Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Rapidinhas: surpreenda o seu par!

sexo2.jpg

 

Surpresa é uma palavra que só de a dizermos já imaginamos algo inesperado, criativo, e que dá um toque especial e diferente à nossa vida. Quem não gosta de ser surpreendido? Pequenas surpresas no dia-a-dia ajudam a quebrar a rotina da vida em casal e são deliciosas. Deixe o seu companheiro surpreendido e com água na boca. Use a sua criatividade para proporcionar momentos divertidos de prazer e extase.

 

Os dias são todos iguais, o seu companheiro chega a casa, jantam, vêm tv e vão para a cama? Surpreenda-o mal ele entre em casa. Apareça à sua frente apenas de robe de cetim, diga-lhe que tem uma dor na perna e peça-lhe para a acompanhar ao quarto. Ele ficará surpreendido pois o quarto estará envolvido num clima bem "caliente", com velas, incensos e pétalas de rosa em cima da cama. Dispa o robe e mostre-lhe a lingerie sexy que comprou e acaricie-o. Depois diga-lhe que o jantar está pronto e saia do quarto. Ele ficará louco e vai pensar em tudo menos no jantar.

 

Depois do jantar, ponha a tocar um CD com músicas sensuais e mostre-lhe um lenço de seda, depois vende o seu companheiro. Comece por lhe tirar a roupa bem devagar, ao ritmo da música, esfregando o corpo no seu e sussurrando o que lhe quer fazer. Quando ele estiver nu, brinque com o corpo dele até o deixar maluco e depois retire-lhe a venda – ele irá ver o que tem vestido, aposte numa lingerie bem sexy, com cinto de ligas e saltos altos, ele vai ficar surpreendido e vai ser uma noite inesquecível.

 

Que tal surpreender o seu par com um fetiche, vista-se de médica: avental branco curto, saltos altos, cabelo preso com um coque e um estetoscópio no pescoço! Trate-o como se fosse um paciente, diga-lhe para tirar a roupa toda para que o possa examinar. Apalpe cada parte do seu corpo, faça diagnósticos, e não saia da personagem nem por um segundo.

 

De manhã (ou à noite) deixe-o ir tomar banho, quando ele já estiver molhado entre na banheira ou no duche e surpreenda-o, diga-lhe que o quer lavar. Pegue numa esponja, coloque o gel duche e com movimentos suaves e sensuais, pode ir também dando uns beijinhos suaves na pele, comece pelos ombros, desça pelas costas e pare. Depois comece de novo pelo peito, desça pela barriga e pare. Recomece nos pés, percorra as pernas e os glúteos, detenha-se na parte de dentro das coxas e faça movimentos mais suaves. Por fim, ele já deve estar bem excitado, lave-lhe as partes íntimas com a esponja e o chuveiro, pode aproveitar para lhe fazer sexo oral. No fim pode pedir-lhe para que a lave também.

 

 

Brincadeiras anais

o-COUPLE-SEX-facebook.jpg

 

Ao contrário dos homens, que fantasiam muito com o sexo anal, a maioria das mulheres tem um certo receio desta prática. O principal medo é de sentirem dor, o que é uma preocupação comum e justificável, já que o sexo anal pode causar algum desconforto. No entanto, seguindo algumas dicas é possível gostar, e muito, de sexo anal.

 

O ânus possui uma musculatura para expelir, e por isso com o medo e ansiedade os músculos vão contrair, o que por sua vez, pode causar a dor no sexo anal. Quando feita com cuidado e descontração dos músculos, a prática pode dar muito prazer a quem penetra, mas tambem para quem é penetrado. Existe uma rede bastante extensa de nervos que proporcionam bastante prazer e que podem ser estimulados internamente através da penetração anal, tanto no homem como na mulher.

 

A fantasia, o envolvimento e o toque simultâneo noutras áreas erógenas e no clitóris são capazes de dar ainda maior prazer e existem alguns truques que ajudam a diminuir o incómodo. Contudo, nem todas pessoas sentem prazer com o sexo anal e isso deve ser respeitado. Submeter-se porque é um fetiche do companheiro não é saudável para o casal.

 

A prática sexual só é boa se oferecer prazer aos dois. Assim, o mais importante é a mulher estar decidida a chegar a esse nível de envolvimento, livre de tensão, e, depois, contar com a ajuda do parceiro para ir com bastante calma e conseguir tirar o máximo prazer do sexo anal.

“Quero fazer sexo anal!”

 

“Sempre tive o desejo de experimentar fazer sexo anal, mas tenho algum medo de o dizer à minha namorada pois acho que ela não vai aceitar muito bem esta ideia. Como devo abordar o assunto?”
 
Ricardo, Vila Franca de Xira
 
Caro Leitor,
O sexo anal é um tabu para a grande parte das mulheres. Deve falar sobre esse assunto de forma cuidadosa sem que a sua namorada se sinta obrigada a concordar. Exponha-lhe a sua fantasia dando sempre a entender que não ficará magoado se ela lho negar, mesmo que até fique um pouco desapontado. Assegure-lhe que não a forçará a nada e que se decidirem fazê-lo, parará se ela assim o pedir. Caso a sua namorada concorde com a prática, não se esqueça do lubrificante, que é fundamental nesta situação!
 
 

“Desejo que a minha namorada me domine!”

 

“Namoro há um ano e sempre quis que a minha namorada me dominasse na cama. Gostaria que ela fosse mais agressiva, mas não sei como pedir-lhe que faça isso, tenho medo que ela me ache depravado.”

 

Miguel, Seixal

 

Caro leitor

Não existe mal algum em gostar de ser dominado quando faz amor com a sua namorada desde que a prática seja inofensiva. Existem milhares de homens e mulheres que partilham da sua preferência, o que pode até ser o caso da sua namorada. Pessoas que optam pela prática sexual sadomasoquista estabelecem regras bem claras para que nenhum dos intervenientes se magoe. Qualquer prática sadomasoquista deve ser consensual, segura, e deve ser terminada assim que um dos intervenientes o deseje. Seja ousado e provoque a sua namorada, leve um lenço de seda para a cama e peça que ela lhe vende os olhos, ou lhe ate as mãos enquanto fazem amor. Fale durante o acto sexual e diga à sua namorada como quer que o toque, isso pode ser bastante excitante para ambos. Dessa forma com certeza que ela vai realizar os seus desejos.

 

“Disse-me que o maior desejo dele era fazer sexo em grupo!”

“Pensava que tinha uma vida sexual bastante satisfatória com o meu namorado, mas há pouco tempo ele confessou que o que mais gostaria de fazer a nível sexual seria ter relações em grupo. Sinceramente não tenho grande vontade de lhe satisfazer o desejo, mas não quero perdê-lo.”

 

Carla, Paços de
Ferreira

Cara leitora,

A prática de sexo em grupo é uma das fantasias mais comuns no mundo masculino. Segundo alguns teóricos, através desta prática o homem consegue mais facilmente provar a sua masculinidade, a sua virilidade e o seu poder. Mas pelo que me dá a entender, a leitora não se encontra muito receptiva a ceder ao pedido do seu namorado. Porém, isto é algo que deve ser debatido entre o casal, pois apenas devem fazer aquilo que ambos têm vontade de fazer. A sexualidade não deve ser vista como algo obrigatório, antes pelo contrário, deve ser algo vivido através da cumplicidade. Esta prática geralmente não é tão empolgante ou excitante quanto os indivíduos inicialmente imaginam que seja, e pode causar bastantes conflitos a nível do relacionamento do casal, pois os ciúmes e desconfiança após o acto sexual são bastante comuns e podem destruir uma relação a pouco e pouco. Converse de uma forma objectiva com o seu namorado, mostre-lhe que respeita as suas fantasias mas peça-lhe também que respeite a sua vontade. Para que tudo dê certo na vida a dois é necessário respeito, compreensão e tolerância. Não ceda a nada que não deseja fazer, apenas com a intenção de não perder quem ama. Se ele também gosta de si, então certamente respeitará a sua vontade.

“O Swing é seguro?”

“Tenho 36 anos e estou casado há quatro. Sempre fui feliz com a minha companheira, ambos gostamos de experimentar, a nível sexual, tudo o que nos passa pela cabeça. Agora estou indeciso em aderir ao Swing, talvez por desconhecimento ou receio. Já ouvi falar nesse tipo de prática e estou muito curioso, mas preocupa-me o facto de não saber ser é seguro, não só a nível de saúde, como também para a relação. Será que não vai por em risco o relacionamento?”

 

Alexandre, Odivelas

 

Caro Leitor,

 

O swing ou troca de casais obedece a inúmeras regras estabelecidas desde o início da relação por todos os intervenientes. Existem bares e clubes exclusivamente para conhecimento de parceiros de swing, havendo no entanto os riscos inerentes a qualquer relação sexual com parceiros que não se conhecem bem. Assim, é importante fazer sexo seguro e procurar conhecer bem o casal com quem se vão relacionar. O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, havendo uma libertação de tabus, e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há um envolvimento físico e nunca deve tornar-se sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso, o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

“Desejo que a minha namorada me domine!”

 

 

 
 
“Namoro há um ano e sempre quis que a minha namorada me dominasse na cama. Gostaria que ela fosse mais agressiva, mas não sei como pedir-lhe que faça isso, tenho medo que ela me ache depravado.”2011-09-13
 
Miguel, Seixal
 
Caro leitor
Não existe mal algum em gostar de ser dominado quando faz amor com a sua namorada desde que a prática seja inofensiva. Existem milhares de homens e mulheres que partilham da sua preferência, o que pode até ser o caso da sua namorada. Pessoas que optam pela prática sexual sadomasoquista estabelecem regras bem claras para que nenhum dos intervenientes se magoe. Qualquer prática sadomasoquista deve ser consensual, segura, e deve ser terminada assim que um dos intervenientes o deseje. Seja ousado e provoque a sua namorada, leve um lenço de seda para a cama e peça que ela lhe vende os olhos, ou lhe ate as mãos enquanto fazem amor. Fale durante o acto sexual e diga à sua namorada como quer que o toque, isso pode ser bastante excitante para ambos. Dessa forma com certeza que ela vai realizar os seus desejos.
 
 
Tire todas as suas dúvidas em sexologia@sapo.pt

“Gostava de ser algemada!”

“Já há muitos anos
que tenho um fetiche que gostaria de o experimentar com o meu namorado. Queria
que ele me algemasse à cama durante a relação sexual. Como hei-de fazer para
lhe dizer? Namoramos há 3 meses e não quero que ache que sou uma tarada
sexual!”

 

Sara, Almada

 

Cara Leitora,

Realmente este assunto é bastante delicado e um pouco
difícil de ser abordado, mas a melhor forma de conseguir realizar a sua
fantasia será conversar com o seu namorado sobre esta questão. Considera-se
este tipo de jogos como fazendo parte do chamado Sadismo, no qual a pessoa que
controla tem prazer através do sofrimento do outro, embora o Sadismo faça parte
integrante das relações humanas mais elementares e seja vivido consoante os
preconceitos de cada indivíduo. Nos jogos Sadomasoquistas, de acordo mútuo, a
cada sádico corresponde uma vítima, o masoquista, e é necessário existir por
parte de ambos um acordo. É necessário que tenham atenção aos instrumentos
utilizados, para que os actos não provoquem dor. Como tal, em vez de utilizar
as algemas que poderão provocar ferimentos, usem gravatas ou lenços em que os
nós sejam fáceis de desapertar, se por qualquer razão for necessário. Deve
responder de forma calma e serena a todas as dúvidas que ele lhe colocar, e se
por qualquer motivo ele não aceitar, seja compreensiva e tente entender as suas
razões. Terão ambos que acordar para que, assim que um de vós se sinta
desconfortável, o jogo termine, de modo a que não provoque qualquer tipo de
dor.

 

“Gosto de fazer amor com o meu marido em praias, serei exibicionista?”


 

Quando vamos de férias eu e o meu marido gostamos de fazer amor na varanda dos hotéis em que ficamos, ou em praias desertas. Será que somos exibicionistas?

Ana, Sintra

 

Cara leitora,

Exibicionistas são indivíduos que sentem prazer em exibir os órgãos sexuais em público com o objectivo de perturbar ou chocar as pessoas que os estão a ver. Muitos exibicionistas exibem os órgãos sexuais em frente de escolas, parques ou lojas onde têm a certeza que vão ser vistos de forma a atingirem satisfação sexual. Parece-me que a leitora e o seu marido ficam excitados pela “possibilidade” de serem apanhados a ter relações e não pelo prazer de chocar outras pessoas ao ter relações em frente delas. Esse é um comportamento que têm apenas quando estão de ferias porque se sentem mais descontraídos e aventureiros. Assim sendo, o seu comportamento não pode ser diagnosticado de exibicionista nem pode ser considerado uma disfunção sexual, pois sentir prazer em fazer algo arriscado é bastante comum entre casais. Existem, no entanto, algumas coisas com que se devem preocupar como questões legais, pois se forem apanhados pela polícia ou alguém apresentar queixa, podem vir a ter problemas. Por isso, aconselho-os a só fazerem amor em lugares onde têm muito poucas hipóteses de serem apanhados.

 

 

Tenho o fetiche de ser amarrada…

 

Tenho 29 anos e um dos meus fetiches é ser amarrada pelo meu namorado enquanto fazemos amor. No entanto, tenho vergonha de o dizer ao meu namorado, pois não sei o que ele vai pensar…”

 

Cláudia, Porto

 

Cara Leitora,

A sua fantasia não é nada fora do comum, por isso, a melhor forma de fazer com que o seu namorado realize a sua fantasia é falar com ele de forma directa. Ter fantasias sexuais e realizá-las com o parceiro pode ser bastante excitante e rejuvenescedor para a relação. Por isso, não tenha receio, pois converse com o seu namorado, aproveite para lhe perguntar se ele tem algumas fantasia que ele queira realizar, e se elas forem do seu agrado, ofereça-se para as realizar. Um relacionamento sexual saudável é composto de uma combinação de dar e receber prazer, aposte nisso.