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Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Consultório de Sexologia

Profª Drª Helena Barroqueiro

Rapidinhas

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Sexo oral para a mulher

Porque o amor é dar e receber, peça ao seu parceiro que ofereça um mimo especial. Uma dica: "esqueça-se" da revista aberta nesta página em cima da mesa e deixe que ele a veja quando estiver sozinho. Se não resultar, experimente sussurrar-lhe ao ouvido, com voz quente "quero sentir a tua língua em mim… agora!" ou, numa abordagem menos direta, diga-lhe que adora os beijos dele, e que gostava ainda mais de os sentir noutra parte do seu corpo. Oriente-o e partam à descoberta deste momento tão íntimo e que vos irá dar tanto prazer.

 

Para a levar ao sétimo céu…

* Faça-lhe cunnilingus, é a técnica utilizada nas mulheres. O homem deve começar por acariciar e beijar o corpo a partir da boca e no sentido descendente, ou estando deitado por baixo da mulher e começando por beijar, lamber e cheirar as suas pernas e interior das coxas, usando as mãos para acariciar o exterior das coxas.

* Movimente as mãos ao longo da virilha e acaricie gentilmente os pelos púbicos. As coxas começarão a abrir-se ainda mais com a excitação, revelando os lábios interiores e exteriores da vagina.

* Afaste os grandes lábios e descubra o clítoris, mova suavemente a língua para a frente e para trás, para dentro e à volta da área. Chupe a ponta do clítoris delicadamente.

* Insira um dedo dentro da vagina, depois lubrificando a área do clítoris com saliva, continue a lamber. Varie a velocidade.

 

Beijo à "francesa"

Peça ao seu mais-que-tudo que repita "em baixo" exatamente o mesmo que faz com a sua boca…

"Gelado do amor"

Peça-lhe que imagine que está a comer um cornetto e que a sua língua reproduza os mesmos movimentos de quando está a lamber o fundo do cone de bolacha…

Espasmos de prazer

Quer seja ao lamber, quer seja ao chupar, as diferenças de intensidade e de ritmo provocam espasmos de prazer.

Quente e frio

Soprar ar quente, afastar-se da entrada da vagina e soprar ar frio.

Intenso

Com a língua, entra e sai da vagina ou da parte interior dos lábios, "penetrando-a".

“A vagina dá mais prazer que o clítoris?”

“Noutro dia eu e as minhas amigas estávamos a falar sobre a nossa vida sexual e uma delas disse que sente mais prazer quando o namorado lhe toca na vagina sente mais prazer do que com a estimulação do clítoris. É possível? Pensava que o prazer da mulher se concentrava no clítoris…”

 

Susana, Barcelos

 

Cara leitora,

Embora as sensações que produzem sejam diferentes, tanto o clítoris como a vagina propiciam prazer à mulher. Cada mulher é um ser humano único, e que vive o prazer de forma diferente e única também. O que dá muito prazer a uma mulher pode não provocar qualquer sensação a outra. Por essa razão, conhecer bem o próprio corpo é essencial para poder descobrir aquilo que lhe dá prazer a si e para que, dessa forma, o possa transmitir ao seu companheiro. Em primeiro lugar, há que compreender a diferença entre o prazer e a sensibilidade. Embora existam muitas áreas sensíveis ao longo do corpo, não quer dizer que todas elas proporcionem prazer. As zonas erógenas, que o provocam, estão associadas a terminações nervosas. O clítoris contém inúmeras terminações nervosas, provocando intensas sensações de prazer quando é estimulado. Embora seja menos comum, há muitas mulheres que também sentem muito prazer pela estimulação da vagina, pois também contém muitas terminações nervosas. A estimulação da vagina e do clítoris em simultâneo pode provocar inesperadas ondas de prazer!

“A vagina da minha namorada é pequena”

 

“Iniciei há pouco tempo a ter relações com a minha namorada e normalmente a penetração é dolorosa. Será que a vagina da minha namorada é muito pequena? O que deverei fazer? ”

Pedro, Aveiro

 

 

Caro Leitor:

Quando se inicia a actividade sexual é normal que isso aconteça. A sua namorada está nervosa o que pode provocar tensão dos músculos da vagina, e falta de lubrificação adequada. Aconselho-o a dedicar mais tempo e atenção aos preliminares e só tentar a penetração quando a sua namorada lhe disser que está preparada para isso. Experimente também utilizar um lubrificante para facilitar a penetração o que além de ser divertido fará com que a sua namorada se sinta menos tensa. Não pressione a sua namorada e adopte a posição na qual ela se sente mais confortável.

 

Há risco de gravidez sem penetração?

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"Gostaria de saber quais as probabilidade de uma mulher engravidar apenas com o contato direto da vagina com o pénis, mesmo que não haja ejaculação nem penetração?"

Mariana - Vila Nova de Gaia

 

Cara leitora,

As probabilidades não são muito grandes de acontecer uma gravidez, apenas com o contato genital, mas pode acontecer, se o homem tiver já libertado líquido pré-ejaculatório (a lubrificação que sai antes da ejaculação) e se o contato entre os genitais for bastante direto, sem qualquer roupa nem proteção. Lembre-se que mesmo que a gravidez não aconteça as infeções sexualmente transmissíveis podem ser transmitidas numa situação como a que descreve, pelo que a proteção com o preservativo é desejável. 

 

“Sexo anal sem dor…”

“Eu e o meu namorado, por várias vezes, já fizemos sexo anal e devo confessar que até gosto da experiência. O único inconveniente é que sinto algumas dores. Como devo contornar esta situação?

 

Alexandra, Lisboa

Cara Leitora,

Existem inúmeras formas de obter uma relação sexual mais prazerosa e menos dolorosa. Deve ter sempre em conta que sexo deve ser sinónimo de prazer e não de dor. 

Para que possa ter uma relação menos dolorosa, deve evitar estar tensa, pois desta forma facilitará a contração da musculatura tornando este ato mais difícil.

A região do ânus por ser rica em terminações nervosas e sensível às carícias torna-se, por excelência, uma zona que permite a excitação e obtenção plena de prazer.

De forma a diminuir as dores durante o sexo anal, deve apostar nos preliminares para que possa ser estimulada até à excitação e usar lubrificantes, pois o ânus não produz uma lubrificação natural tal como a vagina.

 

"Será impossível penetrar-me?"

 

“Eu e o meu namorado iniciámos recentemente a nossa vida sexual. O pior é que a minha vagina se contrai tanto que não conseguimos consumar o acto. Será impossível o meu namorado penetrar-me? É normal isto acontecer?”

 

Ana, Alcobaça

 

Cara Leitora,

Se ainda é virgem esta situação pode ser causada pela resistência do hímen, e nesse caso será necessária ajuda do médico ginecologista. Por outro lado, aquilo que está a sentir pode estar ligado a um problema de disfunção sexual, chamada vaginismo. Esta disfunção sexual feminina pode afectar tanto as mulheres virgens como as mulheres com alguma experiência sexual. Existem várias causas para este problema, quer sejam físicas quer psicológicas. Geralmente, o que se verifica são espasmos musculares involuntários da vagina que tornam a penetração dolorosa e, por consequência, a dor aumenta a ansiedade e pode levar a uma situação muito penosa, em termos emocionais para a mulher, impedindo por completo a penetração. Este problema pode surgir devido a uma grande variedade de razões. No entanto, a situação que descreve pode estar ainda relacionada com outro tipo de disfunção sexual chamado Dispareunia, que consiste na existência de um excessivo número de nervos sensitivos na entrada da vagina fazendo com que sinta muito mais dor na entrada da vagina do que as outras mulheres. A única forma de resolver esse problema é através de cirurgia. Também pode dar-se o caso de ter uma irritação das paredes da vagina devido a alergia a determinados produtos como sabonetes e tampões. Deve consultar um ginecologista especializado, pois esta condição deve ser tratada através de medicação ou intervenção cirúrgica. Evidentemente que todo este processo pode levar algum tempo, pelo que a compreensão e o apoio do seu namorado serão de extrema importância para a resolução deste problema.

 

“Posso usar vaselina na vagina?”

“Tenho 22 anos e pouca lubrificação, pelo que comprei vaselina para utilizar como lubrificante. Contudo, reparei que na caia diz “apenas para uso externo”, o que me deixou com a dúvida se apenas posso usar na parte exterior da vagina, ou também no seu interior. Gostava que me esclarecesse a este respeito.”

 

Tatiana, Faro

Cara leitora,

O facto de ser indicado na caixa que a vaselina que comprou é apenas para uso externo indica que esta, assim como outros produtos lubrificantes à base de petróleo, se destinam a pele muito seca e aos lábios na boca, não sendo aconselhável para os lábios vaginais e para toda essa parte do seu corpo. Quando misturados com água, os produtos de beleza à base de petróleo tornam-se mais lassos, o que facilita a entrada de bactérias e fluidos corporais, aumentando o risco de infeções. Por outro lado, este tipo de lubrificantes pode danificar o látex dos preservativos, arruinando a sua eficácia. Existem muitos lubrificantes à base de água ou de silicone, e esses sim são adequados para utilizar dentro e fora da vagina, no clítoris, etc. para escolher o lubrificante certo para si, coloque um pouco no polegar e esfregue suavemente com a ponta do indicador. Se ficar pegajoso e seco depressa, não é adequado, enquanto que se continuar a escorregar na sua pele é o ideal para si.

Dores e falta de vontade

Há 2 anos namoro com um rapaz e há 8 meses tivemos relações sexuais pela primeira vez. Correu bem e com muita cautela, fui ao medico antes, receitou-me exames e orientou-me sobre as sensações que possivelmente iria ter...
Eu já tomava anticoncepcional desde os meus 14 anos, porque a minha menstruação tem um fluxo muito forte. O meu namorado entretanto fez uma cirurgia e passamos mais de dezoito dias sem ter relações e quando o médico dele o permitiu de novo,  eu não sinto vontade nenhuma, nenhum desejo. Quando tentei forçar senti muitas dores e continuo a sentir e sinto que a minha vagina está com um odor diferente, com muito corrimento.
É normal eu sentir essa falta de interesse por ele? Gosto de ficar juntinhos, beijar abraçar, mas quando passa para a parte mais quente peço que pare e tenho vontade de chorar. Tenho medo que seja alguma infecção.
Luísa
 
Cara Luísa,
O seu caso apresenta tantas coisas que deve mesmo falar abertamente com o seu médico para melhor o esclarecer.
O facto de fazer contracepção é positivo, para ficar descansada quanto a possíveis gravidezes indesejadas, mas não a protege de contrair infecções sexualmente transmissíveis e isso pode ainda preocupá-la.
Não sei como reagiu às suas primeiras relações sexuais, se gostou, se se sentiu confortável, como ficaram depois. Não sei a causa da cirurgia do seu namorado e se pode relacionar-se com a sua falta de desejo. Também não sei se a vossa relação sofreu alguma mudança nesses dias em que não tiveram relações. Qualquer um destes factores pode influenciar o seu desejo sexual e a sua vontade de ter sexo.
Reflicta um pouco, sozinha ou acompanhada, sobre o que poderá estar a ter impacto nos seus sentimentos em relação à sexualidade.
No que toca a dores, odores e corrimento tem mesmo de fazer um diagnóstico presencial com um médico, pois pode ter desenvolvido apenas algumas bactérias vaginais (a vagina como mucosa tem uma flora vaginal que pode desequilibrar-se e dar tais sintomas), como pode ter sido infectada com uma infecção sexualmente transmissível e estar a reagir negativamente ao sexo por lhe causar dores.

Leia mais sobre desejo sexual feminino aqui: http://consultoriosexologia.blogs.sapo.pt/tag/desejo+sexual+feminino

Ela não me conseguiu excitar!

Tenho 17 anos e tive a minha primeira experiência sexual há pouco tempo. Foi com uma profissional do sexo, só que não foi tão bom como eu esperava. 

Da primeira vez que fui masturbei-me antes, por conselhos de amigos. Ela fez-me sexo oral, até aí tudo bem. Só que quando coloquei o meu pénis na vagina dela perdi a ereção. Depois ela masturbou-me, mas não consegui recuperar. Voltei passado dois dias, sem me masturbar, ela  fez-me sexo oral de novo, eu estava excitado, penetrei-a um pouco, mas o meu pénis amoleceu de novo.  Não consigo entender, masturbo-me todos os dias, e quando vou praticar sexo não consigo!!?? Qual é o meu problema? Será que é por culpa dos remédios que eu tomo (antidepressivo e calmante).

 

Mário, Beja 

 

Caro leitor,

 

As dificuldades de ereção que sentiu podem dever-se a muitos fatores, mas o mais importante é que perceba que não se deve preocupar tanto com a sua performance e penetração, pois essa atitude negativa em relação a si mesmo prejudica-o, leva-o a sentir ansiedade no momento e mesmo em antecipação do momento.
Saiba que a masturbação não se relaciona com o seu caso, pode fazê-lo e deve até fazê-lo, com pensamentos e fantasias positivas para si.
Analisemos os fatores que refere, que podem ainda ter outros a reforçá-los: toma medicamentos do foro psiquiátrico que sem dúvida influenciam a resposta sexual; tentou a relação sexual num contexto de pouca intimidade (a profissional do sexo) e, como tal, pode ter ficado mais nervoso com isso, embora em alguns homens as dificuldades surjam, por exemplo, quando estão apaixonados e querem muito satisfazer a parceira; voltou à mesma situação sexual mais com o objetivo de se “testar” a si próprio do que procurar ter prazer, o que diminui muito a sua capacidade de se excitar…
Eu não diria que o seu problema é disfunção eréctil, mas sim dificuldades de ereção. Contudo, se a sua ansiedade continuar a interferir na sua capacidade eréctil deve procurar um técnico de saúde, de preferência sexólogo, para que esta dificuldade não se transforme num problema sexual instalado na sua sexualidade. Procure o tratamento se perceber que não consegue relaxar por si e entregar-se ao prazer sem preocupações.

 

“O que é o fisting?”

“Tenho 19 anos e quando estou com o meu grupo de amigos e a conversa vai parar ao sexo eles às vezes falam de uma coisa chamada “fisting”. Eu não sei o que é e sinto-me posta de parte, mas tenho vergonha de perguntar ou de confessar que não sei. Poder esclarecer-me?”

 

Catarina, Guimarães

 

Cara leitora,

É perfeitamente normal que não esteja a par dessa técnica, pois por ser um tanto “agressiva” fisicamente não é muito falada nem consta dos princípios básicos sobre sexualidade que se ensina nas escolas ou entre pais e filhos. Chama-se fisting ao ato de uma pessoa inserir a mão inteira dentro da vagina ou ânus da outra pessoa, e apesar de algumas pessoas considerarem que este ato lhes traz prazer, ele existe muito cuidado para não causar danos à saúde nem provocar dor. Para realizar esta prática é essencial que exista muita confiança e comunicação entre os parceiros, relaxamento, preparação e, naturalmente, um bom lubrificante. É sempre essencial haver preliminares que relaxem bem o corpo, pois se tal não acontecer poderá ser muito doloroso e pode até haver danificação dos tecidos, que são muito sensíveis nesta parte do corpo.