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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Tema de hoje: Ejaculação Retardada

 
Tenho 28 anos e gostaria de saber se é normal no momento das relações sexuais a ejaculação demorar muito a vir. Acontece-me de vez em quando: às vezes ejaculo no momento certo, mas outras vezes demoro muito e minha esposa incomoda-se, pois a vagina dela até perde a lubrificação com a minha demora.
 
Hugo
 
Caro Hugo,
 
O tempo da ejaculação depende de homem para homem e da pessoa com quem está a ter relações sexuais – lento e demorado para uns pode ser curto e rápido para outros. Saiba que uma relação sexual, desde o momento da penetração até à ejaculação e sem contar com os preliminares, dura para a maioria dos casais de 3 a 13 minutos (num estudo recente da Society for Sex Therapy and Research, publicado em Maio no Journal of Sexual Medicine). Conversas públicas muitas vezes criam-nos expectativas irrealistas e podem deixar-nos insatisfeitos com situações perfeitamente normais.
No entanto, se o Hugo e a sua mulher sentem que estão a perder lubrificação durante a relação, podem comprar lubrificante numa sex-shop ou super mercado e juntá-lo à penetração quando necessitarem. Pode ser uma questão de idade, das circunstâncias que a sua mulher se sinta assim, mesmo que mantenha o desejo de continuar a relação sexual.
 
Existe uma perturbação sexual chamada ejaculação retardada, em que o homem sente bastantes dificuldades em ejacular, mas tal deve ser diagnosticado em consultas presenciais e por especialistas em sexologia. 
No entanto, algumas causas desta perturbação podem ser medicamentos que esteja a tomar (como por exemplo alguns anti-depressivos), por isso se for esse o seu caso, consulte o seu médico e explorem a possibilidade de alterar a medicacao ou a sua dose.
 
Por enquanto podem experimentar novas formas de viver a relação sexual: juntar lubrificante (há de vários tipos, que aumentam a circulação sanguínea, líquidos, pomadas, com diferentes aromas…), ter o orgasmo com masturbação em vez da penetração vaginal, sexo oral, e mesmo a utilização de um vibrador para ajudar a estimular e atingir o orgasmo mais rapidamente - falem um com o outro sobre questões que vos preocupem e possam interferir com sentirem o prazer de estar juntos.

Palmadinhas de aniversário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A minha namorada quer dar-me umas “palmadinhas” de prenda de aniversário, uma por cada ano de vida, mas não sei bem se devo concordar com esse pedido.

 

Luís, Abrantes

 

Caro Leitor,

 

Se o leitor nunca experimentou nenhuma prática de sexo sadomasoquista é natural que se sinta um pouco apreensivo. No entanto a sua namorada só lhe quer dar umas palmadinhas de amor, não o quer espancar ou amarrar à cama com correntes. Converse com a sua namorada e veja o que ela tem em mente, pois pode até ser divertido para si. Se decidir levar avante essa ideia, é importante que ambos comuniquem o quão longe querem ir com essa brincadeira e em que ponto vão decidir parar para que nenhum dos parceiros se deixe levar pelo entusiasmo e acabe por magoar o outro.  

Estou a atravessar a menopausa e o sexo é doloroso

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"Tenho 45 anos e estou casada há 20. A nossa vida sexual sempre foi satisfatória, mas desde que entrei na menopausa sinto menos apetite sexual, e quando tenho relações com o meu marido sofro muito com as dores. É normal?"

Teresa - Viana do Castelo

 

Cara leitora,

O que está a sentir é algo bastante comum. Durante a menopausa o seu corpo passa por várias alterações hormonais que podem causar redução do desejo sexual e da lubrificação vaginal, daí o motivo do seu desconforto. Sugiro-lhe que consulte o seu ginecologista para averiguar melhor o seu caso e ter a certeza de que tudo está bem a nível físico. Depois consulte um endocrinologista que seja especializado em questões relacionadas com a menopausa, pois hoje em dia existem vários tratamentos para reduzir os seus efeitos. Mas se se decidir por algum tratamento informe-se muito bem dos efeitos secundários da medicação antes de tomar qualquer decisão. Entretanto use lubrificante durante as relações sexuais para evitar o desconforto.

“Quero iniciar a minha vida sexual de forma segura”

“Tenho 19 anos e a minha namorada quer ter relações sexuais, mas eu tenho medo de apanhar alguma doença ou infeção sexualmente transmitida.  Como posso fazer para o evitar? Basta usar preservativo?”

 

 Gustavo, Alverca

 

Caro Leitor,

Iniciar a vida sexual é um passo bastante importante que só deve ser tomado quando se tem a certeza daquilo que se quer fazer. Se tem receio de contrair alguma doença sexualmente transmissível, converse com a sua namorada e explique-lhe como se sente em relação a este assunto, pois o sexo é algo saudável e bonito que deve ser partilhado com alguém em quem confiamos. Aconselho que consultem um médico de forma a averiguar o estado de saúde de ambos e a dissipar dúvidas. Se a sua namorada é virgem as probabilidades de ela ter uma doença sexualmente transmissível é quase nula, mas se ela já teve relações sexuais antes de si, aí então deve realizar os testes necessários para assegurar que está bem de saúde. Uma vez que recebam os resultados, e se tudo estiver bem com ambos, devem escolher um método de contraceção, além de usarem sempre o preservativo.

 

Acho que tenho Herpes Genital!

Tenho 34 anos e sou solteiro. Na semana passada tive umas feridas no pénis que nunca tinha tido, não sei se se trata de herpes genital, pois tive relações sexuais com um rapaz pela primeira vez e não utilizei preservativo.

 

Nuno, Lisboa

 

Caro leitor,

O Herpes genital é altamente contagioso, especialmente se houver a prática sexual sem a utilização do preservativo. A pessoa que tem herpes genital não deve ter relações sexuais quando tem feridas no pénis ou na vagina, mesmo com preservativo, pois existe sempre o risco de contagiar o parceiro. Por isso, se acha que existe a possibilidade de ter contraído essa infecção, consulte o seu médico para que possa receber tratamento, no entanto tenha em conta que apesar de haver tratamento para os sintomas, não existe cura, por isso há que ser muito cuidadoso de futuro para evitar o contágio de outros parceiros. Peça ao seu médico que lhe receite um comprimido que existe agora no mercado que, quando tomado uma vez por mês, ou quando sente que vai ter uma maior incidência da doença, evita o aparecimento de sintomas o que faz com que a vivência com a infecção seja mais fácil.

“A vagina da minha namorada faz barulhos estranhos!”

 

“Será normal quando estou a fazer amor com a minha namorada, a vagina dela fazer uns barulhos estranhos? É que esta situação tem acontecido muito nos últimos tempos.”

                                                                                                            Diogo, Vila Real

 

Caro Leitor,

Esta é uma situação muito normal e acontece com muitas outras mulheres. Isso nada mais é do que a libertação de ar da vagina, e os barulhos dependem muito da posição adoptada durante o acto sexual. Não se desmotive por isso, pois a intimidade consiste nisso mesmo, em sons, cheiros e gostos! Relaxe, aproveite esses momentos o máximo possível.

Devo aderir ao swing?

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"Sempre fui feliz com a minha companheira, e sempre experimentamos, a nível sexual, tudo o que existia. Agora estou indeciso em aderir ao swing, talvez por desconhecimento ou receio, mas a verdade é que sinto uma forte curiosidade e a minha companheira partilha do mesmo interesse que eu, sendo que já abordámos este assunto por diversas vezes."

Alexandre - Odivelas 

 

Caro leitor,

O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, na qual há uma libertação de tabus e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há efetivamente um envolvimento carnal e nunca sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

“Não tenho lubrificação suficiente para ter relações sexuais”

“Sou casada há 5 anos e a melhor coisa que tenho na vida é a relação que tenho com o meu marido. Ultimamente tenho tido problemas sérios no trabalho e acho que se estão a transbordar também para casa. Chego cansada, não me apetece conversar com ele e quando
tentamos fazer amor não tenho lubrificação suficiente. O que se passa comigo? Não quero perder a melhor coisa que tenho e começo a ficar assustada.”

 

Sara, Amadora

 

Cara leitora,

 

Como descreve que tem problemas sérios no trabalho é natural que estes se reflictam no seu estado de humor em casa igualmente e na sua maneira de viver as relações sexuais. Se forem passageiros, tente ter paciência e dar tempo ao tempo para que passem. Se previr que se manterão por muito tempo, então deve encontrar modos saudáveis para si de lidar com eles, de os aceitar e de conseguir abstrair-se deles (pelo menos em casa e noutros contextos), ou mesmo de considerar a procura e mudança de trabalho.

 

A lubrificação vaginal é um sinal de excitação, mas pode sofrer influências do modo como se sente, pelo que pode experimentar utilizar lubrificantes líquidos, em pomadas, comprados em sex-shops, farmácias ou mesmo supermercados. Não a ter ou perdê-la não significa que não esteja a gozar a relação sexual e deve comunicar com o parceiro se desejar uma fase mais longa de preliminares. Comuniquem sobre as coisas que a preocupam, mas dedique-lhes um tempo limitado (por exemplo, meia hora diária depois de chegar do trabalho e não mais do que isso), para que consiga aproveitar o tempo e recuperar as suas forças no seu tempo livre.

Boa sorte!

“Não me apetece fazer sexo!”

“Sempre me dei bem com a minha esposa a nível sexual, mas desde que ela teve o nosso filho, há uns meses, já não tenho vontade de fazer amor com ela…”

António, Monte da Caparica

 

Caro leitor,

por melhor que seja a vida sexual de um casal, o nascimento de uma criança é sempre um período de desorganização a nível sexual. Alterações hormonais, depressão pós-parto ou cansaço são muitas vezes associados a diminuição de desejo, mas estas não são as únicas razões. Deixar de ter relações depois de ter um filho é bastante comum para vários casais. É perfeitamente seguro ter relações após o nascimento do bebé, desde que a mulher se sinta fisicamente preparada para tal. Aconselho-o a tentar criar novos cenários e fantasias, passe uns dias fora com a sua esposa…isto irá ajudá-lo a aumentar a libido.

“Massagens Eróticas”

 
“Gostava de saber fazer massagens eróticas para apimentar a nossa vida sexual, mas não sei como proceder…”
Gustavo, Cascais
 

 

Caro Leitor,
 
As massagens eróticas são uma das formas de dar um novo alento às relações sexuais. Está provado cientificamente que o toque é algo bastante terapêutico e, infelizmente, as pessoas nao o utilizam com a frequência desejada. O toque não serve apenas como um tranquilizante, mas também como um estimulante, quando é feito num determinado local e num determinado momento. O corpo possui áreas com especial sensibilidade sexual, que são chamadas as zonas erógenas que, se forem correctamente estimuladas, podem proporcionar momentos inesquecíveis. O local por onde deverá começar a massagem é irrelevante, o que importa é que ambos estejam dispostos a partilhar esse momento, no qual a desinibição e a descoberta do corpo do parceiro é um dos factores mais importantes a ter em conta.