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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Tema de hoje: menopausa

 
“Tenho quarenta anos e devido à minha idade gostaria de saber como identificar se entrei na menopausa ou não?”
 
Filipa, Monte Gordo
 
 
Cara leitora,
A menopausa trata-se da última menstruação e o climatério é a fase em que a mulher passa do período fértil para o infértil, onde existe uma diminuição significativa da produção das hormonas sexuais. Nesta nova etapa da vida da mulher, os ovários deixam de funcionar, quebrando, então, as menstruações. Esta redução a nível hormonal pode provocar algumas alterações físicas e psicológicas, por vezes condicionando a sua vida afectiva e social. Os sintomas mais comuns são sensações de calor que causam um certo desconforto, alterações urogenitais causadas pela falta de estrogénio, diferentes formas de encarar a sexualidade (falta de desejo), variações súbitas de humor (ansiedade, depressão, fadiga, insónia, falta de memória), problemas ósseos e doenças cardiovasculares.

Quais os sintomas da menopausa?

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Tenho quarenta anos e devido à minha idade gostaria de saber como identificar se entrei na menopausa ou não?

Elvira

Cara leitora,

A menopausa trata-se da última menstruação e o climatério é a fase em que a mulher passa do período fértil para o infértil, onde existe uma diminuição significativa da produção das hormonas sexuais. Nesta nova etapa da vida da mulher, os ovários deixam de funcionar, quebrando, então, as menstruações. Esta redução a nível hormonal pode provocar algumas alterações físicas e psicológicas, por vezes condicionando a sua vida afectiva e social. Os sintomas mais comuns são sensações de calor que causam um certo desconforto, alterações urogenitais causadas pela falta de estrogénio, diferentes formas de encarar a sexualidade (falta de desejo), variações súbitas de humor (ansiedade, depressão, fadiga, insónia, falta de memória), problemas ósseos e doenças cardiovasculares.

Tema de hoje: menopausa

Estou casado há 20 anos e desde há algum tempo que não tenho relações sexuais com a minha mulher, apesar de a amar muito e ela a mim. A minha mulher tem sintomas depressivos (em acompanhamento médico) e apresenta sinais de entrada na menopausa (tem 44 anos), recusa assumir, perante os próprios médicos, a sua não apetência para uma vida sexual, é extremamente clássica e muito ortodoxa no que diz respeito a uma vida sexual.
Eu amo a minha mulher, eu respeito-a como pessoa, tento tudo para que a vida em casal seja o mais linear e feliz possível e, apenas queria que o nosso relacionamento fosse mais completo e feliz para ambos, tanto mais que ambos caminhamos para um momento da vida em que cada vez mais estaremos apenas os dois, dependentes apenas um do outro.
 
Francisco
 
Caro Francisco,
 
Actualmente, como a sua esposa está deprimida e em tratamento devo dizer-lhe que a diminuição do desejo é devida à doença e aos tratamentos anti-depressivos Enquanto essa situação persistir a sexualidade da sua mulher dificilmente mudará, mas devem falar com o médico que a acompanha para tentarem uma outra medicação.
A menopausa pode ter efeitos igualmente na sexualidade da sua mulher, pois algumas mulheres sentem-se diminuídas pela perda da capacidade reprodutiva e mesmo fisicamente a lubrificação vaginal é mais difícil e pode levar a algumas dores. Compre lubrificantes para experimentar nas relações sexuais com ela, para resdolver este problema, se ela o tiver.
Quando refere estar disposto a tudo para a seduzir e melhorar a vossa vida sexual tem de ter em conta a abertura da sua mulher à descoberta da sua sexualidade. Posso recomendar-lhe banhos de imersão, leituras eróticas (desde Mário Vargas Llosa à banda desenhada de Manara), filmes eróticos (Nove Semanas e Meia, filmes pornográficos com histórias do vosso agrado), viagens a destinos paradisíacos, descobertas de produtos eróticos de sexshops… Mas tem de haver uma certa abertura a tais planos e só o Francisco pode saber se a sua mulher a terá.
O acompanhamento sexológico seria igualmente desejável, por isso contacte-nos pelo telefone 21 318 25 91.

Ingerir esperma faz mal?

Boa tarde,

Tenho duas questões para as quais gostaria de ser esclarecida, se possível.

  1. Faço sexo oral frequentemente e gostaria de saber se engolir o esperma faz mal.
  2. Tenho 46 anos e entrei na menopausa. Desde Setembro último que não tenho
         menstruação. Ultimamente tenho relações sexuais sem protecção. Será que
         corro algum risco?

Desde já agradeço uma resposta a estas 2 questões.

Cumprimentos

Maria José

 

Cara Maria José,

 

O esperma é constituído por espermatozóides (os gametas masculinos), líquido prostático (como o próprio nome diz, líquido produzido pela próstata), líquido seminal (da vesícula seminal) além de ácidos ascórbico, cítrico, úrico, láctico e pirúvico; contém também frutose, potássio, colesterol, ureia, magnésio, zinco e vitaminas B12, E e C. Não lhe faz mal à saúde engolir, embora seja importante
saber que o vírus do VIH/SIDA pode ser transmitido de tal maneira, pelo que deve evitar engoli-lo, especialmente se a pessoa a quem está a fazer sexo oral nunca fez um teste e lho mostrou.

Em relação às relações sexuais desprotegidas, se o risco de engravidar é diminuto, por estar na menopausa e dar sinais de não fazer a ovulação, o risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis não diminui, pelo que lhe recomendo que utilize preservativo nas relações sexuais e se certifique que este está bem colocado

Tema de hoje: Lubrificação Vaginal

 

(Diego Rivera)

 

 
 
Comecei a ter este problema sem perceber porquê: sempre fiquei muito lubrificada mas desde há uns dias que não fico muito e torna-se muito difícil ter relações sexuais sem lubrificação, pelo que tenho que usar lubrificante. Eu consigo ter relações e até me sinto muito excitada, mas não fico molhada. Isto preocupa-me muito.
 
Aldina
 
Cara Aldina,
 
A lubrificação vaginal pode acompanhar a excitação, mas não necessariamente. Deve consultar um médico ginecologista para perceber se há alguma causa fisiológica que possa estar a influenciar a sua repentina falta de lubrificação, como uma infecção sexualmente transmissível ou infecções fúngicas ou bacterianas. Alguns medicamentos que possa estar a fazer podem também ter alguma influência no modo como sente o sexo e como responde fisicamente a ele.
Reflicta se há algum aspecto que tenha mudado na sua vida que possa influenciar o seu bem-estar geral e as suas relações sexuais em particular: a relação com o seu parceiro ou parceira, a estimulação e excitação sexual que fazem antes de tentarem a penetração, que poderá não estar a responder às suas necessidades em tempo ou qualidade ou outros factores externos a vós e que não pode controlar (família, casa, trabalho)…
Alguns factores hormonais da menopausa podem influenciar a capacidade de lubrificação da mulher, mas não sei a sua idade e se tal poderá ser a razão. Terá de fazer uma avaliação médica para perceber o seu perfil hormonal actual.
Procure numa farmácia ou numa sex-shop lubrificantes adicionais, que podem ter sabores, aquecer e lhe podem resolver este problema e até apimentar a sua relação sexual. É muito natural em algumas mulheres adicionarem estes produtos para resolver o problema que sente. Os lubrificantes à base de água são compatíveis com o preservativo, mas pode também encontrar à base de silicone, óleo (como a conhecida vaselina).
Não se preocupe demasiado com este pormenor, pois a descrição da sua excitação e desejo de ter relações sexuais é bem mais importante para o seu prazer. Demore-se nos preliminares e carícias e experimente falar sobre o que gosta mais de sentir para se excitar… pode ser que tal lhe resolva os seus problemas de lubrificação e se não o fizer compre lubrificantes e aproveite o prazer.

“Estou a entrar na menopausa…”

 

 

“Estou a entrar na menopausa e já tenho ouvido falar de terapia de substituição hormonal. Gostava de saber mais a respeito dessa terapia uma vez que não estou muito esclarecida sobre o assunto.”

 

M.ª Carmo, Sintra

 


Cara Leitora,

A menopausa designa a fase de desenvolvimento do corpo da mulher em queos ovários deixam de produzir as hormonas Progesterona e Estrogénio. A terapia de substituição consiste exactamente na substituição das hormonas que os ovários deixaram de produzir. Cada pessoa é diferente, e nesse sentido a quantidade de hormonas deve variar de pessoa para pessoa, devido à forma como actuam no organismo. Desta forma, uma determinada dosagem é benéfica a uma determinada mulher mas poderá ser prejudicial a outra. É importante dirigir-se ao seu médico para que, em conjunto, possam experimentar os diferentes tipos e dosagens de estrogéneos, a fim de conseguirem chegar àquela que melhor se adequa ao seu organismo. Tenha em conta que algumas mulheres não podem fazer a terapêutica de substituição devido a problemas de saúde, por isso consulte um médico que a possa elucidar a respeito dos riscos associados a esta forma de terapia.

 

“A menopausa mudou a minha vida!”

 

“Desde que entrei na menopausa a minha vida alterou-se por completo. Sinto que já não sou a mesma pessoa, física e psicologicamente. (…) O meu marido não entende as minhas atitudes, o que tem gerado alguns conflitos. O que se passa comigo?”

 

Guilhermina, Oliveira de Azeméis

 

 

Cara Leitora,

Antes de mais gostaria de salientar que nesta nova fase da vida da mulher existem dois estados: a menopausa e o climatério. A menopausa trata-se da última menstruação e o climatério é a fase em que a mulher passa do período fértil para o infértil, onde existe uma diminuição significativa da produção das hormonas sexuais. Nesta nova etapa da vida da mulher, os ovários deixam de funcionar, terminando, então, as menstruações. Esta redução a nível hormonal pode provocar algumas alterações físicas e psicológicas, por vezes condicionando a sua vida afectiva e social (que é o que está a passar-se consigo).

Esta fase tem um grande peso na vida das mulheres no que diz respeito à forma como se vive a sexualidade e na forma como evidenciam alguns comportamentos e atitudes. Neste sentido, deve ter uma conversa séria com o seu marido, lembrando-lhe que a leitora está a passar por uma fase de adaptação de um novo momento da sua vida e por esse motivo é importante que ele seja mais compreensivo de forma a evitarem conflitos desnecessários.

 

Estou a atravessar a menopausa e o sexo é doloroso

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"Tenho 45 anos e estou casada há 20. A nossa vida sexual sempre foi satisfatória, mas desde que entrei na menopausa sinto menos apetite sexual, e quando tenho relações com o meu marido sofro muito com as dores. É normal?"

Teresa - Viana do Castelo

 

Cara leitora,

O que está a sentir é algo bastante comum. Durante a menopausa o seu corpo passa por várias alterações hormonais que podem causar redução do desejo sexual e da lubrificação vaginal, daí o motivo do seu desconforto. Sugiro-lhe que consulte o seu ginecologista para averiguar melhor o seu caso e ter a certeza de que tudo está bem a nível físico. Depois consulte um endocrinologista que seja especializado em questões relacionadas com a menopausa, pois hoje em dia existem vários tratamentos para reduzir os seus efeitos. Mas se se decidir por algum tratamento informe-se muito bem dos efeitos secundários da medicação antes de tomar qualquer decisão. Entretanto use lubrificante durante as relações sexuais para evitar o desconforto.

“A menopausa mudou a minha vida!”

 

Desde que entrei na menopausa a minha vida alterou-se por completo. Sinto que já não sou a mesma pessoa, tanto física como psicologicamente. O meu marido não entende as minhas atitudes, o que tem gerado alguns conflitos na nossa relação, principalmente no que diz respeito à nossa vida sexual. O que se passa comigo?”

Guida, Mafra

Cara Leitora,

Antes de mais gostaria de salientar que nesta fase da vida da mulher existem dois estados: a menopausa e o climatério. A menopausa trata-se da última menstruação e o climatério é a fase em que a mulher passa do período fértil para o infértil, onde existe uma diminuição significativa da produção das hormonas sexuais. Nesta nova etapa da vida da mulher, os ovários deixam de funcionar, terminando, então, as menstruações. Esta redução a nível hormonal pode provocar algumas alterações físicas e psicológicas, por vezes condicionando a sua vida afetiva e social (que é o que está a passar-se consigo).

Esta fase tem um grande peso na vida das mulheres no que diz respeito à forma como se vive a sexualidade e na forma como evidenciam alguns comportamentos e atitudes. Neste sentido, deve ter uma conversa séria com o seu marido, lembrando-lhe que a leitora está a passar por uma fase de adaptação de um novo momento da sua vida e por esse motivo é importante que ele seja mais compreensivo de forma a evitarem conflitos desnecessários. 

“Estou a entrar na menopausa…”

 

 
 
 
 
 
 
“Estou a entrar na menopausa e já tenho ouvido falar de terapia de substituição hormonal. Gostava de saber mais a respeito dessa terapia uma vez que não estou muito esclarecida sobre o assunto.”
 
M.ª Carmo, Sesimbra
Cara Leitora,
A menopausa designa a fase de desenvolvimento do corpo da mulher em que os ovários deixam de produzir as hormonas Progesterona e Estrogénio. A terapia de substituição consiste exactamente na substituição das hormonas que os ovários deixaram de produzir. Cada pessoa é diferente, e nesse sentido a quantidade de hormonas deve variar de pessoa para pessoa, devido à forma como actuam no organismo. Desta forma, uma determinada dosagem é benéfica a uma determinada mulher mas poderá ser prejudicial a outra. É importante dirigir-se ao seu médico para que, em conjunto, possam experimentar os diferentes tipos e dosagens de estrogénios, a fim de conseguirem chegar àquela que melhor se adequa ao seu organismo. Tenha em conta que algumas mulheres não podem fazer a terapêutica de substituição devido a problemas de saúde, por isso consulte um médico que a possa elucidar a respeito dos riscos associados a esta forma de terapia.