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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“O meu pénis é muito grande!”

“ Tenho 25 anos e sou um pouco complexado devido ao tamanho do meu pénis, este é muito grande. A minha namorada já se queixou que a penetração é muito dolorosa e que mesmo durante o
acto sexual lhe dói. Que medidas hei-de adoptar para não magoar a minha
namorada?”

 

 

Caro Leitor:

Em primeiro lugar tem que se assegurar que a sua namorada está verdadeiramente lubrificada, por isso se calhar não será mal pensado dar uma importância especial aos preliminares e prolongá-los um pouco mais do que o normal. Pode também usar lubrificante o que torna a penetração bastante mais confortável.

Devem também adoptar uma posição que seja confortável para ambos, pois a profundidade da
penetração varia de acordo com a posição escolhida, e deixe que também a sua namorada possa comandar no decorrer da acção, pois assim terá menos probabilidade de a magoar na penetração.

Dor na penetração

Tenho 27 anos e sinto dores durante a penetração. Não é aquela dor de queimadura de quando não estamos com lubrificação suficiente. Sinto a dor com a penetração mais profunda, parece que o pénis bate na parede interna e é aí que eu sinto a dor. O que pode ser isto?
Rita
 
Cara Rita,
 
A dor que sente parece ser o pénis a tocar no colo do útero, o que incomoda algumas mulheres, enquanto não incomoda outras e pode até dar prazer. Experimente posições sexuais em que penetração não seja tão profunda como a que lhe dá essa dor, veja em livros como o Kamasutra ou em sites da internet de sugestões de posições (por exemplo: http://mulher.sapo.pt/articles/sexualidade/sexo_sem_tabus/)
Se a dor não melhorar com o lubrificante e estes conselhos não deixe de tentar esclarecer com um médico numa consulta presencial ou de planeamento familiar.

“Não tenho lubrificação suficiente para ter relações sexuais”

“Sou casada há 5 anos e a melhor coisa que tenho na vida é a relação que tenho com o meu marido. Ultimamente tenho tido problemas sérios no trabalho e acho que se estão a transbordar também para casa. Chego cansada, não me apetece conversar com ele e quando tentamos fazer amor não tenho lubrificação suficiente. O que se passa comigo? Não quero perder a melhor coisa que tenho e começo a ficar assustada.”

 

Sara, Amadora

 

Cara leitora,

 

Como descreve que tem problemas sérios no trabalho é natural que estes se reflictam no seu estado de humor em casa igualmente e na sua maneira de viver as relações sexuais. Se forem passageiros, tente ter paciência e dar tempo ao tempo para que passem. Se previr que se manterão por muito tempo, então deve encontrar modos saudáveis para si de lidar com eles, de os aceitar e de conseguir abstrair-se deles (pelo menos em casa e noutros contextos), ou mesmo de considerar a procura e mudança de trabalho.

 

A lubrificação vaginal é um sinal de excitação, mas pode sofrer influências do modo como se sente, pelo que pode experimentar utilizar lubrificantes líquidos, em pomadas, comprados em sex-shops, farmácias ou mesmo supermercados. Não a ter ou perdê-la não significa que não esteja a gozar a relação sexual e deve comunicar com o parceiro se desejar uma fase mais longa de preliminares. Comuniquem sobre as coisas que a preocupam, mas dedique-lhes um tempo limitado (por exemplo, meia hora diária depois de chegar do trabalho e não mais do que isso), para que consiga aproveitar o tempo e recuperar as suas forças no seu tempo livre.

Boa sorte!

Disfunções sexuais

 

 

 

Não existem dúvidas, o seu prazer sexual pode ser afectado por diversas disfunções sexuais , que podem causar dor ou algum sofrimento psicológico. Muitas mulheres, passam uma vida inteira a pensar que o seu desempenho na intimidade é fraco ou diferente, mas aquilo que não entendem
é que as suas respostas aos estímulos sexuais podem não ser mais melhores, simplesmente porque sofrem de um problema físico ou psicológico, que pode ser perfeitamente tratado. Vaginismo, dispareunia, anorgasmia ou desejo sexual hipoactivo são alguns dos problemas que se podem manifestar na mulher. Para resolvê-los basta que procure a resolução para eles, junto de algum terapeuta sexual ou do seu ginecologista.

Os mais usuais:

Desejo sexual hipoactivo (falta de prazer no acto sexual): Não existe ou diminui o desejo e as fantasias sexuais.

Aversão sexual (fobia no acto sexual): Existem sentimentos de repulsa pelo parceiro, na intimidade, acompanhados de alguma ansiedade e medo.

Transtorno de excitação (Frigidez): Existe uma capacidade quase permanente de manter a lubrificação vaginal até ao final do acto sexual.
A mulher tem também falta de excitação.

Anorgasmia (Inibição do orgasmo): Mesmo após um estímulo sexual adequado, a mulher pode não conseguir atingir o orgasmo.

Dispareunia: É a dor genital que a mulher sente durante um acto sexual, desde que não existam outros factores como nódulos ou infecções.

Vaginismo: Quando existe uma contracção permanente dos músculos da vagina que impedem a penetração pelo pénis.

Disfunção sexual devido a uma condição
médica:
Quando existem outras doenças, como por exemplo a Diabetes que fazem com que o desejo
sexual diminua.

Disfunção sexual induzida por substâncias: Quando existe
diminuição do desejo sexual devido à ingestão de algumas substâncias orgânicas,
como por exemplo, anti-depressivos.

“Posso usar vaselina na vagina?”

“Tenho 22 anos e pouca lubrificação, pelo que comprei vaselina para utilizar como lubrificante. Contudo, reparei que na caia diz “apenas para uso externo”, o que me deixou com a dúvida se apenas posso usar na parte exterior da vagina, ou também no seu interior. Gostava que me esclarecesse a este respeito.”

 

Tatiana, Faro

Cara leitora,

O facto de ser indicado na caixa que a vaselina que comprou é apenas para uso externo indica que esta, assim como outros produtos lubrificantes à base de petróleo, se destinam a pele muito seca e aos lábios na boca, não sendo aconselhável para os lábios vaginais e para toda essa parte do seu corpo. Quando misturados com água, os produtos de beleza à base de petróleo tornam-se mais lassos, o que facilita a entrada de bactérias e fluidos corporais, aumentando o risco de infeções. Por outro lado, este tipo de lubrificantes pode danificar o látex dos preservativos, arruinando a sua eficácia. Existem muitos lubrificantes à base de água ou de silicone, e esses sim são adequados para utilizar dentro e fora da vagina, no clítoris, etc. para escolher o lubrificante certo para si, coloque um pouco no polegar e esfregue suavemente com a ponta do indicador. Se ficar pegajoso e seco depressa, não é adequado, enquanto que se continuar a escorregar na sua pele é o ideal para si.

Lubrificação e excitação

Gostaria de perceber porque é que sempre que não atinjo o orgasmo, isto é, não fico lubrificada, fico com infecção urinaria...porque será??
Paula Cristina
 
Cara Paula Cristina,
 
Vou primeiro esclarecer alguns conceitos, para não lhe dar uma informação errada. A resposta sexual humana tem várias fases: desejo, excitação, planalto, orgasmo e resolução. O desejo é a fase da vontade, do apetecer, que pode variar muito as situações em que surge. Na fase da excitação, na mulher, há um aumento do ritmo respiratório e de tensão muscular e surge a lubrificação vaginal produz-se um aumento das dimensões dos pequenos lábios e os grandes lábios ficam menos visíveis. A parte externa da vagina separa-se, o útero encolhe e a vagina torna-se maior. O clítoris aumenta de volume e fica erecto. Também os mamilos ficam erectos e produz-se um aumento de volume dos seios. Na fase seguinte, de planalto, estas mudanças fisiológicas intensificam-se. Na fase de orgasmo há uma libertação da tensão sexual acumulada e sentem-se intensas sensações de prazer. Nem todas as mulheres atingem esta fase, mesmo tendo muita excitação e prazer. Na fase de resolução, o retorno ao estado de repouso produz uma sensação de relaxamento por todo o corpo.
 
Assim, a lubrificação vaginal está associada à excitação e o orgasmo a um certo culminar da excitação. Quando não fica lubrificada, pode significar que está pouco excitada, a sua vagina está mais apertada e os lábios vaginais menos preparados para a relação sexual. Se tentar a penetração, a fricção pode magoar a mucosa vaginal, pode levar ao desenvolvimento de bactérias da urina (presentes no pénis ou na sua vagina, se não se limparem com cuidado depois de urinar) – o que facilita uma infecção urinária.
Aconselho-a a falar com o seu parceiro sobre ele se limpar cuidadosamente; utilize roupa interior de algodão e roupa pouco apertada; não use sabões vaginais agressivos, apenas de PH neutro. Antes de cada relação sexual beba água e logo depois do orgasmo, da ejaculação e da penetração, urine e lave com água os seus genitais – pode reduzir o aparecimento de infecções urinárias.
Se tem dificuldades de lubrificação, apesar de se sentir excitada, compre lubrificante artificial, em farmácias, sexshops ou supermercados e resolva esse problema.

“Tenho pouca lubrificação…”

 

 

“Para mim as relações sexuais são um pouco dolorosas, porque não tenho lubrificação suficiente. O que devo fazer, para estimular a lubrificação?”

Irene, Vila Franca de Xira

Cara leitora,

Cada mulher é um caso diferente na forma como vive e se adapta à vida
sexual. Algumas posições adoptadas pelos casais podem não ser as mais indicadas
para as mulheres, provocando algum desconforto. Também a forma como a
sexualidade é encarada pelo casal pode não ser a melhor para a entrega e
excitação da mulher, o que dificulta o processo de lubrificação. Aconselho que
utilizem a imaginação e a ousadia para incrementar um outro dinamismo à sua
vida sexual. Não menosprezem os preliminares, pois é nesta fase que existe
maior probabilidade de produzir mais lubrificação. Para estimular a excitação
optem por fantasias sexuais e jogos de sedução porque desta forma é mais fácil
obter uma resposta satisfatória dos órgãos sexuais. Também é importante que o
casal saiba muito bem onde se localizam as zonas erógenas do parceiro, para que
a relação sexual seja prazenteira e satisfatória para ambos. Porém, se quer
aproveitar ao máximo os preliminares, utilize um gel lubrificante que pode
adquirir em farmácias e sex-shops. O lubrificante pode ser utilizado no sexo
vaginal (colocando-o na vagina e à volta do pénis), anal e, inclusive, na
masturbação (pondo-o sobre o clítoris).

 

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 

Tenho 43 anos e sempre tive uma vida sexual ativa e feliz. No entanto, ultimamente quando faço amor noto que fico menos lubrificada, o que me causa dores e mal-estar. Não entendo por que aconteceu esta mudança, mas está a provocar-me um grande desconforto e constrangimento.”

 

Mariana, Queluz

 

Cara Leitora,

Esta dificuldade poderá ser causada por uma infeção vaginal que provoca dores durante a penetração e a redução da lubrificação. Por outro lado, existem alguns medicamentos que têm como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Uma outra hipótese a ter em consideração é o facto de estar num período pré-menopausa, onde poderá ocorrer uma alteração dos níveis hormonais que poderão justificar essa tendência, principalmente a níveis irregulares de estrogénio. Porém, de forma a dissipar todas as suas dúvidas a este respeito, aconselho a que consulte o seu ginecologista para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.

Sexo na Terceira Idade

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Apesar da informação ser, muitas vezes, escassa a verdade é que o desejo sexual, a ereção, a lubrificação ou a ejaculação não terminam à medida que a idade vai avançando.

 

Tanto o homem como a mulher podem ser potencialmente ativos a nível sexual até ao fim da vida. É normal, no entanto, que necessitem de mais estímulos, pois há certamente algumas mudanças fisiológicas que merecem também algumas mudanças a nível de ação. Muitas vezes, é até mesmo o pessimismo ou a ansiedade (de não ser capaz) que geram o fracasso sexual.

 

Existe ainda um preconceito em relação às pessoas mais velhas que deve e tem que ser ultrapassado. E há ainda que ter em conta que se a quantidade de vezes com que pratica sexo diminui com a idade, não significa que o desejo sexual desapareceu.

 

A qualidade deve, nesta altura, passar a ser muito mais importante do que a quantidade, esta sim tão importante para os mais jovens. O homem é potente sexualmente e consegue ter uma ereção até estar vivo, e consegue igualmente ejacular até aproximadamente aos 100 anos.

 

Existe ainda a ideia errada de que a mulher, depois de deixar de menstruar, deixa também de ter desejo sexual. Uma ideia formada na sociedade e que está completamente errada.

 

A menopausa não interfere em nada com o desejo sexual ou com a capacidade da mulher de continuar a ser atraente e sensual. Existem sim, nesta fase, algumas alterações na mulher que se prendem com a redução da lubrificação e da mucosa vaginal, mas que podem ser colmatadas também com o aumento de preliminares antes da penetração, capazes de estimulá-la mais facilmente.

 

Tal como o homem, a mulher pode ser sexualmente activa até ao final da vida. Quando entra na terceira idade, tanto ele como ela só necessitam aprender a explorar melhor o todo o seu potencial sexual!

“Sexo anal sem dor…”

“Eu e o meu namorado, por várias vezes, já fizemos sexo anal e devo confessar que até gosto da experiência. O único inconveniente é que sinto algumas dores. Como devo contornar esta situação?

 

Alexandra, Lisboa

Cara Leitora,

Existem inúmeras formas de obter uma relação sexual mais prazerosa e menos dolorosa. Deve ter sempre em conta que sexo deve ser sinónimo de prazer e não de dor. 

Para que possa ter uma relação menos dolorosa, deve evitar estar tensa, pois desta forma facilitará a contração da musculatura tornando este ato mais difícil.

A região do ânus por ser rica em terminações nervosas e sensível às carícias torna-se, por excelência, uma zona que permite a excitação e obtenção plena de prazer.

De forma a diminuir as dores durante o sexo anal, deve apostar nos preliminares para que possa ser estimulada até à excitação e usar lubrificantes, pois o ânus não produz uma lubrificação natural tal como a vagina.