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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Fantasia filmar cenas de sexo!”

“Eu e o meu namorado temos uma relação muito boa, mas ele tem insistido em filmar as nossas relações. Não sei se o devo fazer pois tenho receio que ele mostre o filme a alguns dos seus amigos.

Ana, Bragança

Cara Leitora,

 

Para que este tipo de fantasias decorra da melhor forma é importante que exista confiança e, essencialmente, cumplicidade entre o par. Se de facto, existe a possibilidade de que a vossa intimidade seja partilhada com terceiros, seja prudente na decisão que tomar, pois não vá a cassete acabar na internet. Fale abertamente com o seu namorado e fale-lhe dos seus receios, e se necessário Peça para ele assinar um “contrato” no qual ele se compromete a não mostrar as filmagens a ninguém, dessa forma poderá reduzir as probabilidades de ele vir a mostrar a cassete a terceiros, pois sabe que pode ser penalizado por isso. Se mesmo assim, não ficar convencida, lembro-lhe que existem outras brincadeiras que podem estimular o prazer e trabalhar a sua sensualidade.

 

Os mistérios da masturbação feminina

 

 

Entre elas costuma ser um assunto proibido, mas a verdade é que as mulheres também se masturbam, simplesmente não confessam. Não é um assunto típico das suas conversas, tão natural entre quase todos os homens. A mulher masturba-se exactamente pelas mesmas razões que o
homem: obter prazer! Porém, enquanto o homem não se envergonha do acto e consegue até fazê-lo com “assistência”, a mulher não quer ajuda para masturbar-se e prefere fazê-lo sozinha, sem “público”. Elas não costumam excitar-se a olhar para fotos ou vídeos, a hora da masturbação, para o sexo feminino, é uma viagem solitária, em que atingir o prazer de olhos fechados é
uma das melhores técnicas.

É através da masturbação que pode descobrir as suas verdadeiras fontes de prazer e na hora do sexo com o parceiro tudo pode ser ainda melhor. Tocar-se ensina-lhe a perceber a força ou a suavidade
necessária que precisa para atingir um orgasmo.

A masturbação feminina ainda é vista por muitos homens como algo negativo e, muitas vezes, eles até se sentem inseguros com esta situação, pensando que as suas parceiras têm fantasias com outros.
Contudo, a verdade é que este exercício é muito positivo para as mulheres, e ajuda a melhorar a intimidade do casal. Se ela não souber encontrar prazer em si, mais dificilmente será retribui-lo ao outro. A masturbação permite à mulher prestar mais atenção a si mesma e não esperar sempre que seja o companheiro a fazer algo para atingir o clímax.

Existem várias técnicas de masturbação feminina, sendo que a mais clássica é a estimulação do clitóris e da vagina.
Para ajudá-la a obter prazer, use lubrificantes nesta hora, pois mais facilmente atingirá o orgasmo. Utilizar brinquedos sexuais, como por exemplo um vibrador, pode também tornar-se um dos métodos eficazes para obter prazer.

A masturbação feminina é também uma forma de procurar vencer a anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo) e explorar o seu corpo é a melhor receita para conseguir ter com o seu marido ou namorado uma sexualidade plena.

“Preciso de animar a minha vida sexual…”

“Sou casada há 20 anos e a minha vida sexual está bastante monótona, e não sei o que devo fazer para animar a minha sexualidade. Tenho 40 anos e sinto que ainda sou demasiado jovem para ter este tipo de problemas.”

 

Ana,
Alhandra

Cara Leitora,

 

 Não se iniba e seja arrojada, pois a melhor maneira de animar a sua vida sexual é sendo inovadora nas suas acções e no seu comportamento. Aposte na novidade e na sensualidade. Desde um jantar exótico à luz de velas, acompanhado por uma sessão de striptease, a um fim-de-semana romântico num local longínquo, até uma visita a dois a uma sex-shop, tudo vale para que a leitora e o seu marido possam reavivar a vossa intimidade.

 

“O sexo é como um vício!”

“Entrei no ano passado para a faculdade, e a minha namorada veio morar para a mesma cidade que eu. No entanto, ela não se integrou nada bem e acabou por voltar para a nossa terra natal. Desiludido com a falta de perseverança dela, acabei com o nosso namoro de dois anos. Recomecei a sair com outras raparigas, mas tenho dificuldade em esperar que os aspetos físicos da relação se desenvolvam, e elas acham que sou muito apressado. Era capaz de fazer uma viagem de seis horas todos os fins de semana para fazer amor com a minha ex namorada, o sexo para mim é como se fosse um vício. Como hei de lidar com isto?”

 

Carlos, Faro

 

Caro leitor,

Estar numa relação pode ser fantástico, dando-lhe acesso à intimidade física e emocional, mas por vezes não é assim tão encantador. No seu caso, parece que os aspetos menos bons se sobrepuseram aos bons, fazendo-o por fim à relação, o que demonstra maturidade da sua parte por terminar um relacionamento que já não o fazia sentir-se feliz. No entanto, juntamente com os aspetos positivos do final da relação, também pode ter de enfrentar outros mais difíceis, tais como a perda de intimidade física, algo que leva tempo a construir. É normal sentir urgências sexuais, e não é difícil lidar com elas. Há pessoas que as resolvem através da masturbação ou do sexo ocasional, ou procurando envolvimentos mais sérios. Procure compreender o que é que faz com que o sexo lhe dê tanto prazer num relacionamento, para entender porque é que o sexo lhe parece ter-se tornado um vicio incontrolável, e procure satisfazer as suas necessidades não só físicas mas também emocionais para que possa voltar a sentir-se bem consigo mesmo. Por muita urgência que tenha, lembre-se que uma relação leva tempo a construir e a cultivar a todos os níveis, trazendo contudo a compensação mais tarde.

 

“A sua maior fantasia sexual é usar vibradores!”

“Tenho uma namorada que é bastante imaginativa a nível sexual e ultimamente ela tem-me pedido para realizar a sua maior fantasia sexual, que é utilizar um vibrador quando fazemos amor. Eu não sei como reagir!”

 

Nuno, Porto

 

Caro leitor,

Apesar de não ser de conhecimento comum, muitas pessoas utilizam vibradores como forma de atingir prazer sexual, quer nas práticas sexuais com os seus companheiros quer nos momentos solitários. Se essa é uma fantasia da sua namorada tente ser mais arrojado e aventureiro e experimente satisfazer o desejo dela. Sugiro que ambos visitem uma sex Shop, que escolham um vibrador que agrade a ambos e que o experimentem em conjunto. Esta experiência vai fortalecer a vossa relação e aumentar a vossa intimidade. Se depois de experimentar verificar que não gostou da prática sexual converse com a sua namorada de forma carinhosa a descubra outras formas de a satisfazer sexualmente, que agradem a ambos.  

 

Disfunções sexuais

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Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode ser afetado por diversas disfunções sexuais, que podem causar dor ou algum sofrimento psicológico.

Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores, simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser perfeitamente tratado.

Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual hipoativo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta sexual ou do seu ginecologista.

 

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoativo (falta de prazer no ato sexual): Não existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no ato sexual): Existem sentimentos de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e medo.

Transtorno de excitação (frigidez): Existe uma capacidade quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do ato sexual. A mulher tem também falta de excitação.

Anorgasmia (inibição do orgasmo): Mesmo após um estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a mulher sente durante um ato sexual, desde que não existam outros fatores como nódulos ou infeções.

Vaginismo: Quando existe uma contração permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição médica: Quando existem outras doenças, como por exemplo a diabetes que fazem com que o desejo sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas, como por exemplo, antidepressivos.

Aposte na nudez para manter acesa a chama do desejo

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A experiência de dois corpos que dormem nus, abraçados, é extremamente íntima e reforça a cumplicidade de qualquer casal. Naquele momento em que o nosso consciente relaxa e nos entregamos ao sono, é especialmente reconfortante dormir com a pele colada ao calor de outro corpo, sentindo a respiração de alguém de quem gostamos de forma especial.

 

Esta partilha é, na verdade, muito mais íntima, sendo por essa razão que as pessoas que apenas procuram sexo casual têm geralmente dificuldade em dormir com a pessoa com quem tiveram relações sexuais, precisamente porque não pretendem um envolvimento emocional.

 

Num relacionamento de casal a experiência de dormir nus é importante para fortalecer os laços de união. No caso de sentir desconforto, usar uma camisa de noite de seda ou uma t-shirt fininha pode ajudar a melhorar este aspeto, mas evite os pijamas quentes que evitam qualquer contacto físico. Acordar e ver o parceiro nu desperta, por si só, também maior desejo e vontade de envolvimento.

 

 

Despir-se para si própria

Aprenda a estar em contato consigo própria e a gostar do seu corpo. Para tal, deverá cuidar dele, como o templo que é. Tenha maior cuidado com a alimentação que faz, descanse o tempo suficiente para poder sentir-se bem, não abuse do consumo de bebidas prejudiciais à sua saúde, como o álcool e o tabaco.

 

Se um copo de vinho ajuda a desinibir-se, quatro ou cinco fazem com que o seu cérebro se confunda e deixe de desfrutar realmente daquilo que está a fazer – e a viver – sendo também prejudicial para o seu próprio desempenho sexual e podendo por em risco a sua saúde.

 

Fazer desporto ajuda a aumentar a libido, pois o culto do corpo faz com que sinta maior apreciação por si própria e por outro lado liberta substancias que a fazem sentir-se mais confiante e positiva.

 

Crie o hábito de se ver nua ao espelho e, também, de andar nua pela casa. Comece por fazê-lo quando está sozinha, até que se torne um hábito, mas mantenha o aquecimento e as condições para se sentir confortável, pois o objetivo desta prática é habituar-se a viver a sua nudez como algo que é natural. Passe, depois, a andar pela casa na presença do seu par tendo apenas uma t-shirt – se for dele, será ainda mais excitante para os dois -, ou a roupa interior, e vá progressivamente habituando-se a estar completamente nua, tal como veio ao mundo.

“Ela perdeu o interesse por sexo!”

“Desde que nasceu o nosso único filho, vejo que o interesse e o empenho sexual da minha esposa já não são o mesmo. Devo falar com ela sobre o que tenho sentido?

Francisco, Almada

 

Caro Leitor,

A sua esposa neste momento está a viver uma nova fase que preconiza uma aprendizagem. Possivelmente, ela está nervosa com esta nova fase da vossa vida, talvez devido às novas responsabilidades que terá de assumir e devido às mudanças que o seu corpo sofreu. Procure ter uma conversa franca com ela sobre estes comportamentos ou então dê-lhe muita atenção, de modo a que ela fique tranquila com o carinho e afeto que tem por ela. Mime-a ao máximo e mostre-lhe a dimensão dos seus sentimentos. Seja ternurento, romântico e muito compreensivo.

Faça-lhe surpresas agradáveis que a façam sentir importante. Claro que deverá favorecer a intimidade nesta fase, para que o caminho para um futuro relacionamento sexual seja feliz e harmonioso. 

“Eu não me masturbo… mas ela sim!”

“Tenho 24 anos e devo ser o único homem à face da Terra que nunca se masturbou, algo que para mim não representa qualquer problema, mas que incomoda a minha namorada. Ela não compreende nem acha normal, pois masturba-se pelo menos duas vezes por dia e muitas vezes insiste que eu veja. Ela acha que o meu comportamento não é normal porque diz que todos os homens se masturbam. É verdade?”

 

Tiago, Braga

 

 

Caro leitor,

Há sempre inúmeros mitos no que à sexualidade diz respeito. Um deles é o mito que diz que todos os homens se masturbam, e que as mulheres não o fazem. De forma simples e direta, deixe-me dizer-lhe que tanto o leitor como a sua namorada são ambos absolutamente normais. A decisão de proporcionar prazer a si próprio através da estimulação direta cabe-lhe a si, e embora muitos homens e mulheres o façam – ou digam que o façam – não há de ser a única pessoa à face da Terra que não o faz. O facto de a sua namorada querer que você a veja enquanto ela se masturba também não é estranho, pois alguns casais gostam de o fazer como forma de aumentarem a intimidade a dois. Deve questionar-se, isso sim, se esta questão da masturbação não denota outros problemas entre os dois, falta de comunicação no casal ou posturas diferentes no que ao sexo diz respeito. Aquilo que realmente importa neste caso é que tenham a capacidade de ter um diálogo honesto e frontal acerca da satisfação que ambos retiram da vossa vida sexual, para que esta possa ser melhor. Quem sabe não experimenta praticar a masturbação mútua com a sua namorada e até gosta? O respeito mútuo e a aceitação são alicerces fundamentais para qualquer relação. 

“Ela está quase… mas nunca consegue chegar lá!”

 

“Tenho 20 anos e gosto muito da minha namorada, com que namoro há já dois anos. Começámos a ter relações sexuais seis meses depois de nos envolvermos pois éramos ambos virgens e quisemos esperar, mas desde o início da relação que praticámos sexo oral um no outro. Contudo, a minha namorada nunca consegue chegar ao orgasmo. Parece que está quase… mas não consegue, como se algo a impedisse. Já tentámos várias técnicas e posições, mas mesmo quando se masturba ela também não consegue. Há algo que possamos fazer?”

 

Carlos, Porto

Caro leitor,

Cada mulher precisa do seu tempo, sensibilidade e paciência para explorar o seu corpo e visto que a sua namorada era virgem estão ainda a fazer ambos a descoberta da vossa maneira de viver a sexualidade. Há mulheres que se encontram numa fase pré-orgásmica, quando ainda não experimentaram um orgasmo nem na relação sexual nem através da masturbação, podendo ser anorgásmicas quando não chegam a consegui-lo. Apesar de não alcançarem o orgasmo, outros aspetos da relação sexual podem proporcionar-lhes prazer, sendo essencial que se sintam bem ao desfrutarem do sexo e da intimidade com o parceiro. É também muito importante que ter um orgasmo não se torne uma pressão, pois essa sim pode minar o prazer. Relaxar e focar-se naquilo que a faz sentir-se bem, no que lhe dá prazer e lhe provoca sensações positivas é o ponto de partida, sendo que algumas mulheres que têm dificuldade em ter um orgasmo conseguem-no através do uso de um vibrador, usando lubrificante, perto do clítoris. Sem pressas nem pressão, dediquem mais tempo a explorar o corpo dela, a dois e ela sozinha, e o mais provável será acabar por conseguir “chegar lá”. Se mesmo assim não aconteça, o acompanhamento de um terapeuta irá ajudá-la.