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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

A sexualidade na adolescência

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Para os pais que têm filhos numa fase de grandes mudanças, como é a adolescência, há que deixar os tabus para trás e abrir a mente.

 

Em primeiro lugar, tenha em atenção que, embora não se deva considerar a melhor amiga do seu filho ou da sua filha, é em si que eles devem apoiar-se para esclarecer muitas das suas dúvidas, bem como resolver alguns problemas.

 

Se nunca se mostrar disponível para o diálogo, então será nos amigos da mesma idade, que sabem tanto quanto eles sobre o assunto, que estes irão procurar informação sobre sexo, ou outros assuntos, que pouco ou nada se sentem à vontade para partilhar consigo.

 

Como muitos pais não se preparam para o início da vida sexual dos seus filhos adolescentes, estes acabam por se colocar em situações de risco, tais como: gravidez prematura, contacto com doenças sexualmente transmissíveis ou experiências sexuais desagradáveis. E não falamos apenas de países subdesenvolvidos!

 

Tenha em conta que não é pelo facto de falar com o seu filho sobre sexo que este iniciará a sua vida a este nível levianamente. E para que isso não suceda explique-lhe que o sexo é algo bom e natural, mas tem um momento certo para acontecer, que temos que estar psicologicamente e fisicamente preparados.

 

E se dúvidas houver, os especialistas dizem que meninos e meninas devem receber o mesmo tipo de orientações. Não podem existir preconceitos. O ideal é que seja o pai a dialogar com os filhos e a mãe a esclarecer as filhas.

“A diabetes influencia a sexualidade?”

 

 

 

 

 

 

 

 

“Tenho 49 anos e sou diabética, e como tal tomo medicação bastante rígida prescrita pelo médico. Gostava de saber se a doença pode condicionar a minha sexualidade, pois já ouvi falar em algumas coisas a esse respeito que me deixaram alarmada.”

Luísa, Fátima

 

Cara Leitora,

Estudos feitos têm demonstrado que algumas mulheres com diabetes têm tendência a ter certas dificuldades no que respeita ao seu desempenho sexual. Os problemas mais diagnosticados são: diminuição do desejo sexual, redução da lubrificação vaginal e dor durante a penetração sexual.

Porém, se considera que o facto de ter diabetes e de ter uma medicação rígida de alguma forma pode condicionar a sua vida sexual, é importante que fale com o seu médico assistente ou solicite a ajuda dos membros da sua equipa de aconselhamento da diabetes para que juntos possam encontrar alternativas para ultrapassar esta questão. Muitas medicações para a diabetes têm como efeito secundário a redução da libido que é responsável pelo desejo sexual. Mas tenha em consideração que cada pessoa é um caso e a diabetes tem diferentes repercussões de pessoa para pessoa. Não encare a doença como um entrave à sua vida sexual. Tente ter uma postura mais descontraída e se necessário peça ajuda ou uma orientação médica.

 

 

“Tenho o fetiche de ser amarrada…”

 

“Tenho 29 anos e sempre
vivi a minha sexualidade de forma espontânea e natural. Vivo há um ano com o
meu namorado, mas ultimamente sinto vontade de realizar com ele um dos meus
maiores fetiches: ser amarrada pelo meu namorado enquanto fazemos amor. No
entanto, tenho vergonha de o dizer ao meu namorado, pois não sei o que ele vai
pensar…”

 

Cláudia, Porto

 

Cara Leitora,

A sua fantasia não é nada fora do comum, por isso, a melhor forma de fazer com que o seu namorado realize a sua fantasia é falar com ele de forma directa. Ter fantasias sexuais e realizá-las com o parceiro pode ser bastante excitante e rejuvenescedor para a relação. Por isso, não tenha
receio, pois converse com o seu namorado, aproveite para lhe perguntar se ele tem algumas fantasia que ele queira realizar, e se elas forem do seu agrado, ofereça-se para as realizar. Um relacionamento sexual saudável é composto de uma combinação de dar e receber prazer, aposte nisso.

“O Swing é seguro?”

“Tenho 36 anos e estou casado há quatro. Sempre fui feliz com a minha companheira, ambos gostamos de experimentar, a nível sexual, tudo o que nos passa pela cabeça. Agora estou indeciso em aderir ao Swing, talvez por desconhecimento ou receio. Já ouvi falar nesse tipo de prática e estou muito curioso, mas preocupa-me o facto de não saber ser é seguro, não só a nível de saúde, como também para a relação. Será que não vai por em risco o relacionamento?”

 

Alexandre, Odivelas

 

Caro Leitor,

 

O swing ou troca de casais obedece a inúmeras regras estabelecidas desde o início da relação por todos os intervenientes. Existem bares e clubes exclusivamente para conhecimento de parceiros de swing, havendo no entanto os riscos inerentes a qualquer relação sexual com parceiros que não se conhecem bem. Assim, é importante fazer sexo seguro e procurar conhecer bem o casal com quem se vão relacionar. O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, havendo uma libertação de tabus, e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há um envolvimento físico e nunca deve tornar-se sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso, o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

Os mistérios da masturbação feminina

 

 

Entre elas costuma ser um assunto proibido, mas a verdade é que as mulheres também se masturbam, simplesmente não confessam. Não é um assunto típico das suas conversas, tão natural entre quase todos os homens. A mulher masturba-se exactamente pelas mesmas razões que o
homem: obter prazer! Porém, enquanto o homem não se envergonha do acto e consegue até fazê-lo com “assistência”, a mulher não quer ajuda para masturbar-se e prefere fazê-lo sozinha, sem “público”. Elas não costumam excitar-se a olhar para fotos ou vídeos, a hora da masturbação, para o sexo feminino, é uma viagem solitária, em que atingir o prazer de olhos fechados é
uma das melhores técnicas.

É através da masturbação que pode descobrir as suas verdadeiras fontes de prazer e na hora do sexo com o parceiro tudo pode ser ainda melhor. Tocar-se ensina-lhe a perceber a força ou a suavidade
necessária que precisa para atingir um orgasmo.

A masturbação feminina ainda é vista por muitos homens como algo negativo e, muitas vezes, eles até se sentem inseguros com esta situação, pensando que as suas parceiras têm fantasias com outros.
Contudo, a verdade é que este exercício é muito positivo para as mulheres, e ajuda a melhorar a intimidade do casal. Se ela não souber encontrar prazer em si, mais dificilmente será retribui-lo ao outro. A masturbação permite à mulher prestar mais atenção a si mesma e não esperar sempre que seja o companheiro a fazer algo para atingir o clímax.

Existem várias técnicas de masturbação feminina, sendo que a mais clássica é a estimulação do clitóris e da vagina.
Para ajudá-la a obter prazer, use lubrificantes nesta hora, pois mais facilmente atingirá o orgasmo. Utilizar brinquedos sexuais, como por exemplo um vibrador, pode também tornar-se um dos métodos eficazes para obter prazer.

A masturbação feminina é também uma forma de procurar vencer a anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo) e explorar o seu corpo é a melhor receita para conseguir ter com o seu marido ou namorado uma sexualidade plena.

“Fico excitado quando ela me beija!”

“Tenho 16 anos e já me aconteceu várias vezes ficar molhado quando a minha namorada me beija. Será normal?”

 

Luís, Viseu

Caro Leitor,

Não se preocupe pois essa reacção é bastante normal, principalmente entre jovens. O que se passa consigo é uma reacção dos seus órgãos genitais às carícias da sua namorada. O facto de ficar molhado é porque tem uma erecção e acaba por ejacular. Esteja tranquilo, pois esta é uma reacção
perfeitamente normal do seu corpo por isso viva a sua sexualidade de uma forma tranquila e responsável.

O sexo contribui para uma vida mais saudável

Estudos indicam que o sexo contribui para uma vida mais saudável e até actua como 'medicamento' preventivo em certas situações. De que forma e em que aspectos isto pode ser verificado?

 

A sexualidade é uma dimensão muito importante da vida dos humanos, ainda mais hoje em dia, em que a sociedade está muito "sexualizada". Os estímulos sexuais chegam-nos de toda a parte e por qualquer coisa. Nunca se falou e mostrou tanto sexo na história. No entanto, tal não significa mais informação adequada e sempre correcta. Provavelmente há tantos mitos e tabus como antes.  

O que constitui uma vida saudável depende muito de cada pessoa, mas para a maior parte de nós certamente que a sexualidade (e o sexo é apenas uma parte dela!) é uma fatia relevante do bolo. Os afectos entre as pessoas, as relações familiares e íntimas, os contactos físicos e de proximidade são necessidades e factores de boa saúde mental e qualidade de vida no geral, que fazem parte da nossa sexualidade enquanto seres humanos. Pode prevenir-se assim a depressão e a ansiedade, o isolamento social e a solidão, as somatizações que alguns de nós têm (sintomas físicos - como dores de cabeça, de costas ou outros - que reflectem problemas inconscientes de foro psicológico) e mesmo doenças que surgem a longo prazo na vida e que uma satisfação e qualidade de vida podem retardar o seu aparecimento.

Ao nível do sexo propriamente dito, das relações sexuais, o provérbio popular responde bem: "A função faz o órgão" – ter ao longo dos anos uma vida sexual saudável e satisfatória previne o aparecimento de disfunções sexuais como a disfunção eréctil (a impotência como se dizia antes), a falta de desejo ou libido, as dificuldades de excitação e de atingir o orgasmo. Desde que seja sexo seguro, protegido pelo preservativo e seguido medicamente pelo menos uma vez por ano (para avaliar possíveis infecções sexualmente transmissíveis, células pré-cancerígenas, fazer o acompanhamento da contracepção utilizada, etc.) é saudável e muito desejável para o corpo e a mente terem uma vida sexual activa e feliz.

 

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Devo aderir ao swing?

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"Sempre fui feliz com a minha companheira, e sempre experimentamos, a nível sexual, tudo o que existia. Agora estou indeciso em aderir ao swing, talvez por desconhecimento ou receio, mas a verdade é que sinto uma forte curiosidade e a minha companheira partilha do mesmo interesse que eu, sendo que já abordámos este assunto por diversas vezes."

Alexandre - Odivelas 

 

Caro leitor,

O swinger encara a sexualidade desprovida de preconceitos, na qual há uma libertação de tabus e as fantasias ganham vida com outros casais, aceitando que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Há efetivamente um envolvimento carnal e nunca sentimental. Os swingers encaram o casamento como um partilhar em pleno de uma vida a dois, valorizando a fidelidade emocional em detrimento da física. Por isso o que tem de perceber e discutir com a sua parceira é o que pretendem enquanto casal. A introdução desta nova prática sexual na vida do casal pode provocar profundas mudanças na forma de viver a vossa relação de casal e a vossa sexualidade. Procure, em conjunto com a sua parceira, ponderar os prós e os contras na adesão a esta prática, equacionando o que será melhor e mais proveitoso para ambos.

Tema de hoje: Menopausa

Tenho 55 anos e uma vida sexual activa, mas tenho amigas mais novas do que eu com problemas a nível sexual. Porque é que algumas mulheres deixam de ter uma vida sexual activa só porque estão mais velhas?
 
Carolina
 
 
Cara Leitora,
algumas mulheres vão perdendo o interesse sexual com a idade, sobretudo por razões de ordem fisiológica e cultural. Muitas mulheres pensam que ao atingirem a menopausa deixam de ser sensuais, uma vez que não podem mais ter filhos, vendo a menopausa como o fim da sua sexualidade, o que é falso, pois deveriam encará-la como uma nova fase das suas vidas onde tudo passa a ser uma nova descoberta. Uma das bases fundamentais de qualquer relação é a comunicação, assim como a entrega total de ambos os parceiros sexuais, até porque haverá sempre mudanças que podem ser o ponto de partida para novas descobertas para ambos. Por isso, é de louvar que a leitora continue a ter uma vida sexual activa com a sua idade, e deve continuar a tê-la até que assim o deseje.
 
 

“Ultimamente a minha erecção anda muito fraca!”

 

"Tenho 43 anos e ultimamente tenho tido dificuldade em ter uma erecção completa o que faz com que por vezes não consiga ter relações sexuais. Já pensei em tomar Viagra mas moro numa vila bastante pequena e tenho medo que os meus amigos e familiares descubram. Há alguma outra forma de resolver o problema?"

Emílio, Cinfães

 

Caro leitor

No que diz respeito à sexualidade existem mil formas diferentes de resolver problemas, apenas há que descobrir a mais adequada para cada pessoa. Compreendo que morar numa vila em que todas as pessoas se conhecem faz com que não tenha muita privacidade. Uma opção será tomar outro tipo de estimulantes sexuais os quais possa encomendar pelo correio. Dessa forma resolve o seu problema sem que ninguém fique a saber, pois as empresas costumam ser bastante discretas. Existem vários produtos naturais para homens e mulheres que não têm efeitos secundários e que ajudam o desempenho sexual. Alguns, são tomados todos os dias, enquanto que outros são tomados algumas horas antes de ter relações. Procure ajuda, pois uma vida sexual satisfatória é parte integrante da qualidade de vida de qualquer indivíduo.