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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Só tive o meu primeiro orgasmo ao fim de dois anos!”

Resultado de imagem para worried woman “Há dois anos que tenho uma vida sexual ativa, mas só recentemente tive o meu primeiro orgasmo, e nem sequer estava a ter relações sexuais. Será que há alguma coisa errada comigo?”

 Diana, Valongo

 

Cara leitora,

O orgasmo feminino não acontece, na maior das vezes, através da penetração, não sendo anormal que tenha experienciado o seu primeiro orgasmo ao fim de dois anos. No entanto, para que tenha uma vida sexual satisfatória e plena é muito importante conhecer bem o seu corpo, o que pode fazer através da masturbação, para saber exatamente que tipo de estimulação lhe proporciona mais prazer e para que seja mais fácil atingir o orgasmo – porque embora não seja obrigatório ter um orgasmo sempre que tem relações sexuais, ele é importante para que se sinta satisfeita a nível sexual. Explore o seu corpo e as suas próprias fantasias, há mulheres que conseguem ter um orgasmo apenas através das suas fantasias, sem qualquer tipo de estimulação física (cerca de 2% das mulheres conseguem ter orgasmos só através da estimulação mental – lembre-se que a mente é a nossa zona mais erógena). Converse com o seu companheiro, se tem par, e explorem também juntos outro tipo de toques e de carícias, investindo mais nos preliminares antes de passar à penetração, proporcionando-lhe mais prazer a si também.

 

“Confessei-lhe que fingia o orgasmo!”

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 “Estou há três anos com o meu namorado e finalmente ganhei coragem para confessar que sempre fingi o orgasmo, pois nunca tive um orgasmo, nem com ele nem com nenhum outro parceiro. Ele foi bastante compreensivo, e não tinha tido relações sexuais antes de mim, mas neste momento sinto-me insegura, pois cada vez que começo a manifestar excitação tenho medo que ele pense que estou a fingir. O que hei-de fazer?”

Bárbara, Nazaré

Cara leitora,

O facto de ter ganho coragem para contar a verdade é extremamente positivo e é o primeiro passo para conseguir efetivamente ter prazer. A comunicação honesta e sincera entre os parceiros é fundamental para ter uma vida sexual satisfatória para os dois. Para conseguir ter um orgasmo verdadeiro, liberte-se da pressão de o conseguir. Experimente fazê-lo primeiro através da masturbação, sem pressas, e diversificando as vossas atividades sexuais, experimentando através do sexo oral, da masturbação mútua, etc. Concentre-se nas sensações, a sós ou com o seu par, sem querer controlá-las, entregando-se simplesmente a elas. Quanto mais relaxar, mais fácil será. Se mesmo assim não conseguir, não desanime. Uma vez que diz nunca ter tido um orgasmo pode ser necessário consultar um terapeuta que possa fazer um acompanhamento personalizado do seu caso.

“A pílula influencia os orgasmos?”

“Gostava de saber se a pílula tem algum efeito nos orgasmos, pois tenho amigas que dizem que começaram a ter orgasmos com maior facilidade após começarem a tomar a pílula, mas outras relatam o contrário…”

 

Rita, Mafra

 

Cara leitora,

Há mulheres que têm maior facilidade em ter um orgasmo, enquanto que, para outras, é mais difícil. A toma da pílula afeta os níveis hormonais e por isso a reação de cada mulher é variável: enquanto que, para algumas, a vontade sexual aumenta, e o prazer se torna mais “fácil” de alcançar, noutros casos isso não acontece, havendo até dificuldades ao nível da lubrificação ou diminuição da libido, por exemplo. Um orgasmo resulta da combinação de fatores não só físicos, como também psicológicos e, por isso, importa explorar aquilo que lhe dá prazer a si, em particular. Algumas mulheres sentem-se mais descontraídas quando tomam a pílula, devido a não terem tanto medo de engravidar, o que ajuda a que tenham mais prazer durante a relação sexual. A sua reação à pílula será individual e única, mas pode sempre encontrar formas de potenciar o seu prazer, mesmo que as oscilações hormonais provocadas pela pílula possam afetá-lo. Existem diferentes tipos de pílula, pelo que o seu médico poderá ajudá-la a encontrar aquela que melhor se adequa a si. As pílulas contêm hormonas (cuja dosagem varia) porque, desta forma, o organismo é “enganado” e reage como se já existisse uma gravidez, o que faz com que não haja a libertação do óvulo e, assim, não possa engravidar. Os níveis hormonais no corpo afetam o humor, a vontade sexual e outras reações, pelo que podem afetar a vida sexual mas, ao compreender o que desperta e mantém o seu prazer e ao encontrar uma pílula que seja adequada a si, conseguirá viver a sua vida sexual com normalidade.

“Os orgasmos das mulheres são diferentes dos orgasmos dos homens?”

 “Gostava de saber se, a nível biológico, os orgasmos dos homens diferem dos das mulheres, ou se apesar de se manifestarem de formas diferentes aquilo que sentem é exatamente o mesmo.”

André, Mafra

 

Caro leitor,

Embora este assunto seja amplamente discutido, há um crescente consenso que aponta para a similaridade entre os orgasmos masculinos e os orgasmos femininos em termos biológicos. Os orgasmos são geralmente caraterizados pela contração dos músculos do chão pélvico, por uma intensa sensação de prazer, pela libertação de endorfinas e de hormonas e, normalmente, pela libertação de fluidos. Durante o clímax as pessoas notam diferenças de respiração, sensações de calor, suor, vibrações corporais e, muitas vezes, o desejo de gemer ou gritar para expressar o seu prazer – e todas estas caraterísticas são comuns a ambos os sexos. Assim, mais do que diferenças entre os dois sexos, as variações entre os orgasmos acontecem de pessoa para pessoa, dizendo neste caso respeito à facilidade com que se atinge o orgasmo, a frequência com que o têm e a forma como o vivem. Embora não haja diferenças biológicas entre as sensações de orgasmo, as diferenças anatómicas podem afetar o desempenho sexual. Por exemplo, uma mulher que tenha uma distância maior entre o clitóris e a abertura da uretra pode ter mais dificuldade em atingir o orgasmo através da penetração do que uma mulher que tem uma distância menor entre eles.  Geralmente os homens têm pouca dificuldade em ter um orgasmo, mas há mulheres que têm orgasmos mais frequentes e mais intensos do que o seu parceiro. Por outro lado, há ainda as questões sócio-culturais, que podem afetar a forma como cada pessoa expressa os seus orgasmos.

“Preciso de ajuda para ter orgasmos!”

Sad Woman Sitting On Couch Alone At Home Stock Photo - Download Image Now -  iStock“Tenho 22 anos e apesar de já ter iniciado a minha vida sexual, tenho dificuldades em conseguir atingir o orgasmo, pelo que gostava que me ajudasse nesse sentido. O que posso fazer para ter orgasmos mais facilmente enquanto estou a fazer amor com o meu namorado?”

Cátia, Caneças

Cara leitora,

O orgasmo é o ponto em que toda a tensão que o corpo vai acumulando é subitamente libertada sob a forma de uma série de contrações musculares involuntárias e que proporcionam prazer, e que se podem sentir na vagina, no útero e no reto. Pressionar e massajar o clítoris conduz a essa tensão e a inúmeras sensações de estremecimento e de preenchimento pélvico. Há muitas mulheres que têm dificuldade em alcançar o orgasmo, quer seja sozinhas quer com um parceiro. A vergonha em tocar o próprio corpo, a falta de conhecimento do mesmo e medos desconhecidos são apenas alguns dos fatores que dificultam esta libertação física, cuja componente psicológica é também muito importante. Os orgasmos podem ter intensidades diferentes, conforme a mulher, o momento, o tipo de estimulação, o parceiro, etc. Para conseguir ter um orgasmo mais facilmente, evite concentrar-se mais nos pensamentos do que nas sensações, pois é fácil distrair-se com ideias que a afastam do seu propósito, como por pensar se está a agir corretamente, pensar no que o parceiro pode estar a pensar ou se está impaciente, aborrecendo-se consigo mesma e desistindo dos estímulos que está a receber. Não deve também alimentar o receio de não conseguir ter um orgasmo ou de pedir mais do seu parceiro, pois dessa forma estará a criar uma pressão mental que tornará mais difícil a libertação. Os sentimentos de culpa a respeito do sexo, ou pensar que se devia concentrar mais no seu parceiro, são também prejudiciais, bem como querer acelerar o processo. Dê mais tempo a si própria e deixe-se apenas guiar pelas sensações e pelo seu próprio prazer, deixando-se ir, e verá como se tornará mais fácil.

“Não a deixo chegar ao orgasmo!”

 “Sempre tive uma vida sexual muito activa, mas de há algum tempo para cá durante o acto sexual com a minha companheira ejaculo precocemente, impedindo-a de atingir o orgasmo. Sinto que isso está a prejudicar a relação mas não sei como proceder, pois não sou capaz de evitar que isso aconteça.” Marco, Funchal Caro Leitor,Em primeiro lugar deixe-me felicitá-lo pela coragem e pela identificação da situação que está a vivenciar, o que só irá facilitar a rápida resolução da mesma e um adequado diagnóstico.É importante perceber o que mudou na sua vida, o que o torna agora incapaz de exercer um controlo eficaz sobre o tempo de obtenção do orgasmo e assim impedir a vivência a dois dos momentos de prazer. Este aspecto é fundamental para o diagnóstico adequado dado que esta situação poderá ser apenas decorrente de um período, mais ou menos difícil, que está a viver e que condiciona o seu desempenho sexual. Se assim o for, a solução passa pela procura da causa da ansiedade, que o impede de dar o seu melhor durante o acto sexual. Mas se tal assim não for, seria aconselhável consultar um especialista para lhe transmitir alguma confiança e ajudá-lo nesta tarefa. No entanto, lembre-se que se trata de uma situação muito frequente entre casais, para a qual já existe tratamento, tais como a técnica Squeeze na qual o leitor deve fazer uma pausa quando sentir que está prestes a ejacular e deve apertar a base do pénis com o dedo polegar e indicador durante 5 segundos antes de recomeçar a relação sexual. 

“Só tive o meu primeiro orgasmo ao fim de dois anos!”

 

“Há dois anos que tenho uma vida sexual ativa, mas só recentemente tive o meu primeiro orgasmo, e nem sequer estava a ter relações sexuais. Será que há alguma coisa errada comigo?”

 

Diana, Valongo

 

Cara leitora,

O orgasmo feminino não acontece, na maior das vezes, através da penetração, não sendo anormal que tenha experienciado o seu primeiro orgasmo ao fim de dois anos. No entanto, para que tenha uma vida sexual satisfatória e plena é muito importante conhecer bem o seu corpo, o que pode fazer através da masturbação, para saber exatamente que tipo de estimulação lhe proporciona mais prazer e para que seja mais fácil atingir o orgasmo – porque embora não seja obrigatório ter um orgasmo sempre que tem relações sexuais, ele é importante para que se sinta satisfeita a nível sexual. Explore o seu corpo e as suas próprias fantasias, há mulheres que conseguem ter um orgasmo apenas através das suas fantasias, sem qualquer tipo de estimulação física (cerca de 2% das mulheres conseguem ter orgasmos só através da estimulação mental – lembre-se que a mente é a nossa zona mais erógena). Converse com o seu companheiro, se tem par, e explorem também juntos outro tipo de toques e de carícias, investindo mais nos preliminares antes de passar à penetração, proporcionando-lhe mais prazer a si também.

“Há mais de um ano que não tenho orgasmos…”

“Tenho 48 anos e vivo sozinho. Há mais de um ano que não tenho orgasmos, e nunca tive um sonho molhado. Uma vez que não tenho ejaculações com regularidade tenho infeções da próstata e do trato urinário com alguma frequência. Gostava de saber se é comum isto acontecer, e se o facto de não libertar o sémen não traz problemas maiores de saúde para o meu futuro.”

 

Carlos, Bragança

 

Caro leitor

A excitação nem sempre conduz a um aumento do fluxo ou à necessidade de libertação através da ejaculação. No entanto, uma vez que sofre de infeções regulares deve ser visto por um médico especialista, se é que tal ainda não acontece. Sendo um individuo saudável não é comum passar tanto tempo de abstinência sexual, sendo que chegar à excitação sem culminar num orgasmo pode causar-lhe desconforto e dores, acarretando problemas de saúde tais como as infeções que menciona. Não precisa de ter uma companheira para praticar a masturbação, que permitirá ao seu corpo libertar-se de qualquer tensão acumulada.

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da  todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos. 


Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro.

 

A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

“Preciso de ajuda para ter orgasmos!”

“Tenho 22 anos e apesar de já ter iniciado a minha vida sexual, tenho dificuldades em conseguir atingir o orgasmo, pelo que gostava que me ajudasse nesse sentido. O que posso fazer para ter orgasmos mais facilmente enquanto estou a fazer amor com o meu namorado?”

 

Cátia, Caneças

 

Cara leitora,

O orgasmo é o ponto em que toda a tensão que o corpo vai acumulando é subitamente libertada sob a forma de uma série de contrações musculares involuntárias e que proporcionam prazer, e que se podem sentir na vagina, no útero e no reto. Pressionar e massajar o clítoris conduz a essa tensão e a inúmeras sensações de estremecimento e de preenchimento pélvico. Há muitas mulheres que têm dificuldade em alcançar o orgasmo, quer seja sozinhas quer com um parceiro. A vergonha em tocar o próprio corpo, a falta de conhecimento do mesmo e medos desconhecidos são apenas alguns dos fatores que dificultam esta libertação física, cuja componente psicológica é também muito importante. Os orgasmos podem ter intensidades diferentes, conforme a mulher, o momento, o tipo de estimulação, o parceiro, etc. Para conseguir ter um orgasmo mais facilmente, evite concentrar-se mais nos pensamentos do que nas sensações, pois é fácil distrair-se com ideias que a afastam do seu propósito, como por pensar se está a agir corretamente, pensar no que o parceiro pode estar a pensar ou se está impaciente, aborrecendo-se consigo mesma e desistindo dos estímulos que está a receber. Não deve também alimentar o receio de não conseguir ter um orgasmo ou de pedir mais do seu parceiro, pois dessa forma estará a criar uma pressão mental que tornará mais difícil a libertação. Os sentimentos de culpa a respeito do sexo, ou pensar que se devia concentrar mais no seu parceiro, são também prejudiciais, bem como querer acelerar o processo. Dê mais tempo a si própria e deixe-se apenas guiar pelas sensações e pelo seu próprio prazer, deixando-se ir, e verá como se tornará mais fácil.