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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Tema de Hoje: Sexualidade Conservadora

No que toca ao sexo tenho uma atitude aberta e de vale tudo, porém a minha companheira é mais conservadora. Desejo fazer sexo anal ao que ela não acede, porque diz que as dimensões do pénis são muito grandes para tal. Já lhe consegui fazer sexo oral, embora não ela não tenha gostado muito e disse que a minha língua causava infecções na vagina. Raramente consigo que ela me faça sexo oral a mim.
Será que há forma de convencer a minha mulher e ter uma visão do sexo mais aberta? E será que de facto a língua causa infecções na vagina?
Paulo
Caro Paulo,
Parece que o vosso casal tem problemas em explorar a sexualidade de um modo que agrade aos dois. Vão ter de conversar muito e ser criativos, para encontrarem actividades que não choquem a sua mulher e lhe dêem a si as experiencias novas que procura.
Comece por tentar sugerir coisas mais simples e vá complexificando ao longo do tempo: por exemplo, pode começar por sugerir massagens (que podem ser muito excitantes), banhos de imersão em conjunto, masturbação mútua, posições sexuais mais originais e só depois passar para práticas como o sexo oral recíproco ou sexo anal.
O sexo anal deve ser feito com alguns cuidados de higiene extra, que podem responder a esse receio de o pénis ser muito grande: usar lubrificante à base de água, estar bem relaxado (pelo que ter vontade de experimentar é essencial) para o ânus se adaptar, visto que não é tão elástico como uma vagina, e usar preservativo que não tenha sido previamente utilizado no sexo vaginal nem o vá ser para não levar bactérias de um para o outro.
A educação influencia muito o modo como vivemos a nossa sexualidade e a sua mulher claramente não sente a liberdade de experimentar e aproveitar o prazer, sem vergonhas e culpabilidades de o estar a fazer. Tem de ser paciente, comunicar muito (sem criar discussões que vos afastem) com argumentos da ciência - com efeito a língua não transmite infecções à vagina, a menos que tenha herpes labial ou outras condições, em que não deve tocar a pele de outra pessoa na fase contagiosa – tentado que com o tempo a sua mulher compreenda a importância desta dimensão sexual na sua vida e na vossa vida de casal. Não espere mudanças rápidas, mas acredite no potencial do vosso amor e no poder da imaginação!
Pode ajudar-vos terem consultas presenciais de sexologia, para esclarecer alguns mitos da sexualidade e planearem em conjunto actividades sexuais com a ajuda de um profissional. Nós estamos no Saldanha, em Lisboa e pode marcar consulta através do telefone 21 318 25 91.

Tema de Hoje: fantasias

 
 A partir de agora, cada dia da semana conta com um Tema especial, para além das questões habituais. Assim, esteja atento e se tem alguma dúvida ou questão, escreva-me!

 

Se quiser participar neste blogue e contar uma história que seja partilhada com todos, este espaço é SEU!!

 

Caso deseje manter o anonimato, a sua vontade será respeitada.


 
Estou a enfrentar alguns problemas com a minha namorada. Estamos a morar juntos há pouco tempo e agora é mais evidente, mas sexo sempre foi uma questão complicada para nós e que sabíamos que iríamos ter que conversar mais sobre o assunto. Estamos ambos de acordo em fazer esse trabalho, mas não sabemos muito bem por onde fazê-lo.
Não temos nenhum tipo de disfunção, é muito mais psicológico e acreditamos que tem que ser resolvido com diálogo e paciência, o que nem sempre é fácil conseguir quando se trata de sexo. A questão, no meu ver, é que não conseguimos entrar em harmonia. Eu já fiz algumas cobranças e parece que sentimos o tempo todo vigiados e compelidos a agradar o outro. Enfim, não estamos relaxados.
Você sugere algum tipo de leitura para fazermos em conjunto? Já pensamos em ir ver um profissional da sexologia para conversarmos mais abertamente sobre o assunto.
Rui e Ana
 
Caros Rui e Ana,
 
Não consegui compreender bem o vosso problema, apenas que se sentem “vigiados” – será uma questão de inibição? O quererem agradar um ao outro é bastante positivo, pelo que podem usar tal para reciprocamente entrarem num processo de descoberta da vossa sexualidade, do que vos dá mais prazer, do que gostam mais de fazer e de sentir.
Posso fazer-vos algumas sugestões, mas podem não responder às vossas necessidades: escolham um diário e escrevam o que gostavam de experimentar sexualmente, as vossas fantasias; vejam filmes eróticos, ou mesmo pornográficos juntos; façam buscas de fotografias eróticas na internet em conjunto; leiam livros de Mario Vargas Llosa, João Ubaldo Ribeiro, Henry Miller, banda desenhada de Manara; vão juntos a uma sexshop e divirtam-se a comprar brinquedos sexuais que vos agradem aos dois; tomem banhos de imersão juntos; façam massagens excitantes e longas (sem preocupação de ter relações sexuais)… Procurem mais sugestões como estas em sites, por exemplo o site da Sapo.
Vale sempre a pena consultar um especialista em terapia sexual, se não sentirem evoluções positivas fazendo este trabalho sozinhos.