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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Ejaculação precoce

Bom dia,

Sou um homem casado há 2 anos e sempre tive problemas com ejaculação precoce, mas agora adquiri um manual para exercitar o pénis,e esta a ser muito bom, mas o problema e que sempre que
comeco a  masturbar-me não dura muito tempo.

O que posso fazer para que demore mais tempo?

Será que ando mais sensível e que por isso chego mais rápido ao orgasmo?

E é verdade que a masturbação ajuda na ejaculacao precoce?

O que posso fazer para melhorar?

 Muito obrigado pela ajuda.

 

A ejaculação precoce é uma perturbação que se caracteriza pela ejaculação com uma estimulação sexual mínima, que surge antes, durante ou pouco depois da penetração e antes que a pessoa o deseje. Há factores a ter em conta que afectam a fase da excitação, como por exemplo, a
idade, a novidade ou a situação do parceiro/a sexual e a pouca frequência de actividade sexual. O facto de estar longe da sua esposa e nao ter relações sexuais com mais frequência podem de facto afectar o seu desempenho sexual. Experimente um produto retardante em pomada, que pode ser comprado numa sex-shop, para colocar na glande e fazê-lo perder um pouco a sensibilidade peniana (este produto deve ser utilizado em pequenas quantidades e o homem deve colocar um preservativo após a sua aplicação). Se estas sugestões não funcionarem, tente a técnica dos terapeutas sexuais – o “squeeze” – que consiste em parar a estimulação sexual e apertar a base ou freio do pénis
com três dedos (polegar, indicador e dedo médio) antes da ejaculação e por 3 a 4 segundos, o que parará a ejaculação e causara uma redução da erecção. Continue a estimulação e excitação
mútua para voltar a recuperar a erecção. Esta técnica deve ser repetida 3 vezes até permitir a ejaculação. É normal que nas primeiras vezes não seja bem sucedido em conseguir parar a estimulação antes de ejacular, mas deve continuar a tentar. Demora em média 3 semanas, fazendo o exercício 3 ou 4 vezes por dia até que se notem os resultados. Esta técnica pode parecer difícil de executar, pelo que a ajuda de um técnico especializado em sexologia pode ser útil. Não
deve ter medo de recuperar a erecção, como refere, pois esse medo em antecipação é que o deve estar a impedir de a recuperar. É ter tranquilidade e não ser observador da sua relação, mas estar presente a sentir todo o prazer possível. Pode ainda masturbar-se até atingir o orgasmo e a ejaculação umas horas antes da relação sexual (ou na própria relação sexual), para que na
próxima penetração o tempo desta seja mais duradouro.

Apesar destas sugestões úteis, penso que deveria consultar um especialista, que lhe
esclareça esta questão e lhe dê um apoio presencial, pois pode prevenir que
este problema continue e o faça sentir-se cada vez pior consigo próprio e nas
suas relações sexuais. Não tenha vergonha, a ejaculação precoce ou prematura é
muito frequente em homens de muitas idades e tem tratamento.

“O Swing é seguro?”

“Tenho 36 anos e estou casado há quatro. Sempre fui feliz com a minha companheira, ambos gostamos de experimentar, a nível sexual, tudo o que nos passa pela cabeça. Agora estou indeciso em aderir ao Swing, talvez por desconhecimento ou receio. Já ouvi falar nesse tipo de prática e estou muito curioso, mas preocupa-me o facto de não saber ser é seguro, não só a nível de saúde, como também para a relação. Será que não vai por em risco o relacionamento?”

 

Alexandre, Odivelas

 

Caro Leitor,

 

O swing ou troca de casais obedece a inúmeras regras estabelecidas desde o início da relação por todos os intervenientes. Existem bares e clubes exclusivamente para conhecimento de parceiros de swing, havendo no entanto os riscos inerentes a qualquer relação sexual com parceiros que não se conhecem bem. Assim, é importante fazer sexo seguro e procurar conhecer bem o casal com quem se vão relacionar. O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, havendo uma libertação de tabus, e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há um envolvimento físico e nunca deve tornar-se sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso, o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

“O tamanho é assim tão importante?”

“Nunca me preocupei com estas coisas de tamanho do pénis, nunca me interessei muito sobre isso. No entanto, agora nesta nova relação sinto que para a minha namorada isso é importante e tenho medo de ter um pénis pequeno…”

 

Jorge, Cascais

 

Caro Leitor,

 

Tranquilize-se porque, de facto, se nunca deu importância a este assunto é porque sempre conseguiu proporcionar prazer às suas companheiras. Lembre-se que o que importa não é tanto o tamanho do pénis, mas sim a satisfação de ambos durante o acto sexual. Não se preocupe com essas questões e reduza a ansiedade associada a esta nova relação. Penso que o que está a preocupá-lo será a novidade associada à relação, e talvez o medo de falhar. Concentre-se na relação a dois, procure proporcionar e obter prazer nesta nova caminhada, que ainda agora teve o seu início. Minimize essas questões do tamanho e siga em frente, no entanto, se continuar a sentir-se desconfortável com esta questão fale abertamente com a sua namorada, verá que esta conversa trará frutos.

Desejos Sexuais

 

Tenho um noivo de 54 anos e eu 28 ele diz que me ama muito e eu também, mas só temos  relações sexuais de 15 em 15 ou uma única vez ao mês. Quando fazemos amor ele fica louco, muito excitado e leva-me à loucura, ele adora o meu corpo e faz loucuras comigo, mas  tenho medo de casar e continuar a ter todo esse tempo para voltar a acontecer outra relação sexual. 
Será que é porque trabalhamos juntos? Ou porque é um homem muito preocupado com os negócios? Ou será que não é muito chegado ao sexo? Estou cheia de dúvidas…
 
Rute
 
Cara Rute,
 
O desejo sexual é uma parte da resposta sexual humana que tem um funcionamento bastante complexo. Pelo que descreve o seu parceiro não tem problemas de excitação nem de orgasmo (outras fases da resposta sexual), mas não tem o mesmo desejo que a Rute, ou seja, não lhe apetece tão frequentemente.
Todos os factores que refere podem influenciar o desejo: a idade mais avançada que a sua, as preocupações do trabalho, o facto de passarem o dia juntos…Apenas ele lhe poderá dizer se sempre foi assim.
Nestes casos costuma-se aconselhar os casais e encontrarem o meio termo da frequência ideal de ter relações sexuais – assim os dois podem ficar mais satisfeitos – sem que se force nenhum membro do casal. Pode tentar falar desta questão com o seu parceiro. Não há um número certo de quantas vezes se deve fazer amor por mês – cada casal deve encontrar o seu número ideal e que pode variar muito no tempo.
 
Por outro lado pode usar a sua imaginação e estimular o seu parceiro para que lhe apeteça mais vezes: prepare-lhe um banho de imersão, faça lhe uma massagem por todo o corpo, experimente brinquedos eróticos, pode mesmo fazer uma brincadeira erótica com ele durante o dia (em que trabalham juntos, pelo que percebi) para lhe criar suspense para a noite… O limite é a sua imaginação!
Em relação à decisão de casar ou não cabe-lhe a si a decisão, ninguém lhe poderá aconselhar qual o melhor caminho a seguir a não ser a Rute. Não se esqueça que a sexualidade é uma parte da relação, mas não o todo e a importância das relações sexuais depende de cada relacionamento.

“Tenho dificuldade em ter orgasmos…”

“Tenho 35 anos e sempre tive dificuldade em conseguir atingir o orgasmo, algo que sempre prejudicou a minha vida sexual porque me deixa tímida e incomodada. Nunca consegui ter aquele prazer de que as minhas amigas falam nem como se vê nos filmes e na televisão. Serei a única?”

 

Paula, Alverca

 

Cara leitora,

Muitas mulheres sentem dificuldade em atingir o orgasmo, quer seja com um parceiro ou sozinhas enquanto se masturbam. A vergonha em tocar o seu corpo ou alguns medos desconhecidos são apenas duas das muitas causas possíveis para este problema que afeta mais mulheres do que pensa, ao contrário do que os filmes e meios de comunicação costumam mostrar. Para tentar encontrar a razão para o seu problema, pense acerca da sua vida sexual. Costuma estar mais concentrada nos seus pensamentos do que nas suas sensações? O facto de se distrair a pensar noutras coisas, a preocupação constante em ter um orgasmo, pensar no que o parceiro estará ou não a pensar são fatores que contribuem para que se afaste do clímax. A preocupação em ter um orgasmo cria pressão que faz com que seja mais difícil atingi-lo. Por outro lado, se tiver receio de pedir ao seu par que a estimule de determinada maneira isso irá inibi-la, ao mesmo tempo que estar preocupada em ter um orgasmo para não desapontar o seu par também é algo que a poderá impedir. A relação entre o casal é, também, fundamental. O corpo da mulher precisa de maior tempo de preliminares do que o homem, pelo que avançar rapidamente pode fazer com que o seu corpo não esteja suficientemente relaxado, tornando o orgasmo mais difícil de alcançar.

 

“Sexo anal sem dor…”

“Eu e o meu namorado, por várias vezes, já fizemos sexo anal e devo confessar que até gosto da experiência. O único inconveniente é que sinto algumas dores. Como devo contornar esta situação?

 

Alexandra, Lisboa

Cara Leitora,

Existem inúmeras formas de obter uma relação sexual mais prazerosa e menos dolorosa. Deve ter sempre em conta que sexo deve ser sinónimo de prazer e não de dor. 

Para que possa ter uma relação menos dolorosa, deve evitar estar tensa, pois desta forma facilitará a contração da musculatura tornando este ato mais difícil.

A região do ânus por ser rica em terminações nervosas e sensível às carícias torna-se, por excelência, uma zona que permite a excitação e obtenção plena de prazer.

De forma a diminuir as dores durante o sexo anal, deve apostar nos preliminares para que possa ser estimulada até à excitação e usar lubrificantes, pois o ânus não produz uma lubrificação natural tal como a vagina.

 

Nunca tive problemas com a erecção, porém ...

Preciso da sua ajuda... Nunca tive problemas com a erecção, porém este sábado saí com a pessoa com quem estou há 3 meses e não consegui fazer sexo. E o que mais me deixou sem resposta é que eu já tive relação com ela. O que devo fazer?

 

Meu caro,

 

Os problemas sexuais podem surgir de repente por factores de uma situação pontual, momentânea, ou por factores pessoais – como refere ter saído, pode ter tido essas dificuldades por ter bebido álcool, estar cansado de trabalhar, ou mesmo ter uma preocupação a atormentá-lo. Tente não entrar num ciclo vicioso, pois quando sente que uma experiência corre mal, pode começar a sentir ansiedade de antecipação e ficar preocupado com isso, o que influencia muito a próxima relação sexual, de modo negativo.

Um homem não tem de querer e desejar relações sexuais a toda a hora: pode estar bem com a sua parceria, mas não lhe apetecer naquele momento e, por isso, o seu cérebro e o seu corpo não responderem aos estímulos de prazer.

Tente abstrair-se de problemas e não pensar nessa única vez em que não correu como gostaria, relaxar, não partir logo para a penetração mas demorar-se nas carícias, em sentir o corpo da outra pessoa e o prazer e satisfação que lhe pode oferecer, em descobrir as suas zonas erógenas preferidas…

Se o problema persistir, pense em consultar um médico especialista ou um sexólogo/a, para que não deixe esta pequena dificuldade crescer em bola de neve na sua vida.

 

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“ Não consigo atingir o clímax!”


 

“ Sou casada e tenho uma vida sexual activa, mas de há algum tempo para cá não consigo atingir o orgasmo e não entendo porquê!”

 

 

Ana – Loures

 

 

Cara Leitora:

O facto de não conseguir atingir o orgasmo pode ter várias causas: andar mais cansada do que o habitual, estar a passar por um período de desequilíbrio emocional ou uma crise matrimonial, estar a fazer algum tratamento médico cuja medicação bloqueie os receptores de serotonina no cérebro (o que pode dificultar o orgasmo), ou simplesmente andar a pensar demais nesse problema. O facto de antes de começar a relação sexual pensar que pode não atingir o orgasmo já é meio caminho andado para que isso acabe por acontecer. Liberte-se de todo o stress e preocupações que a rodeiam, procure relaxar bastante, se puder goze um fim-de-semana romântico com o seu marido, e verá como o clímax acabará por chegar.

 

“Não tenho lubrificação suficiente!”

 

"Não sei porquê, mas há uns tempos tenho tido dificuldade em ficar lubrificada. Será que esta mudança se deve ao facto de eu estar perto da menopausa?”
Susana, Ericeira
 
Cara Leitora,
Realmente o facto de estar a entrar na menopausa pode causar alterações dos níveis hormonais, nomeadamente níveis irregulares de estrogénio. Esta redução de estrogénio causa diminuição da lubrificação durante o acto sexual, o que pode resultar em dores durante a penetração. A redução de lubrificação pode também ser o sintoma de uma infecção vaginal. Existem alguns medicamentos que provocam como efeitos secundários a redução da lubrificação e do desejo sexual. Para poder esclarecer todas as suas dúvidas a este respeito aconselho que consulte o seu ginecologista, para que juntos encontrem a solução para o seu problema de forma a recuperar a satisfação e plenitude sexual.
 

Desmistifique a pílula do dia seguinte

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Muito se tem falado sobre a pílula do dia seguinte, mas há muitas pessoas que ainda não perceberam exatamente como funciona, quando deve ser usado e em que circunstâncias. Este é um método anticoncepcional que liberta altas doses de hormonas, que atrasam a ovulação e podem evitar uma gravidez não desejada.

 

Quando não usa nenhum outro método anticoncepcional, numa relação sexual esporádica, com penetração, mesmo o seu parceiro não ejaculando, pode tomar a pílula do dia seguinte, mesmo cinco dias após essa relação sexual sem proteção.

 

Esta pílula deve ser encarada como um "comprimido" de emergência e não como um método anticoncepcional permanente, até porque inibindo ou atrasando a ovulação constantemente (que é esse na realidade o seu efeito) terá no futuro mais probabilidade de engravidar, pois a sua menstruação estará constantemente desregulada. A sua eficácia é praticamente imediata e 24 horas após a sua ingestão, o seu organismo já absorveu todos os seus efeitos.

 

Se a pílula do dia seguinte funcionar na perfeição, a sua menstruação chegará na data marcada, no entanto, mesmo não sendo regra geral, poderá haver um pequeno sangramento alguns dias antes. Se a sua menstruação atrasar mais do que dez dias, é aconselhável procurar um ginecologista e certificar-se que não está grávida.