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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

“Devo fazer terapia sexual?”

“Tenho 46 anos, sou casado há 17, mas de há uns três anos para cá eu e a minha esposa deixámos de nos dar bem a nível sexual. Embora tivéssemos recorrido ao apoio de um
Psicólogo, continuámos com o mesmo problema. Será que consultar um especialista
em sexualidade poderá ajudar?”

Tiago, Seixal

 

Caro leitor,

Sem dúvida que sim, um sexólogo credenciado tem a formação e o treino necessário para saber lidar com qualquer tipo de problema do foro sexual. Se tem tido dificuldades a nível sexual com a sua esposa, definitivamente aconselho-o a procurar um especialista. Além disso, é bastante
importante que ambos sejam sinceros durante a terapia tanto um com o outro como
com o vosso terapeuta, e que ambos participem activamente na terapia indo às
sessões, fazendo os exercícios recomendados em casa e demonstrando empenho e
vontade de melhorar, pois apenas com o empenho de ambos verão resultados.

“Descobri que fui traído”

 

“Descobri que a minha esposa traiu-me com um colega de trabalho. Estou possesso e apetece-me fazer justiça com as próprias mãos. O que devo fazer? Estou muito confuso…”

Roberto, Bobadela

 

Caro Leitor,

A situação que está a atravessar é realmente bastante complicada e desta forma o seu tipo de comportamento é perfeitamente compreensível. Porém, ressalvo-lhe que não pense em fazer justiça com as suas próprias mãos, pois por certo essa não será a melhor via de resolver os seus problemas, aliás apenas poderá trazer-lhe mais complicações. Neste sentido, por mais difícil que possa ser para si, mantenha a calma e pense numa forma coerente de abordar esta questão com a sua esposa.

Tente controlar essa revolta para que não chegue a consumar a agressão. Procure agir com razão para que não perca as rédeas da situação. Lembro-lhe que a violência não resolve nada e é importante que não percam o pouco respeito que ainda têm um pelo outro. Converse com a sua esposa e diga-lhe tudo aquilo que sente, depois de escutar o que ela tem para dizer, tome a decisão que considerar mais correta para si.

“Não quer fazer amor comigo…”

“Há mais ou menos três meses que a minha esposa se recusa a fazer amor comigo. A situação está a ficar saturante e acho que o meu casamento está por um fio.”

 

Rui, Alenquer

Caro Leitor,

Nem sempre as coisas correm da forma como mais desejamos, ainda mais numa vida partilhada a dois. É neste tipo de caso que o diálogo é extremamente fundamental para que os problemas não se arrastem por um tempo indeterminável ou que se agravem mais.

O comportamento que a sua esposa adotou é de alguma reserva e é importante que o motivo dessa apatia sexual seja averiguado. Procure perceber se a sua esposa está a atravessar um período difícil ou se existe algum mal-entendido entre vós que está a inibi-la sexualmente.

É fundamental que se lembrem que uma relação deve-se basear em atitudes de compreensão, diálogo, respeito e tolerância. Comportem-se com humildade e conversem sobre o estado em que se encontra o vosso casamento. Se se amam verdadeiramente não deixem que problemas como estes dominem a vossa vida.

“Ela olha para outras…”

“Sou lésbica e estou muito apaixonada por uma rapariga mais nova, com quem comecei uma relação há pouco tempo. No entanto, sempre que saímos ela não pára de olhar para outras mulheres, e isso deixa-me triste e insegura. Será que ela não gosta de mim e está comigo só por estar?”

Vanda, Lisboa

 

Cara leitora,

Nesta situação nada melhor do que falar muito sinceramente com a sua namorada e explicar-lhe como o comportamento dela a faz sentir insegura. Se ela gostar de si realmente será compreensiva e procurará transmitir-lhe mais segurança. No entanto, talvez o facto de ser mais nova que a leitora contribua para ainda estar muito receptiva e alerta a tudo o que a rodeia, sem sentir ainda a necessidade de assentar num relacionamento mais sério.

 

“Não sei ser fiel!”

“Sempre tive muitas mulheres e muitos relacionamentos, por vezes até em simultâneo. Agora acho que encontrei a mulher dos meus sonhos, mas não sei se conseguirei manter-me fiel a ela.”

 

Rui, Seixal

 

Caro Leitor,

o seu problema não está na dificuldade em conquistar as mulheres mas sim em manter-se fiel a apenas uma. Para si é muito complicado manter um compromisso e estar vinculado a uma pessoa, pois isso fá-lo sentir-se como se perdesse a sua independência e liberdade. Uma relação monógama requer uma maior intimidade e empenho, além de compromisso da sua parte para com a sua parceira, coisa que o leitor tem dificuldade em fazer. Porém, neste momento a situação com que se depara é outra. A sua relação está a solidificar-se e por esta razão sente-se ameaçado, pois não consegue limitar-se apenas a uma parceira. Reflicta um pouco, pois a sua tendência para a poligamia é provavelmente um mecanismo de defesa de modo a evitar a entrega emocional plena a uma só mulher e a um posterior desgosto. O seu comportamento poligâmico serve também para o proteger de rejeições e relações fracassadas. Assim, as várias relações que tem em simultâneo servem apenas para mascarar o insucesso de algumas relações, pois é mais fácil ter outra pessoa para apaziguar a situação do que se confrontar com o fracasso. Uma vez que está presentemente numa relação monógama e assim a quer manter, aconselho-o a procurar a ajuda de um especialista que o ajude a ultrapassar a sua dificuldade de se entregar física e emocionalmente a uma só pessoa.