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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Ela perdeu o interesse por sexo!”

“Desde que nasceu o nosso único filho, vejo que o interesse e o empenho sexual da minha esposa já não são o mesmo. Devo falar com ela sobre o que tenho sentido?

Francisco, Almada

 

Caro Leitor,

A sua esposa neste momento está a viver uma nova fase que preconiza uma aprendizagem. Possivelmente, ela está nervosa com esta nova fase da vossa vida, talvez devido às novas responsabilidades que terá de assumir e devido às mudanças que o seu corpo sofreu. Procure ter uma conversa franca com ela sobre estes comportamentos ou então dê-lhe muita atenção, de modo a que ela fique tranquila com o carinho e afeto que tem por ela. Mime-a ao máximo e mostre-lhe a dimensão dos seus sentimentos. Seja ternurento, romântico e muito compreensivo.

Faça-lhe surpresas agradáveis que a façam sentir importante. Claro que deverá favorecer a intimidade nesta fase, para que o caminho para um futuro relacionamento sexual seja feliz e harmonioso. 

“Quando faço relações sexuais... fico nervosa!”

“Há pouco tempo iniciei a minha vida sexual e fico muito nervosa quando faço sexo com o meu namorado, inclusive fico com vontade de ir à casa de banho! Ele chateia-se comigo e pergunta se eu fico nervosa mas eu não sei o que se passa. Por que será que tenho tanta vontade de fazer chichi?”

Susana, Évora

 

Cara leitora,

As causas para a ansiedade que diz sentir quando tem relações com o seu namorado podem ser várias. Uma vez que a leitora iniciou a sua vida sexual recentemente esse pode ser um dos motivos pelo qual se sente tão nervosa, o que é bastante normal e deve passar, uma vez que se sinta mais à vontade com o seu namorado. Pode também dar-se o caso de sentir dores ou desconforto durante o coito o que pode também causar ansiedade, e consecutivamente a vontade de fazer chichi que a leitora referiu na sua carta. Verifique se esse estado de nervosismo e ansiedade que tem vivido é unicamente manifestado em relação à sua atividade sexual ou se reflete também em outras áreas da sua vida tais como a escola, trabalho ou relacionamento com amigos. Se esse for o seu caso aconselho a que consulte um psicólogo ou psiquiatra para verificar se a leitora tem ansiedade crónica que pode ser facilmente tratada com medicação e terapia.