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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“A asfixia pode ser erótica?”

“Tenho um amigo que gosta de práticas sado-masoquistas e ele já me disse que por vezes quando se masturba pratica a autoasfixia. Tive vergonha de lhe perguntar porque não queria que me achasse ignorante, mas fiquei sem compreender aquilo que ele me disse. A asfixia pode ser erótica?”

 

Vítor, Leiria

 

Caro leitor,

A autoasfixia erótica consiste em inibir a chegada de cérebro ao sangue através de métodos autoinduzidos de sufocamento, praticados em simultâneo com a masturbação. Ao limitar o fornecimento de sangue que chega ao cérebro, este procedimento provoca um défice de oxigénio no cérebro, que os praticantes deste tipo de estimulação acreditam que intensifica as sensações, trazendo uma leveza cerebral que potencia as sensações do orgasmo. O facto de representar um risco grave, pois pode induzir à morte, também funciona como um estímulo para algumas pessoas. O facto de esta prática também poder levar à morte, pois a pessoa perde facilmente o controlo e se o cérebro não recebe oxigénio acaba por asfixiar, faz com que seja muitas vezes secreta, até que se sabe de alguma morte ocasional. Mesmo que não induza à morte, dependendo do tempo em que o cérebro está privado de oxigénio a autoasfixia também pode causar danos cerebrais muito graves.

 

Fantasias Sexuais

 

 

 

Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos
libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados. Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer. É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável. As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica. No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo
que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

“Devo partilhar a minha fantasia sexual?”

“Desde sempre que tenho a fantasia de fazer amor na praia à beira mar, mas nunca tive coragem de a partilhar. Será que devo contar à minha namorada esta minha fantasia?”

 

Caro leitor: 

Porque não? Trata-se de uma fantasia bastante romântica. As fantasias sexuais fazem parte do pensamento de qualquer ser humano, e a partilha de fantasias e desejos poderá tornar-se muito
importante numa relação, pois só terão benefícios sobre isso. Falar abertamente sobre sexo deverá fazer parte integrante da sua relação, mas tenha atenção há forma como o faz pois o objectivo não é a insegurança por parte da sua namorada, mas sim para que estejam na totalidade satisfeitos e felizes. Aconselho-o a deixar-se levar pelo calor…o barulho das ondas…enfim…!

“A minha esposa não usa lingerie sexy.”

“A minha esposa não é ousada no que respeita a aventuras sexuais. Usa sempre pijama e lingerie pouco ousada. Embora já lhe tenha feito algumas insinuações, ela insiste em tapar-se ao máximo e em dormir tranquilamente. Isso entristece-me, porque a amo e não penso traí-la, mas gostava que fosse mais sensual.”

José, Bragança

Caro Leitor,

A forma como a sua esposa vive a própria sexualidade é diferente da sua. Cada pessoa vive a sexualidade da forma com que mais se identifica e se sente mais confortável. Já pensou em falar com ela e tentar perceber os motivos pelos quais é tão fechada à sexualidade? Não é muito positivo da sua
parte esperar que a sua esposa reaja da forma como gostaria que ela reagisse sem pelo menos perceber as razões que a levam a ser mais envergonhada. Talvez ela não se sinta à vontade para usar roupa interior ousada porque não se sente atraente para si. Tenha uma atitude mais sensata e, progressivamente, vá conquistando a confiança da sua esposa para que ela possa falar desinibidamente sobre esta questão. Não espere por ocasiões especiais para lhe dizer que a ama, que a acha sexy ou para lhe dar uma prenda. Aproveite qualquer momento para a elogiar ou presentear. Já pensou em oferecer-lhe uma camisa de dormir mais sensual? Uma atitude mais preocupada e carinhosa da sua parte, aliada à subtileza das suas pretensões, fará certamente com que a sua esposa compreenda a mensagem.

Fantasias Sexuais

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Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados.

 

Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

 

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer.

 

É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável.

 

As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica.

 

No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

 

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

“A minha esposa gosta de inovar…”

“Tenho uma vida sexual bastante inovadora, a minha mulher gosta de experimentar coisas novas, mas isto já me aborrece um pouco. Agora quer praticar fantasias que envolvem exposição mas eu não me sinto bem com isso. Que devo fazer?”

Filipe, Sousel

Caro leitor,

O acto sexual é algo que deve ser consentido por ambas as partes, evitando o constrangimento e o desconforto por parte de um dos elementos do casal. É um pouco egoísta da parte da sua esposa querer fazer prevalecer uma ideia apenas no sentido da obtenção do próprio prazer sem levar em conta os desejos da outra pessoa. Regra geral, os casais preferem cenários mais privados e acolhedores para que se proporcione uma maior intimidade na vida sexual. Contudo, há quem prefira sair da rotina optando por recorrer à imaginação e a fantasias para estimular a vida sexual. Tente conversar com a sua esposa para que ela perceba o seu ponto de vista e o quanto fica incomodado com as suas ousadias. A inovação é saudável e aconselhável para a vida sexual do casal, mas só deve acontecer com o consentimento de ambos os parceiros. Seja directo com a sua esposa expressando os seus sentimentos em relação a esta situação, e através do diálogo faça com que ela compreenda o seu ponto de vista.

 

Fantasias sexuais

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Há alguns anos atrás este assunto era um tabu na nossa sociedade. Não quer dizer que muitos homens e mulheres não tivessem inúmeras fantasias sexuais, mas na verdade, estes pensamentos libidinosos eram considerados pecado e, na maior parte das vezes, jamais eram revelados e poucas vezes concretizados.

 

Hoje em dia, a mente está mais aberta a estas situações e, a verdade é que, muitas vezes, a realização destas fantasias pode salvar casamentos, que desta forma conseguem fugir à rotina.

 

A fantasia sexual é descrita como um desejo que um determinado indivíduo tem, de fazer algo diferente do habitual a nível sexual, que só de imaginar lhe dá um enorme prazer. É claro que existem algumas fantasias que são condenáveis, porém outras podem tornar a nossa intimidade cada vez mais saudável.

 

As fantasias sexuais mais comuns entre os homens revelam-se na vontade que estes têm de fazer amor com uma enfermeira, uma professora ou uma empregada doméstica.

 

No caso das mulheres, elas fantasiam com homens de farda e também com um professor, por exemplo. Os ambientes onde se possa ter uma relação sexual com alguém, são também muito fantasiados, sendo que locais perigosos, onde haja hipótese de se ser apanhado, são os mais usuais. Falamos, por exemplo, de elevadores, em piscinas ou dentro do carro.

 

Não se envergonhe de realizar as suas fantasias sexuais, desde que não se coloque em perigos reais e não prejudique ninguém.

“Sexo virtual”

“Tenho passado bastante tempo na net desde que a minha namorada terminou o namoro, e no outro dia proporcionou-se ter sexo virtual como uma mulher com quem estava a conversar, será que fiz mal em ter este comportamento?

 

Diogo, Setúbal

Caro Leitor,

 

Existem muitas pessoas que utilizam a Internet como forma de realizar as suas fantasias sexuais, por isso, tranquilize-se pois o leitor não é o único. A Internet é um local onde as pessoas podem dar asas à imaginação, uma vez que não precisam de apresentar a sua verdadeira identidade, basta “teclar” e deixar-se embarcar numa viagem de prazer. De facto 20% das pessoas que mantêm relacionamentos na Net confessam que não dão a informação correcta a seu respeito. O sexo virtual é considerada uma nova forma de fazer sexo, pois envolve fantasia e imaginação num ambiente fora do vulgar.

Jogo de Máscaras: o Role Play

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A rotina é, talvez, o inimigo número um dos casais. À medida que os anos passam a novidade pode perder-se, pois cada um sabe de forma quase mecanizada aquilo de que o outro gosta e, se não houver um esforço mútuo para manter a chama do romance bem acesa, esta pode esmorecer e até apagar-se.

 

Ainda se lembra dos primeiros tempos de namoro, em que tudo era excitante e provocava "borboletas no estômago"? Uma boa forma de retomar esse fulgor inicial consiste em aderir ao "role play", uma espécie de jogo de máscaras em que cada um passa a ser, por algumas horas, uma personagem nova, pronta a seduzir o parceiro.

 

Todos nós, no mais secreto do nosso ser, alimentamos secretas fantasias sexuais. Quem nunca desejou ter uma sessão de sexo tórrido com aquele galã dos filmes, ser arrebatada por um desconhecido, conhecer um príncipe encantado dos tempos modernos ou, pelo contrário, redescobrir os caminhos do prazer ao lado de um verdadeiro vilão?

 

Quando parece que a vida de casal já não tem nada para descobrir, experimente surpreender o seu par com uma brincadeira ousada e provocante. O "role play", que em inglês significa "representar papéis", é uma brincadeira saudável que consiste em encarnar personagens para criar cenários sexualmente excitantes, revitalizando uma relação em que já nada havia de novo. Por outro lado, o facto de proporcionar um novo “segredo” partilhado pelo casal aumenta a cumplicidade e reforça os laços de união entre os dois.

 

Regras básicas:

- Não exagere, para não cair no ridículo. Pode escolher uma indumentária a rigor, mas lembre-se que o essencial é despertar desejo, não fazer com que ele se desmanche a rir ao olhar para si – embora umas boas gargalhadas sejam algo muito positivo para dinamizar a relação a dois!

 

- Encarne a personagem com seriedade, do princípio ao fim. Por mais que tenha vontade de rir ou que se sinta inibida, arrume a vergonha atrás do sofá e pense: "Não sou eu, é a personagem!" Se, contudo, em algum ponto não se sentir à vontade, descontraia, esqueça a personagem e siga simplesmente aquilo que tem vontade de fazer.

 

- Aproveite para fazer aquilo que sempre desejou, mas que nunca teve coragem de fazer. Sob esta "capa" poderá dar azo às suas fantasias mais ousadas e atrevidas, sem qualquer pudor ou tabu.

“Tenho o fetiche de ser amarrada…”

 

“Tenho 29 anos e sempre
vivi a minha sexualidade de forma espontânea e natural. Vivo há um ano com o
meu namorado, mas ultimamente sinto vontade de realizar com ele um dos meus
maiores fetiches: ser amarrada pelo meu namorado enquanto fazemos amor. No
entanto, tenho vergonha de o dizer ao meu namorado, pois não sei o que ele vai
pensar…”

 

Cláudia, Porto

 

Cara Leitora,

A sua fantasia não é nada fora do comum, por isso, a melhor forma de fazer com que o seu namorado realize a sua fantasia é falar com ele de forma directa. Ter fantasias sexuais e realizá-las com o parceiro pode ser bastante excitante e rejuvenescedor para a relação. Por isso, não tenha
receio, pois converse com o seu namorado, aproveite para lhe perguntar se ele tem algumas fantasia que ele queira realizar, e se elas forem do seu agrado, ofereça-se para as realizar. Um relacionamento sexual saudável é composto de uma combinação de dar e receber prazer, aposte nisso.