ultimamente tenho-me surpreendido com a vontade da minha namorada em fazermos amor com mais um homem. ”

Diogo, Santiago do Cacém

 

Caro leitor,

Existem inúmeras práticas sexuais que podem trazer novidade para a vida sexual do casal, sendo o sexo a três uma delas. Pelo que parece a sua namorada quer expandir as vossas práticas sexuais mas o leitor não está perfeitamente à vontade para arriscar no tipo de aventuras sexuais sugeridas pela sua namorada. Converse com ela pois ninguém deve participar em práticas sexuais com as quais não concorda ou que o façam sentir-se desconfortável. É importante que, em conjunto com a sua parceira, explore outras perspectivas que sejam de comum acordo, para que nenhum dos dois
fique constrangido com as escolhas que fizerem. É relevante que respeitem o espaço e a vontade de cada um, pois fazer o que quer que seja para agradar ao parceiro não é a melhor solução para uma vida a dois. Seja sincero, converse com a sua namorada e explique-lhe que não se sente bem ao ter de partilhar os seus momentos de intimidade com uma outra pessoa. Pondo a vossa imaginação a funcionar podem surpreender-se um ao outro e viver momentos bastante proveitosos para ambos. 

 

Tema de hoje: fantasias

 
 
 
 
Sou o Marco (nome fictício) e gostava de fazer amor com duas mulheres, a minha esposa já sabe dessa minha fantasia e eu até já lhe pedi que fizéssemos amor com outra mulher mas ela recusou e disse que não iria conseguir.
Mas ontem, estava eu descansado no meu escritório em casa, entretanto levantei-me e dei com ela a ver um filme de lésbicas e a masturbar-se.
Será que ela estará interessada? Deverei fazer-lhe uma surpresa com outra mulher? Ou deverei mais uma vez perguntar-lhe se está pronta para essa fantasia?
 
 
Caro Marco,
A sexualidade humana é muito complexa e tem vários níveis e modos de interpretação. Para a compreendermos há que ser paciente, ter respeito e comunicar muito, de muitas maneiras. O nível das fantasias e o dos comportamentos são diferentes: a sua mulher pode não querer ter a experiência real de estar com outra mulher, mas isso excitá-la visualmente. A masturbação pode ser um comportamento solitário ou ser parte da relação sexual – não fique chocado por descobrir que a sua mulher o faz sozinha.
Fale com ela, sem pressas nem pressões, pergunte o que ela gostaria de fazer, uma fantasia pode ser encenada por vocês os dois e responder a um desejo (seu ou dos dois – não sabemos!), sem ter de arriscar ter outra pessoa na vossa relação sexual, se isso não deixa um membro do casal à vontade. Se ela for muito tímida e não se sentir bem a falar sobre a vossa sexualidade, experimente novas formas, como escrever-lhe cartas, emails, deixar-lhe bilhetes românticos…use a sua imaginação para perceber como pode melhorar a sua relação, sem afastar a sua mulher.
 

“A pornografia aumenta a violência sexual?”

 

“Encontrei algumas revistas pornográficas no quarto do meu filho de 18 anos e fiquei preocupada, pois para além de não saber como agir com ele, uma amiga disse-me que essas revistas têm imagens violentas que fazem com que haja mais violência sexual entre jovens! Isto é verdade?”
 
Conceição, Vila Nova de Gaia
 
Cara leitora
Um estudo sobre pornografia realizado pela Comissão Meese nos Estados Unidos a pedido do presidente Ronald Reagan, concluiu que, ao contrário do que se pensava, menos de 1% das imagens contidas nas revistas pornográficas mais vendidas no mundo contêm imagens violentas. Dessa forma a Comissão Meese não encontrou dados que demonstrassem uma correlação entre pornografia e violência sexual. Por isso, não tem de se preocupar tanto com o assunto. O seu filho está numa fase de descoberta sexual, o que é perfeitamente normal na idade dele, e nem você nem ninguém vai impedir que isso aconteça. Portanto o melhor a fazer é orientá-lo e não criticá-lo!
 

“Gosto de fazer amor com o meu marido em praias, serei exibicionista?”


 

Quando vamos de férias eu e o meu marido gostamos de fazer amor na varanda dos hotéis em que ficamos, ou em praias desertas. Será que somos exibicionistas?

Ana, Sintra

 

Cara leitora,

Exibicionistas são indivíduos que sentem prazer em exibir os órgãos sexuais em público com o objectivo de perturbar ou chocar as pessoas que os estão a ver. Muitos exibicionistas exibem os órgãos sexuais em frente de escolas, parques ou lojas onde têm a certeza que vão ser vistos de forma a atingirem satisfação sexual. Parece-me que a leitora e o seu marido ficam excitados pela “possibilidade” de serem apanhados a ter relações e não pelo prazer de chocar outras pessoas ao ter relações em frente delas. Esse é um comportamento que têm apenas quando estão de ferias porque se sentem mais descontraídos e aventureiros. Assim sendo, o seu comportamento não pode ser diagnosticado de exibicionista nem pode ser considerado uma disfunção sexual, pois sentir prazer em fazer algo arriscado é bastante comum entre casais. Existem, no entanto, algumas coisas com que se devem preocupar como questões legais, pois se forem apanhados pela polícia ou alguém apresentar queixa, podem vir a ter problemas. Por isso, aconselho-os a só fazerem amor em lugares onde têm muito poucas hipóteses de serem apanhados.