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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Sexo dentro de água!”

 


 

“Nem eu nem o meu namorado temos qualquer tipo de pudor ou preconceito, e já experimentámos as mais diversas brincadeiras sexuais. Fazemos amor dentro de água regularmente e, por incrível que pareça, é aí que mais facilmente atinjo o orgasmo. Há algum problema em continuar a fazê-lo?”

 

Lídia, Abrantes

 

 

 

Cara Leitora,

 

O facto de experimentar diversas brincadeiras sexuais é algo salutar pois é através dessas brincadeiras que ambos vão conhecendo a melhor forma de satisfazer o parceiro e, ao mesmo tempo, vão fazendo novas descobertas em relação ao seu próprio corpo. No seu caso, ter relações sexuais dentro de água demonstrou ser algo bastante agradável, pois trata-se de um outro contexto que proporciona a leveza do corpo e o relaxamento. Este meio, através das características a si inerentes, incita à tranquilidade e à descontracção facilitando o clímax, isto é, a obtenção máxima de prazer. Porém, como qualquer experiência levada ao extremo, pode cair na rotina e deixar de ter o efeito inicial. Procure não limitar a sua actividade sexual a apenas sexo dentro de água, pois muito facilmente a sua vida sexual pode ficar rotineira.

 

 

“Gostava que o meu namorado me algemasse…”

 

"Tenho um fetiche recorrente e gostaria de o experimentar com o meu namorado. Queria que ele me algemasse à cama durante a relação sexual. Como fazer para lhe dizer?"

 

 

Sara, Lisboa

 

Cara Leitora,

Realmente este assunto é bastante delicado e um pouco difícil de ser abordado, mas a melhor forma de conseguir realizar a sua fantasia será conversar com o seu namorado sobre esta questão. Considera-se este tipo de jogos como fazendo parte do chamado Sadismo, no qual a pessoa que controla tem prazer através do sofrimento do outro, embora o Sadismo faça parte integrante das relações humanas mais elementares e seja vivido consoante os preconceitos de cada indivíduo. Nos jogos Sadomasoquistas, de acordo mútuo, a cada sádico corresponde uma vítima, o masoquista, e é necessário existir por parte de ambos um acordo. É necessário que tenham atenção aos instrumentos utilizados, para que os actos não provoquem dor. Como tal, em vez de utilizar as algemas que poderão provocar ferimentos, usem gravatas ou lenços em que os nós sejam fáceis de desapertar, se por qualquer razão for necessário. Deve responder de forma calma e serena a todas as dúvidas que ele lhe colocar, e se por qualquer motivo ele não aceitar, seja compreensiva e tente entender as suas razões. Terão ambos que acordar para que, assim que um de vós se sinta desconfortável, o jogo termine, de modo a que não provoque qualquer tipo de dor.

  

“Quero pôr um piercing no pénis!”

 

 

“Tenho 18 anos e gostaria de pôr um piercing no pénis. Ouvi dizer que isso aumenta o prazer sexual da mulher. Gostaria de saber se é verdade, se o piercing vai interferir na minha capacidade de ter relações?”

 

Iuri, Almada

 

Caro leitor,

Se único objectivo é aumentar o prazer sexual da sua namorada, não o aconselharia a fazê-lo, pois existem muitas outras formas de aumentar o prazer sexual feminino sem que tenha de se mutilar. Colocar um piercing no pénis é um processo bastante delicado e doloroso, que pode resultar numa infecção grave. O pénis é um órgão bastante sensível e o piercing fará com que não possa ter relações sexuais durante vários meses até que a ferida cicatrize por completo. Além disso poderá perder alguma sensibilidade no pénis. O piercing pode perfurar a sua uretra, e um dia que resolva retirá-lo, a urina poderá ser libertada por três orifícios em vez de um. Ter um orifício no seu pénis que leva meses a sarar aumenta em muito o risco de apanhar doenças transmitidas sexualmente como Herpes ou HIV. Um piercing mal colocado pode danificar músculos do pénis, causando problemas durante a erecção. Pense bem antes de tomar uma decisão e avalie se os riscos que vai correr compensam o resultado.

 

"A pílula afecta os orgasmos?"

 

"Vou começar a tomar a pílula e gostava que me esclarecesse a respeito de uma dúvida que tenho quanto à sua interferência nos orgasmos. Enquanto algumas amigas me dizem que torna os orgasmos mais fáceis, outras dizem-me que os dificulta. Afinal, quem tem razão?"

 

Susana, Loures

 

 

 

Cara leitora,

 

Os efeitos da pílula não são iguais para todas as pessoas, até porque variam de acordo com a pílula tomada. Assim, a divergência de opiniões que as suas amigas tem relaciona-se não só com o facto de serem pessoas diferentes como também, certamente, com a diferença entre as pílulas que tomam. As pílulas, sejam de que tipo forem, enganam o organismo fazendo-o "crer" que engravidou, para que desta forma não liberte um óvulo. Contudo, as respostas sexuais do nosso organismo estão fortemente ligadas aos nossos níveis hormonais e seja qual for a pílula tomada ela pode diminuir a libido em algumas mulheres. Contudo, tenha em conta que os orgasmos resultam da combinação de fatores físicos e psicológicos, e que poderá contornar os eventuais efeitos da pílula aumentando o tempo de preliminares ou estimulando manualmente o clítoris durante a relação sexual. Há mulheres que têm maiores dificuldades em atingir o orgasmo, mesmo sem tomarem a pílula. É essencial aprender aquilo que despoleta o seu prazer para que, mesmo tomando a pílula, não sofra com os seus eventuais efeitos nocivos.

 

"Quero ser o escravo sexual dela"

"Sempre gostei de ser dominado por mulheres mais experientes e com uma postura dominadora. A minha actual namorada é muito tímida, como posso pedir-lhe para ser o escravo sexual dela, sem que ela pense que eu sou um tarado?..."

Nuno,
Espinho

Caro Leitor,

Não há mal nenhum em ser uma pessoa cheia de imaginação! A sua fantasia não é invulgar, de facto existem pessoas por todo o mundo que partilham a mesma preferência. Essa prática é considerada uma das inúmeras possibilidades de interacção sexual entre o casal e chama-se DS, ou seja, Dominação e Submissão. O DS é praticado por indivíduos que gostam de ter relações sexuais nas quais um parceiro é o dominante, no seu caso a sua namorada, e o outro parceiro é o submisso, neste caso você. Fale com a sua namorada e explique-lhe esta sua fantasia, diga-lhe que o seu objectivo é o prazer mútuo e que não a forçará a fazer nada de que ela não goste. Mostre à sua namorada as vantagens desta situação, ela pode pedir-lhe que faça qualquer coisa, desde os mais tímidos carinhos aos mais picantes!

“O Swing é seguro?”

“Tenho 36 anos e estou casado há quatro. Sempre fui feliz com a minha companheira, ambos gostamos de experimentar, a nível sexual, tudo o que nos passa pela cabeça. Agora estou indeciso em aderir ao Swing, talvez por desconhecimento ou receio. Já ouvi falar nesse tipo de prática e estou muito curioso, mas preocupa-me o facto de não saber ser é seguro, não só a nível de saúde, como também para a relação. Será que não vai por em risco o relacionamento?”

 

Alexandre, Odivelas

 

Caro Leitor,

 

O swing ou troca de casais obedece a inúmeras regras estabelecidas desde o início da relação por todos os intervenientes. Existem bares e clubes exclusivamente para conhecimento de parceiros de swing, havendo no entanto os riscos inerentes a qualquer relação sexual com parceiros que não se conhecem bem. Assim, é importante fazer sexo seguro e procurar conhecer bem o casal com quem se vão relacionar. O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, havendo uma libertação de tabus, e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há um envolvimento físico e nunca deve tornar-se sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso, o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

Os mistérios da masturbação feminina

 

 

Entre elas costuma ser um assunto proibido, mas a verdade é que as mulheres também se masturbam, simplesmente não confessam. Não é um assunto típico das suas conversas, tão natural entre quase todos os homens. A mulher masturba-se exactamente pelas mesmas razões que o
homem: obter prazer! Porém, enquanto o homem não se envergonha do acto e consegue até fazê-lo com “assistência”, a mulher não quer ajuda para masturbar-se e prefere fazê-lo sozinha, sem “público”. Elas não costumam excitar-se a olhar para fotos ou vídeos, a hora da masturbação, para o sexo feminino, é uma viagem solitária, em que atingir o prazer de olhos fechados é
uma das melhores técnicas.

É através da masturbação que pode descobrir as suas verdadeiras fontes de prazer e na hora do sexo com o parceiro tudo pode ser ainda melhor. Tocar-se ensina-lhe a perceber a força ou a suavidade
necessária que precisa para atingir um orgasmo.

A masturbação feminina ainda é vista por muitos homens como algo negativo e, muitas vezes, eles até se sentem inseguros com esta situação, pensando que as suas parceiras têm fantasias com outros.
Contudo, a verdade é que este exercício é muito positivo para as mulheres, e ajuda a melhorar a intimidade do casal. Se ela não souber encontrar prazer em si, mais dificilmente será retribui-lo ao outro. A masturbação permite à mulher prestar mais atenção a si mesma e não esperar sempre que seja o companheiro a fazer algo para atingir o clímax.

Existem várias técnicas de masturbação feminina, sendo que a mais clássica é a estimulação do clitóris e da vagina.
Para ajudá-la a obter prazer, use lubrificantes nesta hora, pois mais facilmente atingirá o orgasmo. Utilizar brinquedos sexuais, como por exemplo um vibrador, pode também tornar-se um dos métodos eficazes para obter prazer.

A masturbação feminina é também uma forma de procurar vencer a anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo) e explorar o seu corpo é a melhor receita para conseguir ter com o seu marido ou namorado uma sexualidade plena.

Devo aderir ao swing?

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"Sempre fui feliz com a minha companheira, e sempre experimentamos, a nível sexual, tudo o que existia. Agora estou indeciso em aderir ao swing, talvez por desconhecimento ou receio, mas a verdade é que sinto uma forte curiosidade e a minha companheira partilha do mesmo interesse que eu, sendo que já abordámos este assunto por diversas vezes."

Alexandre - Odivelas 

 

Caro leitor,

O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, na qual há uma libertação de tabus e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há efetivamente um envolvimento carnal e nunca sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

Tema de Hoje: Fantasias

“Quando faço amor penso no meu colega”

 

“Não sei o que fazer porque muitas vezes, quando faço amor com o meu namorado, imagino que estou a fazê-lo com o meu colega da escola, que não me sai da cabeça. Sinto-me culpada, mas não consigo deixar de o fazer…”

Susana, Gondomar

 

Cara Leitora,

Procure não se sentir culpada, pois fantasiar não é nenhuma traição, utilize essa fantasia para revigorar a sua sexualidade. Porém, se isso se transformar num hábito, aí a questão já se torna mais complexa e, nesse caso, deve ponderar os seus verdadeiros sentimentos em relação ao seu namorado. Se não consegue parar de pensar no seu colega, o melhor é analisar se se apaixonou por ele ou se não passa de uma simples atracção. Desta forma, deve fazer uma avaliação clara e consciente sobre a sua vida afectiva e sobre tudo aquilo que deseja daqui para frente para que seja feliz e, também, para que não faça o seu namorado sofrer com as suas atitudes. Pondere bem sobre o verdadeiro significado dessas suas fantasias para que saiba as decisões que deve tomar.

 

 

Tenho o fetiche de ser amarrada…

 

Tenho 29 anos e um dos meus fetiches é ser amarrada pelo meu namorado enquanto fazemos amor. No entanto, tenho vergonha de o dizer ao meu namorado, pois não sei o que ele vai pensar…”

 

Cláudia, Porto

 

Cara Leitora,

A sua fantasia não é nada fora do comum, por isso, a melhor forma de fazer com que o seu namorado realize a sua fantasia é falar com ele de forma directa. Ter fantasias sexuais e realizá-las com o parceiro pode ser bastante excitante e rejuvenescedor para a relação. Por isso, não tenha receio, pois converse com o seu namorado, aproveite para lhe perguntar se ele tem algumas fantasia que ele queira realizar, e se elas forem do seu agrado, ofereça-se para as realizar. Um relacionamento sexual saudável é composto de uma combinação de dar e receber prazer, aposte nisso.