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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

"Tive um orgasmo enquanto fazia abdominais!"

Exercícios abdominais: entenda a importância e conheça os melhores - A  revista da mulher 

"Pratico desporto diariamente e aqui há tempos estava a fazer abdominais com um aparelho que comprei e tive um orgasmo! Fiquei estupefacta, mas a verdade é que agora acontece-me com frequência. Já li que as mulheres podem ter orgasmos a andar a cavalo ou de bicicleta, entre outras atividades, mas não entendo como posso ter orgasmos apenas ao contrair os abdominais! Passa-se algo estranho comigo?"

 

Diana, Aveiro

 

Cara leitora,

De facto é possível ter orgasmos de inúmeras formas, nomeadamente através do exercício que se pratica, pelo que deve considerer-se uma sortuda, pois além de tonificar os abdominais ainda tem prazer! Enquanto que algumas mulheres apenas atinngem o orgasm através da estimulação directa do clitoris e/ ou pela penetração, outras conseguem atingi-lo através de uma grande variedade de sensações, pensamentos e experiências. Enquanto faz exercício físico, as contrações pélvicas e os agachamentos podem provocar o orgasmo, pois os músculos são apertados e relaxados repetidamente, e estas contrações repetidas podem causar excitação e provocar uma resposta corporal. Por outro lado, a roupa pode também roçar nos pontos certos, causando uma massagem rítmica que provoca excitação. Pode, ainda, ter descoberto por acaso um ponto erógeno do seu corpo em particular – por isso aproveite!

Brincadeiras de adultos: prazer mudo e cego

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Os adeptos de sexo mais arrojado utilizam alguns acessórios capazes de ferir a sensibilidade dos mais suscetíveis. Contudo, se entendermos o mundo do BDSM como um universo onde não há limites para a imaginação e onde o objetivo é explorar novas potencialidades eróticas, atingindo sensações inigualáveis, e se compreendermos que todas estas práticas decorrem dentro do princípio máximo do "SSC – São, Seguro e Consensual", podemos soltar-nos e permitir-nos brincar com objetos um pouco mais… ousados.

 

Ball Gag

A Ball Gag é uma mordaça, composto por uma bola, de plástico ou metal, que pode ter furos para aumentar a passagem do ar e permitir maior salivação, ou de metal, em cenários mais extremos, que é colocada na boca daquele que está a submeter-se. Essa bola ata-se à cabeça com tiras de couro, possuindo muitas vezes argolas de metal. Pela sua aparência mais pesada inspira medo, obrigando aquele que a usa a sentir a boca cheia, emitindo sons com maior dificuldade e sentindo-se restringido. Não precisa de ir tão longe, mas nas suas brincadeiras com o seu par pode amordaçá-lo com um lenço de seda e provocá-lo para que ele fale, "castigando-o" porque ele obviamente não vai conseguir, ou então deixá-lo a rebentar de prazer através da masturbação ou do sexo oral, sem que ele possa exprimir-se.

 

Vendas

A venda é um dos acessórios mais básicos e eficientes. Ao privar do sentido da visão, aquele que geralmente estamos mais habituados a que nos oriente no espaço, cria uma sensação de maior vulnerabilidade perante aquele que está a submeter, pois não podemos antever os seus gestos nem adivinhar o que nos vai fazer ou em que parte do corpo nos vais tocar… qualquer brincadeira de casal tem muito a ganhar com o uso deste acessório, que o torna muito mais intenso. Ou não se lembra de quando era criança e brincava à "cabra-cega"?

 

Coleiras e trelas

Sim, estes são dos acessórios mais extremos, na medida em que implicam uma necessária subjugação do submisso, com um aspeto de humilhação incluído. Muitos submissos usam uma coleira que os identifica como tal, sendo que há pessoas que gostam de "brincadeiras" em que o dominador(a) coloca uma trela no(a) submisso(a), obrigando-o a passear de gatas ao seu lado ou a comportar-se como um cão. Pela humilhação que provoca não será do agrado de qualquer pessoa, mas aqueles que apreciam esta prática sentem um alívio da pressão quotidiana ao poderem "agir" como um animal, livres da tensão humana. Os que dominam, por seu lado, rejubilam ao ter alguém a rastejar literalmente por eles.

Tomei a pílula do dia seguinte várias vezes… faz mal?

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"Já tomei 3 vezes a pílula do dia seguinte porque o preservativo rebentou e o meu namorado ejaculou dentro de mim. Tenho medo de vir a ter problemas de saúde porque já ouvi dizer que é muito forte. Será que faz mal? O que devo fazer?"

Carla - Braga

 

Cara leitora,

A pílula do dia seguinte ou contraceção de emergência é muito semelhante às outras pílulas, pelo que não precisa de se preocupar com efeitos secundários de a ter tomado. A ação desta pílula, que pode ser tomada até 150 horas depois da relação desprotegida, passa por atrasar ou adiantar a ovulação, alterar o revestimento do útero, de modo a torná-lo incapaz de receber o ovo já fecundado, impedindo a sua fixação (implantação) e portanto a evolução de uma gravidez. Se a pílula tiver sido tomada antes de acontecer a ovulação, é natural que o período menstrual atrase. Se foi tomada depois de haver ovulação apenas vai impedir a nidação, o período pode aparecer na altura certa ou até antes. As estatísticas dizem que muitas mulheres têm o período mais ou menos na altura certa, em 20 a 30% antecipa e em 10 a 20% atrasa. Apesar da eficácia desta pílula, deve escolher um método contracetivo de uso sistemático e preventivo, que a deixe mais segura, como a contraceção hormonal (a pílula contracetiva, o anel vaginal, o adesivo, as injeções hormonais), o preservativo, que vos protege igualmente de infeções sexualmente transmissíveis, ou outros métodos recomendados pelo seu médico assistente. Vai ver que se sentirá mais segura e livre para aproveitar as relações sexuais e o prazer que pode ter com elas!

Não quero que ele ejacule na minha boca!

Embora eu goste de fazer sexo oral ao meu namorado não gosto nada que ele ejacule na minha boca, pois acho desagradável e desconfortável. Há alguma forma de impedir que isso aconteça, sem ter de parar? Como posso prever que ele vai ejacular?

Cláudia, Odivelas

 

 

Cara leitora,

 

Uma vez que não há duas pessoas iguais, a comunicação é o meio mais eficaz para poder evitar algo que lhe desagrada. Não há um tempo definido para um homem ejacular, nem procedimentos a seguir quando se faz sexo oral, e a expressão do prazer varia de pessoa para pessoa. Assim, a melhor forma de antecipar a ejaculação do seu parceiro consiste em prestar atenção aos sinais que ele emite, aprendendo a reconhecer aquilo que precede a ejaculação dele e que poderá identificar através da forma de expressão dele, única e diferente dos outros. Podem, também, estabelecer um código de palavras que ele diz quando está prestes a ejacular. A relação sexual deve sempre trazer prazer aos dois, por isso fale abertamente com ele e esclareça que embora goste de lhe fazer sexo oral não gosta de engolir o sémen, algo que ele aceitará pois também é do seu interesse que você sinta prazer. É importante definirem uma forma de ele a avisar, e também estar atenta à linguagem corporal dele e aprender a interpretá-la, pois o tempo de ejaculação de um homem também varia consoante o seu nível de stress, fadiga, excitação, entre outros.

 

 

Rapidinhas

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Sexo oral para a mulher

Porque o amor é dar e receber, peça ao seu parceiro que ofereça um mimo especial. Uma dica: "esqueça-se" da revista aberta nesta página em cima da mesa e deixe que ele a veja quando estiver sozinho. Se não resultar, experimente sussurrar-lhe ao ouvido, com voz quente "quero sentir a tua língua em mim… agora!" ou, numa abordagem menos direta, diga-lhe que adora os beijos dele, e que gostava ainda mais de os sentir noutra parte do seu corpo. Oriente-o e partam à descoberta deste momento tão íntimo e que vos irá dar tanto prazer.

 

Para a levar ao sétimo céu…

* Faça-lhe cunnilingus, é a técnica utilizada nas mulheres. O homem deve começar por acariciar e beijar o corpo a partir da boca e no sentido descendente, ou estando deitado por baixo da mulher e começando por beijar, lamber e cheirar as suas pernas e interior das coxas, usando as mãos para acariciar o exterior das coxas.

* Movimente as mãos ao longo da virilha e acaricie gentilmente os pelos púbicos. As coxas começarão a abrir-se ainda mais com a excitação, revelando os lábios interiores e exteriores da vagina.

* Afaste os grandes lábios e descubra o clítoris, mova suavemente a língua para a frente e para trás, para dentro e à volta da área. Chupe a ponta do clítoris delicadamente.

* Insira um dedo dentro da vagina, depois lubrificando a área do clítoris com saliva, continue a lamber. Varie a velocidade.

 

Beijo à "francesa"

Peça ao seu mais-que-tudo que repita "em baixo" exatamente o mesmo que faz com a sua boca…

"Gelado do amor"

Peça-lhe que imagine que está a comer um cornetto e que a sua língua reproduza os mesmos movimentos de quando está a lamber o fundo do cone de bolacha…

Espasmos de prazer

Quer seja ao lamber, quer seja ao chupar, as diferenças de intensidade e de ritmo provocam espasmos de prazer.

Quente e frio

Soprar ar quente, afastar-se da entrada da vagina e soprar ar frio.

Intenso

Com a língua, entra e sai da vagina ou da parte interior dos lábios, "penetrando-a".

Ejaculo com muita rapidez

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"Quando tenho relações sexuais ejaculo muito rapidamente e não tenho a mesma reação sexual que tinha dantes. Isto aconteceu de um momento para o outro, mas tenho apenas 28 anos, o que me deixa muito assustado."

Manuel - Faro

 

Caro leitor,

Os problemas sexuais podem surgir repentinamente, depois de uma experiência que correu mal e que ficou marcada na memória. A ansiedade de antecipar o que pode voltar a acontecer pode levar a que aconteça o mesmo, pois está preocupado e menos dedicado a sentir prazer. Por outro lado, outros fatores podem influenciar a sua capacidade de ter relações sexuais e a penetração: ter um problema, estar cansado, ter bebido muito álcool. Tente abstrair-se de problemas, relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar nas carícias, sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, descobrir as suas zonas erógenas preferidas… Apesar destas sugestões úteis, penso que deveria consultar um especialista, que lhe esclareça esta questão e lhe dê um apoio presencial, pois pode prevenir que este problema continue e o faça sentir-se cada vez pior consigo próprio e nas suas relações sexuais. Não tenha vergonha, a ejaculação precoce ou prematura é muito frequente em homens de muitas idades e tem tratamento.

É normal toda esta preocupação e medo de engravidar?

 

Comecei a tomar a pílula, tomei-a sempre sem esquecimentos e por volta da mesma hora. Na semana passada tomei a última pílula da caixa e iniciei a semana de pausa. Tive logo sinais de sangue e no terceiro dia senti umas dores ligeiras e notei um pouco mais de fluxo (o que acho normal). Só que nesse mesmo dia tive relações sexuais com o meu namorado, mas usamos preservativo e ele ejaculou fora da minha vagina. E para além disso tivemos cuidado ao colocar o preservativo e de ver se se tinha rompido (o que não aconteceu).

A minha preocupação está se pode haver algum risco de ocorrer uma gravidez! Apesar de todos os cuidados não consigo estar descansada e gostava que a Drª me ajudasse. É normal toda esta preocupação e medo de engravidar? Fico sempre assim.”

Sandra, Barcarena 

 

Cara leitora,

A sua preocupação é um pouco excessiva para quem toma a pílula corretamente, como me diz, e utiliza preservativo igualmente. A proteção dupla é muito eficaz na prevenção da gravidez indesejada e da transmissão de infeções sexualmente transmissíveis. Repare que na semana de pausa entre as caixas de pílula continua protegida da gravidez indesejada.

A sua ansiedade com a gravidez pode prejudicar a sua capacidade de se entregar ao prazer do sexo, pelo que deve refletir sobre ela, sozinha e com o seu namorado. Podem optar por ter sexo não penetrativo, em algumas relações sexuais, para ter prazer sem essa preocupação com a penetração.

Pense bem se não se estará a sentir culpada por ter relações sexuais antes do casamento, por exemplo, pois por vezes as mulheres deixam-se influenciar por preconceitos sociais infundados e injustos para com elas. Não ligue a essas ideias feitas e divirta-se na sua sexualidade.

Orgasmo sim, por favor!

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Em primeiro lugar desejo, depois excitação e por fim orgasmo. Esta seria linha orientadora ideal para atingir aquilo que todas as mulheres desejam na cama: prazer.

 

Porém, 27% do sexo feminino português confessa que raramente atinge o clímax, contra 1% dos homens. O que pode estar por detrás desta grande diferença entre os dois sexos? A verdade é que sexo não é apenas penetração e, principalmente, para as mulheres é muito mais do que isso.

 

Ela precisa de estar lubrificada, para se sentir preparada para o coito. A mulher deixou de fingir, nos dias que correm exige mais do seu parceiro e ele, em princípio, também fará tudo para estar à altura de satisfazê-la. Infelizmente, a repressora educação que sempre foi passada ao sexo feminino, ainda domina algumas mentes e isso pode, muitas vezes, inibir ambos.

 

O que contribuiu, sem dúvida, para um orgasmo insatisfatório, principalmente da parte das mulheres que necessitam pelo menos de oito minutos para atingi-lo, contra três minutos que os homens podem levar a consegui-lo. Mas afinal é tudo uma questão de timing?

 

Pode ser, mas não só! Há que “acertar” ritmos, passar ao parceiro informação, pois os homens gostam de ser instruídos. Utilize alguma linguagem corporal, bem como frases provocantes que permitam ao seu companheiro entender aquilo que precisa. Mas antes disso, e para saber dar instruções necessita de conhecer o seu corpo.

 

Para si, também os preliminares são importantes, pois quanto mais longa a excitação, maior o clímax. Alugue filmes picantes, envie mensagens eróticas ao seu parceiro, durante o dia, faça algo com ele que vos provoque muita adrenalina. Na cama, evite a rotina, experimentem novas posições, descubram-se e se necessário utilizem brinquedos sexuais para se estimularem mutuamente.

 

Na verdade, a imaginação não tem limites! Entregue-se ao prazer!

Sexo oral à la carte

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"Dar um linguado"… nos lábios vaginais. Peça ao seu mais-que-tudo que repita "em baixo" exatamente o mesmo que faz com a sua boca…

 

Dentadinhas de amor - com muito cuidado para não aleijar, umas dentadinhas aqui e ali – ao de leve – podem surtir resultados inesperados.

 

"Cornetto de amor" - peça-lhe que imagine que está a comer um cornetto e que a sua língua reproduza os mesmos movimentos de quando está a lamber o fundo do cone de bolacha…

 

Variações de ritmo - quer seja ao lamber, quer seja ao chupar, as diferenças de intensidade e de ritmo provocam espasmos de prazer.

 

Quente e frio - soprar ar quente, afastar-se da entrada da vagina e soprar ar frio.

 

Borboletas e esquimós - o leve roçar das pestanas dele e os famosos "beijos de esquimó" – em que o nariz esfrega levemente a pele – causam calafrios muito agradáveis. Com a língua, entra e sai da vagina ou da parte interior dos lábios, "penetrando-a".

(In)submissão

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Quem não deseja ser a companheira perfeita, a amante inesquecível, a sedutora a que o companheiro não resiste? No mais íntimo de cada ser humano há a necessidade de ser desejado, apreciado, de despertar atração e luxúria. Por vezes caímos na ideia errada de que, se fizermos tudo o que o outro deseja, seremos amados. Ser submissa não é o mesmo que ser uma boa amante, bem pelo contrário! Contudo, há quem se encontre a si próprio no prazer de se submeter a outrem, num jogo de domínio e submissão.

 

As exigências do dia a dia fazem com que muitas vezes nos esqueçamos que, para além de mães, filhas, funcionárias, chefes, somos, acima de tudo, mulheres. É comum à nossa identidade a sensibilidade, a sutil delicadeza, a capacidade de entrega e devoção, a força para derrubar todos os obstáculos, a resistência e resiliência e, também, a capacidade inata de seduzir e derreter o coração mais empedernido. O poder de sedução faz parte da mais profunda natureza feminina.

 

Algumas mulheres, contudo, negligenciam essa aptidão por duvidarem dela, sendo incapazes de se verem a si próprias como sedutoras ou atraentes. Para ser uma boa amante, comece por se ver a si própria como tal. Esqueça os tabus que lhe incutiram, perca os receios de ser "desavergonhada" ou de adotar comportamentos pouco próprios para uma boa esposa.

 

Entre quatro paredes, tudo é permitido entre duas pessoas que se amam e se respeitam. Fazer todas as vontades e ceder a qualquer capricho de outrem não garante a conquista do seu coração: bem pelo contrário, os homens (e as mulheres) amam pessoas com personalidade forte, que se apreciam a si próprias.

 

Quando estamos no território do BDSM, contudo, as regras alteram-se. Se existem pessoas que sentem prazer em dominar, outras há que encontram a sua maior satisfação em serem dominadas, submetidas a outrem. Os submissos devotam uma total lealdade ao seu dominador ou dominadora, servindo-o/a em tudo o que lhes é pedido, dentro dos limites que foram previamente definidos pelo contrato assinado entre ambos, que faz parte do protocolo das relações BDSM.

 

Para além dos jogos íntimos, sexuais ou não, o dominador pode determinar como é que o submisso se deve vestir (muitos submissos usam uma coleira com uma argola de metal, que os identifica como sendo aqueles que se submetem) ou aquilo que deve comer, e estas regras lembram ao submisso que o seu papel é obedecer e agir da forma como o dominador entende que ele deve fazer. O prazer que estas práticas podem proporcionar radica nos meandros secretos do nosso cérebro.

 

Por exemplo, uma pessoa a quem no dia a dia é exigido que dite as regras e as ordens que outros têm de cumprir pode achar extremamente libertador o facto de, por sua vez, se encontrar à mercê das ordens de outrem. Pessoas inseguras que precisam de constante aprovação dos outros podem retirar um enorme prazer do facto de se empenharem para cumprirem as ordens que lhes são dadas, sendo depois elogiadas, incentivadas, apreciadas e recompensadas por isso. Existem pessoas, também, que simplesmente se divertem a explorar outros aspetos da sua sexualidade e do seu erotismo, descobrindo mais sobre si próprias neste complexo jogo de "o Dom manda".