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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Os antidepressivos acabam com o prazer?

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"Tenho 38 anos e embora a minha vida sexual sempre tenha sido boa noto algumas alterações ultimamente que me estão a deixar preocupada. Passei por uma depressão há pouco tempo e como ainda estou a tomar anti-depressivos gostava de saber se são eles os responsáveis pela diminuição do prazer que sinto."

 Cátia - Lisboa

 

Cara leitora,

Alguns antidepressivos, bem como medicamentos para a redução da ansiedade, têm como efeito secundário a diminuição do interesse sexual e dificuldade em atingir o orgasmo. Medicamentos como o Prozac ou Zoloft são notórios neste âmbito. O antidepressivo que está no mercado e que tem tido menos efeitos secundários a nível sexual e o Welbutrim. É bem provável que pelo facto de estar a ser medicada com antidepressivos o seu desempenho sexual tenha sido afetado. Converse com o seu médico a respeito do que tem sentido, e se achar necessário peça que lhe receite outro antidepressivo que tenha menos efeitos secundários, ou que altere a dose da medicação que está a tomar.

 

Tenho o fetiche de ser amarrada…

 

Tenho 29 anos e um dos meus fetiches é ser amarrada pelo meu namorado enquanto fazemos amor. No entanto, tenho vergonha de o dizer ao meu namorado, pois não sei o que ele vai pensar…”

 

Cláudia, Porto

 

Cara Leitora,

A sua fantasia não é nada fora do comum, por isso, a melhor forma de fazer com que o seu namorado realize a sua fantasia é falar com ele de forma directa. Ter fantasias sexuais e realizá-las com o parceiro pode ser bastante excitante e rejuvenescedor para a relação. Por isso, não tenha receio, pois converse com o seu namorado, aproveite para lhe perguntar se ele tem algumas fantasia que ele queira realizar, e se elas forem do seu agrado, ofereça-se para as realizar. Um relacionamento sexual saudável é composto de uma combinação de dar e receber prazer, aposte nisso.

Dores nos testículos

 

Até há uns meses atrás tudo corria bem com o meu funcionamento sexual, certo dia aleijei-me no testículo esquerdo e na altura senti uma grande dor. Passou durante algumas horas mas depois voltou a doer.

 Estas dores são muito fortes e apareciam frequentemente durante o dia.

 

Alguns dias depois quando estava a masturbar-me reparei que a erecção não era muito forte, não fiquei muito preocupado, o pior foi quando cheguei ao orgasmo e ejaculei reparei que a quantidade de esperma era bastante reduzida e ainda fiquei mais preocupado. Cerca de 2 dias depois, queria-me masturbar, não conseguia de nenhuma maneira obter uma erecção.

Pensei recorrer a um médico mas resolvi esperar. Passou-se cerca de uma semana e já conseguia dificilmente obter uma erecção mas quando ejaculava não saia nada.
Passados quase 4 meses voltou quase tudo ao normal. Consigo obter uma erecção apesar de parecer que não conseguir ter uma erecção completa ou não tão forte como era, e quando ejaculo sinto uma sensação esquisita que não existia antes e que não sei bem explicar.
Com isto não sei se se passará algo de errado e se deveria consultar um médico. Não sei se o urologista é o indicado.


Martinho, Porto

 

Caro leitor,

Penso que deve consultar um médico, seja urologista diretamente, seja um recomendado pelo seu médico de família. Só ele lhe poderá fazer um diagnóstico diferencial e determinar se o seu problema é fisiológico ou psicológico.

Da minha parte, penso que a dor que sentiu pode ter desenvolvido em si um medo exagerado de sofrer consequências ao nível sexual e, como tal, entrou num ciclo vicioso de observação atenta do seu pénis e da resposta sexual que ele fazia, a um ponto que a sua atenção deixou de estar focada no prazer sexual, mas sim na performance, no seu desempenho.

Este ciclo faz com que o próprio corpo não responda da melhor maneira, pois sente-se avaliado, observado e daí que sinta ereções menos fortes e sensações esquisitas na ejaculação.

Esclareça com o médico se ficou com sequelas no testículo ou no aparelho reprodutor e tente não ser observador de si próprio.

Entregue-se às suas fantasias sexuais e deixe-se levar pelo prazer da masturbação, sem se desviar para pormenores técnicos da sua resposta sexual – verá que a sua resposta sexual vai melhorar.

 

O orgasmo feminino

 

 

 

 

Gostava que me tirasse uma dúvida. Quando faço amor com a minha namorada sinto que ela tem muito prazer, e manifesta alguns “comportamentos/sentimentos” estranhos como por exemplo: perde os sentidos dos braços e pernas, e também parte da visão por um determinado período de tempo. Eu pergunto-lhe o que se está a passar com ela,  porque razão fica assim, pois estou a ficar assustado e receio que ela não se esteja a sentir bem, mas ela diz que está mais que bem. No entanto pergunto-lhe às vezes se ela sentiu alguma vez um orgasmo, só que ela tem vergonha e não gosta de tocar no assunto e  diz-me “Eu é que sei o que sinto”.
 A minha dúvida é, como é que eu sei ou quais são os sintomas que uma mulher manifesta quando tem um orgasmo? Não há mal nenhum quando ela reage/sente tudo aquilo que citei anteriormente?
 
Muito obrigado.
 
 
Caro leitor,
O orgasmo feminino, tal como o masculino, é uma experiência muito pessoal e que pode variar muito consoante o momento de vida da pessoa. Não é fácil falar sobre a nossa sexualidade e talvez por isso a sua parceira tenha dificuldades em lhe dizer o que está a sentir. Não tem de ser negativo, pela sua descrição parece que ela está mesmo a sentir prazer e satisfação. Tente encontrar maneiras imaginativas de lhe expressar as suas preocupações e de conhecer os seus sentimentos, sem que ela se sinta avaliada ou julgada.
 
 

Tenho 18 anos e perco a ereção!

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Tenho 18 anos, e estou a tentar começar uma vida sexualmente ativa com a minha namorada. O problema é que perco completamente a ereção durante os preliminares, não conseguindo recuperá-la. Tentámos por duas vezes, e eu perdi sempre a erecção. O que posso fazer?

Francisco, Tomar

 

Caro leitor,

Dada a sua idade, acredito que a causa destas dificuldades tenham causas psicológicas – o leitor parece ter entrado num ciclo vicioso, depois de uma experiência que correu mal, começou a sentir ansiedade de antecipação e a ficar preocupado com isso, o que influencia muito as relações sexuais seguintes, de modo negativo. É muito normal que a primeira vez que tente fique preocupado se vai conseguir, se vai agradar à sua namorada, só o nervosismo de ser a primeira é suficiente para que surjam dificuldades. Mas não diga que não consegue recuperar a ereção, pois se a estimulação continuar e mantiver um espírito positivo, dizendo a si mesmo que é normal perder-se uma ereção, outras se seguirão certamente.

Provavelmente, quando chega a hora de tentar a penetração, o seu corpo e mente estão num modo que não é sexual mas ansiogénico, mergulhados em preocupações e a sentir muito menos o prazer. É muito importante que perceba este ciclo vicioso e o consiga cortar: Relaxe, não desista de ter relações sexuais só porque perdeu aquela ereção, pois se continuar a estimulação outras se seguirão certamente; ganhe confiança com a sua parceira sexual, para que ela seja paciente e o faça se sinta à vontade; treine a colocação e utilização do preservativo na masturbação; experimente comprar anéis penianos numa sex-shop, que o podem ajudar ligeiramente a aguentar o afluxo de sangue no pénis…

“Quero agradar mais ao meu namorado”

“Mantenho um relacionamento com um rapaz um pouco mais novo que eu e gostava de o agradar mais, pois receio que ele me considere demasiado velho e conservador. Falaram-me que também nos homens existe o Ponto G. É verdade?”

João, Coimbra



Caro leitor,

Devo dizer-lhe que é verdade. Também nos homens existe o Ponto G e está localizado na entrada do ânus, pois é uma das zonas mais sensíveis e sexualmente estimulantes do homem. Esta zona trata-se da Próstata, que quando estimulado, pode provocar sensações muito intensas. A maioria dos homens e também de mulheres não está familiarizada com esse facto e por isso não incluem a estimulação da Próstata como parte da sua atividade sexual. A Próstata pode ser estimulada através da introdução gentil de um dedo no ânus. Aconselho-o a experimentar sozinho, utilizando um lubrificante para ajudar a penetração. Se verificar que realmente essa prática lhe provoca prazer, converse com o seu parceiro e procurem experimentar esta prática durante o ato sexual.

Outro aspeto que não deve levar em consideração é o fator da idade. Se o seu companheiro está consigo é porque gosta de si, por isso coloque toda a sua insegurança de lado e viva mais livre e alegremente.

“A minha namorada quer que eu lhe dê palmadinhas…”

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“A minha namorada vai fazer anos daqui a um mês e confessou-me que gostava que eu lhe desse palmadinhas no rabo como presente de aniversário. Fiquei surpreendido mas ela disse-me que lhe dava prazer e pediu-me para lhe dar uma por cada ano que ela faz, vai fazer 29 anos. Sinto-me confuso, é normal este pedido dela?”

 

Marco, Lisboa

 

Caro leitor,

Há muitas pessoas para quem a dor e o prazer estão associados. Os praticantes das práticas Sadomasoquistas ou BDSM sentem prazer ao infligir dor ou quando o parceiro lhes provoca dor a eles. As palmadas podem ser excitantes não só para praticantes do sadomasoquismo, pois pelo imaginário que provocam, em que um dos parceiros notavelmente assume uma posição de domínio perante o outro, podem provocar excitação e adrenalina que conduz ao prazer. Estas palmadinhas podem ser dadas com a mão ou com um brinquedo sexual especial, havendo diversos tipos de chicotes, chibatas ou palmatórias à venda nas sex shops. A intensidade da dor dependerá naturalmente da intensidade com que o faça. Converse com a sua namorada e, se ambos estiverem à vontade com a situação, satisfaça-lhe a vontade. Quem sabe não descobrem uma nova brincadeira a dois?

 

Onde e como devo tocar-lhe?

 

 

Iniciei a minha vida sexual há pouco tempo e quando estou a fazer amor com o meu namorado fico nervosa porque não sei onde nem como devo tocar-lhe para o deixar mais excitado, pois sou inexperiente… pode ajudar-me? Onde é que os homens gostam de ser acariciados, e de que maneira?”

 

Teresa, Espinho

Cara leitora,

A descoberta da sexualidade e a exploração do corpo da pessoa amada é uma experiência maravilhosa e cada momento é inesquecível. Acima de tudo, e para além de qualquer regra sugerida por outros, dedique-se a conhecer o corpo do seu namorado em particular, estando atenta a todos os seus movimentos e à reação que cada gesto suscita nele. A pele possui um elevadíssimo potencial erógeno, sendo capaz de provocar desejo e excitação. Experimente acariciar com a ponta dos dedos, com os lábios, com a língua, com os seus seios e com qualquer outra parte do seu corpo as mais variadas partes do corpo dele. Pergunte-lhe se gosta, se prefere de outra forma. Não seja demasiado insistente, mas esteja sempre atenta ao feedback dele, à sua respiração, aos estremecimentos do seu corpo. Experimente acaricia-lo com o seu cabelo, se tem cabelo comprido, e varie o tipo de toques, alternando entre roçar ligeiramente e agarrar com firmeza, por exemplo. 

“Demoro muito a ejacular…”

 

Tenho 28 anos e demoro muito tempo a ejacular. Gostaria de saber se é normal, acontece apenas de vez em quando, mas é preocupante pois ainda sou muito novo para ter problemas de ejaculação! Sinto-me constrangido pois às vezes a minha namorada perde a lubrificação com a minha demora.”

 

Cláudio, Porto

 

Caro leitor,

O tempo da ejaculação depende de homem para homem e da pessoa com quem está a ter relações sexuais – o que é lento e demorado para uns pode ser curto e rápido para outros. Saiba que uma relação sexual, desde o momento da penetração até à ejaculação e sem contar com os preliminares, dura para a maioria dos casais de 3 a 13 minutos. Conversas públicas muitas vezes criam-nos expectativas irrealistas e podem deixar-nos insatisfeitos com situações perfeitamente normais.

Existe uma perturbação sexual chamada ejaculação retardada, em que o homem sente bastantes dificuldades em ejacular, mas tal deve ser diagnosticado em consultas presenciais e por especialistas em sexologia. Algumas causas desta perturbação podem ser medicamentos que esteja a tomar (como por exemplo alguns anti-depressivos), por isso se for esse o seu caso, consulte o seu médico e explorem a possibilidade de alterar a medicação ou a sua dose. Procurem experimentar novas formas de viver a relação sexual: juntar lubrificante (há de vários tipos, que aumentam a circulação sanguínea, líquidos, pomadas, com diferentes aromas…), ter o orgasmo com masturbação em vez da penetração vaginal, sexo oral, e mesmo a utilização de um vibrador para ajudar a estimular e atingir o orgasmo mais rapidamente - falem um com o outro sobre questões que vos preocupem e possam interferir com o prazer de estarem juntos.

Ela não aceita as rapidinhas

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"A minha vida sexual é bastante ativa, mas quando peço à minha namorada para darmos uma rapidinha, pois o meio envolvente não nos permite irmos mais longe ela nega-mo. Porque será?"

 

Caro leitor:

Nesta situação a lógica é bastante básica…o ser humano tem tendência a repetir aquilo que lhe dá prazer e a evitar o que lhe causa mal estar ou desconforto. Assim sendo, a sua namorada nega porque provavelmente uma rapidinha não é suficiente para lhe dar prazer, por isso ela não vai estar interessada em fazê-lo. O homem e a mulher são seres completamente diferentes no que diz respeito ao prazer sexual. A mulher necessita de tempo para estar totalmente excitada e lubrificada para que haja uma penetração sem dor e para que possa atingir o orgasmo, enquanto que o homem está pronto para a ocasião sem necessidade de grandes preparativos. Pergunte à sua namorada o que ela sugere que você faça para que ela também sinta prazer na rapidinha, pois não é justo que apenas você se divirta!!!!