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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

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Profª Drª Helena Barroqueiro

Regras de ouro para manter acesa a sua relação

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1 – O trabalho fica à porta

Se o seu dia foi péssimo, se o seu patrão não a tratou como devia ou se não está a ser os resultados que desejava, pense nisto – evitar a relação com o seu par porque está preocupada com o trabalho não vai melhorar em nada a situação no trabalho e só vai contribuir para lhe criar mais um problema – o da sua relação. Assim, é fundamental aprender a desligar pura e simplesmente, para que as questões profissionais não se sobreponham à vida pessoal. Habitue-se a dar um passeio sozinha antes de ir para casa, pratique desporto ou prepare de vez em quando um banho de imersão quando chega, antes de estar com o seu par. Sair do trabalho para se ir enfiar numa fila de supermercado só aumenta a sua tensão e irritação, por isso organize o seu tempo para que na maior parte dos dias esteja já tranquila quando chega ao pé do seu par. Falar sobre o seu dia e contar como anda o trabalho é salutar para qualquer relação, mas deixa de o ser quando assume uma dimensão desproporcional e se sobrepõe aos afetos e à vida íntima do casal.

 

Uma boa forma de conseguir que o trabalho não avassale a intimidade consiste em fazer uma escapadinha romântica de vez em quando. Não precisa de gastar muito dinheiro nem de ir muito longe, por vezes a própria excitação de ir com o seu marido para um motel traz à relação um gosto novo a algo "proibido", que é o bastante para trazer uma dinâmica renovada à relação.

 

Dicas:

- Instituam um "castigo": sempre que um dos dois falar a mais de trabalho terá de compensar o outro com carícias e massagens.

- Deixe-lhe um recado no chuveiro: "vem aqui ter comigo quando saíres do trabalho!"

- A meio do dia, vá à casa de banho e tire uma foto sensual com o telemóvel, a uma parte do seu corpo de que ele goste especialmente, e envie-lha com uma mensagem provocante. Quando ele a receber no trabalho ficará surpreendido e isso atiçará a sua vontade de estar consigo.

- Comece o fim de semana com um pequeno-almoço na cama, sem pressas.

 

2 – O amor precisa de ser…. regado

Quando namoravam faziam surpresas românticas um ao outro, ele oferecia-lhe flores, você comprava aquela lingerie sexy e esperava que ele chegasse para preparar "aquele" clima. Depois foram viver juntos e… tudo se perdeu. A banalização do romance acaba por matá-lo, pois a paixão também precisa de estímulos constantes para se manter viva. Assim, dê o primeiro passo e diga ao seu amado como se sente feliz quando ele é atencioso consigo, mostrando-se disposta a satisfazer os seus desejos. Escreva-lhe um bilhete onde lhe diz aquilo que adora nele. Beije-o… só porque sim. Quando for sair com ele e com outras pessoas, mande-lhe uma mensagem provocante e desafie-o para ir ter consigo à casa de banho. Prepare-lhe um jantar especial. Revejam juntos as fotos do início do namoro.

 

3 – Dar um novo impulso à vida sexual

Quando o sexo deixa de ser uma novidade, quando já sabem o que excita o outro e parecem seguir um guião pré-definido… o sexo tornou-se "baunilha", isto é, ganhou aquele sabor que é bom… mas não é nada de especial. A única forma de contrariar esta tendência é acrescentar um ou outro “topping” especial de vez em quando. Para o fazer, diversifique as posições e as carícias e criem um espaço e tempo para falarem de sexo. Diga-lhe o que mais gosta, faça-lhe perguntas a ele, conversem sobre as fantasias mais ousadas que têm e pensem em pô-las em prática. Na cama, conduza-o a tocar-lhe exatamente naqueles pontos que a levam ao êxtase. Experimentem passar um dia inteiro na cama, entregues ao corpo um do outro. Encomende comida e peça que lha vão entregar, para que não tenham de preocupar-se com nada. Em vez de achar que já não têm segredos um para o outro, procure encarar o seu companheiro como alguém que conheceu recentemente, e dediquem-se a explorar o corpo um do outro como se fosse uma nova relação.

 

Dicas:

- Nos preliminares, experimentem acariciar-se com penas e cubos de gelo, e brincar com sopros sobre a pele um do outro.

- Faça um desenho numa parte do seu corpo – ou escreva a resposta para algo que ele deseja saber – e faça-o procurá-la.

- Quando ele estiver a trabalhar em casa, leve o seu computador para outra divisão da casa, meta conversa com ele no skype e comece a fazer-lhe um striptease pela webcam.

 

4 - Troque as voltas à rotina

Ao fim de alguns meses, ou anos, de convivência, é normal que haja rotinas instauradas, hábitos que cumprem todos os dias ou semanalmente, como irem jantar àquele "vosso" restaurante à sexta-feira, almoçarem na casa dos pais dele ao domingo ou convidarem "aqueles" amigos para sair. Apesar de ser saudável a partilha de atividades, é essencial deixar de parte os comportamentos repetidos, que acabam por retirar o prazer de tudo o que se faz. Assim, habituem-se a fazer coisas em separado, pois quando se encontrarem terão muito mais para conversar e partilhar. Faça uma lista de coisas que não faz e que gostava de fazer, sozinha, com as amigas, com a sua irmã… sem ele! Assim, terá mais para lhe ensinar, e ele a si. Em vez de irem sempre ao sítio do costume, procurem novos restaurantes, cafés diferentes… estabeleçam a regra de descobrirem lugares novos quando saem. Desafiem-se um ao outro para fazerem algo que ambos sempre desejaram mas que nunca se decidiram a pôr em prática, como andar de balão ou fazer mergulho.

 

5 – Vestida para… reconquistar

É fatal como o destino: a partir de alguns meses de relação deixa de se preocupar se tem a depilação feita, se o verniz das unhas está lascado, se a camisola combina com as calças… e ele também já não lhe faz elogios quando usa um decote mais generoso nem repara se muda de penteado. Com o passar dos dias, esta banalização acaba por destruir o romance. Assim, é urgente recuperar o clima de sedução que existia nos primeiros tempos de namoro. Como?

- Peça-lhe que lhe ofereça uma lingerie sexy.

- Faça uma depilação diferente nas virilhas.

- Cole um post-it no frasco da compota a dizer "Lambuza-me e abusa".

- Vestir-se para jantar com ele como se fosse o vosso primeiro encontro.

- Olhá-lo fixamente até ele lhe perguntar porque é que o está a fazer, e então diga-lhe: "continuas a ser um pão!"

- Voltar a ter os mesmos cuidados que tinha quando se conheceram, evitar comer cebola quando estão num jantar romântico, não besuntar a cara com creme antes de se irem deitar, etc.…

 

6 – Voltar a fazer dele uma prioridade na sua vida

Lembra-se quando não se poupava a esforços para o ver, independentemente do que tinha para fazer? O que mudou entretanto? Ao passar a tomá-lo como um dado adquirido na sua vida isso fez com que deixasse de o ver com aquela aura de excitação que lhe provocava borboletas no estômago, e que é vital para a saúde de qualquer relação. Tenha presente que os nossos pensamentos se convertem em ações, que por sua vez criam aquilo que temos na nossa vida. Assim, se procurar reviver as sensações que tinha no início do namoro isso fará com que a sua mente volte a estar em sintonia com as emoções desse tempo, trazendo-as de volta à sua vida. O preço de por um relacionamento em segundo plano, por causa de exigências profissionais ou domésticas, pode ser muito mais alto do que imagina, por isso não arrisque. Retome o seu comportamento inicial com ele, e sobretudo volte a encará-lo como "aquela" pessoa que você tem de ver… custe o que custar.

 

7 – Elogiá-lo

Sentir que é especial, único e importante, faz com que qualquer homem se sinta o melhor à face da Terra, o que por sua vez cria nele os mesmos sentimentos para consigo. Pense com franqueza: "há quanto tempo não o elogia quando fala dele às suas amigas?" Provavelmente quando o conheceu não se cansava de lhe gabar as qualidades e de as enumerar a todas as pessoas à sua volta… depois que casaram, contudo, aproveita a mínima oportunidade para se queixar dele à sua mãe, à sua prima, à irmã dele… está na altura de parar esse comportamento e de inverter essa tendência! Faça-lhe elogios a ele diretamente e fale bem dele às pessoas com quem lida diariamente, e verá como isso opera grandes mudanças na relação. Se sente que ele também não a valoriza, fale sinceramente com ele, sem queixumes nem recriminações, mas para que ele perceba o que você sente, pois se não a sabe valorizar… algo precisa de ser mudado, e já.

 

8 – Todos os dias são bons para amar… e fazer amor

No início da relação qualquer momento era bom para fazerem amor, em qualquer sítio e a qualquer hora. Entretanto, com a habituação e a rotina o sexo acaba por ser desvalorizado, relegado para segundo ou terceiro plano… Lembre-se que intimidade partilhada através do sexo é uma das ligações mais fortes num casal. Vai deixá-la perder-se?

Qual a diferença entre um orgasmo vaginal e um orgasmo clitoriano?

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"Sou um homem apaixonado pelas mulheres e procuro dar sempre o máximo de prazer às minhas companheiras. Ouvi dizer que as mulheres podem ter orgasmos vaginais e clitorianos, e gostava de saber qual é a diferença entre eles!"

Paulo - Coimbra

 

Caro leitor,

Essa sua preocupação em procurar compreender o corpo das suas companheiras para lhes proporcionar o máximo de prazer é bastante positiva e contribui para que qualquer relação seja melhor. Os orgasmos clitorianos distinguem-se dos vaginais em primeiro lugar pelo tipo de estimulação física que a eles conduz, e naturalmente também à parte do corpo que envolvem. O orgasmo vaginal surge pela estimulação da vagina através da penetração, quer seja feita com o pénis, com a mão ou com um brinquedo sexual, e acontece quando não há qualquer estimulação do clítoris. Contudo, a vagina contém poucas terminações nervosas, e como tal não produz um orgasmo sozinha. Assim, em vez de pensar no clítoris e na vagina como partes separadas, veja-os como parte de uma teia de músculos e terminações nervosas. De facto, o clítoris estende-se e rodeia a vagina, a uretra e o ânus. Em vez de pensar nos orgasmos como vaginais ou clitorianos faz mais sentido pensar nas sensações que o acompanham. Afinal de contas, um orgasmo é sempre um orgasmo!

Desvende a arte da masturbação

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Existe um número infindável de técnicas que pode e deve usar enquanto se masturba. Acima de tudo, a regra básica é deixar-se levar pelas suas próprias sensações, com uma mente liberta de receios ou tabus.

 

Masturbação a dois

Praticar a masturbação a dois é uma das melhores formas de revitalizar a relação, aumentando a cumplicidade e estimulando a união. No entanto, pode ser difícil partilhar algo tão íntimo com outra pessoa. Libertar-se desse receio é também uma excitante forma de quebrar tabus e de se superar a si própria.

 

Para partilhar a masturbação com o seu par é importante entender o que lhe provoca o orgasmo. Muitas pessoas têm um estilo de masturbação desde a adolescência e mantêm-no. Não sendo necessariamente negativo, isso faz com que não descubram outras potencialidades. De um modo geral, a maior parte dos orgasmos são provocados através da pressão e da tensão provocadas na masturbação. No entanto, este tipo de orgasmos proporciona um nível de prazer consideravelmente baixo e também não é fácil de ser partilhado com o parceiro, porque se passa tudo a um nível muito interno, dependendo da tensão dos músculos e da pressão sobre a zona genital. Existem também orgasmos provocados pelo relaxamento ou uma variação combinada de todos os outros.

 

Masturbação por pressão

Muitas mulheres chegam ao orgasmo ao friccionarem o clítoris sobre qualquer objeto, seja o braço de um sofá, uma almofada, um boneco de peluche. Este tipo de masturbação dispensa o uso das mãos, sendo que algumas mulheres limitam-se a cruzar as pernas, fechando-as com força e massajando a região genital através da pressão por elas exercida. Colocar-se sobre uma almofada ou qualquer outro objeto que lhe ofereça esse tipo de pressão, sendo mais ou menos rígido, à frente do seu companheiro, mesmo vestida, pode ser extremamente provocador e excitante para ambos.

 

Masturbação por tensão

Ao conjugar a estimulação genital com alguma tensão muscular a libertação trazida pelo orgasmo é maior e este é mais intenso. Neste caso, os músculos das pernas e das nádegas contraem-se com força, apertando enquanto o resto do corpo se mantém rígido. Enquanto sustem a respiração, exerce maior pressão sobre o clítoris apertando os músculos, o que proporciona com relativa facilidade um orgasmo silencioso, que alivia a tensão numa rápida descarga. Este tipo de orgasmos pode acontecer mesmo enquanto se pratica ginástica, como por exemplo ao subir a uma corda, pois todo o corpo está em tensão. Embora estes orgasmos rápidos sejam dos mais comuns, devem ser vistos como a fast food – saciam a fome mas não alimentam plenamente.

 

Masturbação por relaxamento

Este tipo de masturbação é ideal para ser praticada a dois, até porque não é fácil relaxar completamente e estimular ao mesmo tempo a área genital. Assim, é essencial que se deixe pura e simplesmente descontrair, relaxando todos os músculos, como se fosse a Bela Adormecida, enquanto o seu par a masturba com a mão dele, deslizando suavemente os dedos pelos seus lábios vaginais, brincando com o seu clítoris. Deixe-se ir, simplesmente, sem pressas. Este tipo de contacto íntimo é extremamente erótico para ambos, estimulando a cumplicidade do casal.

 

Masturbação combinada

Usa os princípios subjacentes às três formas de obter prazer que foram anteriormente descritas. Assim, neste caso usa-se a tensão e o relaxamento em simultâneo com a estimulação direta do clítoris ou a penetração vaginal, usando os dedos ou um vibrador. Assim, deve contrair os músculos vaginais e libertá-los de seguida, repetindo algumas vezes. Use então um vibrador que deve introduzir devagar na vagina, enquanto continua a contrair e relaxar os músculos vaginais. Com os dedos estimule o clítoris (este tipo de masturbação pode e deve ser feita a dois), continuando a trabalhar os músculos vaginais, inspirando com força quando contrai e expirando profundamente quando liberta os músculos. Ao conjugar todos estes fatores obterá orgasmos mais intensos e mais profundos. Pode também fazer você a estimulação do clítoris enquanto o seu companheiro "se encarrega" da penetração vaginal, com os dedos ou um vibrador. Este tipo de masturbação cria o ambiente adequado para a relação sexual, pois proporciona à mulher orgasmos intensos e libertadores.

Não consigo esquecer a traição da minha namorada

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"Num período de crise do meu namoro, a minha namorada traiu-me e desde então não consigo esquecer esse acontecimento. Mesmo depois de já a ter perdoado e de a nossa relação estar muito bem essa época não me sai da cabeça!"

Sérgio – Braga

 

Caro leitor,

O que sente é bastante compreensível pois a sua namorada magoou-o profundamente. Perdoar não significa esquecer, e a confiança é algo que leva tempo a construir, neste caso reconstruir, o que é muito mais trabalhoso. Uma infidelidade pode deixar marcas muitas vezes irreversíveis numa relação o que parece ser o seu caso. Só a sua namorada o pode "curar" dessa instabilidade emocional pela qual está a passar, ela terá de lhe provar novamente que merece o seu amor a sua confiança, e que aquilo só se sucedeu porque vocês estavam a passar por um momento de crise. Faça um esforço e tente ter confiança na pessoa que tem a seu lado, se não conseguir então aí talvez seja melhor parar para pensar se vale a pena continuar com essa relação que só o está a fazer sofrer.

Sou bastante ciumenta!

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"Namoro há um ano e meio com um rapaz de quem gosto bastante. Sei que está tudo bem entre nós, mas como vivemos longe um do outro, os meus ciúmes saltam à vista."

Carla - Leixões

 

Cara leitora,

Se apesar da distância realmente sente que está tudo bem entre vós, então deve aprender a ser mais controlada, de modo a impedir que o ciúme estrague uma relação que parece estar equilibrada. Tente ser mais moderada, pois essa forma de distorcer a realidade, mesmo que seja sem querer, pode prejudicar a relação a ponto de levá-la à rutura. Um pouco de ciúme apimenta a relação, mas tudo o que é demais enjoa, e ninguém gosta de estar com alguém que seja muito ciumento. Por mais que lhe custe, tente mostrar ao seu namorado que a distância não é motivo para causar a desunião entre o casal. Lembro-a de que o ciúme não ajuda a salvaguardar nenhuma relação e que pode mesmo ajudar a afastar a pessoa que se ama.

Vida de casal: não tenho vontade de fazer amor!

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A rotina é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer relacionamento. Enquanto que nos primeiros tempos da paixão todo o tempo que passavam juntos parecia pouco e qualquer toque ou olhar desencadeava um incêndio que os levava para os braços um do outro, com o tempo e a habituação a excitação da novidade apaga-se. Se a isso juntarmos as exigências do dia a dia, as discussões a respeito de quem lava a louça ou vai buscar os filhos à escola e as pressões a que cada um dos dois é submetido no local de trabalho, é fácil de compreender porque é que a vida sexual se torna um problema silencioso para tantos casais.

 

Passamos mais tempo a trabalhar e a responder aos desafios e exigências profissionais do que a sós com quem amamos. Por outro lado, qualquer pessoa, por mais apaixonada que esteja, precisa de ter tempo para si e para sentir saudades do seu mais-que-tudo. Aquilo de que muitas vezes não nos damos conta, no entanto, é que ao afastarmo-nos no dia a dia isso cria um fosso também na nossa vida sexual, afastando-nos.

 

Por outro lado, é fundamental ter presente que se perder o contato com a sua própria sexualidade isso irá necessariamente afastá-la do seu par. Limitar-se a cumprir as suas obrigações enquanto mãe e profissional, esquecendo-se que também é mulher, com desejos e vontades, faz com que essa parte do seu ser e da sua vida vá ficando entorpecida. A partir daí, muitas mulheres deixam de sentir prazer na relação sexual, porque não se permitem desfrutar dela com relaxamento e descontração, passando a evitar o seu parceiro. A anorgasmia, uma disfunção de que já falámos, pode surgir então e impedir a mulher de ter orgasmos, ou dificultando-os. Como tal, isto faz com que a mulher ainda tenha maior tendência para evitar a relação sexual, pois sabe que não lhe será fácil chegar ao orgasmo, tornando o sexo algo penoso.

 

Mais vale prevenir…
A melhor forma de combater a falta de desejo no casal é aprender a evitá-la. Para tal, integre certos princípios na dinâmica da relação e faça deles hábitos saudáveis, para o bem da relação.

Quero fazer amor com dois homens!

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"Tenho namorado e gosto muito dele, mas, de há uns tempos para cá, não consigo deixar de pensar em fazer amor com dois homens ao mesmo tempo. Sei que o meu namorado nunca iria concordar, mas não consigo deixar de pensar nesta minha fantasia…"

Vânia - Vila Nova de Gaia

 

Cara leitora,

Fantasiar sobre os mais variados cenários sexuais é perfeitamente normal, sendo esta sua fantasia comum a várias mulheres. O único problema é quando as fantasias começam a interferir na relação do casal, o que parece ser o seu caso, visto que não consegue deixar de pensar em fazer amor com dois homens ao mesmo tempo. As fantasias podem ser bastante divertidas, mas lembre-se que nem sempre devem ser passadas à prática pois podem ter repercussões bastante sérias não valendo a pena os problemas que podem vir a causar. Segundo disse, o seu namorado não iria concordar com essa prática, por isso, se gosta realmente dele, não tenha nenhuma atitude que possa prejudicar a vossa relação. Lembre-se que a realidade pode ser bastante diferente da fantasia!

Apaixonei-me pela namorada do meu melhor amigo!

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"Tenho 30 anos e desde sempre repudiei as traições. Porém, há cerca de 6 meses percebi que estou apaixonado pela namorada do meu melhor amigo. Não soube como lidar com a situação, ela sente o mesmo por mim mas não quer terminar com o namorado por causa da família de ambos, e por isso temos mantido um caso em segredo já há algum tempo. Odeio-me pelo que estou a fazer, mas não consigo evitá-lo. Não sei o que fazer!"

João - Lisboa

 

Caro leitor,

Sem saber como viu-se numa situação que sempre reprovou, isto é, acabou por se envolver com a namorada do seu melhor amigo e agora não sabe o que fazer. Porém, agora vê-se sem muitas alternativas, pois sente-se incomodado com a situação gerada, mas, também, não consegue deixá-la pelo facto de estar apaixonado. Apesar de estar a viver uma situação complicada cabe-lhe a si refletir no que deseja para a sua vida daqui a frente, visto que a pessoa que ama não pretende deixar o seu amigo para ficar consigo. Pense na sua felicidade e veja se vale a pena estar a investir numa relação em que vai estar sempre em segundo plano.

“Eu não me masturbo… mas ela sim!”

“Tenho 24 anos e devo ser o único homem à face da Terra que nunca se masturbou, algo que para mim não representa qualquer problema, mas que incomoda a minha namorada. Ela não compreende nem acha normal, pois masturba-se pelo menos duas vezes por dia e muitas vezes insiste que eu veja. Ela acha que o meu comportamento não é normal porque diz que todos os homens se masturbam. É verdade?”

 

Tiago, Braga

 

 

Caro leitor,

Há sempre inúmeros mitos no que à sexualidade diz respeito. Um deles é o mito que diz que todos os homens se masturbam, e que as mulheres não o fazem. De forma simples e direta, deixe-me dizer-lhe que tanto o leitor como a sua namorada são ambos absolutamente normais. A decisão de proporcionar prazer a si próprio através da estimulação direta cabe-lhe a si, e embora muitos homens e mulheres o façam – ou digam que o façam – não há de ser a única pessoa à face da Terra que não o faz. O facto de a sua namorada querer que você a veja enquanto ela se masturba também não é estranho, pois alguns casais gostam de o fazer como forma de aumentarem a intimidade a dois. Deve questionar-se, isso sim, se esta questão da masturbação não denota outros problemas entre os dois, falta de comunicação no casal ou posturas diferentes no que ao sexo diz respeito. Aquilo que realmente importa neste caso é que tenham a capacidade de ter um diálogo honesto e frontal acerca da satisfação que ambos retiram da vossa vida sexual, para que esta possa ser melhor. Quem sabe não experimenta praticar a masturbação mútua com a sua namorada e até gosta? O respeito mútuo e a aceitação são alicerces fundamentais para qualquer relação. 

“Não consigo ter prazer total!”

 

Tenho 32 anos e amo o meu marido, com quem vivo há 3 anos. O problema é que não consigo ter relações sexuais na sua plenitude, isto é, não consigo tolerar a penetração.

Penso que o problema não é frigidez, pois tenho prazer com o resto, mas não consinto que ele me penetre, pois magoa-me muito. Sei que o problema é meu e que isto não é normal, mas não sei a quem pedir ajuda, o mais indicado será ir ao ginecologista ou ao sexólogo? Ajude-me, este problema pode dar cabo da relação e eu não quero que isso aconteça!

 

Margarida, Sesimbra

 

Cara leitora,

Este problema sexual que descreve de não conseguir a penetração vaginal acontece a muitas mulheres e deve procurar tratamento com especialistas da área da sexologia para o tentar resolver. Sem muitos dados, eu colocaria as hipóteses de dispareunia ou de vaginismo – duas disfunções sexuais femininas. Deve também consultar um ginecologista para verificar se a dor não se deve a algum problema de natureza ginecológica.  

Diversifique as relações sexuais, explorem as massagens, as carícias, a masturbação mútua, o sexo oral, os brinquedos eróticos… Usem a vossa imaginação para reinventarem a vossa sexualidade sem limites e para não estar tão concentrada na penetração apenas!

Aconselho-a a explorar o seu corpo através da masturbação,  para que possa descobrir como gosta de ser tocada e o que lhe dá prazer, pois o primeiro passo para sentir prazer com um parceiro é ser capaz de o fazer sozinha.

Nas suas relações sexuais, deve tentar relaxar e entregar-se a carinhos e festas durante um tempo substancial (a lubrificação depende do prazer que sente antes de iniciar a penetração). Não vou definir-lhe um tempo limitado, mas sugiro-lhe um mínimo de meia hora, antes de tentarem a penetração ou sequer de pensarem nisso (podem até nem chegar a concretizá-la!).

Como o seu problema pode ser mais específico, seria desejável fazer uma consulta presencial de Sexologia, para fazer um diagnóstico diferencial.